segunda-feira, 7 de outubro de 2019

André (des)Ventura eleito deputado




Mais uma vez, há que dar mérito a quem o merece. Eu estou convencido que o André (des)Ventura é uma fraude, mas uma coisa é certa: ele conseguiu fazer em menos de um ano aquilo que os nacionalistas não conseguiram em quase 20.

Confirma-se: os "tugas" gostam é de cãezinhos e de gatinhos... (3)




Este país é uma anedota. Estou a escrever esta posta e a rir-me, porque realmente isto não dá para mais nada...

domingo, 6 de outubro de 2019

Confirma-se: os "tugas" gostam é de cãezinhos e de gatinhos... (2)



Mamadou Ba em versão feminina no Parlamento


Isto tem tudo para correr bem... bem mal, é claro!





Sublinho: nascida no Senegal e membro do SOS Racismo, tal como o racista anti-branco Mamadou. Parabéns aos abstencionistas por terem ajudado o Bloco de Esterco a metê-la na AR!

Iniciativa Liberal elege um deputado na sua estreia!




Há que dar o mérito a quem o merece: apesar da ideologia deste partido ser medonha, sobretudo em matéria de costumes e tradições (plano em que a IL é indistinguível da Esquerda), a campanha levada a cabo pelos militantes da IL foi muito inteligente. Os cartazes, em particular, foram soberbos!

Quanto ao PNR (que é aquilo que realmente nos interessa)...


...É bem possível que o único partido nacionalista português venha a ter hoje o seu pior resultado desde 2009 (11 628 votos, correspondendo a 0,20% dos votos válidos). Em 2015, o PNR tinha obtido 27 269 votos (0,50%) e em 2011 tinha obtido 17 742 votos (0,32%).

No momento em que escrevo isto, faltando apurar apenas 17 freguesias e 32 consulados, o PNR obteve apenas 14 199 votos (0,30%). Por outro lado, o Chega do André (des)Ventura já ultrapassou os 62 mil votos. Não é preciso ser um génio para perceber o que aconteceu aqui...

Voltando novamente à abstenção...


...quando já só falta apurar 24 das 3068 freguesias e todos os 32 consulados, o valor provisório da abstenção é de 45,76%. Em linha com aquele que se avizinhava quando foi conhecido o valor da afluência às 16 h.

Confirma-se: os "tugas" gostam é de cãezinhos e de gatinhos...




Ou seja, os animalistas já duplicaram o número de deputados que tinham no Parlamento (1). E ainda podem vir eleger mais esta noite!

Outro direitinha que julgava que isto era fácil...






Se nada mais se aproveitar nesta noite eleitoral...


...ao menos teremos isto. Vai, Cristinhas islamófila... vai, que já vais tarde!




Reparem no sorriso do tipo que lhe abre a porta e também do fulano em segundo plano... é quase como se estivessem aliviados!


Primeiras projecções da Católica, da Pitagórica, da ICS/ISCTE/GFK e da Aximage


     Aqui estão as primeiras projecções da noite (fonte). Não há surpresas em relação às sondagens publicadas nos últimos dias. A Aliança do Santana (f)Lopes, o Livre da preta gaga, o  Chega! do André (des)Ventura e a Iniciativa Liberal podem vir a eleger  deputados.

Projecção da Católica para a RTP

PS — 34% a 39% 104 a 112 deputados
PSD — 27% a 31% 74 a 82 deputados
BE — 9% a 12% 19 a 23 deputados
CDU — 6% a 8% 9 a 14 deputados
PAN — 3% a 5% 4 a 6 deputados
CDS — 3% a 5% 4 a 6 deputadis
Chega —
Livre —
IL


Projecção da Pitagórica para a TVI

PS — 34,5% a 38,5% 100 a 112 mandatos
PSD — 24,6% a 28,6% 68 a 78 mandatos
Bloco — 7,7% a 11,7% 20 a 26 deputados
CDU — 6% a 8% 10 a 14 deputados
CDS — 2,9% a 4,9% 3 a 7 deputados
PAN — 2,7% a 4,7% 4 a 6 deputados
IL — 0,9% a 2,9% 0 a 2 deputados
Chega — 0,6% a 2,6% 0 a 1 deputados
Livre — 0,1% a 2,1% 0 a 1 deputados
Aliança — 0% a 1,9% 0 a 1 deputados


Projecção da ICS/ISCTE/GFK para a SIC

PS — 36% a 40% 105 a 117 deputados
PSD — 24,2% a 28,2 % 72 a 82 deputados
Bloco — 8,9% a 11,9% 17 a 24 deputados
CDU — 4,7% a 7,3% 7 a 13 deputados
PAN — 2,5% a 4,5% 2 a 6 deputados
CDS — 2,4% a 5% 2 a 8 deputados
IL — 0,6% a 2,6% 1 a 3 deputados
Livre — 0,5% a 2,5% 1 a 2 deputados
Chega — 0,4% a 2,4% 0 a 1 deputados

Projeção da Aximage para a CMTV
PS — 36,3% 112 a 114
PSD — 27,9% 75 a 87
Bloco de Esquerda — 9,9% 16 a 22
CDU — 6,3% 8 a 14
CDS — 4,3% 3 a 7
PAN — 3,8% 4 a 8
Iniciativa Liberal 0% 0 a 2
Chega 0% 0 a 1
Livre 0% 0 a 1

Legislativas 2019: afluência até às 16:00 h MUITO abaixo do nível de 2015!


     A afluência às urnas até às 16h00 foi 38,59%, muito abaixo dos 44,38% registados em 2015. Tenho de confessar que estou surpreendido. Com 21 partidos a disputar as eleições, é impressionante que a abstenção tenha crescido tanto:




Estamos a falar de uma redução de 5,79% em relação às Legislativas de 2015, o que é bastante significativo. Perante esta redução expressiva da afluência às urnas, é quase garantido que o valor final da abstenção deverá voltar a aumentar. As urnas fecham às 19 h, portanto já só falta pouco mais de uma hora e meia. Não há tempo de recuperar uma diferença de afluência tão grande.

Portanto, parabéns a todos aqueles que, como Pôncio Pilatos, decidiram lavar as mãos e abster-se. Tudo indica que vocês serão os grandes vencedores deste acto eleitoral, o que significa que Portugal será novamente o grande perdedor.

Legislativas 2019: afluência até às 12:00 diminui face a 2015


     A afluência às urnas até ao meio-dia foi apenas 18,83%. Nas Legislativas de 2015, a afluência às urnas até ao meio-dia tinha sido 20,65%, e nas Legislativas de 2011 20,01%. Fiz uma pequena tabela para tentarmos perceber quão elevado poderá vir a ser o valor final da abstenção:




Olhando para a tabela acima, verificamos que o valor da afluência até às 12 h não tem grande utilidade como estimador do valor final da abstenção. Por exemplo, em 2011 a afluência às urnas até às 12 h tinha sido menor do que em 2015 (20,01% < 20,65%), mas a abstenção acabou por ser menor em 2011 do que em 2015 (41,93% > 44,14%). 

O que realmente salta à vista nesta tabela é que o valor da abstenção tem aumentado claramente desde 2005. Se a tendência se mantiver, hoje teremos uma abstenção acima dos 45,5%. Um número escandaloso para um povo que está sempre a queixar-se da ditadura do Estado Novo, mas que depois não cumpre os requisitos mínimos para merecer viver em democracia...

Vamos lá ver como é que isto acaba logo à noite. Pouco depois das 17h00, irei actualizar novamente esta tabela com os valores relativos à afluência até às 16 h. Até lá, se ainda não foram votar, vão!!!

Momento Musical (10): Hino dos Querubins (Tchaikovsky)


     Depois de vos ter trazido uma peça para violino solo no último "Momento Musical", hoje regressamos aos corais, desta feita com uma peça composta em 1878 pelo russo Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893). Mas não se deixem enganar pelo "russo", esta obra é inteiramente ocidental, tanto no texto, como na música.

Trata-se do "Hino dos Querubins" ou Cherubikon (do grego χερουβικόν), cujo texto foi extraído directamente da Divina Liturgia de São João Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla no século V, e que é a mais celebrada Liturgia no rito bizantino. 

Não vou dizer mais nada. O resto é para ouvir... e sentir.


sábado, 5 de outubro de 2019

A questão da abstenção, novamente


      Eis-nos chegados a mais uma véspera eleitoral, o tal "dia de reflexão" em que já não se pode fazer campanha eleitoral, uma vez que a Lei Eleitoral da Assembleia da República (LEAR) o proíbe:


Artigo 141.º
Propaganda depois de encerrada a campanha eleitoral
1 — Aquele que no dia da eleição ou no anterior fizer propaganda eleitoral por qualquer meio será punido com prisão até seis meses e multa de 2,49 € a 24,94 €.
2 — Aquele que no dia da eleição fizer propaganda nas assembleias de voto ou nas suas imediações até 500 metros será punido com prisão até seis meses e multa de 4,99 € a 94,88 €.


Na versão anotada da LEAR pode ler-se ainda o seguinte:

«I. Período de reflexão

1. Por todos os cidadãos e entidades deve ser respeitado o escopo da lei, que proíbe qualquer propaganda eleitoral na véspera do ato eleitoral e no próprio dia da eleição, até ao encerramento das assembleias de voto.
2. Esta disposição legal tem como «razão de ser» preservar a liberdade de escolha dos cidadãos, procurando impedir qualquer forma de pressão na formação da vontade do eleitor.
3. O dever de respeito pelo período de reflexão implica a abstenção da prática de actos de propaganda por qualquer meio na véspera e no dia da eleição até ao fecho das urnas. Com efeito, a lei não permite que, findo o período de campanha eleitoral definido no artigo 53.º da presente lei, se assuma qualquer tipo de comportamento público suscetível de integrar o conceito de propaganda tal como a lei o define, pelo que a proibição envolve toda a actividade passível de influenciar, ainda que indirectamente, o eleitorado quanto ao sentido de voto, o que inclui qualquer ato, mesmo que não destinado à eleição a realizar.
4. Por outro lado, «não podem ser transmitidas notícias, reportagens ou entrevistas que de qualquer modo possam ser entendidas como favorecendo ou prejudicando um concorrente às eleições, em detrimento ou vantagem de outro»(CNE 19/IV/1982).
5. Se a CNE concluir pela existência de elementos que possam indiciar a violação do disposto no n.º 1 do artigo 141.º da LEAR, fará a competente participação junto do Ministério Público, remetendo-lhe os documentos que constem no processo.»


Isto significa que, de hoje até segunda-feira, não divulgarei aqui no TU quaisquer notícias de interesse nacionalista. O TU é visitado regularmente por computadores pertencentes a instituições do Estado Português, pelo que não posso esticar-me demasiado. No entanto, posso -e a meu ver devo- falar novamente num tema que me é particularmente caro e ingrato ao mesmo tempo, e ao qual me vejo obrigado a regressar sempre que há eleições: a abstenção

Já falei na abstenção várias vezes aqui no TU. Aliás, fi-lo relativamente recentemente, aquando das Eleições Europeias do último mês de Maio. Mas hoje vou fazer algo ligeiramente diferente do que tem sido habitual. O afro-Público, com todos os seus defeitos (que excedem largamente as suas poucas virtudes), publicou ontem uma reportagem muito interessante acerca da evolução da abstenção desde o dia da grande tragédia abrilina.

Neste primeiro gráfico, construído a partir do número de votos em cada partido (considerando a abstenção e os votos brancos/nulos como partidos), podemos ver podemos ver que, quando olhamos para os resultados eleitorais desde 1975, a abstenção tem vindo a ganhar terreno e, se fosse um partido político, seria de longe o mais votado da actualidade:



(Fonte: afro-Público)
Os brancos e nulos estão representados entre a abstenção e o CDS-PP.


Ainda assim, é preciso ressalvar que a mistura de cores do gráfico acima dá a impressão de que a abstenção é um monstro fora de controlo, o que não é verdade. Quando se olha para a abstenção em termos de votantes e não-votantes (participação vs. abstenção), fica bem claro que a maioria dos eleitores portugueses ainda vota:




É evidente que isto pode mudar nos próximos anos. Convém lembrar que o valor da abstenção tem vindo a aumentar praticamente a cada acto eleitoral. Veja-se, por exemplo, o que aconteceu entre 1999 e 2015:




A tabela acima revela-nos que a abstenção aumentou 5,98% desde 1999, o que representa um crescimento médio anual de aproximadamente 0,37% /ano. A manter-se esta tendência, poderemos ultrapassar os 45,5% amanhã, embora eu pessoalmente não acredite nisso. Também é possível chegar a conclusões semelhantes olhando para a evolução da participação ou afluência (o inverso da abstenção) desde 1975:





Ora, é precisamente aqui que começam os nossos problemas. Há demasiados portugueses -e demasiados nacionalistas- que olham para estes números e tiram conclusões não apenas precipitadas mas sobretudo erradas.

Vou dar um exemplo concreto para que fique bem claro o que quero dizer. Há uns dias, deixei um comentário num certo blogue e recebi a resposta que podem ver em baixo. Omiti os nomes do blogue e do autor da resposta porque o meu objectivo aqui é unicamente discutir ideias, não pessoas. Não quero fomentar guerras, quero apenas determinar aquilo que é melhor para o Movimento Nacionalista como um todo.




Ao longo dos anos, tenho recebido inúmeras respostas como esta às minhas objecções em relação aos apelos à abstenção. Essas respostas caracterizam-se quase sempre pela presença das premissas/pressupostos que podemos ler acima:
1. Votar não resolve nada (ou, na formulação acima, tem "hipóteses de resolver baixas");
2. Os partidos são todos iguais;
3. Há um certo nível de participação abaixo do qual (ou de abstenção acima do qual) "alguém se capacitará".
Ora, as duas primeiras premissas desmontam-se com relativa facilidade: se votar não resolvesse nada e os partidos fossem mesmo todos iguais, não teríamos fenómenos como Matteo Salvini, Viktor Orbán, o Brexit ou até mesmo Donald Trump. Já sei que haverá sempre quem diga que todas estas personalidades são todas "sionistas",  mas a verdade é que se elas fossem mesmo iguais aos restantes políticos, Salvini ainda seria Ministro do Interior de Itália, o Fidesz de Orbán não teria sido suspenso do Partido Popular Europeu, o Brexit já teria sido efectivado e o Presidente Trump não estaria a ser alvo de uma tentativa de impeachment.

Portanto, é verdade que votar não resolve tudo, mas é falso que não resolva nada. E também é falso que os partidos e os políticos sejam todos iguais, porque se há políticos que enriquecem à custa da política e do dinheiro dos contribuintes, também há outros que se sacrificam, pagam tudo do seu bolso e no final ainda são processados por dizerem coisas que são inteiramente verdadeiras.

O que nos leva à terceira premissa, que é aquela que parece dominar o imaginário dos abstencionistas.  A ideia de que "algo acontecerá" ou que  "alguém se capacitará" é um clássico que vai sendo repetido nos meios nacionalistas ao longo dos anos e que, devo dizer, me desconcerta profundamente. Desde logo por não ser propriamente uma ideia, mas sim uma crença, uma expectativa sem qualquer sustentação factual ou correspondência com a realidade.

Há apenas 20 anos, havia nacionalistas que garantiam que, quando a abstenção chegasse aos 50%, havia de "acontecer algo". Agora há quem acredite que há-de ser aos 60% ou, no caso do autor do comentário acima, aos 70%. Mas porque é que havia de "acontecer algo"?!?! Será que esta gente não percebe que o nível da abstenção não tem, em termos legais, qualquer efeito prático na validade dos sufrágios???



 
Este abstencionista estava à espera de um grande splash... que nunca veio.


Conforme já expliquei aqui no TU várias vezes, quer seja 10%, quer seja 90%, a abstenção terá sempre o mesmo efeito prático: nenhum! A abstenção não tem -nem pode ter, do ponto de vista constitucional- qualquer impacto no resultado dos escrutínios:



Constituição da República Portuguesa

Artigo 152.º
Representação política
1. A lei não pode estabelecer limites à conversão dos votos em mandatos por exigência de uma percentagem de votos nacional mínima.



Isto significa que quem não vota, consente. E, nesse sentido, não votar é votar por omissão. Os abstencionistas bem podem protestar, espernear e choramingar à vontade porque a verdade é só uma: quem não vota, é  tão responsável pela eleição dos pulhíticos como quem vota neles. Dizer o contrário é como dizer que um tipo que não nunca fala com as mulheres merece ter uma namorada toda boa. Ou que um tipo que não tem trabalho e que nem sequer anda à procura emprego merece ser promovido a chefe de secção. Não se pode renunciar a participar nos processos necessários para se atingir determinados fins e depois reivindicar direitos sobre esses fins. Não há um pingo de seriedade nas pessoas que agem desta forma!

E o que é válido para a abstenção também serve para os votos brancos/nulos, conforme esclarece a Comissão Nacional de Eleições:
 
   «O que é um voto em branco?
 
    É aquele cujo boletim não contenha qualquer marca ou sinal.
 

     O que é um voto nulo?
 
    É aquele em cujo boletim de voto:

       - Tenha sido assinalado mais de um quadrado;
       - Haja dúvidas sobre qual o quadrado assinalado;
       - Tenha sido assinalado o quadrado correspondente a uma candidatura que tenha sido rejeitada;
          ou desistido das eleições;
       - Tenha sido feito qualquer corte, desenho ou rasura;
       - Tenha sido escrita qualquer palavra.

O que acontece se numa eleição os votos brancos e/ou nulos forem superiores aos votos nas candidaturas?

Os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos, não têm influência no apuramento do número de votos obtidos por cada candidatura e na sua conversão em mandatos.

Ainda que o número de votos em branco ou nulos seja maioritário, a eleição é válida e os mandatos apurados tendo em conta os votos validamente expressos nas candidaturas.
»

...Ou seja, mais uma vez: votar branco/nulo é, na prática, votar por omissão!


Quem não vota ou vota branco/nulo, consente. Bem podem os abstencionistas e os que votam branco/nulo protestar que "não consentem coisa nenhuma" e que "só não alinham na palhaçada democrática", porque na prática consentem e alinham de bom grado: a abstenção não representa nada de concreto, nenhuma posição ou tendência política em particular. Não adianta insistir no contrário, porque as coisas só têm valor quando têm efeitos práticos e a abstenção não tem efeitos práticos nenhuns. Não causa qualquer mossa aos partidos do arco da tragédia. Pelo contrário, até os favorece, porque quanto menos votos contra eles houver, maior será a sua percentagem relativa nos resultados do sufrágio. Por isso, deixem de sonhar acordados: não vai haver nenhuma revolução ou mudança radical de regime só por causa da abstenção; tal coisa nunca aconteceu no mundo civilizado, pelo que muito dificilmente vai acontecer aqui em Portugal.

É preciso lembrar ainda que não se vota apenas para escolher um determinado candidato, vota-se também para impedir ou para mitigar a hegemonia dos outros candidatos. E que, quando votamos, estamos a dar maior visibilidade política e mediática não apenas ao partido em que votamos, mas também ao movimento ideológico a que ele pertence.

Vocês podem sempre optar por fazer como o fulano da imagem que se segue. Mas depois não se podem queixar de que ficou tudo na mesma. Lamento, mas não podem! Cruzar os braços e não fazer nada não é uma estratégia de actuação válida! Estas coisas são como os jogos de futebol: não podemos marcar golos estando sentados no banco de suplentes.