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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Presidente da Itália dá uma de Jorge Sampaio e expulsa Salvini do poder


      Aliás, é ainda pior do que aquilo que fez o Sampaio, porque o 'xuxa' teve pelo menos a decência de convocar eleições. Agora vamos ver como reage o povo italiano. Para já, vai ter de gramar um governo pró-UE e pró-iminvasão, pelo menos nos próximos meses. É o que dá não se votar em que se deve votar logo à primeira!

«O Presidente italiano, Sergio Mattarella, deu luz verde ao primeiro-ministro demissionário, Giuseppe Conte, para formar governo e pôs de fora o líder da Liga e ministro da Administração Interna, Matteo Salvini — que a 8 de Agosto desfez a coligação de governo entre o Movimento 5 Estrelas (M5E) e a Liga, colocando Itália numa crise política. Conte tinha apresentado a demissão na semana passada, na sequência desta ruptura.»


O presidente Mattarella com a bandeira a que obedece... aquela azulinha mais à direita.

«Conte aceitou o mandato “com reservas”, segundo escreve o jornal italiano Corriere della Serra. “A ideia de formar um novo Governo com uma maioria diferente da anterior suscitou-me mais do que dúvidas”, disse num comentário à saída da reunião, garantindo que vai formar “um governo para o bem dos cidadãos“. Conte acrescentou ainda que “este é um momento de coragem, um momento de determinação” e reconheceu que é preciso “sair da incerteza política o mais rápido possível”.»


"Um governo para o bem os cidadãos?"... Como é que isso é possível quando se vai passar a deixar entrar em Itália milhares de refujiadistas?

«O presidente italiano recebeu na manhã desta quinta-feira o primeiro-ministro demissionário, Giuseppe Conte, depois dos partidos Movimento 5 Estrelas (M5E) e Democrático (PD) terem anunciado um acordo para a formação de um novo executivo em Itália. “Expressámos ao Presidente da República a nossa luz verde para um governo com uma nova maioria política. Comunicamos ao presidente que aceitamos a proposta do M5E no nome para presidente do Conselho [primeiro-ministro]”, referiu Nicola Zingaretti, citado pelo Corriere della Sera.»


A jogada de Salvini era de facto muito arriscada e o resultado está à vista. Mas, como dizem os bifes, "every cloud has a silver lining"... tudo depende da forma como o povo italiano reagir a esta tomada de posição por parte do "seu" presidente.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Uma reflexão sobre os "resignados" que permitem que vá ficando tudo na mesma


     Um muito obrigado! ao Stonefield por nos ter trazido aqui esta pertinente reflexão. Traduzi o texto original directamente do espanhol recorrendo a ferramentas online e procedendo posteriormente a alterações, pelo que algumas passagens poderão ter ficado semântica e gramaticalmente "estranhas". Esta análise foi feita para a realidade francesa e para o caso específico do Reagrupamento Nacional de Marine le Pen (antiga Frente Nacional). Mas as suas conclusões são válidas para qualquer país e partido nacionalista do Ocidente, assentando como uma luva à realidade portuguesa.

«Os defensores da imigração podem ser divididos em várias categorias. Os membros da classe dominante, que querem, fomentam e organizam a imigração, estão na primeira dessas categorias, a dos traidores. A imigração é parte integrante do projecto globalista que eles querem concretizar, com o objectivo de aumentar ainda mais seu poder e maximizar os seus lucros. Os imigracionistas que, sem pertencerem à classe dominante, colaboram com entusiasmo para constituírem a imigração em massa, formam o segundo grupo. Esses colaboradores aderem à utopia absurda de um mundo sem fronteiras onde reinaria a paz e a justiça e onde a pobreza e o racismo seriam erradicados.
Tendemos a pensar menos na última categoria de imigracionistas que, no entanto, é a mais numerosa, a da resignação. Eles não são os organizadores da imigração, não colaboram com o frenesi pró-imigrante e não percebem todos os riscos associados. Mas eles sabem bem que, na realidade, a Europa está a ser invadida pela imigração. (...) É impossível não a ver. A realidade da invasão salta aos nossos olhos e nós temo-la diariamente diante de nós. Basta apanhar o metro ou andar alguns minutos pelas ruas das nossas grandes cidades. Aliás, o comportamento dos resignados mostra o quanto eles já sabem.»

Há "resignados" em todos os quadrantes do espectro político, caros leitores. Inclusive entre os nacionalistas!...

«A escolha do bairro onde moram, os amigos com quem andam, a escola que os filhos frequentam, as actividades de lazer que praticam, toda a vivência diária é guiada de perto pelo objectivo implícito de evitar, tanto quanto possível, o contacto frequente com imigrantes. E no entanto, os resignados são na prática imigracionistas. Em público ou no seu círculo privado, repetem o discurso da classe dominante. Ou, na melhor das hipóteses, ficam calados. E em ambos os casos, continuam a votar em partidos pró-imigração, de esquerda, centro ou direita, a rejeitar o Reagrupamento Nacional (RN) de Marine le Pen e "populismo". Porque é que isto acontece?»

Continuo a ver demasiadas vezes este erro em textos nacionalistas: quando se fala em populismo no contexto nacionalista, é preciso esclarecer que ele constitui a antítese do elitismo. A palavra populismo tem hoje uma conotação tão negativa quanto a palavra nazi, graças à sua diabolização constante por parte das elites académicas e me(r)diáticas. Portanto, quem a empregar no âmbito do combate nacionalista deve deixar bem claro que se está a referir à defesa da vontade do povo por oposição à vontade da elite. Porque a rejeição do populismo, só por si, tem actualmente a mesma conotação que a rejeição do nazismo, é encarada como uma coisa boa.

«Se os imigracionistas resignados continuam a votar nos partidos pró-imigração quando já sabem que a imigração é uma catástrofe, é porque fazem alguns cálculos. Estes cálculos compreendem três componentes. Primeiro, a idade. Entre os resignados estão muitos aposentados. E entre os que ainda trabalham, há muitos já chegaram ou passaram dos 50 anos.
Esses resignados sabem que as coisas vão continuar a degradar-se. Que o crime vai continuar a aumentar. Que a descaracterização das suas cidades vai acentuar-se. Que o número de bairros sob controlo dos imãs e dos gangues étnicos continuará a crescer. Que o Islão vai ser estar cada vez mais presente, arrogante e vingativo nos nossos territórios. E que a imigração será maciça, acabando por chegar àquelas localidades que ainda estão ainda relativamente tranquilas. Mas eles também sabem que toda esta degradação está a processar-se a um ritmo suficientemente lento para permitir que eles já não venham a ser afectados directamente por ela ao longo dos vinte ou trinta anos de expectativa de vida que ainda lhes restam.»
 
Por outras palavras, quando a bomba multikulti rebentar finalmente, eles já vão estar todos mortos. E como dizem os brasileiros, "pimenta no cu dos outros é refresco".

«O segundo parâmetro do cálculo dos resignados é a sua situação material, que é geralmente satisfatória. Proprietários da sua própria habitação num bairro decente, com uma pensão de reforma suficiente ou poupanças consideráveis, os resignados estimam que o bem-estar material lhes vai permitir continuar a escapar das áreas mais problemática durante o tempo de vida que lhes resta
Em terceiro lugar, os resignados antevêem correctamente que a  chegada ao poder dos "populistas" implicaria o risco de um aumento considerável das tensões, provocar revoltas e até desencadear uma guerra civil que levasse ao caos. E o caos é precisamente o que o resignado mais quer evitar: eles querem uma situação suficientemente estável para serem capazes de manter o que têm e desfrutar de sua pensão e património enquanto puderem viver.»

Lembram-se daqueles velhos de Queluz que se queixavam da insegurança provocada pelos "jovens" mas depois não faziam nada? Pois bem, os parágrafos anteriores descrevem-nos na perfeição: idade (velhos), situação material (têm recursos suficientes para viverem com dignidade) e aversão ao risco (medo dos "fascistas"). A tríade dos resignados que permitem que a sua terra se encha de imigrantes agressivos sem nunca fazerem nada!


"E o que é havemos de fazer, Afonso?! Votar nos fascistas é que não pode ser!"

«Por outro lado, os resignados sabem assumir publicamente o "populismo" implicaria desistir de qualquer perspectiva de carreira, ser afastado da função pública e demitido das grandes empresas.
Considerados indesejáveis, eles seriam rejeitados pelos seus amigos e interesses românticos. E, acima de tudo, reconhecer-se como hostis à imigração levá-los-ia a renunciar à sua identidade humanista e anti-racista, em torno da qual se desenvolveram.»

Qualquer pessoa que seja nacionalista perceberá tudo isto bem demais. Mas é preciso dizer bem alto que aqueles que aceitam a imigração por terem medo das consequências de protestar não merecem os incontáveis sacrifícios dos nossos antepassados e, sobretudo, não merecem ficar com esta terra que herdámos deles. Morreu muita gente para que hoje pudéssemos ter este nosso Portugal. Ficou muita gente estropiada, muitas famílias destroçadas, muitos filhos sem pai, muitas mães sem filhos. Não é minimamente admissível que haja agora pessoas que aceitam perder,  só para não se chatearem demasiado, o que os nossos antepassados conquistaram ao longo de tantos séculos e à custa de tanto esforço e sofrimento.
 
«O resultado desta análise de custo-benefício da resignação é, portanto, encarado como positivo pelos resignados. E isto acontece mesmo quando eles são vítimas, seja de uma agressão, de um roubo com violência, ou quando são insultados, ameaçados, humilhados na rua ou nos transportes públicos, actos cometidos quase sempre por imigrantes [e ainda falta aqui mencionar a "acção afirmativa" e outras aberrações do género...]. Conscientes de que a passividade é, ainda e apesar de tudo, a opção menos dispendiosa, os resignados  não mudam suas posições de imigração e, uma vez assimilados o medo e a vergonha, colocam o que sofreram sob os efeitos do “álcool, drogas ou estupidez ". O cálculo da renúncia é simples, resumido e muito racional: apostar numa degradação suficientemente lenta da situação em vez de correr o risco de carregar tudo.»

Devo dizer que esta é a parte que mais me incomoda em todo este processo, constatar que há brancos que, mesmo depois de terem sido agredidos, roubados e humilhados pelos alógenos, continuam a agir como se nada se passasse...

«Os resignados estão objectivamente interessados em continuar a ser imigracionistas, apesar de terem de assumir com uma posição pouco gloriosa: são imigracionistas por estratégia, sabendo perfeitamente que a imigração é uma calamidade. Como é que o resignado consegue viver esta situação da melhor forma possível e não sofrer muito com esta esquizofrenia?
O primeiro método já foi descrito mais acima. O imigracionistas protegem-se o máximo possível da imigração escolhendo o seu local de residência, a escola dos seus filhos ou a sua rede de relacionamentos. Assim protegido, o resignado pode pensar mais facilmente noutra coisa e extrair a questão da imigração de suas principais preocupações.»

Uma observação que tanto eu, como os outros nacionalistas que não resumem todos os problemas do Ocidente aos judeus e ao sionismo, temos feito ao longo dos anos...

«Os resignados afastam-se cuidadosamente da imprensa regional e das suas notícias. Evitam, evidentemente, ler nos média as inconformidades que poderiam desestabilizá-los. Eles têm um olhar particular na rua que consiste em olhar sem ver. Em conversas, os resignados protegem-se por detrás de fórmulas pré-concebidas: as coisas são mais complicadas do que tudo isso; os extremismos nunca são boa solução. Sobre a questão da imigração, os resignados têm uma autêntica panóplia de afirmações memorizadas, sem relação com a verdade, mas que são recitadas energeticamente uma após outra: o que precisa ser feito é ajudar os países pobres a desenvolverem-se; a maior parte dos imigrantes deseja integrar-se; as coisas seriam melhores se a extrema-direita não deitasse mais lenha para o fogo...
No entanto, o argumento mais importante entre aqueles papagueados pelo resignado é o seguinte: “de qualquer forma, já não se pode fazer outra coisa: é impossível impedir a imigração de forma material ou moral; é uma realidade inevitável."»

E é por isto, caros leitores, é precisamente por isto que se pode ler nos dois parágrafos anteriores, que eu deixei de ter paciência para com os nazionaliztaz. Porque se é verdade que há um grande apoio por parte de certos sectores da comunidade judaica à imigração, não é menos verdade que não há praticamente nenhuma resistência, por parte das populações autóctones, ao fenómeno. Sobretudo aqui em Portugal, onde o único partido nacionalista legalizado ainda não conseguiu obter nem sequer 1% dos votos!

«Para demonstrar a impossibilidade material de travar a imigração, os resignados apontam o aumento da pressão (i)migratória por causa da demografia mundial, das fomes e da degradação do clima. Quando lhes é dito que a maioria dos imigrantes chega a França legalmente e que seria muito fácil, por exemplo, não fornecer mais vistos ou autorizações de residência e abolir o direito ao reagrupamento familiar, o resignado mudam a cassete para o registo da impossibilidade moral, invocando os "valores". E quando lhes fazemos ver que esses valores são absurdos, pois levam à instalação, sem reacção contra, da desordem, da violência e da desestabilização, eles bloqueiam e cortam a conversa, denunciando o "ódio" e o "fascismo".»

E já se sabe, "fascismo nunca mais", "25 de Abril, sempre", pá!!!

«Mais recentemente, os resignados descobriram um novo subterfúgio para eliminar qualquer desconforto existencial: todos estão agora mobilizados para a causa do meio ambiente. É nela que eles exibem os seus ímpetos por sinceridade, a sua capacidade de indignação, o seu zelo militante, a sua sede de verdade. É na questão do clima que eles se permitem confessar o seu pessimismo e seus medos. A questão ambiental reveste-se, para os resignados, de um duplo interesse. Permite-lhes ocupar o espírito e pensar menos sobre a questão da imigração. Ela serve para refrear a angústia que a invasão da França causa, tanto no resignado quanto em qualquer outra pessoa: temerosos, como todos os europeus, com a ideia do caos que está a chegar e a ser aos poucos instalado, os resignados optam por desviar seus medos para questão climática e para a "pegada ecológica".»

Ora aqui está uma boa teoria para explicar metade sucesso do PAN. A outra metade explica-se pelo amorzinho patológico que os betinhos cosmopolitas devotam cada vez mais aos seus animais de estimação e que eu denunciei neste vídeo.

«Por tudo isto, a vitória eleitoral do RN afigura-se impossível. Seja qual for o líder, o discurso e o programa do partido, os "populistas" não podem vencê-los ou convencê-los porque a maioria dos franceses não acham bem que eles cheguem ao poder, com os problemas que isso poderia causar. É o caso dos aposentados. É o caso de pessoas abastadas de certa idade, que julgam dispor  dos meios para que a imigração não os afecte. E quando se trata de jovens, aqueles com dinheiro dizem que, em qualquer caso, se a situação na França se degradasse demais, eles sempre teriam o recurso de se estabelecer nos Estados Unidos, no Canadá ou na Austrália. Essa juventude das classes abastadas vive agora noutro mundo, o da metrópole cosmopolita, e já estabeleceu suas distâncias com qualquer tipo de identificação nacional.»

A este propósito, sugiro aos caros leitores um exercício bem giro: perguntem aos vossos familiares e amigos se se consideram cidadãos do mundo. E depois digam-me o que é que eles responderam!

«Quanto aos imigrantes, cujo número aumenta em cerca de mil pessoas todos os dias, graças a nascimentos e chegadas legais e ilegais, eles têm todo o interesse, é claro, de que o sistema de imigração continue no poder. É por isso que o eleitorado do RN é composto, na maior parte, daqueles para quem o futuro constitui uma ameaça: as classes média e popular de origem europeia que ainda estão longe da aposentadoria... Todos sabem que não terão os meios para se proteger de catástrofes que se avizinham e que, nalguns casos, já estão a chegar.»

Resumindo e concluindo, fomos traídos pela geração dos nossos pais, os "baby boomers". E estamos a trair-nos a nós próprios, ao abraçar ideologias suicidas como o cosmopolitismo, o antinatalismo, o globalismo, o neomarxismo, o pós-modernismo, o relativismo moral e claro, o multiculturalismo e o multirracialismo. Como é que isto vai acabar?... Só o tempo dirá, mas a demografia -e, por conseguinte, o tempo- estão claramente contra nós. O que acontecer nos próximos 20 anos vai ser quase garantidamente decisivo para estabelecer se a Europa sobrevive ou se se transforma num gigantesco Brasil! Ou ainda pior, numa gigantesca Eurábia...

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Associação Escudo Identitário responde ao jornal Sol


Na sequência desta posta que publiquei no TU ontem, achei por bem partilhar isto aqui. Foi retirado directamente da página do Facebook da Associação Escudo Identitário:

«Direito de Resposta do Escudo Identitário

Exmos. Srs. do Jornal “Sol”

No dia 13 de Julho saiu um artigo no vosso sítio (https://sol.sapo.pt/…/braga-antifascistas-contra-escudo-ide…) intitulado “Braga. Antifascistas contra Escudo Identitário” que nos pintou numa luz absurdamente desfasada da realidade. O problema do artigo passa por ser um artigo mentiroso e, pior, por ser um mau artigo. Assim, uma vez que o Escudo tem um pendor claramente pedagógico e formativo, queriamos ensinar uma ou duas coisas ao vosso “jornalista” que assinou a peça, o Joaquim Gomes. 


Joaquim, nunca é tarde para aprenderes sobre uma coisinha do jornalismo que é fundamental a todos os da tua profissão, quer essa seja praticada em democracias, monarquias, teocracias, etc. – é uma coisinha pequenina mas muito importante chamada Deontologia. Essa Deontologia é uma coisa complexa e difícil de estudar, temos de ler muito para a compreender a fundo, mas aqui vai um textinho para começares. 
Primeiro, não fazemos ideia quem são esses antifascistas que se contra-manifestaram em Braga contra o Escudo Identitário. Pelo que nos dizem os nossos camaradas minhotos, nem em Braga se sabe muito bem quem eles são. Falam as lendas de um sujeito gordo de patilhas que comanda um pequeno exército de perfis falsos de facebook, mas isso dificilmente conta como um movimento ou uma associação. Diz-nos lá, ó Joaquim, tu já foste ter com esses ditos “antifascistas” de Braga? 
Segundo, Joaquim Gomes do Sol, outra coisa que também faz parte da ética de um jornalista decente, é dar espaço ao contraditório. No teu caso, se querias escrever sobre uma contra-manifestação, o natural seria quereres ver primeiro quem eram as pessoas a ser, vamos lá, “contra-manifestadas”. Mas não, seguiste a opinião do tal gordinho sem sequer fazer o teu trabalho de jornalista. O teu Jornal SOL permitiu que nos retratassem de neonazis e extrema direita. Nunca nos perguntaram a nossa opinião. Isto, senhores do SOL, não é jornalismo. Não é jornalismo afectar as reputações de pessoas, de organizações, perseguir cidadãos que dão do seu tempo para limpar matas, distribuir roupa aos sem-abrigo, brinquedos aos órfãos, organizar conferências sem custos de entrada e até auxiliar em lançamentos de livros. 
O Escudo não é extrema-direita neonazi nenhuma, nem quer ser. Mas o nosso Joaquim, o Gomes, saberia isso se soubesse ser jornalista. 
Mas há um terceiro pecado grave, Joaquim Gomes “jornalista” do “Sol, que te faz ainda mais manhoso, Joaquim, que és o menos Joaquim de uma história nacional povoada de enormes Joaquins. Colocaste uma fotozinha do evento “contra-manifestante” que não corresponde à verdade. Ó Joaquim, diz-me lá, tu esperas que a gente se acredite numa foto velha, que já apareceu antes, há meses atrás, numa das páginas do inominável gordinho das patilhas de Braga, o mesmo que comenta em português macarrónico nas caixas de comentário da própria notícia que publicaste, tu achas, Joaquim Gomes, que em Braga, no dia 13 de Julho, estava assim tanto frio que os antifas todos iam aparecer de casacos de inverno e calças? Vai à nossa página, Joaquim, trabalha lá um bocadinho e verás que estava calor nesse dia, que saíam as pessoas à rua de calções e de saias! Que nem sequer a Avenida onde a foto foi tirada estava já assim enfeitada em Julho! 
Joaquim, não nos comas por lôrpa. 
Pedimos ao teu jornal SOL que se digne a publicar este nosso direito de resposta, assim como está, para servir de instrução a todos os Joaquins Gomes do nosso jornalismo e para defesa da nossa honra.
Até breve e muito obrigado.»

terça-feira, 16 de julho de 2019

Matteo Salvini volta a demonstrar que só mesmo o Nacionalismo é solução


Um muito obrigado! ao Silvino de Portugal por nos ter trazido aqui esta notícia:

«O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, ordenou nesta terça-feira [16-Jul-2019] a realização de um relatório sobre os acampamentos de ciganos no país para localizar aqueles que estão ilegais e “preparar um plano de desalojamento”.
Matteo Salvini, que é também vice-primeiro-ministro e líder do partido da Liga (de extrema-direita de "extrema-direita" são os liberais, seus palhaços da Lusa!), pediu aos presidentes das câmaras municipais de todo o país para fazerem um relatório sobre os vários tipos de "povos nómadas" e ciganos presentes no território e entregar o documento no prazo de duas semanas, anunciou o ministério em comunicado.


“O objectivo é verificar a presença de campos ilegais para estabelecer um plano de expulsão”, explicou Salvini, sublinhando que a prioridade deve ser dada “às situações de ilegalidade e degradação que frequentemente se registam nesses acampamentos” e que “constituem um perigo para a ordem pública e a segurança”. 
O censo, escreveu o ministro na ordem enviada aos autarcas, terá de ter informação sobre o tipo de “alojamento”, a densidade da população, as condições dos acampamentos (existência de água, redes eléctricas e esgotos) e o número de menores.

Segundo explica, será elaborado “um plano de evacuação progressiva das áreas ilegalmente ocupadas” para “ultrapassar as situações de degradação e restaurar as condições de legalidade”.

Salvini afirmou em declarações recentes que “está na hora de os ciganos começarem a pagar pelos serviços”.
(...) Números avançados pelo ministro do Interior indicam a existência de 40 mil ciganos a viver em acampamentos em Itália, mas o Conselho da Europa estima que, entre as várias etnias de ciganos, o número esteja entre os 120 mil e os 180 mil.»

Mais uma vez fica demonstrado que votar nos partidos nacionalistas compensa. Infelizmente, há demasiado imbecis que continuam a achar, contra todas as evidências, que abster-se é que é a solução...

segunda-feira, 10 de junho de 2019

10 de Junho: Dia de Portugal, da raça portuguesa e de Luís de Camões (c.1524 - 1580), o soldado-poeta que foi um dos maiores portugueses de sempre


     A todos aqueles que, ao longo da História, deram o seu sangue, suor, lágrimas... e, em muitos casos, até a própria vida em batalha ou em cativeiro, para que hoje pudéssemos ter este nosso pequeno país. Nem todos esqueceram os vossos sacrifícios, nem todos desistiriam da vigília. "Dai-nos o exemplo inteiro e a vossa inteira força"!!!



«Esta é a ditosa pátria minha amada,
A qual se o Céu me dá que eu sem perigo
Torne, com esta empresa já acabada,

Acabe-se esta luz ali comigo.
De Luso, ou Lisa, que de Baco antigo
Filhos foram, parece, ou companheiros,

E nela então os Íncolas primeiros.»
"Os Luísadas", Canto III, Estância 21
Luís Vaz de Camões (c. 1524 - 1580)

É hoje mesmo: grande festa da nacionalidade do PNR! Não faltem!!!


Da página oficial do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«Este ano, ao contrário das últimas edições da comemoração do 10 de Junho, por parte do PNR – único partido político que o faz –, em vez da “Marcha da Nacionalidade”, levaremos a cabo uma festa-comício, “Festa da Nacionalidade”, privilegiando, desta feita, o convívio entre todos aqueles que queiram comparecer ao longo da tarde, engrandecendo o nosso evento. 




Haverá arraial com churrasco e bebidas, bancas de venda de artigos do PNR e não só, banda de música e discursos políticos. Às 18h30 encerra-se o acto, como sempre com o Hino Nacional. A quatro meses das eleições Legislativas é de extrema necessidade começar a contar, desde já, com o apoio – também na rua, e sobretudo no 10 de Junho – de todos os militantes e simpatizantes do nosso partido. No Dia 10 de Junho lá vos esperamos, a partir das 15:00 horas, na Praça Luís de Camões em Lisboa!»

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Resultados finais das Eleições Europeias de 2019
...e comentários do vosso blogueiro


      Estão finalmente apuradas todas as 3092 freguesias de Portugal e 100 consulados no estrangeiro. Os resultados finais obtidos pelo único partido nacionalista português -o Partido Nacional Renovador (PNR)- nas Eleições Europeias que tiveram lugar no passado domingo [26-Mai-2019] são os seguintes:
▪ Território nacional: 15 999 votos (0,48%)
▪ Estrangeiro: 166 votos (1,20%)
▪ Total (território nacional + estrangeiro): 16 165 votos (0,49%)
A abstenção final foi de 69,27%, o maior valor de sempre da história da "democracia" abrilina. Chegou a hora de eu fazer alguns comentários acerca de tudo isto.




I. Comentários ao resultado obtido pelo PNR


Vamos começar a olhar para todos os resultados obtidos pelo PNR em eleições europeias desde a sua primeira participação, em 2004:




Apesar da subida do número de votos (de 15 036 para 16 165) e da percentagem relativa (de 0,46 % para 0,49 %), é realmente difícil não considerar este resultado como uma desilusão. Mais uma vez, cumpriu-se a "maldição do meio ponto percentual": ainda não foi desta que o PNR conseguiu ter mais do que 0,50 % numas eleições. Pior do que isso, a tabela acima mostra um claro abrandamento do crescimento do PNR em eleições europeias. Isto deve preocupar todos os nacionalistas dignos desse nome, por ser um forte indício de que a nossa mensagem não está a passar. 

Ora, as próximas eleições legislativas são já no próximo dia 6 de Outubro. Quer dizer que temos pouco mais de 4 meses para mudarmos a nossa abordagem e tentarmos convencer os eleitores portugueses a votar no PNR. Perante esta dolorosa realidade, o que é que pode ser feito? Tenho de vos confessar, caros leitores, pela primeira vez desde que sou nacionalista, estou sem ideias. Sempre pensei que o crescimento do Nacionalismo português fosse apenas uma questão de tempo, que bastaria seguir o exemplo dos outros partidos nacionalistas europeus para termos sucesso aqui em Portugal.

Agora, já não tenho tanta certeza. As minhas dúvidas começaram com os resultados brutais desta sondagem que eu publiquei aqui no TU em Setembro do ano passado. E, na sequência dos resultados deste domingo, surgiram ainda mais reservas e interrogações na minha cabeça. A fórmula utilizada pelos partidos nacionalistas europeus que têm tido sucesso não parece estar a resultar aqui em Portugal. Resta saber porquê.


II. A maior abstenção de sempre


Dos 10 780 068 eleitores inscritos, votaram apenas 3 314 423, ou seja, cerca de 30,73%. Isto corresponde a uma abstenção de  69,27%, o maior valor de toda a  história da "democracia" abrilina. Ou seja, quase sete em cada dez portugueses optaram por não ir votar nestas eleições europeias. E ainda pior do que o valor em si, é o facto de a abstenção estar a crescer cada vez mais a cada novo acto eleitoral:





Desde 1999, a abstenção aumentou quase 10%. Há muitas formas de olhar para estes números. Para os nacionalistas adeptos da abstenção, o resultado de domingo será certamente uma grande vitória, porque eles acreditam que a legitimidade do sufrágio fica comprometida ou, pelo menos, beliscada. Pura ilusão, é claro, mas quando se vive num mundo de fantasia, acredita-se em fantasias...

A verdade é que este número, apesar de elevado, não significa rigorosamente nada em termos práticos. A validade das eleições não depende do número de votos, porque a Constituição a República Portuguesa estipula que a Lei não pode estabelecer um número mínimo de votos para eleger deputados. Os puhíticos e as comentadeiras de serviço dizem estar preocupados com a abstenção, mas é tudo fogo de vista, palhaçada para inglês ver. Eles sabem perfeitamente que, quanto menos gente for votar, melhor será para eles. Porquê? Porque os boys e as girls deles votam sempre, garantindo a sua eleição, pelo que a abstenção apenas fará crescer a sua percentagem relativa.

A abstenção também não legitima o que quer que seja, porque a abstenção não representa um bloco coeso e homogéneo de eleitores, muito menos pode ser utilizada como argumento para validar intervenções armadas. Há abstencionistas que não votam por preguiça, há outros que não votam por não compreender a política, há outros que não votam por protesto, há outros que não votam por pura indiferença... querer juntar toda esta gente sob a mesma bandeira é ridículo, absolutamente ridículo!

A minha opinião em relação à abstenção é a mesma de sempre: ela traduz o analfabetismo e o atraso democrático severo do povo português. Todos aqueles que a defendem vão ter o que merecem, vão chegar à terceira idade desdentados e descabelados, mais ainda a sonhar com revoluções que nunca hão-de concretizar-se...

Curiosamente, houve uma redução dos votos brancos e nulos:





III. Sobre a grande vitória da extrema-esquerda


O pior aspecto da noite eleitoral de domingo foi, na minha opinião, o reforço do Partido Socialista (PS) e do Bloco de Esquerda (BE), acompanhado pela ascensão fulgurante do Pessoas, Animais e Natureza (PAN). A subida do BE, em particular, veio confirmar os meus piores receios: o partido mais extremista de Portugal é aquele que mais potencial de crescimento parece ter, porque à medida que a população urbana cresce e a população rural diminui, ao mesmo tempo que dezenas de milhares de imigrantes vão sendo naturalizados todos os anos, a tendência é para o número de votos e o peso relativo do bloco aumentar. Repare-se bem, no quadro abaixo: o BE conseguiu duplicar o seu número de eurodeputados e mais que duplicar o seu número de votos!


(Número de eurodeputados eleitos em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)


É muito provável que muitos dos votos ganhos pelo BE tenham sido "roubados" à CDU, que teve um resultado desastroso. Tão desastroso que, contrariamente ao que tem sido habitual nos dirigentes do PCP ao longo dos anos, Jerónimo de Sousa admitiu a derrota. Pela parte que me toca, entre o BE e a CDU prefiro a segunda. A malta do BE é tão marxista como os comunas, mas muito mais hipócrita e muito menos conservadora nos costumes. O ideal era mesmo que ambos os partidos desaparecessem...

Depois temos o fenómeno do PAN: os movimentos ecologistas já existem em força há muitos anos noutros países europeus, mas a liderança do PAN usou uma estatégia de génio, que consiste em juntar ecologia com "direitos" dos animais. Em 2014, o PAN já tinha obtido 56 363 votos (1,72%), o que já era impressionante dada a criação recente do partido. Mas agora, em 2019, o PAN quase triplicou essa votação, conseguindo eleger um eurodeputado.

Isto significa que, dos 21 eurodeputados eleitos por Portugal, 14 são de esquerda, dos quais 5 são de extrema-esquerda, sendo que os restantes 7 eurodeputados são da direitinha apátrida e cosmopolita. Um desastre total, em termos de representação dos interesses portugueses na Europa.

E também aqui é necessário que os nacionalistas saibam responder à seguinte pergunta: o que leva tantos portugueses a votar no BE?


IV. Sobre a derrota bem merecida da direitinha globalista e cosmopolita


Não posso ser hipócrita: a votação desastrosa -mas deliciosa- obtida pelo PSD do bilderberguer Rio Risonho e da islamófila pseudo-humanista Assunção "do hijabe" Cristas soube-me muito, mas muito bem! Sempre achei que a "convergência para o centro" dos direitinhas 'tugas' não passava de um eufemismo para rebuçar a sua revoltante covardia política.

O Rio Risonho, tal qual senhor feudal arrogante, julgava que mandar no PSD era como mandar na Câmara do Porto, que ele ia chegar ali e transformar o PSD numa espécie de PS um pouquinho mais liberal e toda a gente ia aceitar. Acabou por alienar os militantes mais à direita do PSD, que se parecem ter redistribuído pelos novos partidos da direitinha. Já a Cristas da direitinha parece ter achado que os eleitores do CDS queriam um partido mais "modernaço" e "progressista". O seu apoio às quotas de "género", a sua submissão ao Islão (sim, submissão, porque ir à mesquita do David das cotovoeladas de hibaje enfiado na cabeça para depois ser enfiada numa sala à parte é mesmo submissão), o seu louvor ao deputado rabeta do CDS que saiu do armário, a sua falta de condenação veemente à iniciativa das passadeiras LGBT, enfim, a Cristas é, no plano dos valores sociais, indistinguível de qualquer militante do BE.

Tudo isto paga-se caro: o PSD teve o seu pior resultado de sempre em eleições de âmbito nacional e o CDS teve um dos seus piores resultados de sempre. E a melhor parte é que estes imbecis não parecem ter aprendido a lição! Veja-se, por exemplo, esta análise feita à derrota do CDS no Observador da direitinha... a Cristas acha que o CDS perdeu votos por ser demasiado conservador! Ela deve ter achado que os eleitores do CDS votaram no BE!!! Ó Cristas, olha bem para isto:



(Resultados dos pequenos partidos de Direita em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)



De onde é que a Cristas achará que vieram os 88 701 votos (156 532 - 67 831) que os pequenos partidos de direita conquistaram entre 2014 e 2019? Será que ela acha que vieram do PCP? Ou do Livre? Ou do MPT??? Não, Cristas burrinha, vieram do PSD e CDS, evidentemente!!! Mas eu até aprecio este autismo impassível por parte da líder do CDS... porque significa que, muito provavelmente, a direitinha vai voltar a estampar-se no próximo mês de Outubro. Nós, na verdadeira Direita, só podemos congratular-nos com esta atitude! Espero que o Rio e a Cristas continuem a liderar os seus partidos durante muito tempo!



V. Comentário ao desempenho dos novos partidos da direitinha


É preciso sermos humildes e reconhecermos: os novos partidos da direitinha, Aliança, Basta e Iniciativa Liberal tiveram uma boa estreia. A título de exemplo, todos eles superaram o melhor resultado alguma vez obtido pelo PNR (
27 269 votos nas Legislativas de 2015). Não é coisa pouca. E não me venham com a desculpa de que eles foram levados ao colo pela comunicação social, porque isso, sendo verdade, não explica tudo.

É verdade que os novos partidos da direitinha beneficiaram imenso da incompetência de Rui Rio e de Assunção Cristas. E também é verdade que Santana (f)Lopes é um autêntico dinossauro da política portuguesa e que, nessa condição, arrastaria sempre parte da militância tradicional do PSD com ele. Mas não é menos verdade que a mensagem do Basta e da IL têm algo de diferente e de muito refrescante em relação à direitinha corrompida do PSD e do CDS.

Comecemos pelo Basta, uma coligação de monárquicos, militantes pró-vida e conservadores descontentes com os grandes partidos da direitinha. O seu líder, André Ventura, dispensa apresentações. Nitidamente inteligente, Ventura percebeu o enorme potencial do discurso anti-imigração e usou-o para se catapultar para a ribalta, primeiro na televisão, depois na política. Ventura teve sucesso onde os dirigentes do PNR têm falhado ao longo dos anos, conseguindo convencer as pessoas a votarem num partido genuinamente conservador. Em 2014, o PPM e o PPV tinham obtido, em conjunto, 29 749 votos. Em 2019, a coligação Basta obteve 49 496 votos, quase mais 20 mil votos. Esses quase 20 mil votos adicionais devem-se, quer queiramos, quer não, a André Ventura, ao seu carisma e eloquência. O homem até pode ser um charlatão, mas temos de admitir, é um charlatão convincente. Aprendamos com ele aquilo que funciona.

Já o Iniciativa Liberal ficou aquém das minhas expectativas, mais ainda assim teve inegavelmente uma boa estreia. Por exemplo, os quase 30 mil votos que a IL obteve superaram o resultado do PCTP/MRPP, o partido de simpatizantes do terrorismo que já anda nisto há várias décadas. A minha perspectiva sobre a IL foi provavelmente distorcida pelo facto de eu viver no Porto há já mais de 22 anos e de ter notado uma grande simpatia por este novo partido entre as elites tripeiras. Eu próprio tenho de confessar que me revejo em grande parte do programa económico da IL (menos estado, menos despesa pública), mas o seu anti-conservadorismo social e a sua apologia da imigração fazem-me descartá-la automaticamente. Eu acredito na Direita, não na direitinha. E a IL representa o que de pior existe na direitinha: pessoas que adoram os mercados de uma forma quase religiosa, mas que depois desprezam os valores morais e a organização social e comunitária que fez do Ocidente o portento científico, militar e tecnológico que tem dominado o mundo nos últimos séculos.

Até onde podem ir o Basta e a IL no futuro? É difícil dizer mas, da perspectiva nacionalista, é o primeiro que nos deve preocupar. O eleitorado do Basta é o eleitorado natural do PNR e o facto de o Ventura & C.ª terem conseguido ir tão longe na sua estreia deve ser objecto de uma reflexão profunda por parte dos nacionalistas. Repito: não me venham com a desculpa de que o Basta foi levado ao colo pela comunicação social, porque isso não explica tudo. Há algo no PNR que está a falhar e precisamos urgentemente de perceber o que é.


VI. Breve nota sobre o desempenho dos pequenos partidos de Esquerda


De uma forma geral, os pequenos partidos de esquerda perderam votos nestas europeias. Já vimos que o PAN foi a excepção a esta regra, todos os outros perderam terreno:



(Resultados Globais em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)


O PCTP/MRPP foi o pequeno partido de esquerda que mais votos perdeu, passando de 54 622 votos em 2014 para 27 222 votos em 2019 (-27 400 votos). Uma excelente notícia para todos os amantes da democracia e da liberdade, uma vez que este partido representa o que de pior existe na sociedade portuguesa: marxismo puro e duro, apologia do terrorismo e um ódio primário criminoso à Pátria e aos portugueses.

Também é reconfortante constatar que o "Livre" do repugnante Rui Tavares e da racista despudorada Joacine Katar-Moreira perdeu mais de 11 mil votos; e que o MAS do drogado antidemocrata que defendia a censura do PNR e do Basta praticamente se eclipsou, tal como o PTP. 

A humilhação de Marinho Pinto e do seu PDR também foi inteiramente merecida. Não nos esqueçamos que este "senhor" foi um dos mais ardentes defensores dos artigos 11 e 13, os tais que vão "regular" (eufemismo para censurar) o conteúdo das redes sociais na União Europeia. A argumentação de Marinho a favor da "regulação" foi do mais absurdo que pode haver, Marinho comparou os artistas famosos e as multinacionais me(r)diáticas a Luís de Camões que, "coitadinho, morreu pobrezinho porque ninguém lhe pagou o que era devido pela sua obra"! Isto só tem uma qualificação possível, caros leitores: cretinice e falta de vergonha na cara. 

Para onde foram os votos de todos estes pequenos partidos de Esquerda? É difícil dizer, mas as hipóteses mais prováveis são o PS e, sobretudo, o BE.


VII. Conclusões e nota final


Resumindo novamente os pontos principais desta posta:
1. O PNR obteve 16165 votos (0,49 %), aumentando ligeiramente a sua votação face a 2014 (15 036 votos - 0,46%);
2. Observa-se, desde 2009, um abrandamento preocupante do crescimento do número de votos do PNR em eleições europeias;
3. É urgente identificar as causas deste abrandamento e corrigi-las até às próximas eleições legislativas de 6 de Outubro;
4. A abstenção foi a maior de sempre (69,27%), não obstante ter havido uma ligeira redução dos votos brancos e nulos. 

5. A extrema-esquerda mais extrema-esquerda de Portugal, o Bloco de Esquerda, foi um dos grandes vencedores destas eleições. É urgente compreendermos o que leva tantos portugueses a votar neste partido.
6. A direitinha do arco da governação, PSD e CDS foi uma das grandes derrotadas destas eleições. Dada a reacção desnorteada dos líderes destes dois partidos, temos motivos para confiar que isto pode vir a repetir-se no próximo mês de Outubro.
7. O resultado obtido pela coligação 'Basta' demonstra que é possível convencer o eleitorado a votar mais nos partidos conservadores. É urgente que os nacionalistas aprendam com o exemplo de André Ventura, por mais execrável que possamos considerar o homem. Todos nós, nacionalistas, temos de melhorar o nosso discurso, o nosso carisma e a forma como nos apresentamos ao eleitorado.

Tal como fiz nas últimas legislativas, eu vou olhar agora para os resultados do PNR em cada distrito, para tentar perceber onde é que o partido perdeu e ganhou mais votos...

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Reacção oficial do PNR aos resultados das Eleições Europeias de 2019


 Da página oficial do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«O resultado obtido pelo PNR não foi bom. Longe disso. Teve o sabor amargo da decepção para a maioria dos nossos militantes e votantes. Quanto a isso não há volta a dar e, como sempre, temos de ser frontais e fortes perante a realidade.

Crescemos pouco mais de mil votos em relação às últimas eleições europeias, tratando-se assim de um crescimento simplesmente residual e não do tão desejado crescimento extraordinário, o que configura um pequeno contratempo – devido a uma série de condicionantes – mas que não nos faz desmobilizar ou desanimar. Bem pelo contrário!

O PNR agradece reconhecidamente a todos os que em nós votaram e continuarão a votar e sabe que esses o fazem por convicção e adesão à maioria e às principais das nossas causas, partilhando a ideia que é de extrema necessidade a nossa entrada para a Assembleia da República. Somos um partido anti-sistema e, por isso, enfrentamos toda a sorte de dificuldades e obstáculos. Quem vota em nós sabe disso e não desiste porque acredita naquilo que defendemos.

No que toca às eleições no seu global, manifestamos um profundo desagrado pela demissão de sete em cada dez portugueses de votar, permitindo que a extrema-esquerda, altamente militante, tome cada vez mais conta da situação. É certo que a classe política dominante, corrupta, que se serve em vez de servir, gera um sentimento de repulsa em relação à própria política, mas isso não desculpa o comodismo, o egoísmo e a irresponsabilidade dos que não votam, ainda para mais havendo um vasto leque de partidos para todos os gostos: vinte e três deles pertencentes ao sistema e o nosso que o combate abertamente.

Por outro lado, o cartel dos partidos do chamado “arco do poder” – sejam governo ou oposição – tem legislado por forma a tornar quase impossível que algum partido consiga afirmar-se com expressão, quer em sede de lei eleitoral, quer de lei do financiamento dos partidos, quer de lei da imprensa. Há um fosso gigante entre os meios e visibilidade dos partidos do poder e os outros.

Acresce, a isso, que o PNR ainda tem um fosso gigante que o separa também dos restantes partidos pequenos que, tal como nós, anseiam por ser grandes: o boicote mediático declarado e a falta de meios financeiros. Veja-se que surgiram recentemente três novos partidos na área do centro-direita, todos com meios financeiros avultados e inúmeros outdoors, todos levados ao colo pela comunicação social – com notícias, por tudo e por nada, e com colunas de opinião diárias – que os  apresenta como sendo de direita ou extrema-direita, levando-os a cavalgar a onda crescente do nacionalismo, quando os próprios dirigentes desses partidos se afirmam inequivocamente de centro-direita…

Para mais, o PNR nunca é referido em sondagens, não consta nas “bússolas” ideológicas da internet, é excluído de debates e praticamente não aparece na imprensa mesmo em época eleitoral. Até fontes ligadas à Igreja o omitiram com pura má-fé e desculpas esfarrapadas. É como se o PNR não existisse. Assim a luta é terrivelmente desigual e difícil. Há uma frustrante sensação de impotência perante tanta injustiça que cada vez se afirma mais na discriminação, na difamação e no boicote. Porquê? Porque nós somos realmente a única alternativa. Todos os outros sufragam o regime, sendo da situação ou de uma oposição devidamente controlada.

Posto isto, resta-nos afirmar com plena consciência que tínhamos o melhor candidato, o melhor programa eleitoral – e ainda mais se vinca este aspecto se comparado com alguns programas de uma pobreza confrangedora – mas não tínhamos os meios nem a visibilidade. Imagine-se uma empresa que tem um produto fantástico, mas sem possibilidade de o introduzir no mercado dando-o a conhecer: é isso que se passa.

Sabemos que somos portadores da alternativa corajosa, combativa, com causas sólidas, com votantes e apoiantes que não desistem, mas que o caminho do crescimento é muito estreito e penoso. Nunca desistiremos! Lá chegaremos, apesar de, decididamente Portugal ser um caso lamentável – por culpa própria da sua população – de masoquismo e irresponsabilidade que nos leva a todos para um buraco cada vez mais fundo.

Agora estamos já focados nas legislativas que, pelo historial que já temos, nos leva a afirmar que mobilizam muito mais o eleitorado nacionalista com o intuito de que o PNR seja uma voz de confronto na Assembleia da República.

Trabalhemos todos, afincadamente, por isso!»

sexta-feira, 24 de maio de 2019

No próximo dia 26, todos os nacionalistas têm de cumprir o seu dever!


Asbter-se é pactuar com o sistema! Abster-se é dar a bênção aos globalistas! Abster-se é condenar a Europa ao desparecimento e os povos europeus à extinção! Por isso:



Tempo de Antena do PNR (versão 6)


      Aqui fica o sexto e último Tempo de Antena do PNR para as eleições europeias do próximo domingo. Porque só o Nacionalismo é solução!


Tempo de Antena do PNR (versão 4)


      Em Portugal, não há mais nenhum partido político que defenda aquilo que os dirigentes do PNR defendem neste excelente Tempo de Antena. É por isso que, no próximo dia 26 de Maio, só o Nacionalismo é solução!


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Tempo de Antena do PNR (versão 3)


     Em Portugal, não há mais nenhum partido político que defenda aquilo que os dirigentes do PNR defendem neste excelente Tempo de Antena. É por isso que, no próximo dia 26 de Maio, só o Nacionalismo é solução!


Sobre o mais recente desvario do bêbado imprestável que preside à Comissão Europeia


     A maioria das pessoas fixou-se no "estúpidos nacionalistas", mas a parte realmente interessante na intervenção disparatada desta pobre 'vítima de ciática' é aquela que eu sublinhei a cor vermelha na imagem em baixo:




Mas... mas afinal que tipo de pessoa não ama o seu país? E que raio de "líderes" europeus são estes, que consideram que uma pessoa gostar do seu país é uma coisa má???... Traidores, é a única resposta que me ocorre. E vocês, caros leitores, têm outra?...

quarta-feira, 22 de maio de 2019

O PNR condena a perseguição à PSP por parte da imprensa


Da página oficial do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«É com profundo sentimento de revolta que lemos a notícia publicada pelo Diário de Notícias, na sua edição digital, datada de 21 de Maio de 2019, intitulada “Cova da Moura. Quem são os oito polícias condenados?”, da autoria da jornalista Valentina Marcelino.

Neste artigo, a mencionada jornalista expõe os nomes dos oito agentes julgados e condenados ao abrigo do chamado processo da Cova da Moura. Entretanto, esta jornalista, que se tem destacado na elaboração de peças “jornalísticas” sistematicamente com alvo na chamada “extrema-direita” e nas instituições que asseguram a ordem pública, expõe de forma inaceitável parte do que refere constar no acórdão da sentença, concretamente os dados biográficos dos mencionados agentes da PSP, onde não faltam detalhes sobre os familiares e respectivas actividades profissionais.

Nós entendemos que isso não é jornalismo! Trata-se de uma exposição gratuita – despida de qualquer interesse social – dos agentes da PSP, bem como uma inqualificável devassa das suas vidas privadas e familiares, que, mercê do lamentável texto dessa jornalista, vêem agora a sua própria segurança e integridade física colocadas em risco.

O Partido Nacional Renovador quer aqui manifestar total solidariedade com os agentes visados pelo Diário de Notícias, que assim mais parece um “pasquim”. Este artigo representa um despudorado ataque não só aos referidos agentes, como também visa denegrir toda a PSP, – que tem sido objecto de uma campanha vil e muito negativa por parte de certa comunicação social politicamente comprometida.

Assim, o Partido Nacional Renovador declara:
– Solidariedade absoluta com os agentes condenados e alvo desta abjecta peça jornalística, e com toda a Polícia de Segurança Pública na sua missão de garante da ordem pública e da paz social.
– Corte de todas as relações com o jornal Diário de Notícias.  Além da publicação desse texto desprezível ser um acto irresponsável, consideramos que este órgão da imprensa nacional tem reiteradamente contribuído para a promoção de reconhecidas “fake news” (notícias falsas).»

sábado, 18 de maio de 2019

Tempo de Antena do PNR (versão 2)


Em Portugal, não há mais nenhum partido que defenda aquilo que os dirigentes do PNR defendem neste Tempo de Antena. É por isso que, no próximo dia 26 de Maio, só o Nacionalismo é solução!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Entrevista de João Patrocínio à brasileira Play Mídia TV


      João Patriocínio, o cabeça de lista pelo único partido nacionalista português (o PNR) às próximas eleições europeias, deu em Abril esta entrevista à brasileira Play Mídia TV No próximo dia 26 de Maio, não se esqueçam de votar no PNR!


Sobre o mais recente ataque da ICAR ao PNR


Da página de Facebook do Presidente do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«Não resisto a publicar aqui o "desabafo" do nosso candidato do Porto, José Pedro Leão:
«Como católico, devo evitar o ultramontanismo ou seja, pôr em causa ou duvidar da autoridade da Santa Sé. No entanto, simples mortal e imperfeito que sou, por vezes vejo-me tentado a questionar certas atitudes do clero. Hoje, acordei com a notícia que o Patriarcado de Lisboa, fez referência a que o voto em alguns partidos, se enquadra na fé cristã. Para meu espanto, não foi mencionado o único partido que incondicionalmente apoiou e apoia, todas as decisões da Igreja, mesmo as menos populares, como o incondicional NÃO ao aborto, o incondicional NÃO à eutanásia, o incondicional NÃO às ligações homossexuais, o incondicional NÃO à maçonaria, o total respeito à autoridade do Clero. O PNR, é o único partido que não é permeável ao facilitismo, é o único partido que entende que jamais nos havemos de afastar de Deus para agradar ao Homem, mas sim, por muito que nos custe, temos de nos afastar do Homem para agradar a Deus. Estou triste pois nunca pensei que membros do Clero fossem tentados ao politicamente correcto».


 O Patriarcado de Lisboa incluiu o Aliança da direitinha e o Basta da direitinha, mas "esqueceu-se" do PNR.

Estamos habituados ao boicote mediático e a todo o género de tropelias e injustiças que tornam a nossa luta profundamente desigual, revelando-se tão mais frustrante quando se trata de ir a votos. Mas há certo tipo de injustiças que ainda magoam mais. Hoje foi uma delas.»

Ora bem, normalmente eu abstenho-me de fazer considerações sobre os comentários deixados por dirigentes do PNR nas redes sociais, mas hoje não consigo. Há aqui demasiadas coisas que me revoltam, que me fazem cerrar os punhos de raiva e esmurrar a mesa.

Para começar, a atitude da Igreja, que só supreenderá quem andar muito distraído. Ao longo das últimas décadas, a ICAR tem estado sempre contra os nacionalistas. SEMPRE! Os católicos bem podem protestar, porque a verdade é que os clérigos cristãos, de uma forma geral, atacam implacavelmente o Nacionalismo. E de nada adianta haver um ou outro padre que não ataca, porque as figuras mais destacadas, os bispos, os arcebispos e sobretudo o próprio papa, atacam-no de forma sistemática.

Em relação ao "desabafo" deixado por José Pedro Leão, parece haver uma confusão em relação ao significado do termo "ultramontanismo". O ultramontano é aquele que apoia incondicionalmente o papa e a Igreja, não o contrário. Talvez o  José Pedro Leão esteja a confundir ultramontanismo com sedevecantismo?... Mas isso é o menos importante. O que realmente me incomoda no comentário do candidato do Porto é esta passagem: «pôr em causa ou duvidar da autoridade da Santa Sé». Mas porque diabo é que, em pleno séc. XXI, não havemos de duvidar dos homens que lideram a Igreja? Quem são eles para estarem isentos do nosso escrutínio? Porque é que esta atitude patética de submissão bovina prevalece entre os católicos? A quem serve esta constante genuflexão incondicional perante o clero? 

Finalmente, temos o comentário do Presidente do PNR, José Pinto-Coelho, que se diz "magoado" com a atitude do Patriarcado de Lisboa. Pois eu não estou "magoado", Sr. Presidente. Eu estou revoltado, furioso!!! Os clérigos que condenam o PNR são os mesmos que levaram a ICAR ao descrédito, que afastaram as pessoas das igrejas e as deixaram às moscas! São exactamente as mesmas pessoas que, ao longo das últimas décadas, falharam(?) estrondosamente o combate ao marxismo cultural, permitindo que os valores da nossa sociedade regredissem até ao niilismo e ao hedonismo grotescos a que assistimos hoje em dia, com as graves consequências demográficas que o Sr. Presidente tão bem conhece!

A submissão dos povos dos países do Sul da Europa aos ditames do clero católico é um erro histórico que já vai sendo hora de rectificarmos de uma vez por todas! Ser cristão não é -ou pelo menos não deveria ser- obedecer cegamente a um cretino globalista só porque esse cretino é padre, ou bispo, ou até papa!!! A religião da submissão é o Islão, não é o Cristianismo! A Igreja existe para servir a sociedade, regulando a moral e os costumes, não o contrário! A sociedade não existe para servir a Igreja!!!

terça-feira, 14 de maio de 2019

Programa eleitoral do PNR para as eleições europeias de 2019


Da página oficial do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):


«Introdução

O posicionamento do PNR em relação à União Europeia, como se sabe, é de oposição a este modelo federalista que nos tem vindo a ser imposto sem referendos nem debates alargados, antes satisfazendo interesses inconfessáveis, sem transparência, de agendas políticas, económicas e financeiras que não servem os interesses nacionais. Antes pelo contrário.

Em linha com a visão de outros partidos de direita nacional europeus, defendemos um espaço europeu coeso, solidário, mas de pátrias livres e soberanas. Não podemos aceitar a transferência da nossa soberania para eurocratas que mandam em nós e geralmente contra os nossos interesses. Ao contrário dos políticos vendidos, do sistema, não achamos nada disso “porreiro, pá!”

O PNR concorre a estas Eleições Europeias 2019, sob o lema suficientemente expressivo “Portugal português numa Europa europeia”, vincando com isso a nossa ideia de Europa como o conjunto de pátrias soberanas, confederadas, onde a identidade de cada qual é preservada, antagónica ao actual modelo de uma Europa amordaçada num federalismo artificial e forçado que sufoca as nações e os povos europeus.

Queremos, pois, traçar um desígnio nacional que corresponde à nossa mundivisão expondo as suas linhas mestras, de forma sintética, neste programa eleitoral.


A União Europeia, hoje

A União Europeia evoluiu rapidamente, nas últimas décadas e sobretudo nos últimos anos, para uma estrutura federal, governada a partir dos gabinetes de Bruxelas, ao serviço de agendas globalistas e não ao serviço dos povos europeus. Tal situação artificial e por isso desajustada e injusta, tem criado um conjunto de assimetrias e conflitos que são consequência disso mesmo: uma construção à revelia dos povos, sem ter em conta as suas características, identidade e circunstâncias.

Não será justo ou razoável afirmar-se que tudo é negativo na União Europeia. Há alguns aspectos positivos que convém manter, como por exemplo os herdados da então Comunidade Económica Europeia ou outros que se prendem com a mobilidade dos europeus no espaço geográfico do seu continente. As políticas e são evolutivas, assim como a sociedade se vai transformando, de modo que o ajustamento aos tempos e circunstâncias – sem abdicar da carga ideológica e da mundivisão no seu todo! – tem de ser uma atitude dinâmica para melhor salvaguardar o essencial, salvar o que possa ser salvo e proporcionar os meios para uma futura mudança.

A União Europeia tem mudado, para pior, a cada tratado que celebra, sendo o de Maastricht e o de Lisboa especialmente nefastos. Longe vão os tempos fundacionais em que os mentores da “construção europeia” a idealizaram e com uma visão geo-estratégica e económica que assentava expressamente na identidade cristã e ocidental da Europa, afastando assim o espectro multicultural ou da inexistência de fronteiras.

A própria ideia de se construir um bloco forte que se defenda de outros super-poderes, com os UEA, Rússia ou China, não passa de uma ilusão, já que um federalismo forçado gera mais conflituosidade interna que apenas fragiliza, do que uma frente forte, impossível de se concretizar nestes moldes.

Perante tais mudanças dramáticas, temos de reconhecer que é contraproducente lutar contra algumas delas, pelo menos para já, como por exemplo a questão da moeda única que se tem mostrado negativa para Portugal, mas dadas as circunstâncias não temos condições mínimas de a abandonar. É nesse sentido que o PNR tem reposicionado o seu discurso em relação à União Europeia: não por a aceitar, mas para se focar no combate pelo possível, deixando o “impossível” de lado.

O PNR insiste em denunciar e condenar os danos causados pela União Europeia: perda da soberania; destruição do tecido produtivo português; falta de controlo nas fronteiras; identidade seriamente ameaçada; imigração invasora e islamização; dívida externa muito superior ao PIB e a ultrapassar já os 200 mil milhões de Euros, etc.

Alguém nos perguntou se queríamos, ao entrar na União, transferir para as mãos de federalistas, valores fundamentais de uma Pátria soberana? Não! Tudo nos foi ocultado e apresentado como decisões e factos consumados.

Neste Estado federal europeu, Portugal não é mais do que um mero espectador da vida política, não tendo qualquer hipótese de salvaguardar os seus legítimos interesses. Daqui resulta que uma Europa federal é totalmente contrária à autodeterminação e liberdade dos povos e não passa, no fundo, de uma forma de totalitarismo com máscara benevolente de democracia. Sempre nos opusemos à nossa entrada na UE, mas sair agora seria desastroso.

Alguém nos perguntou se queríamos aderir à moeda única? Também não! Hoje está demonstrado que cada português já perdeu 40 mil euros desde que adoptámos o Euro. Hoje, inúmeros economistas insuspeitos afirmam que a nossa adesão ao Euro foi um erro. O PNR sempre foi contra essa opção, mas agora já lá estamos e, por ora, é impossível sequer equacionar uma saída, no entanto defendemos o relançamento da produção nacional e a renegociação de inúmeras políticas europeias que nos permitam criar os meios necessários para a maior autonomia possível e um dia possamos repensar a questão da moeda única.

Mas não é a saída – de resto impossível – da UE ou a não participação eleitoral que resolve o que quer que seja: vamos a eleições pois queremos mudar a UE por dentro, corrigi-la, tirar dela o melhor partido possível e transformá-la de um federalismo indesejado para uma confederação de pátrias livres, formando um bloco forte à escala mundial.


O modelo que defendemos: pontos fundamentais.

1 – Do federalismo castrador a uma confederação vantajosa
2 – Renegociar, produzir e mediar
3 – Representação e transparência
4 – Identidade, imigração e islão
5 – Ideologia de Género
6 – Forças Armadas Europeias
7 – Ambiente
8 – Olivença e Cabinda


1 – Do federalismo castrador a uma confederação vantajosa

O modelo que o PNR defende para a Europa, é a de um espaço geográfico e civilizacional unido, mas de pátrias livres, onde a sua soberania seja respeitada e garantida. Para isso, é necessário abolir o Tratado de Lisboa e toda a deriva federalista, castradora da liberdade das nações, substituindo-a pelo paradigma uma Confederação de Países Europeus.

O federalismo é um sistema centralista, pesado, burocrático, artificial, que suga a liberdade das Nações, obrigando todos os povos europeus a submeter-se a políticas que podem ser contrárias aos seus interesses. Por muito que se diga o contrário, o federalismo europeu é um atentado à liberdade dos povos, porque lhes rouba a sua soberania e a transfere para Bruxelas.

A este modelo, o PNR propõe como alternativa uma Europa das Pátrias, ou seja, uma aliança entre os diferentes países europeus, livres de estabelecerem acordos entre si sem qualquer tipo de chantagem. Isto pressupõe uma Europa de europeus que salvaguarde a sua matriz civilizacional. Por tal razão, entendemos, por exemplo, que jamais a Turquia poderá entrar nesta, ou noutra qualquer forma de comunidade europeia, pois ela não é culturalmente europeia.

Queremos uma Europa em que o direito de cada estado prevaleça sobre o direito europeu. Uma Europa, em suma, onde não tenhamos de abdicar de nada do que somos para sermos algo que já nos é inato: sermos Europeus.

Em suma, o PNR defende:
– Construir um modelo Confederal que substituía o actual federalismo de Bruxelas;
– Abolir o Tratado de Lisboa e criar o “Tratado Confederado Europeu”;
– Defender a matriz histórico-civilizacional da Europa;
– Impedir que qualquer outro país não europeu, seja a que título for, faça parte da confederação, desde logo e sobretudo a Turquia;
– Celebrar acordos entre países europeus, aos mais diversos níveis (económico, ambiental, cultural, etc.), de livre adesão e saída, no âmbito de uma Confederação, por isso, livres do centralismo de Bruxelas.


2 – Renegociar, reposicionar e produzir


Tal como está, a Europa vai acabar por implodir, todos os sinais estão aí, a “construção federalista de Europa” está presas por fios é inevitável a sua falência se tiver de enfrentar mais alguns embates, sobretudo se forem de dimensão considerável.

Uma posição geográfica, geopolítica e geo-estratégica privilegiada, aliada a um capital histórico-cultural extraordinário, fazem de Portugal um caso ímpar no concerto das nações europeias e no mundo, em forma de eixo global e que, não obstante, tal não impediu a destruição da nossa pesca, agricultura e indústria por via da má gestão política dos nossos representantes junto da UE.

Se Portugal está cativo, de mãos e pés atados, com a soberania nacional tão debilitada devido à deficiente defesa dos interesses nacionais, ao menos agora temos de ter a coragem de aproveitar a actual fragilidade da União Europeia para reverter os termos actuais da nossa posição:  re-negociar é a palavra de ordem!

Portugal é o único país europeu que exporta somente 40% do PIB, quando os outros países da nossa dimensão exportam entre 60% e 105%. Um dos pilares para esse desenvolvimento passará pela aposta na ferrovia – que o PNR tanto tem defendido – para um transporte de mercadorias rápido, moderno, económico e ecológico, adaptado à nossa realidade. Assim, é imperioso que se aproveite o financiamento pela União Europeia, a fundo perdido, no valor de 85% dos custos para a construção de uma nova linha em bitola europeia, de Aveiro à fronteira, ligada à rede Espanhola em direcção ao centro da Europa.

Por outro lado, a evolução da tecnologia rumo à robotização e o aumento progressivo da esperança de vida das pessoas terá um grande o impacto a vários níveis, nomeadamente dos empregos. Ora, o estudo e análise desta evolução na sociedade, as suas consequências imediatas, os investimentos necessários, as transformações que o sistema de ensino terá de sofrer para responder a essa sociedade são pontos que têm de ser trabalhados por uma equipa dedicada exclusivamente para este efeito. Para tal, propor-se-ia a criação da comissão europeia do futuro, que terá forçosamente as suas representações locais em cada um dos Estados-membro, por forma a prepararmos um novo modelo de organização política, económica, social e cultural.

No que ao digital diz respeito, reconhecemos que a digitalização é vista como uma das mais significantes evoluções da economia desde a revolução industrial; não obstante, a taxação da economia digital não tem reflectido a mais-valia criada pela difusão tecnológica. A nossa visão defende um equilíbrio que, reconhecendo o que estas empresas inovam e os empregos que criam, não se permita o afastamento colossal que existe entre as riquezas que elas criam, graças aos nossos dados pessoais, ou às infraestruturas de que beneficiam, e os impostos que pagam em retorno. Não vemos como séria a discrepância de 14% que existe actualmente entre a taxação das nossas empresas e estes gigantes multinacionais. Taxar é permitir o financiamento dos Estados em nome do interesse geral, e fomentar o desenvolvimento nacional e local. Independentemente do que venha a ser decidido pela UE, o PNR defende que Portugal aplique internamente um ISD (Imposto sobre Digital) de 3%, acrescidos de 1% sobre publicidade, websites e revenda de dados privados.

Em suma, o PNR defende:
– Renegociar os fundos europeus canalizando-os para reactivarmos a produção nacional imprescindível para o nosso sustento;
– Estabelecer acordos económicos, com o Brasil e África fazendo de charneira com a Europa;
– Defender uma nova política económica virada para a exportação;
– Apostar na ferrovia;
– Reforçar as relações bilaterais com o Reino Unido apoiando o Brexit;
– Criação de uma Comissão Europeia para o Futuro (e respectiva Secretaria de Estado ou Ministério Nacional);
– Taxar as multinacionais na área do digital, direccinando o produto desse imposto para o nosso sistema de apoios sociais.


3 – Representação e transparência

Uma das principais críticas que apontamos à actual UE é a sua natureza economicista, legalmente blindada, entretanto, por organismos que simultaneamente apresentam um défice democrático (Conselho e Comissão Europeia) e sem o mínimo contacto com a realidade quotidiana dos cidadãos dos diversos países. Assim, nesta situação concreta levantamos a bandeira da necessidade de uma Europa dos povos, em contraposição à Europa das elites, dos plutocratas e tecnocratas, onde o aperfeiçoamento dos mecanismos e instituições os torne realmente participativos (democracia directa, participativa e referendária) e sejam uma realidade a subsidiariedade de um princípio inalienável de cada Estado.

A abstenção tem sido elevadíssima nas sucessivas eleições europeias – coisa que de certa forma é compreensível – pois o eleitorado não se sente minimamente representado nas instituições europeias e percebe que na teia dos grandes interesses instalados entre Bruxelas e Estrasburgo se governa com pouca transparência, nas suas costas e geralmente contra si. Afinal, que contributo têm dado os 21 deputados portugueses em prol da nossa Pátria? O que fazem com os votos que os elegeram? Como gastam o dinheiro dos nossos impostos? Estas são algumas questões pertinentes, cuja falta de resposta – pelo menos clara – cria uma nuvem de dúvidas que desincentiva à participação eleitoral. É inconcebível, por exemplo, que tais deputados acumulem essa função parlamentar com outras, que passem a vida em debates televisivos em Portugal (em nada relacionados com o cargo que ocupam), que faltem a votações no Parlamento Europeu… Por isso, o PNR bate-se pelo escrutínio da sua actividade na UE.

Em suma, o PNR defende:
– Combater o totalitarismo dos poderes não eleitos e as elites dominantes nas suas “torres de marfim”;
– Reforçar o sistema financeiro público nacional, garantindo que o BdP não seja uma simples filial do BCE, e proteger assim o cidadão nacional;
– Impedir toda e qualquer forma de censura no mercado digital, mesmo que camuflados com a protecção dos direitos de autor;
– Proibir a acumulação do cargo de deputado europeu com qualquer outra actividade profissional;
– Estabelecer a obrigatoriedade de prestação de contas, trimestralmente, na Assembleia da República e à comunicação social, acerca da sua actividade de cada deputado no Parlamento Europeu.


4 – Identidade, imigração e Islão


É central a questão em torno dos ditos “refugiados”, da imigração, do imigracionismo enquanto fenómeno imposto nas costas dos povos pelas ditas elites, o qual coloca indubitavelmente em causa a especificidade identitária de cada povo e, por conseguinte, a própria singularidade do Velho Continente. É a nossa segurança interna, soberania, identidade e cultura que estão seriamente ameaçadas.

Será lícito que, sem termos sido consultados, nos escancarassem as fronteiras, ao abrigo de objectivos globalistas e multiculturais, deixando a nossa Europa e suas Pátrias à mercê da imigração invasora, da criminalidade crescente e da ameaça à nossa matriz civilizacional? Será lícito terem assinado um “Pacto Global para a Migração, com gravíssimas consequências sem uma consulta popular? Os políticos portugueses, ao embarcarem irresponsavelmente no barco dos mundialistas que pululam em Bruxelas, e demonstrando face à imigração uma permissividade incompreensível, permitem que toda a miséria do mundo se instale clandestinamente em Portugal adaptando as leis sobre a matéria, cada vez mais permissivas, às políticas suicidas implementadas, abdicando das suas responsabilidades na defesa do bem-estar dos portugueses.

Não a queremos evitar a mobilidade, mas queremos ter controlo sobre ela, reactivando fronteiras e defendendo novas políticas de imigração para cidadãos europeus e não europeus. Quanto aos “refugiados” só devem de ser recebidos por quem os aceita e nunca por imposição.

A maior ameaça à Europa, nos nossos tempos, chama-se Islão! E a principal culpa disso é dos próprios governantes europeus e da União Europeia. Não podemos tolerar que uma suposta religião, assumidamente invasora e portadora da jiad, se instale em solo europeu e em solo nacional, não para se ocidentalizar, mas antes para nos islamizar, impondo-nos a sua cultura. Trata-se de um sistema político-religioso, hostil, com uma cultura diametralmente oposta à nossa, bárbara na conduta, atrasada nos costumes, selvagem nas leis, intolerante na convivência. Ora, neste particular temos de ser altamente firmes e combativos: Islão, aqui não!

Em suma, o PNR defende:
– Garantir a Identidade ocidental e a matriz cultural cristã;
– Reverter os fluxos migratórios;
– Denunciar o “Pacto Global para a Migração”;
– Denunciar os acordos de Schengen e repor o controlo sobre as fronteiras;
– Repatriar imigrantes subsídio-dependentes, criminosos ilegais e que não se integrem;
– Cortar os apoios e subsídios, de discriminação positiva para as minorias étnicas;
– Reconhecer que no actual momento histórico o Islão é o maior inimigo da nossa matriz cultural e encetar políticas de “desislamização”;
– Portugal propor-se como observador do Grupo de Visegrado (principal opositor à colonização da Europa por imigrantes).


5 – Ideologia de Género
 

Nunca, como nos tempos actuais, o ataque aos alicerces naturais da sociedade e à família tradicional se sentiram com tanta agressividade! A ideologia de género nada tem de bondoso ou de humanismo! É apenas um instrumento de submissão e controlo das massas. Não podemos consentir que, sob o falso pretexto de uma suposta tolerância para com os homossexuais, nos queiram impor um pensamento único, obrigatório, que perverte a própria natureza, a biologia e a ciência, submetendo-as às “ciências sociais” como veículo da mentira de uma ideologia doentia. A educação dos filhos cabe aos pais e não ao Estado! Muito menos a este que pratica um verdadeiro terrorismo inquisitorial sobre quem ousa dele discordar nesta matéria – como de resto em muitas outras. Não podemos consentir que nas escolas doutrinem as nossas crianças com mentiras deformadoras, assentes em programas perversos, idealizados por activistas sectários.

Em suma, o PNR defende:
– Recusar fundos europeus para promoção da “Igualdade de Género” (ou seja, Ideologia de Género) e renegociar a sua conversão em fundos de apoio à natalidade de portugueses;
– Reformular os programas de cidadania, eliminando as prerrogativas ao “género”;
– Rejeitar a “novilíngua” e utilizar os tradicionais e nnaturais termos: sexo masculino e sexo feminino;
– Cortar todas as verbas e apoios a associações LGBTI;
– Combater o aborto e apoiar a natalidade de portugueses;
– Reforçar os cuidados paliativos e impedir a legalização da eutanásia;
– Anular a lei do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.


6 – Forças armadas Europeias

Do modelo confederado que o PNR defende para a Europa, faz parte a existência de Forças Armadas Europeias subsidiárias às dos países que as integrem. Não se trata de um exército único, pois ao defendermos a nossa soberania, defendemos um exército nacional adequado, sendo que, do Orçamento de Estado destinado à defesa, 80% seria para as forças armadas nacionais e 20% para a exército conjunto. A defesa da Europa e, em concreto a de Portugal e da nossa ZEE, obriga a que se encare seriamente a Europa como um bloco armado, contra peso ás potências dos EUA, Rússia, China, Turquia, etc.. A Europa poderá manter-se sob a alçada americana ou, finalmente, conseguir a emancipação. O conjunto de Estados europeus deve trabalhar no sentido do desenvolvimento e criação de uma indústria bélica dissuasora mais activa.

Portugal deve envidar esforços no sentido de vir a tornar-se um país equiparável aos seus congéneres europeus, particularmente nos campos científico e tecnológico. Uma indústria de defesa nacional saudável é não só fonte de segurança e de receitas, mas também uma importante fonte de emprego para os cidadãos nacionais.

Em suma, o PNR defende:
– Pugnar pela criação de umas Forças Armadas Europeias;
– Intervir activamente no âmbito da PESCO (Cooperação Estruturada Permanente para a defesa europeia);
– Investir na indústria bélica.


7 – Ambiente

O modelo económico adoptado pela União Europeia, baseado em zonas centrais e zonas periféricas, é causador de profundas clivagens entre os vários países que a compõem. Desastrosas políticas comuns provocaram nos países periféricos o abandono das zonas rurais e significaram o fim das pequenas e médias explorações agrícolas e pecuárias, utilizadoras de técnicas de cultivo mais saudáveis, porque extensivas. Passou-se assim a praticar uma agricultura intensiva, que tem um impacto muito mais acentuado no meio ambiente, aliada a um desrespeito profundo pelas condições de vida dos animais, criados de acordo com métodos absolutamente antinaturais e exploratórios para satisfazer os desígnios do “lucro a qualquer preço”.

Por outro lado, a abertura das águas territoriais portuguesas a frotas pesqueiras estrangeiras coloca em perigo irreparável os bancos de pesca e os habitats marinhos nacionais. Reclamamos o direito a mandarmos nas nossas águas e exigimos o fim da pesca intensiva e do arrasto descontrolado.

Portugal e a Europa têm vivido um perigoso espírito que considera o homem superior à Natureza. Foi este pensamento que conduziu à industrialização e à exploração até à exaustão dos recursos, não esquecendo a inacreditável negociata em torno dos fogos sazonais. Ora, para o PNR, a produção e o lucro a todo o custo não são aceitáveis quando está em risco a existência do próprio ser humano e da biodiversidade que torna a Natureza num todo orgânico e equilibrado. Para nós, existe um elo sagrado entre cada Povo e a sua Terra. Por isso, as gerações presentes não têm o direito de destruir, para seu suposto proveito, aquela que será a fonte de subsistência das futuras gerações, sob risco de as condenarem à morte.

Em suma, o PNR defende:
– Promover políticas de repovoamento do interior (incentivos fiscais, fundos comunitários, ferrovia, serviços, etc);
– Investir seriamente na nossa ZEE e no mar;
– Combater sem tréguas toda e qualquer forma de negócio e lucro com o fogo;
– Impedir a plantação maciça de eucalipto;
– Considerar o tema da água (barragens e regadio) uma prioridade e investir nos meios que permitam minimizar o risco de seca e a aumentar a nossa autonomia no que toca ao abastecimento de água.


8 – A questão de Olivença e de Cabinda


Não sendo estas, questões prioritárias, num momento em que Portugal encara inúmeros desafios e está ameaçado na sua própria existência, não pode o PNR, contudo, silenciar estas grosseiras violações: a ocupação de uma parte do Alentejo por Espanha e anexação de Cabinda que é protectorado Português, e nunca deixou de o ser, por parte de Angola aquando da sua independência É uma questão de dignidade nacional e uma elementar função do Estado exigir o cumprimento dos Tratados, sejam o de Viena (1815), no primeiro caso ou de Simulambuco (1885) no segundo.

Connosco, estas questões não ficarão silenciadas, exigindo-se das instâncias internacionais aquilo que os nossos governantes evitam fazer em nome de amizades e solidariedades que sempre funcionam contra nós. Olivença é um caso que exemplifica bem aquilo que acontece quando governantes traidores não defendem o interesse nacional desde a primeira hora: os portugueses calaram-se com Olivença, e agora Espanha foi mais além e já exige o nosso mar em redor das Ilhas Selvagens (pertencentes ao arquipélago da Madeira), tentando assim ficar com uma extensa área da nossa Zona Económica Exclusiva e dos nossos recursos ainda inexplorados.


Nota final


Cada vez mais, as decisões que nos dizem respeito são tratadas em Bruxelas – desde refugiados a Ideologia de Género, passando pelo Pacto de estabilidade e Convergência -, logo é uma falsa questão pensar que estas eleições não nos dizem respeito. Por isso, ao concorrermos às Eleições Europeias 2019, pretendemos eleger um deputado e contribuir para o reforço do grupo dos partidos da direita (que não é de centro), defensores das identidades e soberanias nacionais e anti “Pacto Global para as Migração”. Esperamos e desejamos que este se torne maior grupo no Parlamento Europeu.

Por essa razão, só o voto no PNR fará a verdadeira diferença e contribuirá para uma mudança de “extrema necessidade”. O voto nos mesmos partidos de sempre, nada mudará! A abstenção tremenda que este tipo de eleições assinala, também não!

Queremos ajudar a construir algo de positivo, ao mesmo tempo que defendemos os interesses nacionais. Urge renovar a União Europeia!»