quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Mais duas intervenções de André Ventura na AR


     Depois de ontem vos ter trazido aqui a grande estreia de Ventura no Par(a)lamento, aqui ficam mais duas suas intervenções. Um muito obrigado! ao Filho da Truta (FdT) por nos ter trazido aqui a primeira delas.

Alguns de vocês poderão estar a coçar a cabeça: "Ó Afonso, mas tu não és contra o Ventura? Então para que diabo estás a partilhar as suas intervenções?" Por três motivos: (1) acho efectivamente que Ventura é um homem do sistema, mas até o ter demonstrado inequivocamente merece o benefício da dúvida; (2) acho que Ventura pode servir de "stepping stone" para o Nacionalismo e "radicalizar" as pessoas no sentido de abrirem a mente a votar noutros partidos que não os do sistema; (3) parece-me extremamente importante monitorizarmos as reacções do eleitorado ao discurso de Ventura, para medirmos o impacto das suas palavras e percebermos o que resulta e o que não resulta em termos de propaganda política.




quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Hoje, a partir das 21h00: José Pinto-Coelho no "Talk About em português"


     O Presidente do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR), vai estar hoje em directo no canal  "Talk About em português", um dos canais conservadores mais populares do YouTube, para conversar com o vlogueiro (video blogger) residente.



A conversa poderá ser seguida a partir das 21 h, através desta hiperligação. Não percam!

Boa estreia, Doutor Ventura!


Porque há que dar mérito a quem o merece. Aqui fica a primeira intervenção de André Ventura na AR, foi hoje mesmo, há apenas algumas horas. Se isto é ou não um indicador do que vai acontecer no futuro, só o tempo dirá. Mas para já, Ventura merece o benefício da dúvida.


terça-feira, 29 de outubro de 2019

Pretogueses continuam a dar má fama aos Portugueses no estrangeiro


Um muito obrigado! ao Filho da Truta (FdT) por nos ter trazido aqui esta notícia "tão bonita e singela", como cantava o Zé Cabra:

«Um emigrante português de 35 anos, que já foi duas vezes deportado para Portugal, foi detido, em Inglaterra, por ter assaltado um homem de 73 anos, quando o idoso estava a ter um ataque cardíaco num terminal de autocarros.»


Antes de continuarmos, vamos dar uma olhadela à linda cara deste "português":


Hum... não consigo dizer se será minhoto ou transmontano. O que é que vos parece?


«Charles Jackson, 73 anos, terá sido a última vítima de Danilo Furtado, português de 35 anos que foi detido, em Inglaterra, e condenado a 20 meses de prisão.»


"Português de 35 anos"... que sentido de humor tão giro que os "nossos" jornalistas têm!

«No passado mês de agosto, Charles Jackson sofreu um ataque cardíaco no terminal de autocarros Bury Interchange, na região de Manchester. Danilo Furtado, em vez de auxiliar o idoso, roubou-lhe a carteira, o telemóvel e um fio e cruz de ouro. 
Charles Jackson morreu 13 horas depois. Por não ter identificação, o contacto com a família do idoso foi mais difícil e aconteceu já após a morte do homem.»


Ah! O Sr. Jackson era certamente um homem branco, logo patriarcal, logo heteronormativo, logo misógino, logo xenófobo, logo racista, logo neocolonialista... tinha mesmo era de morrer, pá!  Todos os homens brancos têm de morrer!

«Segundo a imprensa britânica, Danilo Furtado é toxicodependente e já tinha no cadastro 32 crimes, como furtos em lojas, posse de arma branca e drogas. Foi deportado duas vezes de Inglaterra (2014 e 2017) mas acabou por voltar ao país.»


 
"Tinha sido deportado duas vezes? É natural... porque os melhores são os que partem!" 


«Nichola Garton, filha de Charles Jackson, diz que a família sente que lhe foi roubada a hipótese de passar as últimas horas de vida com o pai. "O meu pai estaria provavelmente ainda semi consciente quando ele passou no local e em vez de o ajudar decidiu roubar-lhe o fio e cruz de ouro, o telemóvel e a carteira. Não teve compaixão, nem humanidade, nem consciência. As suas acções inumanas são deploráveis, mas ainda mais importante, as consequências dessas acções resultaram na morte do nosso pai", frisou Nichola Garton, citada pelo "Daily Mail".»


Hum... em que partidos é que a menina Garton terá votado ao longo dos anos? É que a única forma de evitar os Danilos da vida é apostar no Nacionalismo... mas a Inglaterra não é propriamente a nação mais nacionalista da Europa!

«Foi um irmão de Nichola, preocupado pela ausência do pai, que decidiu ir à sua residência. Quando chegou, tinha dois agentes da polícia à espera para informar de que Charles Jackson tinha morrido.

Danilo Furtado e um cúmplice foram detidos depois de terem vendido o fio e cruz de ouro numa loja de produtos em segunda mão por 100 libras (116 euros). O português também tentou usar o cartão de multibanco da vítima.

Segundo o seu advogado, Paul Brynin, Danilo "pensou que a vítima estava apenas embriagada e aproveitou-se da situação para o roubar para comprar comida e drogas".

"O que fez foi vergonhoso, desprezível e totalmente vazio de humanidade", considerou o juiz que analisou o caso.»


Pôssa, que juiz mais severo! Ninguém lhe deve ter dito que "a diversidade é a nossa força"!... 

Nota final: alguns de vocês poderão achar que eu não devia gozar com estas coisas. Como observou o FdT, «como se já não bastasse estar a ter um ataque cardíaco, a último imagem que tem do mundo é de um preto a roubar-lhe a carteira. »É verdade, o velhote teve um final bem triste. Mas, por outro lado, é preciso ter em conta a estatística: sendo esse velho inglês, a probabilidade de ele ter votado durante a sua vida nos imigracionistas do Labour e do Partido Conservador é muito mais elevada do que a probabilidade de ele ter votado no BNP ou até no UKIP. Por isso, o mais provável é que ele tenha tido exactamente o destino que merecia, tal como a esmagadora maioria dos ingleses (e, já agora, dos portugueses) que morrerem em situação semelhante.

Alguns de vocês poderão achar esta minha atitude de uma frieza quase psicopática, mas eu cheguei a um ponto em que já só sinto pena dos brancos que lutaram de alguma forma contra a "diversidade". Os outros não merecem sequer a nossa consideração. Até porque eles sentem exactamente o mesmo em relação ao nós. Em geral, consideram-nos criminosos apenas porque queremos continuar a viver na nossa terra e com a nossa própria gente. Portanto, e perdoe-me o cinismo, que se f***m. Já não tenho paciência nem pena de quem se entregou de corpo e alma à desgraça da "diversidade".

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Ver também:

Futebolista "português" que jogava na Holanda morre na Bélgica...
Amadora: um destino de sonho para o seu fim-de-semana!
Em Vilamoura (Algarve): "jovem" mata jovem por motivo fútil
Ainda sobre a grande "festa" na estação ferroviária de Queluz-Belas
Sermões do Afonso #6: "Jovens" dão mais cor à noite de Santo António
Jovem (ou seria "jovem"?) enriquecido dentro de um comboio em Sintra
Triste futebol: "jovem" do FC Porto devolve aos adeptos o carinho que recebeu... com juros!
(des)Governo português pede desculpa a Angola pelas agressões dos "jovens" do bairro da Jamaica às autoridades portuguesas
PSP obrigada a disparar para "serenar os ânimos" em Carcavelos
No Estoril: "jovens" agridem menina de forma selvagem, arracando-lhe o cabelo
"Jovem" são-tomense ouve "a voz de Deus" e decide enriquecer umas quantas viaturas...
Em Agualva-Cacém: gangue de "jovens" arma cilada a dono de pastelaria
O PNR repudia veementemente a vista do bilderberguer Marcelo ao bairro da Jamaica
Aqui em Portugal: "refugiado" africano detido por assalto a estabelecimento comercial
"Jovens" tornam o futebol britânico mais vibrante!
"Jovens" fazem arrastão em centro comercial do Carregado (no concelho de Alenquer)
Os "novos portugueses": penacovenses de gema!
"Jovens" usam o Fuçaslivro para conversar sobre matar polícias e militantes do PNR (2)
"Jovens" usam o Fuçaslivro para conversar sobre matar polícias e militantes do PNR
Arrogância alógena: "jovem" vibrante explica que «os 'tugas' são uma merda!» 
José Pinto-Coelho num centro comercial da Amadora
José Pinto-Coelho fala acerca do "jovem" que insultou a bandeira portuguesa

Gastaram-se milhares de milhões a fazer auto-estradas...


...e agora começa a acontecer o que se previa: as empresas que as exploram vão passando para mãos estrangeiras. Primeiro foi a Mota-Engil, agora é a vez da Brisa:

«Mais de 20 anos depois de ter entrado e assumido a gestão da Brisa, o grupo José de Mello prepara-se para ceder o controlo accionista da empresa, num negócio que pode ultrapassar os três mil milhões de euros. É uma grande operação, mesmo para a escala europeia, e está a atrair o interesse de muitos potenciais investidores. Mas também pela sua dimensão, dificilmente veremos investidores nacionais na corrida.
Ainda que o grupo Mello mantenha uma participação minoritária de 20%, é quase certo que a Brisa será mais uma empresa de referência a ir para o controlo de investidores estrangeiros, como aliás já aconteceu com outras concessionárias de infra-estruturas de transportes. A segunda maior concessionária de auto-estradas, a Ascendi, que era detida pela Mota-Engil e pelo Novo Banco, foi alienada em 2016 a um fundo internacional baseado em França, a Ardian.»

Auto-estradas construídas graças a fundos comunitários a passar para o controlo de estrangeiros? Quem é podia ter previsto uma coisa destas?...

«A mesma Mota-Engil vendeu a concessionária portuária, dona da Liscont e outras concessões, aos turcos da Yildirim. A própria Brisa também alienou 30% da sua principal concessão a um grupo de investidores brasileiros. Isto para não falar nas concessionárias dos aeroportos, a ANA, que desde 2013 é detida pelos franceses da Vinci, que são também os maiores accionistas da Lusoponte, a empresa que explora as travessias rodoviárias do Tejo, ainda que aqui tenha ao seu lado a Mota-Engil.
Com a Brisa a ir ao mercado vai mudar de mãos o capital da empresa que explora as principais auto-estradas do país, desde a A1, a A2, a A5, passando pela A8 da Auto-estradas do Atlântico, pela A6 que vai para a Espanha, ou a Norte, pela A3, que liga Porto a Valença. E também pela Via Verde.»

Ou seja, é apenas uma questão de tempo até os novos donos perceberem que quase todas as auto-estradas portuguesas dão prejuízo e começarem a aumentar as portagens. De forma progressiva, é claro, que é para os "tugas" não começarem logo a protestar...

«Quem são os potenciais compradores? Fundos de investimento em infra-estruturas, fundos de pensões, seguradoras, investidores que têm um perfil de longo prazo e gostam de remunerações garantidas, e, eventualmente, investidores que já tem interesses em auto-estradas em Portugal e Espanha, como o fundo francês dono da Ascendi, ainda que neste caso possa haver um problema de concorrência, ou a espanhola Globalvia. A geografia dos interessados estende-se desde a Europa e Estados Unidos até à Austrália, onde há fundos com grande tradição em infra-estruturas. Por exemplo, a Macquarie – com origem na Austrália e que já foi accionista da Lusoponte.
Quanto vão comprar? O que está à venda são dois blocos de 40%, num total de 80% do capital do grupo Brisa. É uma posição de controlo que, por isso, terá associado um prémio a pagar pelos investidores, mas a configuração do negócio vai depender muito de quantos investidores aparecerem e se vão ou não concorrer em consórcio. O preço terá implícito um prémio de controlo e, tendo como referência apenas a performance financeira recente da Brisa e o seu balanço, poderá chegar a um valor superior a três mil milhões.»

Pois é... graças aos dinheiros vindos da UE, foi construída uma rede auto-estradas que deu de comer a muitos compadres e (des)governantes. Mas agora, apenas umas décadas mais tarde, tudo indica que a manutenção dessa rede é incomportável, algo que todas as pessoas com dois dedos de testa tinham previsto.

Entretanto, os portugueses não têm alternativas viáveis a muitas destas novas auto-estradas, incluindo uma rede ferroviária que cumpra os requisitos mínimos de qualidade, conforto e tempos de viagem. Também aqui se vê o resultado da negligência grosseira do povo português em relação aos seus próprios interesses. E a sua indiferença criminosa em relação à incompetência e à corrupção dos seus dirigentes políticos... Portugal vai continuar a ser vendido, peça por peça. Um dia os portugueses vão acordar e verificar que já nada lhes pertence. Mas desde que haja futebol, smartphones, festivais de música e carros de alta gama, os "tugas" não se vão importar grande coisa... afinal, "o que importa é sermos felizes", não é mesmo?

domingo, 27 de outubro de 2019

Uma estatística extremamente preocupante


     Nos EUA, uma organização de defesa da Liberdade de Expressão fez uma sondagem acerca da forma como os norte-americanos encaram o "discurso livre" (free speech). Os resultados são extremamente preocupantes:

▪ 51% norte-americanos acham que Primeira Emenda, adoptada em 1791, "deve ser actualizada para reflectir as normas culturais da actualidade".

▪ Entre os 'millennials' (29-38 anos), a situação é especialmente grave; 51% acredita que o "discurso de ódio" deve ser criminalizado.

▪ A percentagem correspondente para a 'geração x' (39-54 anos) e para os 'baby boomers' (55-73 anos), desce para 46%; ou seja, as gerações mais novas são menos respeitadoras da Liberdade de Expressão do que as gerações mais velhas.

▪ Entre os que defendem a criminalização do "discurso de ódio", 54% acha que o castigo a aplicar deve ser a prisão; só 46% acha que multar seria suficiente.


▪ 52% dos inquiridos acha que a o "discurso racista" deve ser proibido.

▪ 50% dos inquiridos acha que os neonazis não devem poder falar livremente,


▪ 46% dos inquiridos acha que os islamistas radicais não devem poder falar livremente;

▪ 35 % dos inquiridos acha que os negadores do Holocausto não devem poder falar livremente.

▪ 20% dos inquiridos acha que os movimentos anti-vacinação devem ser proibidos;

▪ 18% dos inquiridos acha que os negadores das alterações climáticas devem ser silenciados.

Porque é que isto é grave? Porque os EUA são o único país do Ocidente onde ainda existe realmente Liberdade de Expressão. Uma revisão da Primeira Emenda no sentido desejado por aqueles que responderam a este inquérito significaria o fim dessa liberdade e, muito provavelmente, o silenciamento final dos povos do Ocidente, sobretudo dos Nacionalistas.

Apesar de jamais ser capaz de votar na Iniciativa Liberal...


...tenho de admitr que os seus cartazes são simplesmente brilhantes! Depois do #ComPrimos, que gozava com o original do PS "#Cumprimos" e do Impostopoly, os estrategas da IL criaram agora o #Comprido:

«A Iniciativa Liberal considerou este sábado que o novo Governo já “não é com primos”, mas é comprido, complicado, de continuidade e convencido ser possível atrair investimento mantendo o sistema fiscal, a justiça lenta e serviços públicos a funcionar mal.»


A boa propaganda política é mesmo assim: pega-se num defeito do inimigo e salienta-se esse defeito. Neste caso, o defeito é a dimensão excessiva do (des)governo, que tem ainda mais boys e girls para alimentar do que o anterior executivo... salientado pelo recurso a três painéis publicitários.

A traição aos Portugueses em números concretos (102)


Mais um motivo de orgulho, pá! Portugal é o terceiro país da UE com mais riqueza em paraísos fiscais!!! "Heróis do mar, nobre povo..."

«Os portugueses desviaram cerca de 50 mil milhões de euros para offshores entre 2001 e 2016 [durante um período de 15 anos], tornando-se o terceiro país da União Europeia que mais riqueza transferiu para paraísos fiscais, noticiou o Jornal de Negócios com base num estudo da Comissão Europeia.
Cerca de um quarto (23,9%) do Produto Interno Bruto (PIB) português é desviado para offshores, sendo superado apenas por países como o Chipre (38%) e Malta (31%).
Estes três países também são os que mais perdem em receita fiscal por causa das transferências para os paraísos fiscais, segundo a estimativa da CE. Só Portugal terá perdido 1,3 mil milhões de euros entre 2004 e 2016, cerca de 1% do PIB português.


Estes números são estranhos... entre 2001 e 2016 Portugal perdeu 50 G€, mas entre 2004 e 2016 só perdeu 1,3 G€?! 
 
“Menos receita fiscal significa menos serviços públicos ou taxas de IVA mais altas para o cidadão comum”, diz Johan Langerock, assessor de políticas fiscais e desigualdade da Oxfam.
O recurso a estes paraísos fiscais deve-se muitas vezes às tentativas de evasão fiscal, para evitar ter a riqueza sujeita a impostos, mas no caso de Portugal e de outros que tiveram ajuda financeira pode dever-se também à incerteza económica e à necessidade de proteger a riqueza.»

A última frase é realmente um espectáculo. Uma formulação mais honesta seria: "os paraísos fiscais são usados normalmente para fugir aos impostos, mas isto aqui no rectângulo está tão mau que muitas pessoas estão a pôr o seu rico dinheirinho noutro lado, não vá o (des)Governo lembrar-se de arranjar alguma forma de lhe deitar a mão"!

sábado, 26 de outubro de 2019

Muito interessante...


...este artigo do Instituto Gatestone. Mostra a forma como os estrangeiros viram a eleição do Chega para o parlamento português. Recomendo a sua leitura integral, mas vou deixar aqui algumas partes "picantes":

«In the area of ​​foreign policy, Ventura has called for opposing European federalism, safeguarding national sovereignty from encroaching globalism and taking Portugal out of the UN's Global Compact for Migration. He has called for reinforcing Portugal's role in NATO, and for fighting against the "hegemonic temptations" of China, Iran and the European Union. He has also called for an "unequivocal commitment" to support the State of Israel and for transferring the Portuguese embassy to Jerusalem.»


Curiosamente, ainda não vi nenhum nazionalizta pronunciar-se acerca disto. Curioso, no mínimo...

«Chega leader André Ventura, a 36-year-old law professor and television sports personality, campaigned on a theme of law and order and opposition to both political correctness and the imposition of cultural Marxism. He rode a wave of discontent with traditional center-right parties, which in recent years have drifted to the left on domestic and foreign policy issues.»


Reparem que os "comentadores" e "jornalistas" portugueses raramente referem isto. Toda a gente sabe que o PSD e o CDS perderam votos por se terem aproximado demasiado à Esquerda, mas a narrativa oficial aqui no rectângulo é que estes partidos foram derrotados por causa do seu conservadorismo, não por causa do seu crescente "progressismo". É realmente engraçado que tenha de vir um jornalista estrangeiro escrever o que os "jornalistas" portugueses não querem escrever...

«Portugal's establishment media and left-wing parties have sought to discredit Chega by branding the party as "far right," "extremist," and "populist right wing." A review of Chega's "70 Measures to Rebuild Portugal" shows it to be a conservative party promoting classical liberal economic policies and traditional social values.»


Exacto. O que o Chega defende é, essencialmente, o que o Partido Republicano defende nos EUA. Não há nada de verdadeiramente radical no Chega, mas em Portugal ser genuinamente de Direita é ser considerado radical e de "extrema-direita"...

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Aconteceu hoje, no Par(a)lamento...


    A deputada eleita pelo Livre tomou posse hoje, fazendo-se acompanhar pelo seu assessor, vestido da forma que podem ver nas duas fotografias em baixo. Um muito obrigado! ao Bruno D. por me ter chamado a atenção para mais este episódio surreal da "democracia" portuguesa.

Adenda:  muito obrigado! também ao FdT que me trouxe aqui esta notícia no exacto momento em que eu a publiquei! 😝





Nacionalistas abstencionistas, espero que se sintam orgulhosos, porque este triunfo da "modernidade" e do "progressismo" também é vosso! Se vocês tivessem ido votar, a Joacine não teria conseguido chegar à Assembleia da República! Mas vocês querem mudar o mundo cruzando os braços e afundando o traseiro flácido no sofá, portanto, só têm o que merecem!

José Pinto-Coelho fala acerca do "jovem" que insultou a bandeira portuguesa


     Julgo que todos os frequentadores deste blogue estarão ao corrente do caso. Numa manifestação em frente à Assembleia da República promovida pelos sebosos do partido de extrema-esquerda que dá pelo nome desonesto de Livre, um "jovem" racista antibranco insultou a bandeira portuguesa com o maior dos à-vontades.


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

A ouvir: entrevista de André Ventura à Antena 1


      Deixo aqui uma entrevista que André Ventura concedeu hoje à Antena 1. Partilho aqui a entrevista não para apoiar Ventura, mas porque me parece importante que as suas posições fiquem bem claras. Julgo que muitos nacionalistas ainda não perceberam muito bem o que este indivíduo defende realmente e qual é a sua verdadeira função no circo abrilino. Por exemplo:
1. A partir dos 4 minutos e 16 segundos, Ventura reconhece que não tem nada contra o crime do aborto; isto é que é "extrema-direita"? Aceitar o aborto?
2. Aos 12m19s, Ventura diz, a propósito da ideologia de "género": «se nós não pararmos isto a tempo, um dia a reacção ao sistema vai ser muito pior do que está a ser»; ou seja, ficamos com a sensação que Ventura quer combater a ideologia de "género" para evitar a reacção contra ela que poderá vir a ter lugar no futuro... e não por causa da natureza criminosa da ideologia de "género" em si.
3. Perto do fim do vídeo, Ventura vai ainda mais longe: «há um descontentamento enorme contra o sistema, uma abstenção de 51%, se isto não se revolver a tempo, o sistema não sobreviverá». Portanto, a preocupação de André Ventura é manter vivo o sistema, é garantir que o sistema sobrevive.

Depois não digam que não foram avisados... o homem nunca escondeu as suas verdadeiras intenções.


quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Questões em directo com José Pinto-Coelho # 001 (17/10/2019) - LADO B


     Partilho aqui a segunda parte do primeiro "Questões em directo", com o Presidente do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR), que esteve hoje (23-Out) em directo no seu canal do YouTube, a responder a perguntas que alguns dos espectadores lhe tinham colocado no passado dia 17. 

Nesta segunda parte, a que José Pinto-Coelho chamou "Lado B", o Presidente do PNR continuou a falar dos resultados das Eleições Legislativas do passado dia 6 de Outubro, bem como da necessidade de renovar a imagem do partido. Falou ainda do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo da posição do PNR em relação a essa aberração. Finalmente, José Pinto-Coelho falou acerca da guerra cultural que a Esquerda tem vencido desde há já várias décadas no Ocidente, e da necessidade de os Nacionalistas se aplicarem muito mais para terem a possibilidade de reverter essas vitórias da Esquerda.




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Ver também:


Questões em directo com José Pinto-Coelho # 001 (17/10/2019)

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Um breve comentário aos resultados obtidos pelo PNR no estrangeiro


      Foram ontem finalmente divulgados os resultados da Eleições Legislativas de 2019 no estrangeiro. A surpresa, pelo menos para mim, foi bastante grande: aqui em Portugal, o PNR perdeu cerca de 43,7% dos votos que tinha obtido nas Legislativas de 2015; mas, no estrangeiro, o PNR cesceu 1350%!







Os resultados obtidos pelo PNR no estrangeiro parecem-me interessantíssimos. O PNR ficou à frente do Aliança do Santa (f)Lopes, do Chega! do André (des)Ventura, do Livre da preta gaga e até do PCTP-MRPP da escumalha comunista revolucionária:




Como tinha dito acima, em Portugal, o PNR perdeu cerca de 43,7% dos votos que tinha obtido em 2015, passando de 27 41 para 15 270 votos. Mas no estrangeiro aconteceu o oposto! Em 2015, o PNR tinha obtido apenas 128 votos no estrangeiro. Em 2019, obteve 1856 votos! Uma subida de 1350%!!!

Ora, isto vem ao encontro daquilo que eu penso há já muitos anos:
o problema do crescimento anémico do Nacionalismo em Portugal não reside apenas no PNR, mas também na mundivisão e na forma de estar da sociedade portuguesa, que parece ter especificidades culturais próprias e que não compreende a urgência do combate nacionalista face aos graves efeitos do multiculturalismo e do multirracialismo no resto da Europa.
 
Parece-me por isso pertintente entrevistar os ex-votantes do PNR e os votantes do Chega! para percebermos exactamente o que distingue o eleitor português em Portugal do eleitor português no estrangeiro. Não podemos fugir mais desta realidade: o que tem funcionado na Europa para fazer crescer os partidos nacionalistas não está a funcionar aqui no rectângulo. E é preciso urgentemente perceber porquê, sob pena de continuarmos a falhar.

Observe-se também que mais de metade dos votos que o PNR obteve no estrangeiro este ano vieram do Brasil (970 votos). O que significa que a estratégia adoptada pelo PNR para seduzir os luso-brasileiros não era assim tão estúpida:


 Resultados das Eleições Legislativas de 2019 no Brasil (SGMAI)


Não se pense, porém, que o resultado do PNR nos consulados se fica a dever única e exclusivamente ao Brasil. Apesar de o PNR ter obtido, em termos absolutos, menos votos na Europa, o crescimento relativo do PNR no Velho Continente é maior do que aquele teve no Brasil!

Repare-se: em 2015, o PNR tinha obtido apenas 45 votos na Europa. Este ano, o PNR obteve 810 votos na Europa. É um crescimento de 1700%! No Brasil, o PNR tinha obtido apenas 71 votos em 2015, mas este ano teve 970, um crescimento de aproximadamente 1266%.



Se o PNR tivesse crescido tanto em Portugal como na Europa (1700%), teria sido a quarta força política mais votada, com uns assombrosos 461 397 votos! Só o BE, o PSD e o PS teriam tido mais votos!

Ou seja, o nosso problema, o problema do crescimento nacionalista reside mesmo na sociedade portuguesa. Desde os grandes burros que se abstêm até àqueles que se deixaram seduzir pelo (des)Ventura por motivos superficiais (aparência de moderação, falta de eloquência dos dirigentes do PNR, prevalência da corrente minho-timorista no partido, etc), o que está a falhar na nossa estratégia é sobretudo a nossa incapacidade de transmitir a urgência do Nacionalismo ao povo que vive em Portugal. 

E é isso, acima de tudo, que temos de corrigir no futuro. Temos de perceber o que é que o povo quer e ir ao seu encontro. Ou será que vocês querem ser como os autistas do PCTP-MRPP e continuar a sonhar com uma revolução que nunca acontecerá?