domingo, 6 de outubro de 2019

Quanto ao PNR (que é aquilo que realmente nos interessa)...


...É bem possível que o único partido nacionalista português venha a ter hoje o seu pior resultado desde 2009 (11 628 votos, correspondendo a 0,20% dos votos válidos). Em 2015, o PNR tinha obtido 27 269 votos (0,50%) e em 2011 tinha obtido 17 742 votos (0,32%).

No momento em que escrevo isto, faltando apurar apenas 17 freguesias e 32 consulados, o PNR obteve apenas 14 199 votos (0,30%). Por outro lado, o Chega do André (des)Ventura já ultrapassou os 62 mil votos. Não é preciso ser um génio para perceber o que aconteceu aqui...

Voltando novamente à abstenção...


...quando já só falta apurar 24 das 3068 freguesias e todos os 32 consulados, o valor provisório da abstenção é de 45,76%. Em linha com aquele que se avizinhava quando foi conhecido o valor da afluência às 16 h.

Confirma-se: os "tugas" gostam é de cãezinhos e de gatinhos...




Ou seja, os animalistas já duplicaram o número de deputados que tinham no Parlamento (1). E ainda podem vir eleger mais esta noite!

Outro direitinha que julgava que isto era fácil...






Se nada mais se aproveitar nesta noite eleitoral...


...ao menos teremos isto. Vai, Cristinhas islamófila... vai, que já vais tarde!




Reparem no sorriso do tipo que lhe abre a porta e também do fulano em segundo plano... é quase como se estivessem aliviados!


Primeiras projecções da Católica, da Pitagórica, da ICS/ISCTE/GFK e da Aximage


     Aqui estão as primeiras projecções da noite (fonte). Não há surpresas em relação às sondagens publicadas nos últimos dias. A Aliança do Santana (f)Lopes, o Livre da preta gaga, o  Chega! do André (des)Ventura e a Iniciativa Liberal podem vir a eleger  deputados.

Projecção da Católica para a RTP

PS — 34% a 39% 104 a 112 deputados
PSD — 27% a 31% 74 a 82 deputados
BE — 9% a 12% 19 a 23 deputados
CDU — 6% a 8% 9 a 14 deputados
PAN — 3% a 5% 4 a 6 deputados
CDS — 3% a 5% 4 a 6 deputadis
Chega —
Livre —
IL


Projecção da Pitagórica para a TVI

PS — 34,5% a 38,5% 100 a 112 mandatos
PSD — 24,6% a 28,6% 68 a 78 mandatos
Bloco — 7,7% a 11,7% 20 a 26 deputados
CDU — 6% a 8% 10 a 14 deputados
CDS — 2,9% a 4,9% 3 a 7 deputados
PAN — 2,7% a 4,7% 4 a 6 deputados
IL — 0,9% a 2,9% 0 a 2 deputados
Chega — 0,6% a 2,6% 0 a 1 deputados
Livre — 0,1% a 2,1% 0 a 1 deputados
Aliança — 0% a 1,9% 0 a 1 deputados


Projecção da ICS/ISCTE/GFK para a SIC

PS — 36% a 40% 105 a 117 deputados
PSD — 24,2% a 28,2 % 72 a 82 deputados
Bloco — 8,9% a 11,9% 17 a 24 deputados
CDU — 4,7% a 7,3% 7 a 13 deputados
PAN — 2,5% a 4,5% 2 a 6 deputados
CDS — 2,4% a 5% 2 a 8 deputados
IL — 0,6% a 2,6% 1 a 3 deputados
Livre — 0,5% a 2,5% 1 a 2 deputados
Chega — 0,4% a 2,4% 0 a 1 deputados

Projeção da Aximage para a CMTV
PS — 36,3% 112 a 114
PSD — 27,9% 75 a 87
Bloco de Esquerda — 9,9% 16 a 22
CDU — 6,3% 8 a 14
CDS — 4,3% 3 a 7
PAN — 3,8% 4 a 8
Iniciativa Liberal 0% 0 a 2
Chega 0% 0 a 1
Livre 0% 0 a 1

Legislativas 2019: afluência até às 16:00 h MUITO abaixo do nível de 2015!


     A afluência às urnas até às 16h00 foi 38,59%, muito abaixo dos 44,38% registados em 2015. Tenho de confessar que estou surpreendido. Com 21 partidos a disputar as eleições, é impressionante que a abstenção tenha crescido tanto:




Estamos a falar de uma redução de 5,79% em relação às Legislativas de 2015, o que é bastante significativo. Perante esta redução expressiva da afluência às urnas, é quase garantido que o valor final da abstenção deverá voltar a aumentar. As urnas fecham às 19 h, portanto já só falta pouco mais de uma hora e meia. Não há tempo de recuperar uma diferença de afluência tão grande.

Portanto, parabéns a todos aqueles que, como Pôncio Pilatos, decidiram lavar as mãos e abster-se. Tudo indica que vocês serão os grandes vencedores deste acto eleitoral, o que significa que Portugal será novamente o grande perdedor.

Legislativas 2019: afluência até às 12:00 diminui face a 2015


     A afluência às urnas até ao meio-dia foi apenas 18,83%. Nas Legislativas de 2015, a afluência às urnas até ao meio-dia tinha sido 20,65%, e nas Legislativas de 2011 20,01%. Fiz uma pequena tabela para tentarmos perceber quão elevado poderá vir a ser o valor final da abstenção:




Olhando para a tabela acima, verificamos que o valor da afluência até às 12 h não tem grande utilidade como estimador do valor final da abstenção. Por exemplo, em 2011 a afluência às urnas até às 12 h tinha sido menor do que em 2015 (20,01% < 20,65%), mas a abstenção acabou por ser menor em 2011 do que em 2015 (41,93% > 44,14%). 

O que realmente salta à vista nesta tabela é que o valor da abstenção tem aumentado claramente desde 2005. Se a tendência se mantiver, hoje teremos uma abstenção acima dos 45,5%. Um número escandaloso para um povo que está sempre a queixar-se da ditadura do Estado Novo, mas que depois não cumpre os requisitos mínimos para merecer viver em democracia...

Vamos lá ver como é que isto acaba logo à noite. Pouco depois das 17h00, irei actualizar novamente esta tabela com os valores relativos à afluência até às 16 h. Até lá, se ainda não foram votar, vão!!!

Momento Musical (10): Hino dos Querubins (Tchaikovsky)


     Depois de vos ter trazido uma peça para violino solo no último "Momento Musical", hoje regressamos aos corais, desta feita com uma peça composta em 1878 pelo russo Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893). Mas não se deixem enganar pelo "russo", esta obra é inteiramente ocidental, tanto no texto, como na música.

Trata-se do "Hino dos Querubins" ou Cherubikon (do grego χερουβικόν), cujo texto foi extraído directamente da Divina Liturgia de São João Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla no século V, e que é a mais celebrada Liturgia no rito bizantino. 

Não vou dizer mais nada. O resto é para ouvir... e sentir.


sábado, 5 de outubro de 2019

A questão da abstenção, novamente


      Eis-nos chegados a mais uma véspera eleitoral, o tal "dia de reflexão" em que já não se pode fazer campanha eleitoral, uma vez que a Lei Eleitoral da Assembleia da República (LEAR) o proíbe:


Artigo 141.º
Propaganda depois de encerrada a campanha eleitoral
1 — Aquele que no dia da eleição ou no anterior fizer propaganda eleitoral por qualquer meio será punido com prisão até seis meses e multa de 2,49 € a 24,94 €.
2 — Aquele que no dia da eleição fizer propaganda nas assembleias de voto ou nas suas imediações até 500 metros será punido com prisão até seis meses e multa de 4,99 € a 94,88 €.


Na versão anotada da LEAR pode ler-se ainda o seguinte:

«I. Período de reflexão

1. Por todos os cidadãos e entidades deve ser respeitado o escopo da lei, que proíbe qualquer propaganda eleitoral na véspera do ato eleitoral e no próprio dia da eleição, até ao encerramento das assembleias de voto.
2. Esta disposição legal tem como «razão de ser» preservar a liberdade de escolha dos cidadãos, procurando impedir qualquer forma de pressão na formação da vontade do eleitor.
3. O dever de respeito pelo período de reflexão implica a abstenção da prática de actos de propaganda por qualquer meio na véspera e no dia da eleição até ao fecho das urnas. Com efeito, a lei não permite que, findo o período de campanha eleitoral definido no artigo 53.º da presente lei, se assuma qualquer tipo de comportamento público suscetível de integrar o conceito de propaganda tal como a lei o define, pelo que a proibição envolve toda a actividade passível de influenciar, ainda que indirectamente, o eleitorado quanto ao sentido de voto, o que inclui qualquer ato, mesmo que não destinado à eleição a realizar.
4. Por outro lado, «não podem ser transmitidas notícias, reportagens ou entrevistas que de qualquer modo possam ser entendidas como favorecendo ou prejudicando um concorrente às eleições, em detrimento ou vantagem de outro»(CNE 19/IV/1982).
5. Se a CNE concluir pela existência de elementos que possam indiciar a violação do disposto no n.º 1 do artigo 141.º da LEAR, fará a competente participação junto do Ministério Público, remetendo-lhe os documentos que constem no processo.»


Isto significa que, de hoje até segunda-feira, não divulgarei aqui no TU quaisquer notícias de interesse nacionalista. O TU é visitado regularmente por computadores pertencentes a instituições do Estado Português, pelo que não posso esticar-me demasiado. No entanto, posso -e a meu ver devo- falar novamente num tema que me é particularmente caro e ingrato ao mesmo tempo, e ao qual me vejo obrigado a regressar sempre que há eleições: a abstenção

Já falei na abstenção várias vezes aqui no TU. Aliás, fi-lo relativamente recentemente, aquando das Eleições Europeias do último mês de Maio. Mas hoje vou fazer algo ligeiramente diferente do que tem sido habitual. O afro-Público, com todos os seus defeitos (que excedem largamente as suas poucas virtudes), publicou ontem uma reportagem muito interessante acerca da evolução da abstenção desde o dia da grande tragédia abrilina.

Neste primeiro gráfico, construído a partir do número de votos em cada partido (considerando a abstenção e os votos brancos/nulos como partidos), podemos ver podemos ver que, quando olhamos para os resultados eleitorais desde 1975, a abstenção tem vindo a ganhar terreno e, se fosse um partido político, seria de longe o mais votado da actualidade:



(Fonte: afro-Público)
Os brancos e nulos estão representados entre a abstenção e o CDS-PP.


Ainda assim, é preciso ressalvar que a mistura de cores do gráfico acima dá a impressão de que a abstenção é um monstro fora de controlo, o que não é verdade. Quando se olha para a abstenção em termos de votantes e não-votantes (participação vs. abstenção), fica bem claro que a maioria dos eleitores portugueses ainda vota:




É evidente que isto pode mudar nos próximos anos. Convém lembrar que o valor da abstenção tem vindo a aumentar praticamente a cada acto eleitoral. Veja-se, por exemplo, o que aconteceu entre 1999 e 2015:




A tabela acima revela-nos que a abstenção aumentou 5,98% desde 1999, o que representa um crescimento médio anual de aproximadamente 0,37% /ano. A manter-se esta tendência, poderemos ultrapassar os 45,5% amanhã, embora eu pessoalmente não acredite nisso. Também é possível chegar a conclusões semelhantes olhando para a evolução da participação ou afluência (o inverso da abstenção) desde 1975:





Ora, é precisamente aqui que começam os nossos problemas. Há demasiados portugueses -e demasiados nacionalistas- que olham para estes números e tiram conclusões não apenas precipitadas mas sobretudo erradas.

Vou dar um exemplo concreto para que fique bem claro o que quero dizer. Há uns dias, deixei um comentário num certo blogue e recebi a resposta que podem ver em baixo. Omiti os nomes do blogue e do autor da resposta porque o meu objectivo aqui é unicamente discutir ideias, não pessoas. Não quero fomentar guerras, quero apenas determinar aquilo que é melhor para o Movimento Nacionalista como um todo.




Ao longo dos anos, tenho recebido inúmeras respostas como esta às minhas objecções em relação aos apelos à abstenção. Essas respostas caracterizam-se quase sempre pela presença das premissas/pressupostos que podemos ler acima:
1. Votar não resolve nada (ou, na formulação acima, tem "hipóteses de resolver baixas");
2. Os partidos são todos iguais;
3. Há um certo nível de participação abaixo do qual (ou de abstenção acima do qual) "alguém se capacitará".
Ora, as duas primeiras premissas desmontam-se com relativa facilidade: se votar não resolvesse nada e os partidos fossem mesmo todos iguais, não teríamos fenómenos como Matteo Salvini, Viktor Orbán, o Brexit ou até mesmo Donald Trump. Já sei que haverá sempre quem diga que todas estas personalidades são todas "sionistas",  mas a verdade é que se elas fossem mesmo iguais aos restantes políticos, Salvini ainda seria Ministro do Interior de Itália, o Fidesz de Orbán não teria sido suspenso do Partido Popular Europeu, o Brexit já teria sido efectivado e o Presidente Trump não estaria a ser alvo de uma tentativa de impeachment.

Portanto, é verdade que votar não resolve tudo, mas é falso que não resolva nada. E também é falso que os partidos e os políticos sejam todos iguais, porque se há políticos que enriquecem à custa da política e do dinheiro dos contribuintes, também há outros que se sacrificam, pagam tudo do seu bolso e no final ainda são processados por dizerem coisas que são inteiramente verdadeiras.

O que nos leva à terceira premissa, que é aquela que parece dominar o imaginário dos abstencionistas.  A ideia de que "algo acontecerá" ou que  "alguém se capacitará" é um clássico que vai sendo repetido nos meios nacionalistas ao longo dos anos e que, devo dizer, me desconcerta profundamente. Desde logo por não ser propriamente uma ideia, mas sim uma crença, uma expectativa sem qualquer sustentação factual ou correspondência com a realidade.

Há apenas 20 anos, havia nacionalistas que garantiam que, quando a abstenção chegasse aos 50%, havia de "acontecer algo". Agora há quem acredite que há-de ser aos 60% ou, no caso do autor do comentário acima, aos 70%. Mas porque é que havia de "acontecer algo"?!?! Será que esta gente não percebe que o nível da abstenção não tem, em termos legais, qualquer efeito prático na validade dos sufrágios???



 
Este abstencionista estava à espera de um grande splash... que nunca veio.


Conforme já expliquei aqui no TU várias vezes, quer seja 10%, quer seja 90%, a abstenção terá sempre o mesmo efeito prático: nenhum! A abstenção não tem -nem pode ter, do ponto de vista constitucional- qualquer impacto no resultado dos escrutínios:



Constituição da República Portuguesa

Artigo 152.º
Representação política
1. A lei não pode estabelecer limites à conversão dos votos em mandatos por exigência de uma percentagem de votos nacional mínima.



Isto significa que quem não vota, consente. E, nesse sentido, não votar é votar por omissão. Os abstencionistas bem podem protestar, espernear e choramingar à vontade porque a verdade é só uma: quem não vota, é  tão responsável pela eleição dos pulhíticos como quem vota neles. Dizer o contrário é como dizer que um tipo que não nunca fala com as mulheres merece ter uma namorada toda boa. Ou que um tipo que não tem trabalho e que nem sequer anda à procura emprego merece ser promovido a chefe de secção. Não se pode renunciar a participar nos processos necessários para se atingir determinados fins e depois reivindicar direitos sobre esses fins. Não há um pingo de seriedade nas pessoas que agem desta forma!

E o que é válido para a abstenção também serve para os votos brancos/nulos, conforme esclarece a Comissão Nacional de Eleições:
 
   «O que é um voto em branco?
 
    É aquele cujo boletim não contenha qualquer marca ou sinal.
 

     O que é um voto nulo?
 
    É aquele em cujo boletim de voto:

       - Tenha sido assinalado mais de um quadrado;
       - Haja dúvidas sobre qual o quadrado assinalado;
       - Tenha sido assinalado o quadrado correspondente a uma candidatura que tenha sido rejeitada;
          ou desistido das eleições;
       - Tenha sido feito qualquer corte, desenho ou rasura;
       - Tenha sido escrita qualquer palavra.

O que acontece se numa eleição os votos brancos e/ou nulos forem superiores aos votos nas candidaturas?

Os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos, não têm influência no apuramento do número de votos obtidos por cada candidatura e na sua conversão em mandatos.

Ainda que o número de votos em branco ou nulos seja maioritário, a eleição é válida e os mandatos apurados tendo em conta os votos validamente expressos nas candidaturas.
»

...Ou seja, mais uma vez: votar branco/nulo é, na prática, votar por omissão!


Quem não vota ou vota branco/nulo, consente. Bem podem os abstencionistas e os que votam branco/nulo protestar que "não consentem coisa nenhuma" e que "só não alinham na palhaçada democrática", porque na prática consentem e alinham de bom grado: a abstenção não representa nada de concreto, nenhuma posição ou tendência política em particular. Não adianta insistir no contrário, porque as coisas só têm valor quando têm efeitos práticos e a abstenção não tem efeitos práticos nenhuns. Não causa qualquer mossa aos partidos do arco da tragédia. Pelo contrário, até os favorece, porque quanto menos votos contra eles houver, maior será a sua percentagem relativa nos resultados do sufrágio. Por isso, deixem de sonhar acordados: não vai haver nenhuma revolução ou mudança radical de regime só por causa da abstenção; tal coisa nunca aconteceu no mundo civilizado, pelo que muito dificilmente vai acontecer aqui em Portugal.

É preciso lembrar ainda que não se vota apenas para escolher um determinado candidato, vota-se também para impedir ou para mitigar a hegemonia dos outros candidatos. E que, quando votamos, estamos a dar maior visibilidade política e mediática não apenas ao partido em que votamos, mas também ao movimento ideológico a que ele pertence.

Vocês podem sempre optar por fazer como o fulano da imagem que se segue. Mas depois não se podem queixar de que ficou tudo na mesma. Lamento, mas não podem! Cruzar os braços e não fazer nada não é uma estratégia de actuação válida! Estas coisas são como os jogos de futebol: não podemos marcar golos estando sentados no banco de suplentes.



sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Tempo de Antena do PNR para as Eleições Legislativas de 2019 (versão 6)


     Aqui fica o sexto e último dos seis Tempos de Antena do PNR que vão ser transmitidos nestas Legislativas de 2019. Partilhem até se cansarem! Este sexto Tempo de Antena é o mais curto de todos (apenas 46 segundos) e pretende deixar bem clara uma realidade que muitos dos críticos do PNR não valorizam: o PNR é o único partido político português cujo programa eleitoral está claramente em ruptura com o sistema vigente. É por isso que, no próximo domingo, só o Nacionalismo do PNR é solução!



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Ver também:


Tempo de Antena do PNR para as Eleições Legislativas de 2019 (versão 1)
Tempo de Antena do PNR para as Eleições Legislativas de 2019 (versão 2)
Tempo de Antena do PNR para as Eleições Legislativas de 2019 (versão 3)
Tempo de Antena do PNR para as Eleições Legislativas de 2019 (versão 4)
Tempo de Antena do PNR para as Eleições Legislativas de 2019 (versão 5)

Entrevista de José Pinto-Coelho ao Sapo24


    Aqui fica mais uma entrevista concedida aos média pelo Presidente do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR). Os interessados poderão encontrar outras entrevistas nos links que disponibilizo mais abaixo.


Introdução
«Xenofobia, racismo, homofobia. Afinal, o PNR tem um discurso de ódio ou apenas de medo? José Pinto-Coelho diz que não se pode rotular e calar um partido apenas porque este tem ideias diferentes para o país.

O partido nasceu com uma vantagem sobre os outros: não foi preciso recolher as 7500 assinaturas obrigatórias, um processo difícil. Em vez disso, os seu líderes fizeram um "assalto" ao poder no PRD - o partido que tinha sido de Ramalho Eanes - já moribundo e prestes a ser extinto. Tudo na maior legalidade.


José Pinto-Coelho, Presidente do Partido Nacional Renovador (PNR).


Vinte anos passados, o partido não conseguiu mais de 0,50% dos votos, menos de 30 mil eleitores. José Pinto-Coelho, fundador e presidente da comissão política nacional, queixa-se de boicote e diz que, como está, é difícil fazer passar as ideias do PNR.

Interrompeu as férias em São Martinho do Porto, meteu-se na sua Kynco 125, "uma mota coreana que não presta para nada mas é óptima para andar na cidade", e veio até Lisboa conversar com o Sapo24 e contar na primeira pessoa quem é José Pinto Coelho e o que defende, afinal, o Partido Nacional Renovador.

Nasceu em 1960, "um ano redondo", no Campo Grande, em Lisboa, na Clínica de São Miguel, e é o segundo de quatro irmãos, nascido numa família tradicional. Diz que "sempre fui uma criança muito tímida, acanhado, calado, introspetivo, sensível - ainda sou, não de lágrima fácil, mas de sentimento lamechas". Por "osmose", sempre bebeu uma educação de direita nacional. O avô, sabemos, era um homem do regime. Tinha 13 anos quando aconteceu o 25 de Abril e a família teve de se mudar para o Brasil, Rio de Janeiro, Botafogo nos primeiros meses, Flamengo no tempo seguinte.
Foi bom e mau estudante: em 1974 só não chumbou graças ao 25 de Abril - "eu preferia ter chumbado e que não houvesse 25 de Abril" - porque passou a ser possível passar de ano cortado a duas disciplinas. Quando chegou a altura de escolher um curso, foi "impelido" a ir para Direito, talvez rendido ao factos de ambos os avôs, materno e paterno, serem juristas. "Detestei e passado um ano e meio fui para o IADE, onde tirei o bacharel em Design". Desde então divide o seu tempo entre dar aulas e trabalhar com profissional liberal em design.
Por acaso, o logotipo do PNR não é da sua autoria, mas nunca é tarde: é que o partido vai mudar de nome. "A decisão foi tomada há pouco menos de um ano, mas não quisemos fazê-lo antes das eleições para não confundir as pessoas". A nova designação ainda está no segredo dos deuses, até porque uma das ideias é lançar um concurso nas redes sociais: "Sugira-nos um nome". E tudo será possível, desde que José Pinto-Coelho não seja bloqueado no Facebook. Este ano já aconteceu sete vezes, a última a conta foi reativada ontem [dia anterior à entrevista].
Para o PNR esta é uma situação duplamente grave em véspera de eleições legislativas, uma vez que, devido ao baixo orçamento do partido, esta é uma das principais formas de campanha. "Agora tenho andado mais no Twitter, que é mais reactivo, do que no Facebook, onde estou sempre a ser bloqueado. Ofendem-me até à última casa, mas divirto-me. À agressividade só não acho piada, mas não bloqueio ninguém nem apago nada, e há coisas com humor. Por causa da história do novo nome do partido, apareceu logo um: 'Ó presidente, porque é que não dá o nome de Partido Nacional Socialista do Trabalhador Português?' Teve graça."»

 Ainda bem que ele achou graça, porque eu não acho...



Entrevista

«Sapo24: Por que motivo é bloqueado no Facebook?

JPC: São denúncias. Sou bloqueado muitas vezes, é infernal. Há certas imagens e palavras que são consideradas discurso de ódio. Uma das vezes foi porque falei em sociopatas, a propósito de uns livros infantis. Para mim, quem está a dar cabo da sociedade é um sociopata. Pronto, bloqueado. E eu preciso realmente do
Facebook para fazer campanha, mas o Facebook é insuportável.


Sapo24: Mas também foi bloqueado depois de uma conversa sobre se era ou não era homossexual...

JPC: Ah, isso foi conversa de um rapaz esquerdista, o 'Jovem Conservador de Direita', que tem alguma piada quando não é ordinário - às vezes é ordinário e afino, sobretudo quando mexe com religião. Ele tem graça, e às vezes pica-se comigo. E um dia disse qualquer coisa sobre eu ser ou ter sido gay, fez uma montagem e, claro, pegou fogo. Depois o Polígrafo veio desmontar isso. Posso ter muitos defeitos, mas se há defeito que não tenho é gostar de homens. Podia ser, mas só gosto de mulheres.


Sapo24: Um homem gostar de outro é um defeito?

JPC: Olhe, coitados dos que nascem coxos, isso é um defeito. Uma pessoa que não vê, é um defeito... Atenção, tenho imensa consideração por quem tem esse sofrimento, porque há pessoas que nascem no corpo errado, mas toda a vida houve
gays, e sejam muito felizes, mas é um defeito de produção.

Sapo24: A Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do grupo de doenças há uns anos.
JPC: Por mim era outra coisa que acabava, a ONU [Organização das Nações Unidas, casa mãe], um organismo altamente nefasto.

Sapo24: Tem filhos. O que fazia se um deles lhe dissesse que era homossexual?
JPC: Tenho cinco filhos, que têm entre 20 e 33 anos. Não lhes vou dizer, como o Bolsonaro, que lhes dava dois pares de estalos para ficarem homens. Se tivesse um filho homossexual amá-lo-ia infinitamente e sofria o sofrimento dele. Se ele fosse realmente homossexual. Mas agora há homossexuais que o são por opção. É evidente que numa família são todos diferentes, pode haver pessoas honestas e um é um patife, mas a educação gera um campo mais ou menos propício. É por isso que cabe à família ser a primeira educadora, são os pais que têm de decidir como querem educar os filhos, ao contrário dos regimes comunistas, em que é o Estado a educar as crianças, uma coisa contranatura. 

Sapo24: O que o fez despertar para a política, o que o levou a interessar-se?
JPC: Tudo é política, todas as atitudes são fazer politica, mesmo que a pessoa não tenha essa consciência. Interessei-me por política, talvez a partir do dia 26 de abril de 1974. Até dia 24 à noite vivia tranquilamente, não sabia nada de política - sabia que havia russos e americanos, fascistas e comunistas, tinha uns soldadinho com que brincava, e sabia que havia a guerra para defesa do Ultramar e um governo português que era bom e que era bom que se mantivesse como tal. Só no 25 de Abril vejo o mundo, o meu mundo, desabar, tudo a virar-se de pernas para o ar. De repente, as minhas referências e toda a minha vivência mudou radicalmente. E isso fez-me, com os meus treze anos, querer saber coisas sobre política. 

Sapo24: Já tinha uma orientação política, uma tendência ideológica?
JPC: Embora haja na direita muita gente que entrou pela esquerda, sempre fui intrinsecamente nacionalista, nunca fui outra coisa desde o 25 de Abril. Mas uma coisa foi interessar-me e começar a devorar livros logo na primeira juventude - um dos temas que mais me fascinou foi a guerra civil espanhola - outro foi a intervenção na política, que aconteceu quando regressei a Portugal - tinha o bichinho, queria fazer qualquer coisa, e foi quando ingressei no Movimento Nacionalista. E isso encheu-me as medidas.  

Sapo24: Quando passou a ter idade para votar, em quem votava?
JPC: Ao 18/19 anos já votava no MIRN [Movimento Independente para a Reconstrução Nacional], Partido da Direita Portuguesa, de Kaúlza de Arriaga. Nas eleições usava sempre um autocolante e, quando nos editais da junta de freguesia em que eu residia, a Lapa, apareciam os resultados dos votos - vamos imaginar que a AD tinha três mil e o MIRN 15 votos - eu dizia orgulhosamente que um daqueles 15 era meu. Teve uma vida efémera e concorreu coligado com o PDC e com a Frente Nacional [PDC-MIRN/PDP-FN], quando toda a gente votava AD. O MIRN foi vítima da febre da Aliança Democrática e do voto útil, que aniquilou qualquer esperança de crescimento do partido. Toda a minha família votava AD, e são pessoas que pensam como eu. Quando desapareceu, passei a fazer parte da abstenção, deixei de votar. Devo dizer-lhe que ao princípio ainda me dava ao trabalho de ir votar e votava nulo.

Sapo24: O que escrevia no voto?
JPC: Não digo, não acrescenta rigorosamente nada, mas dava-me a esse trabalho. Quando o PNR apareceu, fui um dos fundadores, comecei a votar PNR. Tive um ocaso de cerca de 20 anos em que não votava, porque o espectro político nacional e a composição da Assembleia da República vai da extrema-esquerda ao centro-direita. Hoje a diferença entre a esquerda e a direita está esbatida, mas ultimamente está a renascer, e é por isso que a esquerda tem uma necessidade extrema de chamar direita àquilo que não é direita. É a direita que lhe convém.


Sapo24: Que partidos não são de direita?
JPC: O CDS e o PSD, por exemplo. O CDS é, quando muito, centro-direita, e o seu eleitorado é claramente mais à direita do que o partido. E o do PSD, parcialmente, também será. 

Sapo24: Para terminar, como passou à atividade partidária, o que o levou a dar esse passo?
JPC: Entrei na política já casado e com filhos relativamente criados. Em 1997, quando vou sair de um edifício onde tinha clientes da minha atividade de artes gráficas, no Bairro Azul, vejo uns folhetos com uma imagem claramente nacionalista colocados no carros, aproximo-me, retiro um e eram do Aliança Nacional. Telefono a saber quem eram e vou parar à Aliança Nacional, que é a génese do PNR, que nasce em 2000. Sempre disse que não me oferecia para nada de especial, mas nunca recusaria o que o partido me pedisse. Em 2002, nas primeiras eleições legislativas a que concorremos, era preciso um cabeça-de-lista por Lisboa e ninguém queria dar a cara; fiquei eu. E em 2005, quando o partido esteve na eminência de desaparecer, percebi que ou agarrava aquilo ou nunca mais teríamos outro igual.

Sapo24: Onde se posiciona o PNR no espectro político?
JPC: Na direita da sua extrema, como é evidente. Quando eu for eleito, agora ou nas próximas eleições, vou sentar-me no último lugar da direita na Assembleia da República, e aí ela estará completa, porque vai ter direita. O PNR é a direita nacional, portanto, somos a direita e a sua extrema, não há volta a dar ou nada para escamotear.»


Costa das Índias perde a cabeça e mostra a sua verdadeira cara!


"Quem se mete com o PS, leva!" E tudo indica que esta criatura primária vai ser o primeiro-ministro de Portugal por mais 4 anos. Os portugueses só têm o que merecem...


Entrevista de José Pinto-Coelho ao Notícias de Viriato


     Aqui fica mais uma entrevista concedida pelo Presidente do único partido nacionalista português. Este ano, ninguém se pode queixar de não ter informação suficiente acerca do PNR!


Entrevista de José Pinto-Coelho ao Podcast Conversa


    Nos primeiros minutos desta entrevista, o Presidente do único partido nacionalista português desmascara o Chega! de André (des)Ventura recorrendo a várias citações do próprio (des)Ventura. Depois disso, José Pinto-Coelho (JPC) explica que, ao contrário do que diz a escumalha abrilina, ainda existe censura em Portugal.

Mais à frente na entrevista, JPC informa-nos que os dirigentes do PNR pretendem mudar o nome do partido a seguir a estas Legislativas.