...nas últimas semanas, têm aparecido aqui algumas pessoas a atacar o PNR. A principal objecção destas pessoas parece ter a ver com o facto de alguns dirigentes do partido terem, nos últimos meses, apoiado abertamente uma parte da comunidade brasileira em Portugal.
Devo dizer que o timing destas críticas não podia ser pior, uma vez que se aproximam as Legislativas e estes assuntos devem ser debatidos durante períodos mais calmos. E confesso que estou a ficar cansado das críticas, não pelas críticas em si, mas pela falta de alternativas. Eu também não gosto de tudo o que PNR faz e deixa de fazer, mas quando um caminho está errado é preciso indicar outra forma de chegar ao nosso destino. É o mínimo que se exige em nome da seriedade e da coerência intelectual.
Ora, o destino final onde eu quero chegar e onde entendo que qualquer nacionalista digno desse nome quer chegar é o poder. Se não querem votar no PNR -que é o único partido nacionalista legalizado em Portugal- aqueles que o criticam têm o dever de indicar uma estratégia de actuação alternativa para nos conduzir ao poder.
Não, abster-se não é estratégia alternativa nenhuma, é apenas birrinha. Não vai acontecer nada de especial quando a abstenção chegar aos 50% (em eleições legislativas). Nem quando chegar aos 60%, se alguma vez chegar. Nem quando chegar aos 70%, se alguma vez chegar. Metam isso nas vossas cabeças: não vai acontecer nada de especial seja qual for o valor da abstenção.
E acreditar que vai haver uma revolução ou que o resto da Europa nos vai salvar também não é alternativa nenhuma, é apenas sonhar acordado. Tal como a população em geral, os militares são maioritariamente marxistas ou social-democratas... e cada vez mais alógenos. E em relação à imigração, a Europa, pelo menos no que respeita aos grandes países europeus, está tão mal ou até pior do que Portugal.
Não querem votar no PNR? Muito bem... nesse caso, o que é que propõem?