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terça-feira, 5 de março de 2019

A direitinha toda partidinha


      Não sei o que está a acontecer aos direitinhas aqui do rectângulo mas, nos últimos anos, parecem ter contraído a mesma doença aparentemente incurável que, durante décadas a fio, tem afectado o Nacionalismo português: cada cabeça, sua sentença.

Escrevo isto porque depois do Aliança do Santana (f)Lopes, do Iniciativa Liberal dos betinhos da FEP e do Chega do André (des)Ventura (este último ainda à espera de aprovação por parte do Tribunal Constitucional), temos agora mais um projecto de partido da direitinha, o Partido Libertário:




É realmente difícil destrinçar diferenças entre todos estes novos partidos, uma vez que, no essencial, o seu ideário político é mais ou menos transversal: menos Estado e menos despesa, promessas eternas e eternamente adiadas dos "velhinhos" PSD e do CDS, um autêntico clássico da demagog... eeer.. perdão, da essência política da direitinha. E claro, nada sobre identidade, sobre imigração, sobre a defesa da nossa civilização ou sobre como aumentar a nossa taxa de natalidade. Essas coisas são demasiado "reaccionárias" para o bom direitinha, que gosta de muito da liberdade de mercado mas despreza o conservadorismo "retrógrado" e "antiquado" das "mentes tacanhas, provincianas e inimigas da liberdade de escolha".

Confesso que ainda não percebi se isto é ou não positivo para o futuro do Nacionalismo. Só o tempo dirá. Mas de uma coisa estou convencido: esta direitinha toda partidinha é um autêntico maná para o esquerdalho. O monhé em S. Bento das manhãs da Cristina, em particular, só pode rir à fartazana com tudo isto!