As feministas irão em breve manifestar-se contra isto. Mas mesmo muito em breve! Ainda antes de morrermos todos! É "limpinho, limpinho", como dizia o Jesus da Amadora...
«O imã Jassem Al-Mutawa é um dos convidados de honra da Feira da Esperança de Milão, um evento levado a cabo pela ONG internacional Islamic Relied. No entanto, o convite está a gerar polémica em Itália, isto porque o clérigo muçulmano ficou conhecido por ir a um programa de televisão ensinar as melhores técnicas para os homens baterem nas mulheres para as disciplinar.»
«A menos de um mês do evento, que vai decorrer nos dias 20 e 21 de Abril, o jornal italiano II Giornale publicou a notícia, depois de uma denúncia de um especialista em assuntos islâmicos, Lorenzo Vidino.
“Um marido que bate na mulher por vingança ou maldade comete um pecado. O objectivo da agressão é passar uma mensagem, dizer: ‘Não estou agradado com o teu comportamento, começa a comportar-te bem’”, diz Al-Mutawa, no vídeo disponível no Youtube.»
Atenção agora, que este parágrafo é muitíssimo interessante:
«“Hoje, os ocidentais criticam-nos por causa de batermos nas mulheres, no Islão. Mas nenhuma mulher muçulmana morreu por causa das agressões do marido. E se isso alguma vez acontece nas nossas sociedades é considerado muito raro e todos os jornais falam disso. Porém, de acordo com as últimas estatísticas da ONU, de 1999-2000, a cada 12 segundos uma mulher é espancada pelo marido nos Estados Unidos. Em alguns casos, estas agressões levam à morte da mulher”, acrescenta ainda.
O mesmo programa onde o clérigo muçulmano participou também já havia tido uma secção onde ensinava as mulheres a cobrir com maquilhagem as marcas de maus-tratos.
Beppe Sala, presidente da Câmara de Milão, já foi chamado a intervir.»
Ora, eu não faço a mínima ideia se as estatísticas mencionadas pelo "clérigo" islâmico são verdadeiras ou não. Duvido muito que os países islâmicos as compilem adequadamente. Mas eu não ficaria admirado se houvesse alguma verdade nelas. Que fique bem claro que eu não defendo que os homens possam bater nas mulheres. Não quero de forma alguma legitimar aquilo que os muçulmanos fazem.
Mas estou cada vez mais convencido de que muita da violência doméstica a que assistimos no Ocidente decorre precisamente do declínio da masculinidade dos homens europeus e norte-americanos. Um homem masculino sabe perfeitamente que, se a sua mulher se portar mal, for infiel ou injusta para com ele de alguma forma, ele pode arranjar outra facilmente. Homem que é homem sabe que a melhor forma de exigir respeito é estar disposto a sair pela porta fora se for abusado. Um homem feminino, pelo contrário, não acredita no seu valor, pelo que acha sempre que jamais conseguirá substituir a mulher que tem a seu lado. Por conseguinte, ele é capaz de fazer tudo para manter a sua mulher junto de si, podendo ir até ao extremo de matá-la. Como dizia aquela canção dos Guns N' Roses, "I used to love her, but I had to kill her. I knew I'd miss her, so I had to keep her."
Esta coisa de os homens muçulmanos poderem bater à vontade nas suas mulheres é evidentemente uma desgraça, mas se o paradoxo mencionado por este clérigo for mesmo verdade, então há uma reflexão que nós, ocidentais com a puta da mania que somos superiores, temos obrigatoriamente de fazer: como é que se explica esta contradição?...
