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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Administração do YouTube vangloria-se de apagar mais de 100 mil vídeos,
17 mil canais e 500 milhões de comentários!



Isto está a ser feito por uma organização sediada no país que tem a Primeira Emenda. Imaginem o quão grave deverá ser a situação noutros países!


«O YouTube informou que o número de vídeos e canais removidos desde Junho, altura em que lançou uma nova política, foi cinco vezes maior do que o número do primeiro trimestre do ano. Desde Junho deste ano, altura em que foram implementadas novas políticas, o YouTube removeu mais de 100 mil vídeos e 17 mil canais por conterem discurso de ódio.»


Relembro aos caros leitores que o "discurso de ódio" é um conceito que não é reconhecido pelas leis dos EUA e que foi inclusivamente rejeitado duas vezes pelo Supremo Tribunal daquele país, com os juízes a rejeitá-lo por unanimidade!





Além disso, se o "discurso de ódio" fosse um conceito legítimo, quem é que o definiria? O esquerdalho e os globalistas? Era só o que faltava!!!


«A plataforma também eliminou cerca de 500 milhões de comentários com o mesmo teor, anunciou a plataforma de vídeos online esta terça-feira. O número de canais e vídeos removidos foi cinco vezes maior do que o registado no primeiro trimestre do ano e são, em parte, justificados pelo investimento na equipa e na tecnologia.»


Posso garantir-vos que, de entre esses 500 milhões de comentários eliminados, estavam dezenas de comentários deixados por mim. E, seguramente, milhões de comentários deixados por nacionalistas de todo o mundo.


«“Nos últimos anos duplicamos os esforços para cumprir as nossas responsabilidades, preservando o poder de uma plataforma aberta”, começa por explicar o YouTube no seu blogue oficial, acrescentando que uma das principais acções que as equipas têm levado a cabo é precisamente a remoção de conteúdo "ofensivo". Em Junho deste ano, recorde-se, o YouTube decidiu lançar uma nova política para combater os "conteúdos de ódio", prometendo que iria proibir e eliminar vídeos que discriminassem alguém pela sua idade, raça, cor de pele, religião ou orientação sexual.»


Mais uma vez, quem é que define o que é "ofensivo"? Quem é que decide onde começa o "ódio" e acaba a crítica legítima?


«“Temos prestado atenção à forma como abordamos conteúdo que dissemina "ódio" com a ajuda de dezenas de peritos. Analisamos extremismo violento, supremacismo, direitos cívicos e discurso livre. Com base no que aprendemos, estamos a fazer várias actualizações”, anunciou na altura a plataforma.»


Quem são esses "peritos"? Gentalha afecta ao partido "democrata"? Criminosos da laia do George Soros? Os racistas anti-brancos do Black Lives Matter, da CAIR, do SPLC ou da ADL???

«Actualmente, há uma equipa de cerca de 10 mil pessoas na Google com a função de detectar, rever e remover o conteúdo que viola as suas políticas, contando com a ajuda de tecnologia capaz de detectar conteúdo potencialmente perigoso e, posteriormente, enviar esse mesmo conteúdo para revisão humana. “Por exemplo, os quase 30 mil vídeos que removemos por "discurso de ódio" no último mês geraram apenas 3% das visualizações que os vídeos de tricô tiveram durante o mesmo período”, acrescenta a nota publicada pela plataforma.»


10 mil censores a trabalhar para assegurar que a mentira da narrativa globalista prevalece! E reparem, caros leitores, no orgulho mal contido com que eles se gabam de censurar os dissdentes!... 


«O YouTube informou ainda que o crescimento deste número de vídeos, contas e comentários removidos por "discurso de ódio" está também relacionado com o facto de muitos já serem antigos e terem sido autorizados na plataforma, no passado.

A tecnologia de machine learning (reconhece padrões e vai aprendendo com a utilização) que é utilizada para fazer este controlo permite “detectar padrões nos vídeos e, assim, encontrar conteúdo semelhante (mas não igual) a outros conteúdos que já foram removidos, sendo muitas vezes eficaz a detectar spam ou conteúdo para adultos”. No entanto, quando o assunto é o "discurso de ódio" e outros conteúdos que vão contra as políticas da plataforma, é preciso uma revisão humana, que avalie e tome uma decisão.»


Sobretudo porque muito desse "discurso de ódio" é constituído por críticas e comentários à situação política actual, pelo que não há algoritmo que consiga apanhar tudo, por mais "inteligente" que seja. A Google terá sempre por isso que recorrer a censores humanos!


«Mesmo assim, acrescenta a nota publicada no blogue oficial da plataforma, quase 87% dos nove milhões de vídeos removidos no segundo trimestre de 2019 foram sinalizados por sistemas automáticos e 80% dos vídeos sinalizados “foram removidos antes de receberem qualquer visualização”.»


Eu posso confirmar isto em primeira mão. Ha cerca de um ano, um dos meus vídeos foi removido ainda antes de se publicado, sendo a minha conta do YouTube supensa por 90 dias.


«O YouTube acrescenta que a actualização relativa ao "discurso de ódio" foi “uma das maiores mudanças” da sua política. “Passámos meses a desenvolver cuidadosamente esta política e a trabalhar com as nossas equipas para criar a formação e ferramentas necessárias para aplicá-la”, sublinha, salientando que o impacto da actualização da sua política “já é evidente nos dados divulgados no relatório de aplicação das directrizes da comunidade deste semestre”.

A tarefa de controlar e avaliar os conteúdos publicados no YouTube tem recebido um investimento crescente, uma vez que também a quantidade de conteúdos publicados também tem vindo a aumentar. De acordo com a empresa de estatística Social Blade, a cada minuto são carregadas mais de 500 horas de vídeo na plataforma e só em 2018 foram criados mais de 23 milhões de canais.»


Toda a gente com dois dedos de teste percebe o que está realmente aqui em causa: em Novembro de 2016, foi eleito um Presidente dos EUA que não se enquadrava naquilo que a superclasse mundialista entendia como aceitável. A administração da Google, que é parte integrante dessa elite, já foi apanhada a admitir que fará tudo ao seu alcance para impedir que o Presidente Trump seja reeleito.

Isto e apenas o princípio. A censura dos nacionalistas, dos identitários, dos conservadores e até dos esquerdistas mais moderados só vai aumentar nos próximos meses. Preparem-se, a era da liberdade de expressão na internet está a chegar ao fim!

domingo, 25 de agosto de 2019

Mais dois excelentes canais do YouTube apagados


     Os canais do YouTube dos nacionalistas britânicos Iconoclasta (The Iconoclast) e Way of the World, que muitos dos leitores deste blogue deverão conhecer, foram hoje apagados sem aviso prévio. Recomendo por isso aos leitores do TU que os passem a seguir no BitChute:

Way of the World: https://www.bitchute.com/channel/wayoftheworld/

Podem encontrar uma lista de outros canais interessantes no BitChute no primeiro dos links que aparecem mais abaixo.

___________
Ver também:

Um breve nota sobre a mais recente purga no YouTube
O governo espanhol faz diligências para poder censurar directamente os utilizadores do Twitter, do Facebook e da Google

O PNR sobre o caso da historiadora Maria de Fátima Bonifácio

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Afinal, nem toda a nossa juventude (sem aspas) está perdida!


     Só resta saber quantos jovens millennials e da geração z é que pensarão como o autor do texto que reproduzo a seguir, de seu nome Vincente Teles Baltazar, estudante do ensino secundário. Não se deixem enganar pela sua falta de currículo: o rapaz ainda é novinho, mas percebe melhor o que se está a passar do que a sonsa da Cristas ou o bilderberguer Rio Risonho!

Um muito obrigado! ao Nuno por nos ter trazido os escritos do Vicente aqui ao TU!

«Acção afirmativa num mundo académico pós-modernista/neomarxista


Hoje em dia, os chamados “progressistas” estão a tentar voltar a categorizar os indivíduos e a sociedade. Defendem a política de identidade, de maneira a alcançar o seu objectivo supremo, a "justiça social".

Os factos são coisas teimosas, e quaisquer que sejam os nossos desejos ou inclinações,
ou os ditames das nossas paixões, estes não podem alterar o estado dos factos e das provas.

-John Adams, 2º Presidente dos Estados Unidos da América»

Relembrando aos mais distraídos: o pós-modernismo é a doutrina sociológica desenvolvida na segunda metade do séc. XX segundo a qual não existem verdades absolutas, colocando em causa a noção de racionalidade, de validade do conhecimento científico e até da própria realidade objectiva; já o neomarxismo é a extensão dos conceitos de luta de classes desenvolvidos por Marx, em particular da sua dicotomia cretina "proletariado vs. burguesia", ao contexto sociocultural das nações, através da incorporação da teoria crítica do marxismo cultural, da psicanálise e até do existencialismo. O resultado final é que os neomarxistas encaram a luta de classes como não apenas uma luta entre proletários e burgueses mas sobretudo entre "classes com poder" e "classes sem poder": ricos vs pobres; brancos vs negros; nativos vs imigrantes; cristãos vs muçulmanos; mulheres vs homens; etc. O neomarxismo é uma estupidez completa por motivos óbvios: o poder é circunstancial, não depende da raça, nem do sexo, nem da religião das pessoas.

Voltando ao texto:

«Neste ensaio, defenderei a tese de que a acção afirmativa (referida, muitas vezes, através da expressão “quotas para entrada nas universidades”) é moralmente errada, injusta e discriminatória e, portanto, não deve ser implementada em Portugal.
Acção afirmativa, termo cunhado em 1961 pelo então presidente dos EUA, John Kennedy, é entendida pelos seus apoiantes como discriminação positiva a favor de minorias historicamente oprimidas e deve ser usada como arma para alcançar a equidade. A acção afirmativa, posta em prática actualmente nos EUA, consiste, em sentido lato, no estabelecimento de quotas de admissão nas universidades para minorias historicamente desfavorecidas

Reparem que o Vicente escreve "equidade" e não "igualdade". E escreve muito bem, porque a diferença entre os dois conceitos é extremamente importante: por igualdade, no contexto político, entende-se o acesso universal às mesmas oportunidades, o haver as mesmas oportunidades para todas as pessoas. No entanto, a equidade consiste na obtenção dos mesmos resultados para todas as pessoas. Por exemplo, para haver equidade numa turma de alunos, é preciso que todos os alunos dessa turma tenham as mesmas notas, a todas as disciplinas! Não é preciso grande inteligência para perceber que a igualdade é desejável, enquanto a equidade é abominável!

«No entanto, esta noção é baseada numa miríade de falácias, perpetuada pelos académicos pós-modernistas/neomarxistas[1] que, actualmente, dominam as universidades norte-americanas.»

E também as universidades europeias e sul-americanas, caro Vicente!...

«Muitos dos que estão a ler este ensaio pensarão que as ideias marxistas são coisa do passado, exaltadas apenas, por volta da dupla 25 de Abril/1º de maio. Este equívoco é compreensível, contudo, não fosse os novos apologistas de Marx se terem camuflado sob o vulto do pós-modernismo, movimento político-cultural apregoado, entre outros, por uma grande parte dos millennials. Mas como e porque aconteceu o aparente cisma?
Na década de 1960, em França, progressivamente se tomava conhecimento dos horrores levados a cabo pela implementação da ideologia marxista (China, 65 milhões de mortos; URSS, 20 milhões de mortos; Coreia do Norte, dois milhões de mortos; Camboja, dois milhões de mortos; etc.).[2] Esta situação levou a que os filósofos marxistas franceses da época, porventura o mais conhecido Jean-Paul Sartre, tivessem de camuflar a sua perspectiva. Para tal, efectuaram uma troca simples: a clássica classificação marxista de opressor/oprimido foi alterada. Deixava de ser a burguesia contra o proletariado para passarem a ser os homens brancos contra todos os outros. Estava criado o neomarxismo e, consigo, a política identitária.[3]»

Em rigor, foram os marxistas da Escola de Francoforte quem primeiro alargou a dicotomia "proletariado vs. burguesia" para "classe sem poder vs. classe com poder", como referi mais acima. O que, por definição, redunda de facto em "homem branco vs. todos os outros", como o Vicente bem observou. Mas é importante percebermos que o problema já vem da primeira metade do séc. XX.

«Discriminação positiva é outro dos termos imaginados pelos pensadores neomarxistas e que está na base da implementação de programas como a acção afirmativa, mas não só; veja-se o Estado-Providência no qual este termo se encontra mascarado através da designação de princípio de Solidariedade Social. Porém, a maior falha encontra-se no próprio termo: “discriminação” e “positiva” são incompatíveis:

Guerra é Paz
Liberdade é Escravidão
Ignorância é Força

É este o famoso slogan do INGSOC (Socialismo Inglês), partido que controla a Oceânia na famosa obra “1984” de George Orwell. À semelhança do Big Brother também os pensadores pós-modernistas/neomarxistas tentam controlar a nossa linguagem com termos completamente orwellianos, como “acção afirmativa” e “discriminação positiva”. Esta táctica devia ser particularmente preocupante para todos aqueles que apoiam a liberdade, já que sabemos que o controlo da linguagem é o controlo do pensamento ou como diria o INGSOC “quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.[4]»

É por isso que, quando me aparecem nacionalistas a falar em "patriarcado", eu fico logo muito preocupado: significa que não só não entendem a parte que sublinhei a cor vermelha, como já engoliram, digeriram e incorporaram na sua mundivisão a falsa narrativa engendrada por quem controla o presente.

«Poderia argumentar que a acção afirmativa é pura e simplesmente inconstitucional:
Constituição da República Portuguesa – Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado*, beneficiado*, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.»

É curioso, eu próprio usei este argumento aqui no TU numa conversa que mantive com o Silvino de Portugal. Será que o jovem Vicente lê este blogue?  😜

«No entanto, o propósito deste ensaio não é abordar o tema de um ponto de vista jurídico. Martin Luther King Jr. proferiu, no seu famoso discurso de 28 de agosto de 1963, que “[tinha] um sonho que um dia os [indivíduos] pudessem ser julgados, não pela cor da pele, mas pelo conteúdo do carácter”. As suas palavras são tão actuais como o eram há 56 anos, num mundo hoje conduzido pela política de identidade. De facto, estamos a assistir a um retorno da segregação racial, patrocinado pelo neomarxismo: ou não são as políticas de acção afirmativa injustas para os indivíduos prejudicados em detrimento de outros, simplesmente por terem nascido com uma certa cor de pele, facto que não conseguem controlar.»

Exacto, a acção afirmativa é intrinsecamente racista, porque assenta na falácia de que todos os indivíduos de uma determinada raça são beneficiados ou, como dizem os tarados dos guerreiros da (in)justiça social, "têm privilégio".

«Por que razão terá um estudante branco de ter melhor nota de candidatura que um estudante cigano? Os defensores de tais políticas afirmam que certas raças foram/têm sido historicamente prejudicadas e que, por isso, os indivíduos que por mero acaso nasceram com essa cor de pele precisam de ajuda para entrar na universidade.[5]

Em primeira análise, este argumento parece-me ser racista, mais que não seja para com os indivíduos “historicamente oprimidos”. Não me parece que uma pessoa, no século XXI, seja menos capaz de ter um bom aproveitamento escolar devido à sua raça ou etnia. Aliás, porque é que o PS não propôs quotas para indivíduos com ascendência asiática, que são uma minoria étnica em Portugal? É bastante óbvio: porque estes têm bom aproveitamento escolar. Torna-se claro que as quotas são um instrumento para legitimar e prolongar o insucesso e o facilitismo.»

Também, mas não só: as quotas são sobretudo um instrumento para remover os homens brancos do poder: privá-los da formação académica, dos bons empregos, das forças de segurança, dos cargos públicos, etc.

«A pergunta que temos de fazer é “que características é que definem a nota que obtemos no ensino secundário e, portanto, se entramos na universidade ou não?”. Eu respondo que são o empenho, inteligência, autonomia, esforço, dedicação, competência, entre outros. E não outro qualquer factor físico.

É realmente estonteante as incoerências com que nos deparamos ao tomar conhecimento dos argumentos dos nossos opositores. Um tema tão importante como este deveria, com toda a certeza, contar com a influência de filósofos/pensadores quer de um lado como do outro. Do lado da minha tese destacaria Jordan Peterson, Ben Shapiro e Thomas Sowell, este último apresentando um argumento particularmente distintivo.»

O esquerdalho odeia o mérito, porque o mérito cria automaticamente as tais classes que eles abominam. É incontornável, os neomarxistas odeiam a competência e sobretudo a inteligência, porque as pessoas inteligentes tendem a desenrascar-se na vida, a rejeitar a cultura de vitimização e a mundivisão infantil da luta de classes. O marxismo e os seus derivados consistem, uma vez despidos da sua pretensiosidade científica, na mera exaltação da inveja e do ressabiamento, duas das emoções mais poderosas do ser humano. Mas não haja ilusões: os capitalistas também só gostam de competência e de inteligência até um determinado ponto, quando se deparam com alguém realmente inteligente e que não pode ser comprado, decretam imediatamente que essa pessoa constitui um perigo para as suas aspirações... eer... perdão, "para a sociedade".

«No outro campo, não tenho receio de dizer que não existem pessoas que se possam chamar de filósofos. Em minha opinião, são ideólogos. Existirá outro nome para pessoas que, apesar de contradições tão graves, consigam continuar a apregoar a sua doutrina? De facto, indivíduos como deputados do PS e Bloco de Esquerda e membros de “delegações” do BE, como a ILGA, SOS Racismo, OMAR e MDM não passam de activistas que pretendem passar a sua agenda interseccional[6]

É realmente muito corajoso, por parte do Vicente, escrever isto -que é inteiramente verdade- e dar a cara. Espero bem que, daqui a uns anos, não deixem de lhe dar emprego por causa disto.

«Estes sujeitos afirmam que devemos ter diversidade de pensamento nas universidades, de maneira a cada “grupo social” ser representado justamente. No entanto, não são capazes de apresentar um único estudo ou outro documento que prove que, digamos, um homem cigano tenha um modo de pensar diferente de um homem branco ou que pense sequer em assuntos distintos. De facto, a única diferença biológica a esse nível dá-se entre sexo masculino e sexo feminino.[7]»

Esse é outro problema crónico do neomarxismo: mil teorias, zero evidências. Aliás, as evidências disponíveis mostram que o marxismo falhou espectacularmente onde quer que tenha sido implementado. Não, a Escandinávia não é socialista. Tenham paciência, não é!

«O princípio da equidade (igualdade de resultados) afirma que, por exemplo, as mulheres deviam representar 50% dos canalizadores ou que metade dos educadores de infância sejam homens. Desenganem-se aqueles que pensam que o sistema de quotas ainda não chegou a Portugal: veja-se a Lei da Paridade, onde tem de haver um mínimo de 40% de mulheres e 40% de homens nas listas apresentadas por partidos políticos a eleições[8]. Na realidade, surpreende-me o facto do número não ser 50%. Estará 20% reservado para não-binários?»

Por favor, não lhes dês ideias, Vicente...

«O argumento essencial que contradiz as teorias da equidade, justiça social e demais terminologias pós-modernistas afirma que o desejável é termos hierarquias baseadas na competência. Estas hierarquias são, pois, o melhor sistema possível para a sociedade se auto-organizar e que mais efectivamente asseguram o progresso humano. Partilho totalmente desta opinião. Na realidade, foram estas hierarquias que construíram a civilização ocidental e, portanto, as universidades.
No entanto, os ideólogos pós-modernistas pretendem destruir as bases da civilização que proporcionou ao mais alto nível a liberdade, procura da felicidade, prosperidade e que mais massas levantou da pobreza em países que adoptaram o seu sistema económico, o capitalismo, como por exemplo a Índia. O objectivo neomarxista é transformar as universidades, instituições que deviam transmitir todas as conquistas da civilização ocidental, em completos campos de doutrinação.»

Objectivo que, em grande medida, foi alcançado, sobretudo no domínio das "ciências" sociais e humanas.

«Como tenho vindo a demonstrar ao longo das últimas linhas, a acção afirmativa contribui para o fortalecimento de estereótipos, através do pensamento de que todas as pessoas de certa raça são “estúpidas” e destrói a ideia da meritocracia (as pessoas mais aptas devem receber os melhores cargos ou posições) que, por sua vez, dá origem às hierarquias.

Thomas Sowell, renomado economista [e "jovem", nunca é demais lembrar], apresentou um argumento que se concentra não na moralidade da implementação da acção afirmativa, mas antes, nos seus efeitos, ou seja, um argumento empírico. Sowell afirma que os estudantes que precisariam, em condições naturais, de ter uma média igual ou superior ao último candidato aceite em, digamos, Harvard, vão ser prejudicados se entrarem com notas inferiores. Isto acontece porque esses estudantes não estarão preparados para enfrentar o ambiente extremamente competitivo e a carga lectiva de uma instituição de topo.

Ora, esta situação originará descontentamento para o estudante porque este não se identificará com os outros colegas e, por isso, provavelmente, desistirá do curso. Conclui-se, portanto, que se esses estudantes tivessem sido tratados em condições de igualdade teriam entrado noutra universidade com menos prestígio, mas onde se sentiriam integrados e pudessem dar continuidade ao seu percurso académico e, posteriormente, profissional.[9] Do mesmo modo, possíveis empregadores não contratarão estudantes excepcionais do mesmo grupo étnico para o qual foram definidas quotas porque terá a dúvida se este entrou na universidade por mérito próprio.[10]»

A menos que os neomarxistas dêem o passo seguinte nas suas aspirações criminosas, que é impor quotas nas empresas! Parece impossível? Também o casamento guei, a adopção guei, as quotas nos partidos políticos e a acção afirmativa o pareciam ser, há apenas algumas décadas atrás! Aliás, a Comissão Europeia já tentou exigir ao estados-membros que os conselhos de administração das empresas cotadas em bolsa tivessem pelo menos 40% de mulheres! Agora que o bêbado Juncker foi substituído pela Ursula von der Leyen, uma feminista convicta, é muito provável que a Comissão volte a tentar exigir algo do género.

«Em suma, penso que se deve voltar ao pensamento desenvolvido por John Locke de que todos os Homens são iguais perante a lei[11] e têm capacidades inatas que lhes permitem a aplicar razão.

Hoje em dia, os chamados “progressistas” estão a tentar voltar a categorizar os indivíduos e a sociedade. Defendem a política de identidade, de maneira a alcançar o seu objectivo supremo, a "justiça social".

No entanto, quem preza a liberdade e a prosperidade que vivemos no Ocidente deve fazer frente a esta ideologia. Além disso, devemos tratar cada ser humano como um indivíduo único, que tem características próprias que definem o seu curso de vida. Um dos aspectos do seu curso de vida é, então, a entrada na universidade que deve ser independente de características físicas que o indivíduo não controla. Nem o Estado nem a reitoria de uma universidade pública ou privada deve através de critérios arbitrários que nada têm que ver com as capacidades de um indivíduo definir se este entrará no ensino superior.

Este ensaio foi elaborado no âmbito de um trabalho escolar e publicado à data de hoje, dia 30 de Julho de 2019, no site do Jornal Económico.»

[1] Jordan Peterson explica o fenómeno do pós-modernismo/neomarxismo
[2] Courtois, Stéphane, O Livro Negro do Comunismo, Quetzal, 1998
[3] Ver discurso inicial de Jordan Peterson
[4] George Orwell, 1984, Antígona, 2012
* Negritos são da responsabilidade do autor
[5] Ver os argumentos a favor da ação afirmativa
[6] Ben Shapiro explica a teoria da interseccionalidade
[7] Jordan Peterson nas diferenças entre homens e mulheres, que também explicam a desigualdade salarial entre os dois sexos
[8] Lei da Paridade
[9] Sowell, Thomas, Affirmative Action Around the World-an Empirical Study, 2005, Yale University Press
[10] Clarence Thomas, juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, teve dificuldade em arranjar trabalho depois de se graduar em Yale
[11] Locke, John, Dois Tratados do Governo, 2006, Edições 70»

Excelente ensaio, especialmente tendo em conta que foi escrito por um miúdo do secundário. Parabéns, Vicente! Que seja o primeiro de muitos!!!

quarta-feira, 24 de julho de 2019

O Ministério do Interior espanhol faz diligências para poder censurar directamente os utilizadores do Twitter, do Facebook e da Google


    Um muito obrigado! ao Stonefield por nos ter trazido aqui esta notícia bem ilustrativa da crescente tendência orwellianista dos (des)governos da Europa:

«O Gabinete Nacional de Combate aos Crimes de Ódio, sob tutela do Ministério do Interior (MI), acaba de se reunir com dirigentes do Twitter em Espanha, fechando um acordo para se tornar um denunciador fiável ou um comunicador fiável. Nos próximos dias, o  MI iniciará contactos com a Google e o Facebook para o mesmo fim.

Para aqueles que eventualmente desconfiem da qualidade da minha tradução da expressão "denunciador fiável", a expressão original era "trusted flagger". 

«Isto significará que, quando o Gabinete Nacional de Combate aos Crimes de Ódio contactar o Twitter sobre um possível caso de "crime de ódio" num tuíte, a rede social toma essa exigência como prioritária sobre os outros usuários, processando-a o mais depressa possível.
Caberá portanto à rede social a decisão final sobre retirar o comentário ou tuíte caso considere tratar-se de um crime de ódio, ou que o seu conteúdo viole as políticas de utilização

Ou seja, na prática, o (des)governo espanhol e o Tuíter acordaram que, a partir de agora, o (des)governo espanhol tem liberdade para censurar quem escreva algo que desagrade ao (des)governo espanhol. Censura a pedido, um novo marco histórico desta Europa "civilizada"!

«“Não estamos a falar apenas de crimes de ódio. Também podemos alertar o Twitter sobre logotipos ou hashtags que violam as regras de uso da plataforma. O acordo é interessante porque a denúncia de uma organização com o estatuto de denunciador fiável tem precedência sobre um utilizador comum. Tem preferência. Em breve vamos reunir com a Google e o Facebook para conseguir o mesmo”, explica Carlos Morán, chefe de serviço do Gabinete Nacional de Combate aos Crimes de Ódio.»

"O acordo é interessante porque permite que a nossa censura tenha prioridade sobre tudo o resto! Viva!!!!" E atenção, caros leitores, vocês não pensem que isto é apenas uma questão de censurar tuítes, postas e vídeos:

«É algo que já constava no Plano de Acção para Combater os Crimes de Ódio apresentado no início deste ano, (...) a intenção de “promover o Gabinete Nacional de Combate aos Crimes de Ódio a denunciador fiável, ainda antes que os provedores de serviços de Internet procedam à remoção de conteúdo que constitua discurso de ódio, de forma coordenada com as forças de segurança do Estado, para evitar interferir [mais tarde] nas investigações judiciais em curso.″»

Dito de uma forma mais clara: o objectivo do MI espanhol é dispor dos dados disponibilizados pelas redes sociais ainda antes de o Estado levar os "criminosos de ódio" a julgamento. Ou seja, o Estado espanhol conseguiu que, na prática, o Tuíter passe a censurar e a identificar os utilizadores das redes sociais cujo comportamento o Estado reprova!

«A União Europeia (UE) tem levado a cabo estudos sobre o comportamento dos utilizadores da Internet associado a esses "crimes". O Gabinete Nacional de Combate aos Crimes de Ódio participará da próxima análise, que será realizada no final do ano. Nestes tipos de eventos, a Comissão estabelece seis semanas nas quais os estados membros reportam notificações a plataformas como Facebook, YouTube ou Twitter, entre outras redes sociais.

 "Eu bem vos avisei, mas vocês continuam a votar no esquerdalho à mesma..."

«Em seguida, analisa-se o que foi feito para eliminar os comentários denunciados como "crimes de ódio", a fim de estabelecer rotinas que melhorem a velocidade de análise e a retirada desse tipo de conteúdo.»

Notem bem o estado a que chegámos aqui na Europa, caros leitores: na maioria dos estados-membros, a imigração ilegal já não é um crime, mas criticar a imigração ilegal é! Como se os europeus não tivessem o direito de se pronunciar sobre quem vem para a sua terra!!!

Ora, o actual (des)governo espanhol é xuxalista, tal como o actual (des)governo "tuga"... não deverá por isso demorar muito até termos iniciativas do género aqui no rectângulo. Agora reparem, caros leitores: em todo o Ocidente, o único país onde os cidadãos ainda estão livres deste flagelo são os Estados Unidos da América. Porquê? Porque têm a Primeira Emenda, que lhes garante que o "discurso de ódio" não pode ser usado para estabelecer restrições à  Liberdade de Expressão.

Um dos maiores problemas que eu vejo na UE é precisamente este: ninguém em toda a Europa parece estar interessado em querer criar uma versão da Primeira Emenda para o Velho Continente, nem mesmo os partidos nacionalistas. E isso diz-nos tudo o que precisamos de saber sobre a verdadeira natureza da classe pulhítica europeia, da UE e do futuro que nos espera se não conseguirmos inverter esta situação. Se eles nem sequer nos deixam expressar livremente, como podemos esperar vir a resolver o que quer que seja?...

sexta-feira, 12 de julho de 2019

O PNR sobre o caso da historiadora Maria de Fátima Bonifácio


 Da página oficial do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«O jornal Público, de esquerdopatia concentrada, deu à estampa um artigo da consagrada historiadora Maria de Fátima Bonifácio e que levou o seu director a pedir desculpas pelo mesmo: “Cometemos um erro de análise e de avaliação”, lê-se na conclusão do seu editorial.

No dito artigo -que tem provocado a ira dos novos inquisidores que, qual polícia política do pensamento único, dispara a costumeira rajada de rótulos e persegue com um bullying social-, esta reconhecida intelectual desmonta a fábula pseudo-igualitarista do Partido Socialista que pretende ”implementar a discriminação positiva para as minorias étnico-raciais”, inscrevendo esse tópico no seu programa eleitoral para as próximas legislativas. 

Todos sabemos que a chamada “discriminação positiva” não é senão um racismo camuflado que sacrifica o mérito e o mais elementar sentido de justiça ao facto de se nascer preto, cigano ou o que seja. Tal não deixa de adquirir um carácter bizarro quando somos bombardeados por uma narrativa que afirma não existirem raças… A confusão reina nas mentes liberais e esquerdistas, o que não é novidade, mas percebe-se também que chafurdam cada vez mais fundo na negação das realidades e mergulham na flagrante contradição. Esta gente é tão insensata que pretende combater o suposto “racismo” e “xenofobia”, existente sobretudo no seu imaginário, através da política discricionária das quotas. A cegueira por levar a sua agenda insana por diante acaba por produzir o efeito contrário: gerar a revolta e o sentimento de injustiça nas pessoas e, precisamente por causa disso, espoletar um racismo irracional, primário e igualmente cego. 

Leia-se, pois, o artigo desta enorme figura da cultura portuguesa, que não se rende perante a ditadura do politicamente obrigatório, a quem louvamos a coragem e verticalidade de se manter de pé frente à estupidificação generalizada que nos querem impor, eliminando desonestamente o contraditório que defende a verdade o senso comum.»

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Um breve nota sobre a mais recente purga no YouTube


     Como os caros leitores certamente saberão, o YouTube tem apagado vários vídeos e canais nacionalistas e até conservadores. Como eu tinha previsto, as personalidades de Direita estão a ser expulsas das redes sociais, num processo que tenderá a acelerar à medida que a Presidenciais Norte-Americanas de 2020 se forem aproximando.




Um dos canais apagados foi o do nosso camarada José Silva, que tinha muitos vídeos nacionalistas ou relevantes para a causa nacionalista, muitos deles traduzidos e legendados pelo próprio JS. Felizmente, ele tomou a precaução de criar um canal de 'backup' no BitChute:

O JS também criou um novo canal no YouTube:
https://www.youtube.com/channel/JoséSilva2

Recomendo aos leitores do TU que se subscrevam nestes dois canais... o JS merece!

Entre os grandes youtubers, a mais recente vítima foi o canadiano Black Pigeon Speaks, cujo canal foi apagado sem aviso prévio. O BPS tornou-se famoso pelo seu vídeo "Porque é que as mulheres destroem as civilizações". Face à censura crescente da Google, vou partilhar aqui uma lista (incompleta) de canais no BitChute que podem ser usados como alternativa a canais que já foram ou que podem vir a ser eliminados do YouTube a qualquer momento, a começar pelo do próprio BPS:

Black Pigeon Speaks: https://www.bitchute.com/channel/blackpigeonspeaks
Mark Collett: https://www.bitchute.com/channel/markcollett/
Brittany Pettibone: https://www.bitchute.com/channel/brittpettibone/
Sargon of Akkad: https://www.bitchute.com/channel/sargonofakkad/
InfoWars: https://www.bitchute.com/channel/infowars
Tommy Robinson: https://www.bitchute.com/channel/tommyrobinson/

Mark Dice: https://www.bitchute.com/channel/markdice/
The Thinkery (Sargon's 2nd Channel): https://www.bitchute.com/channel/thethinkery/
Rebel Media: https://www.bitchute.com/channel/rebel-media/
Red Ice TV: https://www.bitchute.com/channel/redicetv/
Sinatra Says: https://www.bitchute.com/channel/sinatra_says/
Steven Crowder: https://www.bitchute.com/channel/stevencrowder/
WrangleStar: https://www.bitchute.com/channel/wranglerstar/
Jordan Peterson: https://www.bitchute.com/channel/jordanpeterson/
Stefan Molyneux: https://www.bitchute.com/channel/freedomainradio/
The White House Channel: https://www.bitchute.com/channel/thewhitehouse/
Razorfist: https://www.bitchute.com/channel/razorfist/
Faith Goldy: https://www.bitchute.com/channel/faithgoldy/
Bombard's Body Language: https://www.bitchute.com/channel/bombardsbodylanguage/
Daisy Cousens: https://www.bitchute.com/channel/daisycousens/
Project Veritas: https://www.bitchute.com/channel/veritasvisuals/
Laura Loomer: https://www.bitchute.com/channel/lauraloomer/
Soph: https://www.bitchute.com/channel/soph/
Mike Cernovich: https://www.bitchute.com/channel/cernovich/
Blonde in the Belly of the Beast: https://www.bitchute.com/ch...
Paul Joseph Watson: https://www.bitchute.com/channel/pauljosephwatson/
Barbara4u2c: https://www.bitchute.com/channel/Barbara4u2c/
Laura Towler: https://www.bitchute.com/channel/lauratowler/
Lauren Southern: https://www.bitchute.com/channel/laurensouthern/
Pat Condell: https://www.bitchute.com/channel/pat-condell/
Michelle Malkin: https://www.bitchute.com/channel/MichelleMalkin/
The Red Elephants: https://www.bitchute.com/channel/the-red-elephants/
Tim Pool: https://www.bitchute.com/channel/timpool/
Styxhexenhammer666: https://www.bitchute.com/channel/Styxhexenhammer666/
Computing Forever: https://www.bitchute.com/channel/computingforever/

quarta-feira, 27 de março de 2019

Lista completa dos traidores portugueses que votaram a favor
dos artigos 11 e 13 no Par(a)lamento Europeu


Os seguintes eurodeputados votaram a favor de limitar a nossa liberdade de expressão:
António Marinho e Pinto (PDR)
Carlos Coelho (PSD)
Carlos Zorrinho (PS)
Cláudia Aguiar (PSD)
Fernando Ruas (PSD)
José Inácio Faria (PT)
José Manuel Fernandes (PSD)
Liliana Rodrigues (PS)
Manuel dos Santos (PS)
Maria João Rodrigues (PS)
Nuno Melo (CDS/PP)
Paulo Rangel (PSD)
Pedro Silva Pereira (PS)
Ricardo Serrão Santos (PS)
Sofia Ribeiro (PSD)
Não se esqueçam de lhes agradecer devidamente, continuando a votar fielmente nos partidos do arco da grande tragédia abrilina. E depois não se queixem quando um dia a polícia vos bater à porta por causa de meia-dúzia de tretas que escreveram no Facebook. Se já acontece na Alemanha e no Reino Unido, é uma questão de tempo até começar a acontecer aqui também. A Liberdade não se perde do dia para a noite, ela perde-se um bocadinho todos os dias...


sábado, 19 de janeiro de 2019

A última machadada na credibilidade da psicologia: APA declara guerra à "masculinidade tradicional"


      A Frontpage Magazine publicou este excelente artigo a propósito do infame anúncio da Gillette, no qual é denunciada uma realidade simplesmente aterradora: a APA (Associação dos Psicólogos Americanos)  decidiu não apenas reconhecer o "patriarcado" e a "masculinidade tóxica" como conceitos válidos mas também publicar linhas de guia "para lidar com os homens e com os rapazes". A título de exemplo, no comunicado da APA podem ler-se alarvidades como:

«Apesar de os homens beneficiarem do patriarcado, eles também sofrem as imposições do patriarcado.

(...) 

Antes da segunda vaga feminista dos anos 60, toda a psicologia era a psicologia dos homens. Todos os grandes estudos eram realizados só com homens e rapazes brancos, que eram usados em representação dos seres humanos como um todo. Os investigadores assumiam que a masculinidade e a feminidade eram pólos opostos de um mesmo espectro e que ser psicologicamente saudável implicava identificar-se fortemente com os papéis de género conferidos pelo sexo biológico de uma pessoa.»

Reparem na linguagem empregada no comunicado da APA, caros leitores: "patriarcado", "homens e rapazes brancos", "papéis de género"... tudo mitos e falácias ideológicas feministas, marxismo cultural em estado puro que a APA, supostamente uma organização científica séria, usa e abusa como conceitos legítimos! Mas isto ainda não é nada... vejam o que os génios da APA escreveram a seguir:

«A masculinidade tradicional  -marcada por estoicismo, competitividade, dominância e agressão- é, no seu todo, prejudicial.»

 Um homem de verdade, segundo a APA.


Eu juro que não inventei a passagem que realcei a cor vermelha mais acima, caros leitores! Ela está mesmo aqui, preto no branco, por mais absurdo e surrealista que pareça! E não pensem que a coisa fica por aqui:

«(...) quanto mais os homens aderem às normas masculinas, maior a probabilidade de considerarem normais os comportamentos de risco como consumir álcool em excesso, usar tabaco e evitar o consumo de vegetais.
Esta relutância masculina em relação ao autocuidado estende-se à procura de ajuda psicológica. (...) Os homens que subscrevem noções de masculinidade tradicionais são menos propensos a procurar os profissionais de saúde mental do que aqueles com atitudes de género mais flexíveis.»

Tradução: os homens mais masculinos tendem a agir como rebeldes indisciplinados e com vontade própria, o que dificulta imenso o nosso trabalho de lhes lavar o cérebro todinho e fazer deles eunucos obedientes e resignados. É preciso acabar com esta insubordinação, pá! Temos de obrigar os homens do futuro a submeterem-se à cornice mansa que os senhores do mund... eeer.... perdão, que nós, psicólogos sérios e dedicados, entedemos ser a melhor para o bem comum!!!