Certamente que os caros leitores já deverão ter ouvido falar no "Aliança", o "novo" partido político fundado pelo Santana (f)Lopes, porque o Rio Risonho é aparentemente demasiado esquerdófilo para o gosto de alguns dos direitinhas neoliberais do PSD.
Pois bem, na sequência do que se passou no Bairro da Jamaica, vejam bem o que o Santana (f)Lopes da "direita a sério" decidiu fazer:
Pois bem, na sequência do que se passou no Bairro da Jamaica, vejam bem o que o Santana (f)Lopes da "direita a sério" decidiu fazer:
«Pedro Santana Lopes visitou esta segunda-feira o bairro da Jamaica. Não gostou do que viu – "é um susto" – e mostrou-se solidário com quem lá vive. "Se morasse aqui também estaria revoltado".»
Ah, estou a ver... a "direita a sério" acha que a culpa da miséria dos habitantes do Bairro da Jamaica não é dos habitantes do Bairro da Jamaica! Coitados, alguém os deve ter obrigado a viver ali e a comportarem-se como se comportam! A culpa não é deles, é de quem os oprime,pá!... Esperem lá, onde é que eu já ouvi isto antes?...
«Sempre rodeado de membros do seu partido e por muitos jornalistas, Santana Lopes foi conhecer o local que tem estado no epicentro de um debate que vai do racismo aos limites da intervenção policial. Pouco mais de uma hora de visita deu para ouvir as preocupações de quem lá habita, percorrer o bairro no carro da presidente da comissão de moradores e para fazer um pouco de campanha. No fim, saiu preocupado e disse que aquilo que observou pode ser comparado a “um susto”.»
Acredito, acredito! Apesar do seu estilo já lendário de consumidor ávido de bebidas alcoólicas, o Santana não é burro de todo... e deve ter ficado assustado com o enorme potencial eleitoral que este tipo de bairros confere aos partidos de esquerda! E o que fez ele a seguir? Tentou disputar esse potencial eleitoral, criando empatia com os residentes:
«“Eu, se morasse aqui, também me sentiria revoltado“, garantiu aos jornalistas no fim do périplo. Como cenário de fundo, tinha um dos nove prédios feitos de tijolo vermelho, para o qual ia olhando de cada vez que falava dos problemas das pessoas que vivem no bairro, como que procurando ilustrar por imagens aquilo que lhe ia faltando em palavras.
Já tinha estado no interior de dois deles e, de cada vez que saía, mostrava-se mais surpreendido. Afinal, só tomou conhecimento da realidade deste bairro “na semana passada”, depois de todas as notícias vindas a público. O ar de consternação ia contrastando com os sorrisos que apresentava de cada vez que ia conhecendo um novo morador.»
Recordo aos caros leitores que o Santana já foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa e, mesmo assim, ele não sabia -ou pelo menos diz que não sabia- do estado do Bairro da Jamaica, como se esse bairro fosse um caso isolado! Isto é bem demonstrativo do desfasamento das nossas "elites" em relação à realidade! E depois nós é que somos os "populistas ignorantes"!!!
«Falou com um morador que chegou de São Tomé e Príncipe a Portugal em 2015 e que desde então procura trabalho na construção civil. “Quer ajuda?”, perguntou Santana Lopes. “Eu queria”, respondeu prontamente. “Então no fim trocamos contactos”, devolveu-lhe o ex-primeiro-ministro antes de tocar no ombro do morador e se dirigir para a saída do bar.»
Olha, olha, o Marcelo começa a fazer escola!... Mas repito, "populistas" somos nós, hãã! Mas agora prestem atenção, caros leitores, que vem aí a cereja no cimo do bolo:
«Pediu “maior urgência” no realojamento das famílias e rejeitou entrar no debate sobre a existência de racismo no seio das forças de segurança. Lembrou que há sempre dois lados e disse que é fácil entrar no extremismo neste tipo de discussões. Para dar força a este argumento, Santana Lopes recordou que há dois anos um polícia agrediu violentamente um adepto de futebol diante do filho. “Esse indivíduo era de raça branca”, sublinhou para justificar que os excessos devem ser sempre condenados mas não devem precipitar leituras racistas.»
Ou seja, o Santana não diz nem sim, nem sopas! Como poderia? Se defender a polícia, perde os votos dos "pobres coitadinhos". E se defender os "pobres coitadinhos", perde os votos da polícia! Vêem como se vai gerindo a coisa, caros leitores? Entretanto, lá vai ficando tudo na mesma, tanto no Bairro da Jamaica, como nos inúmeros bairros vibrantes que vão surgindo um pouco por todo este cada vez menos nosso Portugal...
O bom e velho Santana, sempre sedutor... 😝
«Santana Lopes ouviu agradecimentos pela preocupação e por ser o primeiro político a visitar o bairro depois da polémica. A maioria dos que iam falando com o presidente do Aliança demoravam-se em explicações sobre as condições em que vivem e sobre os motivos para ali morarem. Mas, como se foi percebendo em algumas situações, nem todos estavam satisfeitos com esta visita, que apelidavam de “campanha” ou, até, de “invasão”.»
Ou seja, nem todos os locais são burros e perceberam muito bem o que o Santana estava realmente a fazer: política e populismo. Mas sublinho: alguns dos moradores acharam que presença do Santana e dos restantes membros do Aliança era uma invasão!












