...o (des)Ventura fez mais uma, hoje mesmo! Um muito obrigado! ao Filho da Truta (FdT) por nos ter trazido aqui esta notícia:
«
O presidente do Chega, André Ventura, comprometeu-se esta quinta-feira a retirar a confiança política aos dirigentes do partido que tenham estado ligados a movimentos extremistas, e quer que os novos militantes indiquem se pertenceram a organizações desse género.»
"Movimentos extremistas"? Hum... a que "movimentos extremistas" se estará o (des)Ventura a referir?
«"Enquanto eu for líder do Chega, nenhuma possibilidade haverá de que o partido seja conotado, envolvido ou associado com quaisquer movimentos extremistas, subversivos ou racistas, não é essa a minha posição ideológica, essa posição não é admissível numa democracia e num Estado de direito como aquele em que vivemos", salientou, em conferência de imprensa na Assembleia da República, em Lisboa.»
O deputado único assegurou igualmente que não irá tolerar nem admitir "qualquer presença em órgãos dirigentes de militantes que estejam ou tenham estado ligados, quer a actos violentos, quer a actos subversivos, ligados a movimentos extremistas, movimentos violentos ou movimentos racistas".»
Ah... por "movimentos extremistas" devemos entender os "racistas". Pessoas como eu e a esmagadora dos leitores deste blogue, que não aprovamos a imigração de fronteiras escancaradas. Será que o (des)Ventura vai mencionar o nome dos tais "movimentos extremistas"?
«"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para impedir que isso aconteça, porque é a saúde da nossa democracia que está em causa, e é a imagem do Chega enquanto partido parlamentar que está em causa também", assinalou Ventura, notando que quer combater igualmente "tentativas de tomar o partido a partir de fora".
Um desses casos é o presidente da Mesa da Convenção Nacional do Chega,
Luís Filipe Graça, que terá estado ligado ao Partido Nacional Renovador
(PNR) e à Nova Ordem Social (NOS), movimento fundado por Mário Machado.»
Ah! O PNR e a NOS, pois claro! Como se estas duas organizações tivessem alguma coisa a ver uma com a outra!
«O líder do Chega, partido oficializado pelo Tribunal Constitucional desde o ano passado, adiantou que exigiu "a todos os que foram envolvidos [na investigação], e sobretudo aos dirigentes do Chega, que fizessem um desmentido imediato de qualquer ligação actual ou passada a movimentos como o NOS, ou outros, desmentido esse que já foi feito, nomeadamente pelo presidente da Mesa" da Convenção Nacional.
A partir de agora, será feito "um levantamento o mais rigoroso possível" àqueles que já são militantes e, se forem encontradas ligações a movimentos do género, o líder do partido compromete-se a tomar medidas.»
E que medidas serão essas?
«"Se estiverem em causa dirigentes, perderão imediatamente a minha confiança política, se estiverem em causa militantes, serão enviados os respectivos processos para o Conselho de Jurisdição Nacional, ou distrital, caso exista", vincou.
Esse controlo "das origens destes militantes, dos seus objectivos e da sua militância ideológica" será levado a cabo através da identificação de "fluxos de militantes que tenham entrado em muita quantidade na mesma altura, no mesmo dia, levantando suspeitas de ser um movimento organizado" e também através de pesquisa "de perfis públicos e dados públicos".
Ainda assim, o líder do Chega rejeitou "julgar as pessoas pelo passado político que tenham", alegando que "uma coisa é ter participado em movimentos violentos ou em actos criminosos, outra é ter um determinado passado político", como o próprio, que já foi autarca eleito pelo PSD.
André Ventura indicou ainda que o partido
conta actualmente com "cerca de oito mil militantes" provenientes "de
todas as origens políticas, de todas as origens sociais e de todas as
origens ideológicas, coisa que o Chega não controla".
Do
total actual, "seis mil ou sete mil" manifestaram intenção de pertencer
ao partido após as eleições legislativas de Outubro, nas quais o partido
conseguiu eleger um deputado único, o que acarreta "um problema muito
grande de controlo", assinalou.
A
partir "da próxima semana", assegurou André Ventura, "todos os
formulários de inscrição no Chega terão duas perguntas obrigatórias
sobre a anterior filiação, quer a movimentos políticos, quer a partidos
políticos" nos últimos cinco anos, medida que ainda terá de autorizada
pelo Conselho de Jurisdição.»
Resumindo e concluindo: o (des)Ventura não quer no Chega! as pessoas que trocaram o PNR pelo seu partido ou que, sendo racialistas e não apoiando o PNR, votaram no Chega!. Devo dizer que acho isto inteiramente merecido para os nacionalistas que votaram no Chega!. Votar num ex-PSD só porque ele disse umas coisas óbvias sobre ciganos não é sério. E votar num ex-PSD só porque não se gosta do minho-timorismo dos dirigentes do PNR é quase tão mau, porque no PNR ainda há alguns racialistas, enquanto no Chega! não se vê nenhum.
Entendam uma coisa, caros amigos: só haverá um partido racialista em Portugal no dia em que lutarmos por ele. No dia em que o tomarmos a partir de dentro, uma vez que a Constituição nos impedes de criarmos um. Não há volta a dar a esta realidade. É precisamente isso que o (des)Ventura está a tentar evitar, porque o objectivo dele nunca foi preservar Portugal, mas sim o contrário, acabar com ele de uma vez por todas. Foi ele próprio que disse que vinha evitar o aparecimento da extrema-direita, chegando até a distanciar-se da AfD, um partido que também é anti-racialista.