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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Resultados finais das Eleições Europeias de 2019
...e comentários do vosso blogueiro


      Estão finalmente apuradas todas as 3092 freguesias de Portugal e 100 consulados no estrangeiro. Os resultados finais obtidos pelo único partido nacionalista português -o Partido Nacional Renovador (PNR)- nas Eleições Europeias que tiveram lugar no passado domingo [26-Mai-2019] são os seguintes:
▪ Território nacional: 15 999 votos (0,48%)
▪ Estrangeiro: 166 votos (1,20%)
▪ Total (território nacional + estrangeiro): 16 165 votos (0,49%)
A abstenção final foi de 69,27%, o maior valor de sempre da história da "democracia" abrilina. Chegou a hora de eu fazer alguns comentários acerca de tudo isto.




I. Comentários ao resultado obtido pelo PNR


Vamos começar a olhar para todos os resultados obtidos pelo PNR em eleições europeias desde a sua primeira participação, em 2004:




Apesar da subida do número de votos (de 15 036 para 16 165) e da percentagem relativa (de 0,46 % para 0,49 %), é realmente difícil não considerar este resultado como uma desilusão. Mais uma vez, cumpriu-se a "maldição do meio ponto percentual": ainda não foi desta que o PNR conseguiu ter mais do que 0,50 % numas eleições. Pior do que isso, a tabela acima mostra um claro abrandamento do crescimento do PNR em eleições europeias. Isto deve preocupar todos os nacionalistas dignos desse nome, por ser um forte indício de que a nossa mensagem não está a passar. 

Ora, as próximas eleições legislativas são já no próximo dia 6 de Outubro. Quer dizer que temos pouco mais de 4 meses para mudarmos a nossa abordagem e tentarmos convencer os eleitores portugueses a votar no PNR. Perante esta dolorosa realidade, o que é que pode ser feito? Tenho de vos confessar, caros leitores, pela primeira vez desde que sou nacionalista, estou sem ideias. Sempre pensei que o crescimento do Nacionalismo português fosse apenas uma questão de tempo, que bastaria seguir o exemplo dos outros partidos nacionalistas europeus para termos sucesso aqui em Portugal.

Agora, já não tenho tanta certeza. As minhas dúvidas começaram com os resultados brutais desta sondagem que eu publiquei aqui no TU em Setembro do ano passado. E, na sequência dos resultados deste domingo, surgiram ainda mais reservas e interrogações na minha cabeça. A fórmula utilizada pelos partidos nacionalistas europeus que têm tido sucesso não parece estar a resultar aqui em Portugal. Resta saber porquê.


II. A maior abstenção de sempre


Dos 10 780 068 eleitores inscritos, votaram apenas 3 314 423, ou seja, cerca de 30,73%. Isto corresponde a uma abstenção de  69,27%, o maior valor de toda a  história da "democracia" abrilina. Ou seja, quase sete em cada dez portugueses optaram por não ir votar nestas eleições europeias. E ainda pior do que o valor em si, é o facto de a abstenção estar a crescer cada vez mais a cada novo acto eleitoral:





Desde 1999, a abstenção aumentou quase 10%. Há muitas formas de olhar para estes números. Para os nacionalistas adeptos da abstenção, o resultado de domingo será certamente uma grande vitória, porque eles acreditam que a legitimidade do sufrágio fica comprometida ou, pelo menos, beliscada. Pura ilusão, é claro, mas quando se vive num mundo de fantasia, acredita-se em fantasias...

A verdade é que este número, apesar de elevado, não significa rigorosamente nada em termos práticos. A validade das eleições não depende do número de votos, porque a Constituição a República Portuguesa estipula que a Lei não pode estabelecer um número mínimo de votos para eleger deputados. Os puhíticos e as comentadeiras de serviço dizem estar preocupados com a abstenção, mas é tudo fogo de vista, palhaçada para inglês ver. Eles sabem perfeitamente que, quanto menos gente for votar, melhor será para eles. Porquê? Porque os boys e as girls deles votam sempre, garantindo a sua eleição, pelo que a abstenção apenas fará crescer a sua percentagem relativa.

A abstenção também não legitima o que quer que seja, porque a abstenção não representa um bloco coeso e homogéneo de eleitores, muito menos pode ser utilizada como argumento para validar intervenções armadas. Há abstencionistas que não votam por preguiça, há outros que não votam por não compreender a política, há outros que não votam por protesto, há outros que não votam por pura indiferença... querer juntar toda esta gente sob a mesma bandeira é ridículo, absolutamente ridículo!

A minha opinião em relação à abstenção é a mesma de sempre: ela traduz o analfabetismo e o atraso democrático severo do povo português. Todos aqueles que a defendem vão ter o que merecem, vão chegar à terceira idade desdentados e descabelados, mais ainda a sonhar com revoluções que nunca hão-de concretizar-se...

Curiosamente, houve uma redução dos votos brancos e nulos:





III. Sobre a grande vitória da extrema-esquerda


O pior aspecto da noite eleitoral de domingo foi, na minha opinião, o reforço do Partido Socialista (PS) e do Bloco de Esquerda (BE), acompanhado pela ascensão fulgurante do Pessoas, Animais e Natureza (PAN). A subida do BE, em particular, veio confirmar os meus piores receios: o partido mais extremista de Portugal é aquele que mais potencial de crescimento parece ter, porque à medida que a população urbana cresce e a população rural diminui, ao mesmo tempo que dezenas de milhares de imigrantes vão sendo naturalizados todos os anos, a tendência é para o número de votos e o peso relativo do bloco aumentar. Repare-se bem, no quadro abaixo: o BE conseguiu duplicar o seu número de eurodeputados e mais que duplicar o seu número de votos!


(Número de eurodeputados eleitos em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)


É muito provável que muitos dos votos ganhos pelo BE tenham sido "roubados" à CDU, que teve um resultado desastroso. Tão desastroso que, contrariamente ao que tem sido habitual nos dirigentes do PCP ao longo dos anos, Jerónimo de Sousa admitiu a derrota. Pela parte que me toca, entre o BE e a CDU prefiro a segunda. A malta do BE é tão marxista como os comunas, mas muito mais hipócrita e muito menos conservadora nos costumes. O ideal era mesmo que ambos os partidos desaparecessem...

Depois temos o fenómeno do PAN: os movimentos ecologistas já existem em força há muitos anos noutros países europeus, mas a liderança do PAN usou uma estatégia de génio, que consiste em juntar ecologia com "direitos" dos animais. Em 2014, o PAN já tinha obtido 56 363 votos (1,72%), o que já era impressionante dada a criação recente do partido. Mas agora, em 2019, o PAN quase triplicou essa votação, conseguindo eleger um eurodeputado.

Isto significa que, dos 21 eurodeputados eleitos por Portugal, 14 são de esquerda, dos quais 5 são de extrema-esquerda, sendo que os restantes 7 eurodeputados são da direitinha apátrida e cosmopolita. Um desastre total, em termos de representação dos interesses portugueses na Europa.

E também aqui é necessário que os nacionalistas saibam responder à seguinte pergunta: o que leva tantos portugueses a votar no BE?


IV. Sobre a derrota bem merecida da direitinha globalista e cosmopolita


Não posso ser hipócrita: a votação desastrosa -mas deliciosa- obtida pelo PSD do bilderberguer Rio Risonho e da islamófila pseudo-humanista Assunção "do hijabe" Cristas soube-me muito, mas muito bem! Sempre achei que a "convergência para o centro" dos direitinhas 'tugas' não passava de um eufemismo para rebuçar a sua revoltante covardia política.

O Rio Risonho, tal qual senhor feudal arrogante, julgava que mandar no PSD era como mandar na Câmara do Porto, que ele ia chegar ali e transformar o PSD numa espécie de PS um pouquinho mais liberal e toda a gente ia aceitar. Acabou por alienar os militantes mais à direita do PSD, que se parecem ter redistribuído pelos novos partidos da direitinha. Já a Cristas da direitinha parece ter achado que os eleitores do CDS queriam um partido mais "modernaço" e "progressista". O seu apoio às quotas de "género", a sua submissão ao Islão (sim, submissão, porque ir à mesquita do David das cotovoeladas de hibaje enfiado na cabeça para depois ser enfiada numa sala à parte é mesmo submissão), o seu louvor ao deputado rabeta do CDS que saiu do armário, a sua falta de condenação veemente à iniciativa das passadeiras LGBT, enfim, a Cristas é, no plano dos valores sociais, indistinguível de qualquer militante do BE.

Tudo isto paga-se caro: o PSD teve o seu pior resultado de sempre em eleições de âmbito nacional e o CDS teve um dos seus piores resultados de sempre. E a melhor parte é que estes imbecis não parecem ter aprendido a lição! Veja-se, por exemplo, esta análise feita à derrota do CDS no Observador da direitinha... a Cristas acha que o CDS perdeu votos por ser demasiado conservador! Ela deve ter achado que os eleitores do CDS votaram no BE!!! Ó Cristas, olha bem para isto:



(Resultados dos pequenos partidos de Direita em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)



De onde é que a Cristas achará que vieram os 88 701 votos (156 532 - 67 831) que os pequenos partidos de direita conquistaram entre 2014 e 2019? Será que ela acha que vieram do PCP? Ou do Livre? Ou do MPT??? Não, Cristas burrinha, vieram do PSD e CDS, evidentemente!!! Mas eu até aprecio este autismo impassível por parte da líder do CDS... porque significa que, muito provavelmente, a direitinha vai voltar a estampar-se no próximo mês de Outubro. Nós, na verdadeira Direita, só podemos congratular-nos com esta atitude! Espero que o Rio e a Cristas continuem a liderar os seus partidos durante muito tempo!



V. Comentário ao desempenho dos novos partidos da direitinha


É preciso sermos humildes e reconhecermos: os novos partidos da direitinha, Aliança, Basta e Iniciativa Liberal tiveram uma boa estreia. A título de exemplo, todos eles superaram o melhor resultado alguma vez obtido pelo PNR (
27 269 votos nas Legislativas de 2015). Não é coisa pouca. E não me venham com a desculpa de que eles foram levados ao colo pela comunicação social, porque isso, sendo verdade, não explica tudo.

É verdade que os novos partidos da direitinha beneficiaram imenso da incompetência de Rui Rio e de Assunção Cristas. E também é verdade que Santana (f)Lopes é um autêntico dinossauro da política portuguesa e que, nessa condição, arrastaria sempre parte da militância tradicional do PSD com ele. Mas não é menos verdade que a mensagem do Basta e da IL têm algo de diferente e de muito refrescante em relação à direitinha corrompida do PSD e do CDS.

Comecemos pelo Basta, uma coligação de monárquicos, militantes pró-vida e conservadores descontentes com os grandes partidos da direitinha. O seu líder, André Ventura, dispensa apresentações. Nitidamente inteligente, Ventura percebeu o enorme potencial do discurso anti-imigração e usou-o para se catapultar para a ribalta, primeiro na televisão, depois na política. Ventura teve sucesso onde os dirigentes do PNR têm falhado ao longo dos anos, conseguindo convencer as pessoas a votarem num partido genuinamente conservador. Em 2014, o PPM e o PPV tinham obtido, em conjunto, 29 749 votos. Em 2019, a coligação Basta obteve 49 496 votos, quase mais 20 mil votos. Esses quase 20 mil votos adicionais devem-se, quer queiramos, quer não, a André Ventura, ao seu carisma e eloquência. O homem até pode ser um charlatão, mas temos de admitir, é um charlatão convincente. Aprendamos com ele aquilo que funciona.

Já o Iniciativa Liberal ficou aquém das minhas expectativas, mais ainda assim teve inegavelmente uma boa estreia. Por exemplo, os quase 30 mil votos que a IL obteve superaram o resultado do PCTP/MRPP, o partido de simpatizantes do terrorismo que já anda nisto há várias décadas. A minha perspectiva sobre a IL foi provavelmente distorcida pelo facto de eu viver no Porto há já mais de 22 anos e de ter notado uma grande simpatia por este novo partido entre as elites tripeiras. Eu próprio tenho de confessar que me revejo em grande parte do programa económico da IL (menos estado, menos despesa pública), mas o seu anti-conservadorismo social e a sua apologia da imigração fazem-me descartá-la automaticamente. Eu acredito na Direita, não na direitinha. E a IL representa o que de pior existe na direitinha: pessoas que adoram os mercados de uma forma quase religiosa, mas que depois desprezam os valores morais e a organização social e comunitária que fez do Ocidente o portento científico, militar e tecnológico que tem dominado o mundo nos últimos séculos.

Até onde podem ir o Basta e a IL no futuro? É difícil dizer mas, da perspectiva nacionalista, é o primeiro que nos deve preocupar. O eleitorado do Basta é o eleitorado natural do PNR e o facto de o Ventura & C.ª terem conseguido ir tão longe na sua estreia deve ser objecto de uma reflexão profunda por parte dos nacionalistas. Repito: não me venham com a desculpa de que o Basta foi levado ao colo pela comunicação social, porque isso não explica tudo. Há algo no PNR que está a falhar e precisamos urgentemente de perceber o que é.


VI. Breve nota sobre o desempenho dos pequenos partidos de Esquerda


De uma forma geral, os pequenos partidos de esquerda perderam votos nestas europeias. Já vimos que o PAN foi a excepção a esta regra, todos os outros perderam terreno:



(Resultados Globais em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)


O PCTP/MRPP foi o pequeno partido de esquerda que mais votos perdeu, passando de 54 622 votos em 2014 para 27 222 votos em 2019 (-27 400 votos). Uma excelente notícia para todos os amantes da democracia e da liberdade, uma vez que este partido representa o que de pior existe na sociedade portuguesa: marxismo puro e duro, apologia do terrorismo e um ódio primário criminoso à Pátria e aos portugueses.

Também é reconfortante constatar que o "Livre" do repugnante Rui Tavares e da racista despudorada Joacine Katar-Moreira perdeu mais de 11 mil votos; e que o MAS do drogado antidemocrata que defendia a censura do PNR e do Basta praticamente se eclipsou, tal como o PTP. 

A humilhação de Marinho Pinto e do seu PDR também foi inteiramente merecida. Não nos esqueçamos que este "senhor" foi um dos mais ardentes defensores dos artigos 11 e 13, os tais que vão "regular" (eufemismo para censurar) o conteúdo das redes sociais na União Europeia. A argumentação de Marinho a favor da "regulação" foi do mais absurdo que pode haver, Marinho comparou os artistas famosos e as multinacionais me(r)diáticas a Luís de Camões que, "coitadinho, morreu pobrezinho porque ninguém lhe pagou o que era devido pela sua obra"! Isto só tem uma qualificação possível, caros leitores: cretinice e falta de vergonha na cara. 

Para onde foram os votos de todos estes pequenos partidos de Esquerda? É difícil dizer, mas as hipóteses mais prováveis são o PS e, sobretudo, o BE.


VII. Conclusões e nota final


Resumindo novamente os pontos principais desta posta:
1. O PNR obteve 16165 votos (0,49 %), aumentando ligeiramente a sua votação face a 2014 (15 036 votos - 0,46%);
2. Observa-se, desde 2009, um abrandamento preocupante do crescimento do número de votos do PNR em eleições europeias;
3. É urgente identificar as causas deste abrandamento e corrigi-las até às próximas eleições legislativas de 6 de Outubro;
4. A abstenção foi a maior de sempre (69,27%), não obstante ter havido uma ligeira redução dos votos brancos e nulos. 

5. A extrema-esquerda mais extrema-esquerda de Portugal, o Bloco de Esquerda, foi um dos grandes vencedores destas eleições. É urgente compreendermos o que leva tantos portugueses a votar neste partido.
6. A direitinha do arco da governação, PSD e CDS foi uma das grandes derrotadas destas eleições. Dada a reacção desnorteada dos líderes destes dois partidos, temos motivos para confiar que isto pode vir a repetir-se no próximo mês de Outubro.
7. O resultado obtido pela coligação 'Basta' demonstra que é possível convencer o eleitorado a votar mais nos partidos conservadores. É urgente que os nacionalistas aprendam com o exemplo de André Ventura, por mais execrável que possamos considerar o homem. Todos nós, nacionalistas, temos de melhorar o nosso discurso, o nosso carisma e a forma como nos apresentamos ao eleitorado.

Tal como fiz nas últimas legislativas, eu vou olhar agora para os resultados do PNR em cada distrito, para tentar perceber onde é que o partido perdeu e ganhou mais votos...

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Reacção oficial do PNR aos resultados das Eleições Europeias de 2019


 Da página oficial do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«O resultado obtido pelo PNR não foi bom. Longe disso. Teve o sabor amargo da decepção para a maioria dos nossos militantes e votantes. Quanto a isso não há volta a dar e, como sempre, temos de ser frontais e fortes perante a realidade.

Crescemos pouco mais de mil votos em relação às últimas eleições europeias, tratando-se assim de um crescimento simplesmente residual e não do tão desejado crescimento extraordinário, o que configura um pequeno contratempo – devido a uma série de condicionantes – mas que não nos faz desmobilizar ou desanimar. Bem pelo contrário!

O PNR agradece reconhecidamente a todos os que em nós votaram e continuarão a votar e sabe que esses o fazem por convicção e adesão à maioria e às principais das nossas causas, partilhando a ideia que é de extrema necessidade a nossa entrada para a Assembleia da República. Somos um partido anti-sistema e, por isso, enfrentamos toda a sorte de dificuldades e obstáculos. Quem vota em nós sabe disso e não desiste porque acredita naquilo que defendemos.

No que toca às eleições no seu global, manifestamos um profundo desagrado pela demissão de sete em cada dez portugueses de votar, permitindo que a extrema-esquerda, altamente militante, tome cada vez mais conta da situação. É certo que a classe política dominante, corrupta, que se serve em vez de servir, gera um sentimento de repulsa em relação à própria política, mas isso não desculpa o comodismo, o egoísmo e a irresponsabilidade dos que não votam, ainda para mais havendo um vasto leque de partidos para todos os gostos: vinte e três deles pertencentes ao sistema e o nosso que o combate abertamente.

Por outro lado, o cartel dos partidos do chamado “arco do poder” – sejam governo ou oposição – tem legislado por forma a tornar quase impossível que algum partido consiga afirmar-se com expressão, quer em sede de lei eleitoral, quer de lei do financiamento dos partidos, quer de lei da imprensa. Há um fosso gigante entre os meios e visibilidade dos partidos do poder e os outros.

Acresce, a isso, que o PNR ainda tem um fosso gigante que o separa também dos restantes partidos pequenos que, tal como nós, anseiam por ser grandes: o boicote mediático declarado e a falta de meios financeiros. Veja-se que surgiram recentemente três novos partidos na área do centro-direita, todos com meios financeiros avultados e inúmeros outdoors, todos levados ao colo pela comunicação social – com notícias, por tudo e por nada, e com colunas de opinião diárias – que os  apresenta como sendo de direita ou extrema-direita, levando-os a cavalgar a onda crescente do nacionalismo, quando os próprios dirigentes desses partidos se afirmam inequivocamente de centro-direita…

Para mais, o PNR nunca é referido em sondagens, não consta nas “bússolas” ideológicas da internet, é excluído de debates e praticamente não aparece na imprensa mesmo em época eleitoral. Até fontes ligadas à Igreja o omitiram com pura má-fé e desculpas esfarrapadas. É como se o PNR não existisse. Assim a luta é terrivelmente desigual e difícil. Há uma frustrante sensação de impotência perante tanta injustiça que cada vez se afirma mais na discriminação, na difamação e no boicote. Porquê? Porque nós somos realmente a única alternativa. Todos os outros sufragam o regime, sendo da situação ou de uma oposição devidamente controlada.

Posto isto, resta-nos afirmar com plena consciência que tínhamos o melhor candidato, o melhor programa eleitoral – e ainda mais se vinca este aspecto se comparado com alguns programas de uma pobreza confrangedora – mas não tínhamos os meios nem a visibilidade. Imagine-se uma empresa que tem um produto fantástico, mas sem possibilidade de o introduzir no mercado dando-o a conhecer: é isso que se passa.

Sabemos que somos portadores da alternativa corajosa, combativa, com causas sólidas, com votantes e apoiantes que não desistem, mas que o caminho do crescimento é muito estreito e penoso. Nunca desistiremos! Lá chegaremos, apesar de, decididamente Portugal ser um caso lamentável – por culpa própria da sua população – de masoquismo e irresponsabilidade que nos leva a todos para um buraco cada vez mais fundo.

Agora estamos já focados nas legislativas que, pelo historial que já temos, nos leva a afirmar que mobilizam muito mais o eleitorado nacionalista com o intuito de que o PNR seja uma voz de confronto na Assembleia da República.

Trabalhemos todos, afincadamente, por isso!»

Comentário do cabeça-de-lista João Patrocínio ao resultado obtido pelo PNR nas Europeias de 2019


      Quando estão apuradas todas as 3092 freguesias de Portugal e 93 dos 100 consulados, os resultados obtidos pelo único partido nacionalista português -o Partido Nacional Renovador (PNR)- nas Eleições Europeias que tiveram lugar ontem são os seguintes:
▪ Território nacional: 15 998 votos
▪ Estrangeiro: 155 votos
▪ Total (território nacional + estrangeiro): 16 153 votos (0,49%)

Recordo que o PNR tinha obtido 13 036 (0,46%) votos nas Europeias de 2014. É importante salientar que os 7 consulados em falta já não deverão ter grande impacto no resultado final, uma vez que o número de votos que o PNR ainda poderá obter nesses consulados será sempre muito reduzido.

Tenciono fazer um comentário alargado as esta eleições logo à noite mas, para já, quero deixar aqui a reacção do cabeça-de-lista do PNR, João Patrocínio, deixada na sua página do Facebook:


domingo, 26 de maio de 2019

Resultados oficiais do PNR nas Eleições Europeias de 2019


01h00: Bem, meus caros, amanhã é dia de trabalho, pelo que vou ter de ficar por aqui. O resultado final já não deve ser muito diferente, uma vez que o número de votantes nos 9 consulados em falta é bastante reduzido e as duas freguesias setubalenses em falta deverão, na melhor das hipóteses, providenciar apenas algumas centenas de votos ao PNR.

Seja como for, amanhã voltarei a actualizar o TU até à hora de almoço com os resultados finais para o território nacional (os restantes consulados ainda podem demorar vários dias a ser apurados). Até lá, despeço-me com amizade, como dizia o Sousa Veloso! 😋


00h52: A abstenção está agora nos 68,64% (valor global). Curiosamente, há uma redução dos votos brancos (de 4,43% para 4,27%) e sobretudo dos votos nulos (de 3,06% para 2,69%). 

00h48: 3 090 freguesias apuradas, 2 por apurar; o PNR já obteve 15 860 votos (0,48%). Em termos globais (freguesias + consulados), o PNR tem agora 16 014 votos (0,49%)

00h42: 3 089 freguesias apuradas, 3 por apurar; o PNR já obteve 15 772 votos (0,48%). Em termos globais (freguesias + consulados), o PNR tem agora 15 926 votos (0,49%). Recordo que, em 2014, o PNR tinha obtido 15 036 votos (0,46%).

Curiosidade: três das quatro freguesias por apurar são do distrito de Setúbal...

00h35: 3 088 freguesias apuradas, 4 por apurar; o PNR já obteve 15 724 votos (sim, eu sei que há bocadinho tinha mais, mas a culpa não é minha, é da malta que está a actualizar o site da SGMAI e que deve ter bebido uns copos ao jantar). Em termos globais, o PNR tem agora 15 875 votos (0,49%).

Outro aspecto positivo da noite: o ocaso da direitinha do PSD e do CDS. Tanto o bilderberguer Rio Risonho como a dimiesca Assunção Cristas merecem inteiramente este resultado. O PSD e o CDS tornaram-se, nos últimos anos, o rosto da submissão total ao globalismo. O PSD assumiu-se como uma espécie de PS um pouquinho mais liberal (no sentido económico) e o CDS abandonou em definitivo os valores do conservadorismo que faziam parte do seu ADN original.

00h19: o site da SGMAI corrigiu os resultados anteriores. Continuamos a ter 3 085 freguesias apuradas e 7 por apurar; mas agora o  PNR tem 15 735 votos em território nacional (0,48%), mais 1 087 votos do que em 2014 (0,45%). Em termos globais (freguesias + consulados), o PNR obteve, até ao momento, 15 889 votos (0,49%).

O melhor da noite: a votação dos comunas caiu para pouco mais de metade; o problema é que provavelmente os votos perdidos pela CDU foram transferidos para o BE, que é precisamente o partido mais anti-português de todos.

00h07: 3 085 freguesias apuradas, 7 por apurar; o  PNR já obteve 15 630 votos em território nacional (0,48%), mais 1 065 votos do que em 2014 (0,45%).

É oficial: o Partido Animalista conseguiu eleger um deputado europeu! Os "tugas" querem saber é dos cãezinhos e dos gatinhos, não querem saber da imigração, pá!!!


00h00: Recapitulando os resultados obtidos pelo PNR até ao momento, freguesias: 15 564 (0,48%); consulados 154 (1,27%); globais 15 718 (0,49%).

E agora uma boa notícia: em Itália, Salvini esmagou a concorrência. A Liga venceu claramente as eleições!

23h52: 3 084 freguesias apuradas, 8 por apurar; o  PNR já obteve 15 564 votos em território nacional (0,48%), mais 1 053 votos do que em 2014 (0,45%).

23h50: 3 083 freguesias apuradas, 9 por apurar; o  PNR já obteve 15 498 votos em território nacional (0,48%), mais 1 079 votos do que em 2014 (0,45%).

A maior tragédia da noite: a mais que duplicação de votos do BE.

23h44: 3 082 freguesias apuradas, 10 por apurar; o  PNR já obteve 15 488 votos em território nacional (0,48%), mais 1 081 votos do que em 2014 (0,45%).

Uma pequena curiosidade: A votação do PCTP/MRPP caiu para cerca de metade. Terá sido o efeito Arnaldo Matos?

23h38: 3 080 freguesias apuradas, 12 por apurar; o  PNR já obteve 15 389 votos em território nacional (0,48%), mais 1 073 votos do que em 2014 (0,45%).

23h37: Em termos de deputados já eleitos, temos 6 para o PS, 4 para o PSD, 1 para o BE, 1 para a CDU e 1 para o CDS. A abstenção está agora nos 61,82% (em termos globais).

23h34: 3 077 freguesias apuradas, 15 por apurar; o  PNR já obteve 15 276 votos em território nacional (0,48%), mais 1 069 votos do que em 2014 (0,45%).

23h31: 3 076 freguesias apuradas, 16 por apurar; o  PNR já obteve 15 252 votos em território nacional (0,48%), mais 1 062 votos do que em 2014 (0,45%).

23h27: Recapitulando os resultados obtidos pelo PNR até ao momento, freguesias: 15 123 (0,48%); consulados 154 (1,27%); globais 15 286 (0,49%).

23h23: A abstenção está (provisoriamente) nos 68,99%. A confirmar-se, será o valor mais elevado de sempre.

23h21: 3 073 freguesias apuradas, 19 por apurar; o  PNR já obteve 15 132 votos em território nacional (0,48%), mais 1 077 votos do que em 2014 (0,45%).

23h20: 90 consulados apurados (10 por apurar); o PNR obteve 154 votos (1,27%), mais 129 votos do que os 25 votos que tinha obtido em 2014 (0,56%).

Observação: Em termos globais, o PNR já obteve 15 175 votos, superando o resultado de 2014 (15 036 votos).

23h16: 3 070 freguesias apuradas, 22 por apurar; o  PNR já obteve 15 021 votos em território nacional (0,48%), mais 1 092 votos do que em 2014 (0,45%).

23h12: 3 067 freguesias apuradas, 25 por apurar; o  PNR já obteve 14 958 votos em território nacional (0,48%), mais 1 100 votos do que em 2014 (0,45%).

23h10: 3 064 freguesias apuradas, 28 por apurar; o  PNR já obteve 14 869 votos em território nacional (0,49%), mais 1 089 votos do que em 2014 (0,45%) - Nota: a SGMAI reviu os números em baixa em relação à actualização ds 23h02.

23h04: 89 consulados apurados, 11 por apurar; o PNR mantém 148 votos (1,24%), mais 124 votos do que os 24 votos que tinha obtido em 2014 (0,56%).

23h02: 3 061 freguesias apuradas, 31 por apurar; o  PNR já obteve 14 928 votos em território nacional (0,49%), mais 1 200 votos do que em 2014 (0,45%).

22h58: 3 058 freguesias apuradas, 34 por apurar; o  PNR já obteve 14 621 votos em território nacional (0,49%), mais 1 070 votos do que em 2014 (0,45%).

22h56: 3 055 freguesias apuradas, 37 por apurar; o  PNR já obteve 14 493 votos em território nacional (0,49%), mais 1 106 votos do que em 2014 (0,45%).

22h52: 87 consulados apurados, 13 por apurar; o PNR obteve 148 votos (1,33%), mais 124 votos do que os 24 votos que tinha obtido em 2014 (0,58%).

22h48: 3 051 freguesias apuradas, 41 por apurar; o  PNR já obteve 14 428 votos em território nacional (0,49%), mais 1 106 votos do que em 2014 (0,45%).

22h46: 86 consulados apurados, 14 por apurar; o PNR obteve 128 votos (1,20%), mais 104 votos do que os 24 votos que tinha obtido em 2014 (0,60%).

22h42: Em termos globais, temos 3 041 freguesias apuradas, 51 por apurar; 85 consulados apurados, 15 por apurar; o PNR já obteve 14 224 votos em território nacional e no estrangeiro (0,49%), mais 1 185 votos do que em 2014 (0,45%).

22h40: 85 consulados apurados, 15 por apurar; o PNR mantém os 126 votos (1,19%), mais 102 votos do que os 24 votos que tinha obtido em 2014 (0,60%).

22h38: 3 028 freguesias apuradas, 64 por apurar; o  PNR já obteve 13 500 votos em território nacional (0,49%), mais 1 068 votos do que em 2014 (0,45%).

22h32: No estrangeiro, temos 84 consulados apurados de um total de 100 (16 consulados por apurar); nesses 84 consulados apurados, o PNR obteve 126 votos (1,19%), mais 102 votos do que os 24 votos que tinha obtido em 2014 (0,60%).

22h20: 2 975 freguesias apuradas, 117 por apurar; o PNR já obteve 12 345 votos em território nacional (0,48%), mais 868 votos do que em 2014.

22h14: O site da Secretaria-Geral do MAI publicou os primeiros resultados. Em território nacional, temos 2 958 freguesias apuradas de 3 092 (134 por apurar). Nessas 2 958 freguesias já apuradas, o PNR obteve 11 776 votos (0,48%) , mais 775 votos do que os 11 001 que tinha obtido em 2014 (0,44%). 

22h00: Nos próximos minutos, começarão a ser divulgados no site da Secretaria-Geral do MAI os resultados oficiais das Eleições Europeias de 2019. Como tem sido meu hábito desde que este blogue existe, eu vou reproduzir aqui esses resultados, actualizando esta posta à medida que as diferentes freguesias e consulados forem sendo apurados.

Começo por recuperar todos os resultados obtidos pelo PNR  ao longo dos anos:




Recordo que o  PNR obteve o seu melhor resultado de sempre nas Legislativas de 2015, 0,50% (27 269 votos). Seria bom ultrapassar esses números hoje, mas se conseguirmos bater os números de 2014 já não será nada mau...

Sondagens da RTP/Católica e da SIC/ICS/ISCTE/GFK Metris dão abstenção entre 65% e 70,5%


RTP/Univ. Católica:
«A estimativa de participação nas eleições europeias é de 30 a 35 por cento. No pior dos cenários, a abstenção poderá atingir um máximo de 70 por cento, um valor histórico. No cenário de 35 por cento dos eleitores votarem, a abstenção ficaria nos 65 por cento, muito perto do valor registado em 2014 (66 por cento).
PS – 30 a 34% (8 a 9 deputados)
PSD – 20 a 24% (5 a 6 deputados)
Bloco – 9 a 12% (2 a 3 deputadas)
CDU – 5 a 7% (1 a 2 deputados)
PAN – 4 a 6% (1 deputado)
»

SIC/CS/ISCTE/GFK Metris:
«As projecções ICS/ISCTE/GFK Metris para a SIC apontam para uma abstenção entre os 66,5% e os 70,5%, o valor mais alto de sempre em Portugal, ultrapassando os 66,2% registados nas últimas, em 2014.
PS — 30,9 a 34,9% (8 a 9 deputados)
PSD – 21,8 a 25, 8% (6 a 7 deputados)
CDS – 4,7 a 7,3% (1 a 2 deputados)
Bloco – 8,5 a 11,5% (2 a 3 deputados)
CDU – 5,3 a 8,3% (1 a 2 deputados)
PAN – 4,7 a 7,3% (1 a 2 deputados)
»

Eu não vos tinha dito que o PAN ia continuar a crescer?... Os portugueses estão muito preocupados com os animaizinhos, pá!

Mas nem tudo são más notícias. Na Hugria, o partido de Orbán terá aumentado o número de votos. Em França, Marine Le Pen terá vencido o execrável Macron. E no Reino Unido, o Brexit voltou a vencer

Afluência até às 16h00 diminui significativamente, pelo que o valor final da abstenção deverá aumentar


     A afluência às urnas até às 16 h foi de apenas 23,37%. Nas Europeias de 2014, a afluência às urnas até às 16 h tinha sido 26,31%, e nas Europeias de 2009 26,82%. Acutalizei a tabela da posta anterior com os novos dados:




Estamos a falar de uma redução de quase 3% em relação às Europeias de 2014, o que é bastante significativo. Perante esta redução expressiva da afluência às urnas, é quase garantido que o valor final da abstenção deverá voltar a aumentar, podendo mesmo ficar acima dos 70%. As urnas fecham às 19 h, portanto já só falta pouco mais de uma hora e meia. Não há tempo de recuperar uma diferença de afluência tão grande.

Actualização: o Observador da direitinha publicou há pouco este gráfico com a evolução da taxa de abstenção desde 1987. Algumas das percentagens não batem certo com as da minha tabela, provavelmente porque o Observador também recorreu a dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE), enquanto eu usei apenas os dados do Ministério da Administração Interna (MAI).



Afluência até às 12h00 diminui e fica abaixo dos níveis de 2009


     A afluência às urnas até ao meio-dia foi de apenas 11,56%. Nas Europeias de 2014, a afluência às urnas até ao meio-dia tinha sido 12,14%, e nas Europeias de 2009 11,84%. Fiz uma pequena tabela para tentarmos perceber quão elevado poderá vir a ser o valor final da abstenção:




Olhando para a tabela acima, verificamos que o valor da afluência até às 12 h não tem utilidade como estimador do valor final da abstenção. Por exemplo, em 2009 a afluência às urnas até às 12 h tinha sido menor do que em 2014 (11,84% < 12,14%), mas a abstenção acabou por ser maior em 2014 (66,16% > 61,20%).

O que realmente salta à vista nesta tabela é que o valor da abstenção tem aumentado claramente desde 1999 e, pior do que isso, tem aumentado cada vez mais mais a cada novo acto eleitoral. Se a tendência se mantiver, hoje teremos uma abstenção na casa dos 70%. Um número escandaloso para um povo que está sempre a queixar-se da ditadura do Estado Novo, mas que depois não cumpre os requisitos mínimos para merecer viver em democracia...

Vamos lá ver como é que isto acaba logo à noite. Pouco depois das 17h00, irei actualizar novamente esta tabela com os valores relativos à afluência até às 16 h. Até lá, se ainda não foram votar, vão!!!

sábado, 25 de maio de 2019

Amanhã, faça um favor a si próprio: vá votar e ajude o seu partido a crescer!


      Hoje é o tal "dia de reflexão" em que já não se pode fazer campanha eleitoral. Por conseguinte, já não posso fazer campanha pelo partido no qual vou votar amanhã, uma vez que a lei eleitoral o proíbe:


Artigo 177º - Propaganda na véspera e no dia da eleição
1 — Quem no dia da votação ou no anterior fizer propaganda eleitoral por qualquer meio é punido com pena de multa não inferior a 100 dias.
2 — Quem no dia da votação fizer propaganda em assembleia de voto ou nas suas imediações até 50 m é punido com pena de prisão até 6 meses ou pena de multa não inferior a 60 dias.


No entanto, posso fazer uma coisa tão ou mais importante: apelar ao voto. Há muitas pessoas que acham que não devemos votar porque "votar não serve de nada" ou porque "todos os partidos são controlados pelo sistema". Como saberão os leitores assíduos deste blogue, eu discordo totalmente desta visão conformista, miópica e niilista. Mesmo que os partidos fossem todos controlados pelo sistema, não votar seria sempre a pior coisa que poderíamos fazer.

Porquê? Desde logo, porque não votar é votar por omissão, conforme já expliquei aqui no TU várias vezes. Quer seja 10%, quer seja 90%, a abstenção terá sempre o mesmo efeito prático: nenhum! A abstenção não tem -nem pode ter, do ponto de vista constitucional- qualquer impacto no resultado dos escrutínios. Isto significa que quem não vota, consente.




Relembro novamente a toda a gente séria que, ao contrário do que demasiados idiotas e interesseiros nos dizem -incluindo alguns vigaristas que dizem ser nacionalistas mas que claramente não são-, o crescimento do monstro da Abstenção não acarreta nenhum efeito prático sobre a validade dos actos eleitorais:

Constituição da República Portuguesa 

Artigo 152.º
Representação política 

1. A lei não pode estabelecer limites à conversão dos votos em mandatos por exigência de uma percentagem de votos nacional mínima. 


...E quanto aos votos brancos/nulos, a Comissão Nacional de Eleições esclarece:
 
   «O que é um voto em branco?
 
    É aquele cujo boletim não contenha qualquer marca ou sinal.
 

     O que é um voto nulo?
 
    É aquele em cujo boletim de voto:

       - Tenha sido assinalado mais de um quadrado;
       - Haja dúvidas sobre qual o quadrado assinalado;
       - Tenha sido assinalado o quadrado correspondente a uma candidatura que tenha sido rejeitada;
          ou desistido das eleições;
       - Tenha sido feito qualquer corte, desenho ou rasura;
       - Tenha sido escrita qualquer palavra.
 
O que acontece se numa eleição os votos brancos e/ou nulos forem superiores aos votos nas candidaturas?
Os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos, não têm influência no apuramento do número de votos obtidos por cada candidatura e na sua conversão em mandatos.
Ainda que o número de votos em branco ou nulos seja maioritário, a eleição é válida e os mandatos apurados tendo em conta os votos validamente expressos nas candidaturas.»

...Ou seja: NÃO VOTAR É, NA PRÁTICA, VOTAR POR OMISSÃO!!!




Mais uma vez: quem não vota, consente. E bem podem os abstencionaistas protestar que "não consentem coisa nenhuma" e que "só não alinham na palhaçada democrática", porque na prática consentem e alinham de bom grado: a abstenção não representa nada de concreto, nenhuma posição ou tendência política em particular. Não adianta insistir em contrário, porque as coisas só têm valor quando têm efeitos práticos. A abstenção não tem efeitos práticos nenhuns, nem causa qualquer mossa aos partidos do arco da tragédia. Pelo contrário, até os favorece, porque quanto menos votos contra eles houver, maior será a sua percentagem relativa nos resultados do sufrágio.




E isto leva-me ao segundo motivo pelo qual devemos votar: não se vota apenas para escolher um determinado candidato, vota-se também para impedir ou para mitigar a hegemonia dos outros candidatos. A melhor comparação de que me lembro para ilustrar a estupidez monumental que é abster-se, é o exemplo de alguém que nos passa à frente numa fila de espera. Vocês não protestam quando isso acontece? Não refilam com a pessoa que vos passou à frente? É que, quem não refila, abstém-se... e deixa passar o fura-filas. Se houver 20 ou 30 pessoas nessa fila e forem todas ultrapassadas pelo fura-filas sem protestar, todas se terão abstido. Ora, essas 20 ou 30 abstenções não terão impedido que o fura-filas tenha levado a água ao seu moinho! Se não aceitamos que as pessoas nos passem à frente numa fila, porque diabo aceitamos que os pulhíticos sejam eleitos sem espinhas? Porque não votamos contra eles?

Mas há ainda um terceiro motivo pelo qual se deve votar. E esse terceiro motivo é, quanto a mim, o mais importante de todos. Já usei aqui esta comparação uma vez, mas vou usá-la novamente, recorrendo a um brilhante cartoon da série Calvin & Hobbes, do Bill Watterson:




Há, infelizmente, muitas pessoas que ainda não compreenderam que aquilo que o Calvin fez à Susie Derkins na tira acima é precisamente aquilo que os bons políticos fazem aos seus adversários: passam-nos a ferro com os votos dos eleitores! Foi isso que o Presidente Trump fez em Novembro de 2016. E começou exactamente da mesma forma que o Calvin: com uma bolinha de neve pequenina, que fez deslizar ao longo de uma longa encosta de descontentamento, ganhando cada vez mais massa e volume, i.e. apoiantes, até que, quando apanhou a bruxa Hilária pela frente, tinha formado uma bola de neve imparável que lhe passou por cima!

Onde eu quero chegar é ao seguinte: uma das razões pelas quais certas tendências políticas não crescem e não ganham visibilidade é porque nunca chegam a rolar pela enconsta abaixo. Há sempre gente disposta a fazer as bolinhas de neve -e às vezes fazem tantas bolinhas que até mete nojo- mas na hora de as empurrar e fazê-las crescer, está quieto, que isso dá muito trabalho!

Só que há coisas nesta vida que funcionam por contágio. Voltando ao exemplo da fila de espera, se uma das tais 20 ou 30 pessoas protestar com o fura-filas, torna-se muito mais provável que outras se juntem a ela e obriguem o fura-filas a voltar para trás. Da mesma forma, quando certos partidos e correntes políticas ganham visibilidade, há sempre mais pessoas que descobrem: "epá, afinal não estou sozinha(o), afinal há mais gente que pensa como eu!" Ou seja, temos aqui o tal efeito de bola de neve, em que as pessoas aderem a uma causa ou movimento político em função da sua dimensão actual: quanto maior for a bola de neve, mais neve aglutina ao rolar. É este o terceiro motivo pelo qual devemos votar: quando votamos, estamos a dar visibilidade política e mediática ao partido em que votamos. Essa visibilidade faz com que cada vez mais pessoas falem dele, trazendo-o para a discussão pública, o que leva ao tal efeito de contágio que precisamos para o fazer crescer cada vez mais.

Portanto, não fique em casa. Vá votar e faça a diferença! 

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Nota final: nestas eleições os locais de voto mudaram para muita gente. Para saber com certeza o local onde pode votar, o caro leitor deverá dirigir-se aqui:

sexta-feira, 24 de maio de 2019

No próximo dia 26, todos os nacionalistas têm de cumprir o seu dever!


Asbter-se é pactuar com o sistema! Abster-se é dar a bênção aos globalistas! Abster-se é condenar a Europa ao desparecimento e os povos europeus à extinção! Por isso:



Tempo de Antena do PNR (versão 6)


      Aqui fica o sexto e último Tempo de Antena do PNR para as eleições europeias do próximo domingo. Porque só o Nacionalismo é solução!


Tempo de Antena do PNR (versão 5)


     Nesta quinta versão do Tempo de Antena do PNR para as Eleições Europeias de 2019, os dirigentes do único partido nacionalista português advogam que a UE seja transformada numa confederação de Pátrias livres, em que a lei nacional nunca poderá estar a abaixo de qualquer outra lei ou tratado internacional. Em Portugal, quem manda somos nós!

Não há mais nenhum partido político no nosso país que defenda aquilo que os dirigentes do PNR defendem neste excelente Tempo de Antena. É por isso que, no próximo dia 26 de Maio, só o Nacionalismo é solução!


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Tempo de Antena do PNR (versão 3)


     Em Portugal, não há mais nenhum partido político que defenda aquilo que os dirigentes do PNR defendem neste excelente Tempo de Antena. É por isso que, no próximo dia 26 de Maio, só o Nacionalismo é solução!


sábado, 18 de maio de 2019

Tempo de Antena do PNR (versão 2)


Em Portugal, não há mais nenhum partido que defenda aquilo que os dirigentes do PNR defendem neste Tempo de Antena. É por isso que, no próximo dia 26 de Maio, só o Nacionalismo é solução!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Entrevista de João Patrocínio à brasileira Play Mídia TV


      João Patriocínio, o cabeça de lista pelo único partido nacionalista português (o PNR) às próximas eleições europeias, deu em Abril esta entrevista à brasileira Play Mídia TV No próximo dia 26 de Maio, não se esqueçam de votar no PNR!


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Tempo de Antena do PNR para as Eleições Europeias de 2019
- e um comentário do vosso blogueiro


    Um muito obrigado! ao Filho da Truta e ao João Rodrigues por me terem alertado para este Tempo de Antena do PNR:




Peço aos leitores do TU que prestem bem atenção às palavras do cabeça-de-lista do PNR por volta dos 24 segundos do vídeo: "queremos servir de ligação com o Brasil e também com África".

Ora bem, o que é que se entende exactamente por "servir de ligação"?... Gostava realmente de saber, porque estas palavras de João Patrocínio deixam-me bastante desconfortável. Em todo o programa político do PNR, a única vez que as palavras "Brasil" e "África" aparecem é no ponto 2 (Renegociar, reposicionar e produzir):

«(...) o PNR defende:   (...)
– Estabelecer acordos económicos, com o Brasil e África fazendo de charneira com a Europa;»

Tudo isto é bastante vago, mas a meu ver preocupante. É evidente que seria uma estupidez se Portugal pura e simplesmente desperdiçasse o enorme potencial que África e o Brasil representam em termos de oportunidades de negócio. Isso seria entregar de bandeja esse grande potencial a outros países europeus, ou pior, aos EUA e à China.

O problema é que tudo isto tem mesmo de cingir-se apenas ao plano económico... e eu não sei, muito sinceramente, se isso será possível. É que a história mostra-nos que os "acordos económicos" tendem a propiciar acordos de carácter demográfico e (i)migratório em paralelo.

Seja como for, o mais importante nesta altura do campeonato é o seguinte: desde a sua fundação, o melhor resultado que o PNR já obteve foi 0,50% (27 269 votos). Nas últimas eleições europeias de 2014, o PNR obteve 0,46% (15 036 votos). Apesar do optimismo dos seus dirigentes, não é expectável que o PNR faça muito melhor do que isso nestas eleições. Portanto, uma vez que não há a possibilidade matemática de o PNR fazer a diferença, seja de que forma for, a prioridade dos nacionalistas deve ser fazer crescer e dar mais visibilidade ao movimento.

Recomendo por isso aos nacionalistas que, apesar deste "servir de ligação", votem no PNR no próximo dia 26. Até porque (ainda) não há alternativa...

terça-feira, 14 de maio de 2019

Programa eleitoral do PNR para as eleições europeias de 2019


Da página oficial do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):


«Introdução

O posicionamento do PNR em relação à União Europeia, como se sabe, é de oposição a este modelo federalista que nos tem vindo a ser imposto sem referendos nem debates alargados, antes satisfazendo interesses inconfessáveis, sem transparência, de agendas políticas, económicas e financeiras que não servem os interesses nacionais. Antes pelo contrário.

Em linha com a visão de outros partidos de direita nacional europeus, defendemos um espaço europeu coeso, solidário, mas de pátrias livres e soberanas. Não podemos aceitar a transferência da nossa soberania para eurocratas que mandam em nós e geralmente contra os nossos interesses. Ao contrário dos políticos vendidos, do sistema, não achamos nada disso “porreiro, pá!”

O PNR concorre a estas Eleições Europeias 2019, sob o lema suficientemente expressivo “Portugal português numa Europa europeia”, vincando com isso a nossa ideia de Europa como o conjunto de pátrias soberanas, confederadas, onde a identidade de cada qual é preservada, antagónica ao actual modelo de uma Europa amordaçada num federalismo artificial e forçado que sufoca as nações e os povos europeus.

Queremos, pois, traçar um desígnio nacional que corresponde à nossa mundivisão expondo as suas linhas mestras, de forma sintética, neste programa eleitoral.


A União Europeia, hoje

A União Europeia evoluiu rapidamente, nas últimas décadas e sobretudo nos últimos anos, para uma estrutura federal, governada a partir dos gabinetes de Bruxelas, ao serviço de agendas globalistas e não ao serviço dos povos europeus. Tal situação artificial e por isso desajustada e injusta, tem criado um conjunto de assimetrias e conflitos que são consequência disso mesmo: uma construção à revelia dos povos, sem ter em conta as suas características, identidade e circunstâncias.

Não será justo ou razoável afirmar-se que tudo é negativo na União Europeia. Há alguns aspectos positivos que convém manter, como por exemplo os herdados da então Comunidade Económica Europeia ou outros que se prendem com a mobilidade dos europeus no espaço geográfico do seu continente. As políticas e são evolutivas, assim como a sociedade se vai transformando, de modo que o ajustamento aos tempos e circunstâncias – sem abdicar da carga ideológica e da mundivisão no seu todo! – tem de ser uma atitude dinâmica para melhor salvaguardar o essencial, salvar o que possa ser salvo e proporcionar os meios para uma futura mudança.

A União Europeia tem mudado, para pior, a cada tratado que celebra, sendo o de Maastricht e o de Lisboa especialmente nefastos. Longe vão os tempos fundacionais em que os mentores da “construção europeia” a idealizaram e com uma visão geo-estratégica e económica que assentava expressamente na identidade cristã e ocidental da Europa, afastando assim o espectro multicultural ou da inexistência de fronteiras.

A própria ideia de se construir um bloco forte que se defenda de outros super-poderes, com os UEA, Rússia ou China, não passa de uma ilusão, já que um federalismo forçado gera mais conflituosidade interna que apenas fragiliza, do que uma frente forte, impossível de se concretizar nestes moldes.

Perante tais mudanças dramáticas, temos de reconhecer que é contraproducente lutar contra algumas delas, pelo menos para já, como por exemplo a questão da moeda única que se tem mostrado negativa para Portugal, mas dadas as circunstâncias não temos condições mínimas de a abandonar. É nesse sentido que o PNR tem reposicionado o seu discurso em relação à União Europeia: não por a aceitar, mas para se focar no combate pelo possível, deixando o “impossível” de lado.

O PNR insiste em denunciar e condenar os danos causados pela União Europeia: perda da soberania; destruição do tecido produtivo português; falta de controlo nas fronteiras; identidade seriamente ameaçada; imigração invasora e islamização; dívida externa muito superior ao PIB e a ultrapassar já os 200 mil milhões de Euros, etc.

Alguém nos perguntou se queríamos, ao entrar na União, transferir para as mãos de federalistas, valores fundamentais de uma Pátria soberana? Não! Tudo nos foi ocultado e apresentado como decisões e factos consumados.

Neste Estado federal europeu, Portugal não é mais do que um mero espectador da vida política, não tendo qualquer hipótese de salvaguardar os seus legítimos interesses. Daqui resulta que uma Europa federal é totalmente contrária à autodeterminação e liberdade dos povos e não passa, no fundo, de uma forma de totalitarismo com máscara benevolente de democracia. Sempre nos opusemos à nossa entrada na UE, mas sair agora seria desastroso.

Alguém nos perguntou se queríamos aderir à moeda única? Também não! Hoje está demonstrado que cada português já perdeu 40 mil euros desde que adoptámos o Euro. Hoje, inúmeros economistas insuspeitos afirmam que a nossa adesão ao Euro foi um erro. O PNR sempre foi contra essa opção, mas agora já lá estamos e, por ora, é impossível sequer equacionar uma saída, no entanto defendemos o relançamento da produção nacional e a renegociação de inúmeras políticas europeias que nos permitam criar os meios necessários para a maior autonomia possível e um dia possamos repensar a questão da moeda única.

Mas não é a saída – de resto impossível – da UE ou a não participação eleitoral que resolve o que quer que seja: vamos a eleições pois queremos mudar a UE por dentro, corrigi-la, tirar dela o melhor partido possível e transformá-la de um federalismo indesejado para uma confederação de pátrias livres, formando um bloco forte à escala mundial.


O modelo que defendemos: pontos fundamentais.

1 – Do federalismo castrador a uma confederação vantajosa
2 – Renegociar, produzir e mediar
3 – Representação e transparência
4 – Identidade, imigração e islão
5 – Ideologia de Género
6 – Forças Armadas Europeias
7 – Ambiente
8 – Olivença e Cabinda


1 – Do federalismo castrador a uma confederação vantajosa

O modelo que o PNR defende para a Europa, é a de um espaço geográfico e civilizacional unido, mas de pátrias livres, onde a sua soberania seja respeitada e garantida. Para isso, é necessário abolir o Tratado de Lisboa e toda a deriva federalista, castradora da liberdade das nações, substituindo-a pelo paradigma uma Confederação de Países Europeus.

O federalismo é um sistema centralista, pesado, burocrático, artificial, que suga a liberdade das Nações, obrigando todos os povos europeus a submeter-se a políticas que podem ser contrárias aos seus interesses. Por muito que se diga o contrário, o federalismo europeu é um atentado à liberdade dos povos, porque lhes rouba a sua soberania e a transfere para Bruxelas.

A este modelo, o PNR propõe como alternativa uma Europa das Pátrias, ou seja, uma aliança entre os diferentes países europeus, livres de estabelecerem acordos entre si sem qualquer tipo de chantagem. Isto pressupõe uma Europa de europeus que salvaguarde a sua matriz civilizacional. Por tal razão, entendemos, por exemplo, que jamais a Turquia poderá entrar nesta, ou noutra qualquer forma de comunidade europeia, pois ela não é culturalmente europeia.

Queremos uma Europa em que o direito de cada estado prevaleça sobre o direito europeu. Uma Europa, em suma, onde não tenhamos de abdicar de nada do que somos para sermos algo que já nos é inato: sermos Europeus.

Em suma, o PNR defende:
– Construir um modelo Confederal que substituía o actual federalismo de Bruxelas;
– Abolir o Tratado de Lisboa e criar o “Tratado Confederado Europeu”;
– Defender a matriz histórico-civilizacional da Europa;
– Impedir que qualquer outro país não europeu, seja a que título for, faça parte da confederação, desde logo e sobretudo a Turquia;
– Celebrar acordos entre países europeus, aos mais diversos níveis (económico, ambiental, cultural, etc.), de livre adesão e saída, no âmbito de uma Confederação, por isso, livres do centralismo de Bruxelas.


2 – Renegociar, reposicionar e produzir


Tal como está, a Europa vai acabar por implodir, todos os sinais estão aí, a “construção federalista de Europa” está presas por fios é inevitável a sua falência se tiver de enfrentar mais alguns embates, sobretudo se forem de dimensão considerável.

Uma posição geográfica, geopolítica e geo-estratégica privilegiada, aliada a um capital histórico-cultural extraordinário, fazem de Portugal um caso ímpar no concerto das nações europeias e no mundo, em forma de eixo global e que, não obstante, tal não impediu a destruição da nossa pesca, agricultura e indústria por via da má gestão política dos nossos representantes junto da UE.

Se Portugal está cativo, de mãos e pés atados, com a soberania nacional tão debilitada devido à deficiente defesa dos interesses nacionais, ao menos agora temos de ter a coragem de aproveitar a actual fragilidade da União Europeia para reverter os termos actuais da nossa posição:  re-negociar é a palavra de ordem!

Portugal é o único país europeu que exporta somente 40% do PIB, quando os outros países da nossa dimensão exportam entre 60% e 105%. Um dos pilares para esse desenvolvimento passará pela aposta na ferrovia – que o PNR tanto tem defendido – para um transporte de mercadorias rápido, moderno, económico e ecológico, adaptado à nossa realidade. Assim, é imperioso que se aproveite o financiamento pela União Europeia, a fundo perdido, no valor de 85% dos custos para a construção de uma nova linha em bitola europeia, de Aveiro à fronteira, ligada à rede Espanhola em direcção ao centro da Europa.

Por outro lado, a evolução da tecnologia rumo à robotização e o aumento progressivo da esperança de vida das pessoas terá um grande o impacto a vários níveis, nomeadamente dos empregos. Ora, o estudo e análise desta evolução na sociedade, as suas consequências imediatas, os investimentos necessários, as transformações que o sistema de ensino terá de sofrer para responder a essa sociedade são pontos que têm de ser trabalhados por uma equipa dedicada exclusivamente para este efeito. Para tal, propor-se-ia a criação da comissão europeia do futuro, que terá forçosamente as suas representações locais em cada um dos Estados-membro, por forma a prepararmos um novo modelo de organização política, económica, social e cultural.

No que ao digital diz respeito, reconhecemos que a digitalização é vista como uma das mais significantes evoluções da economia desde a revolução industrial; não obstante, a taxação da economia digital não tem reflectido a mais-valia criada pela difusão tecnológica. A nossa visão defende um equilíbrio que, reconhecendo o que estas empresas inovam e os empregos que criam, não se permita o afastamento colossal que existe entre as riquezas que elas criam, graças aos nossos dados pessoais, ou às infraestruturas de que beneficiam, e os impostos que pagam em retorno. Não vemos como séria a discrepância de 14% que existe actualmente entre a taxação das nossas empresas e estes gigantes multinacionais. Taxar é permitir o financiamento dos Estados em nome do interesse geral, e fomentar o desenvolvimento nacional e local. Independentemente do que venha a ser decidido pela UE, o PNR defende que Portugal aplique internamente um ISD (Imposto sobre Digital) de 3%, acrescidos de 1% sobre publicidade, websites e revenda de dados privados.

Em suma, o PNR defende:
– Renegociar os fundos europeus canalizando-os para reactivarmos a produção nacional imprescindível para o nosso sustento;
– Estabelecer acordos económicos, com o Brasil e África fazendo de charneira com a Europa;
– Defender uma nova política económica virada para a exportação;
– Apostar na ferrovia;
– Reforçar as relações bilaterais com o Reino Unido apoiando o Brexit;
– Criação de uma Comissão Europeia para o Futuro (e respectiva Secretaria de Estado ou Ministério Nacional);
– Taxar as multinacionais na área do digital, direccinando o produto desse imposto para o nosso sistema de apoios sociais.


3 – Representação e transparência

Uma das principais críticas que apontamos à actual UE é a sua natureza economicista, legalmente blindada, entretanto, por organismos que simultaneamente apresentam um défice democrático (Conselho e Comissão Europeia) e sem o mínimo contacto com a realidade quotidiana dos cidadãos dos diversos países. Assim, nesta situação concreta levantamos a bandeira da necessidade de uma Europa dos povos, em contraposição à Europa das elites, dos plutocratas e tecnocratas, onde o aperfeiçoamento dos mecanismos e instituições os torne realmente participativos (democracia directa, participativa e referendária) e sejam uma realidade a subsidiariedade de um princípio inalienável de cada Estado.

A abstenção tem sido elevadíssima nas sucessivas eleições europeias – coisa que de certa forma é compreensível – pois o eleitorado não se sente minimamente representado nas instituições europeias e percebe que na teia dos grandes interesses instalados entre Bruxelas e Estrasburgo se governa com pouca transparência, nas suas costas e geralmente contra si. Afinal, que contributo têm dado os 21 deputados portugueses em prol da nossa Pátria? O que fazem com os votos que os elegeram? Como gastam o dinheiro dos nossos impostos? Estas são algumas questões pertinentes, cuja falta de resposta – pelo menos clara – cria uma nuvem de dúvidas que desincentiva à participação eleitoral. É inconcebível, por exemplo, que tais deputados acumulem essa função parlamentar com outras, que passem a vida em debates televisivos em Portugal (em nada relacionados com o cargo que ocupam), que faltem a votações no Parlamento Europeu… Por isso, o PNR bate-se pelo escrutínio da sua actividade na UE.

Em suma, o PNR defende:
– Combater o totalitarismo dos poderes não eleitos e as elites dominantes nas suas “torres de marfim”;
– Reforçar o sistema financeiro público nacional, garantindo que o BdP não seja uma simples filial do BCE, e proteger assim o cidadão nacional;
– Impedir toda e qualquer forma de censura no mercado digital, mesmo que camuflados com a protecção dos direitos de autor;
– Proibir a acumulação do cargo de deputado europeu com qualquer outra actividade profissional;
– Estabelecer a obrigatoriedade de prestação de contas, trimestralmente, na Assembleia da República e à comunicação social, acerca da sua actividade de cada deputado no Parlamento Europeu.


4 – Identidade, imigração e Islão


É central a questão em torno dos ditos “refugiados”, da imigração, do imigracionismo enquanto fenómeno imposto nas costas dos povos pelas ditas elites, o qual coloca indubitavelmente em causa a especificidade identitária de cada povo e, por conseguinte, a própria singularidade do Velho Continente. É a nossa segurança interna, soberania, identidade e cultura que estão seriamente ameaçadas.

Será lícito que, sem termos sido consultados, nos escancarassem as fronteiras, ao abrigo de objectivos globalistas e multiculturais, deixando a nossa Europa e suas Pátrias à mercê da imigração invasora, da criminalidade crescente e da ameaça à nossa matriz civilizacional? Será lícito terem assinado um “Pacto Global para a Migração, com gravíssimas consequências sem uma consulta popular? Os políticos portugueses, ao embarcarem irresponsavelmente no barco dos mundialistas que pululam em Bruxelas, e demonstrando face à imigração uma permissividade incompreensível, permitem que toda a miséria do mundo se instale clandestinamente em Portugal adaptando as leis sobre a matéria, cada vez mais permissivas, às políticas suicidas implementadas, abdicando das suas responsabilidades na defesa do bem-estar dos portugueses.

Não a queremos evitar a mobilidade, mas queremos ter controlo sobre ela, reactivando fronteiras e defendendo novas políticas de imigração para cidadãos europeus e não europeus. Quanto aos “refugiados” só devem de ser recebidos por quem os aceita e nunca por imposição.

A maior ameaça à Europa, nos nossos tempos, chama-se Islão! E a principal culpa disso é dos próprios governantes europeus e da União Europeia. Não podemos tolerar que uma suposta religião, assumidamente invasora e portadora da jiad, se instale em solo europeu e em solo nacional, não para se ocidentalizar, mas antes para nos islamizar, impondo-nos a sua cultura. Trata-se de um sistema político-religioso, hostil, com uma cultura diametralmente oposta à nossa, bárbara na conduta, atrasada nos costumes, selvagem nas leis, intolerante na convivência. Ora, neste particular temos de ser altamente firmes e combativos: Islão, aqui não!

Em suma, o PNR defende:
– Garantir a Identidade ocidental e a matriz cultural cristã;
– Reverter os fluxos migratórios;
– Denunciar o “Pacto Global para a Migração”;
– Denunciar os acordos de Schengen e repor o controlo sobre as fronteiras;
– Repatriar imigrantes subsídio-dependentes, criminosos ilegais e que não se integrem;
– Cortar os apoios e subsídios, de discriminação positiva para as minorias étnicas;
– Reconhecer que no actual momento histórico o Islão é o maior inimigo da nossa matriz cultural e encetar políticas de “desislamização”;
– Portugal propor-se como observador do Grupo de Visegrado (principal opositor à colonização da Europa por imigrantes).


5 – Ideologia de Género
 

Nunca, como nos tempos actuais, o ataque aos alicerces naturais da sociedade e à família tradicional se sentiram com tanta agressividade! A ideologia de género nada tem de bondoso ou de humanismo! É apenas um instrumento de submissão e controlo das massas. Não podemos consentir que, sob o falso pretexto de uma suposta tolerância para com os homossexuais, nos queiram impor um pensamento único, obrigatório, que perverte a própria natureza, a biologia e a ciência, submetendo-as às “ciências sociais” como veículo da mentira de uma ideologia doentia. A educação dos filhos cabe aos pais e não ao Estado! Muito menos a este que pratica um verdadeiro terrorismo inquisitorial sobre quem ousa dele discordar nesta matéria – como de resto em muitas outras. Não podemos consentir que nas escolas doutrinem as nossas crianças com mentiras deformadoras, assentes em programas perversos, idealizados por activistas sectários.

Em suma, o PNR defende:
– Recusar fundos europeus para promoção da “Igualdade de Género” (ou seja, Ideologia de Género) e renegociar a sua conversão em fundos de apoio à natalidade de portugueses;
– Reformular os programas de cidadania, eliminando as prerrogativas ao “género”;
– Rejeitar a “novilíngua” e utilizar os tradicionais e nnaturais termos: sexo masculino e sexo feminino;
– Cortar todas as verbas e apoios a associações LGBTI;
– Combater o aborto e apoiar a natalidade de portugueses;
– Reforçar os cuidados paliativos e impedir a legalização da eutanásia;
– Anular a lei do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.


6 – Forças armadas Europeias

Do modelo confederado que o PNR defende para a Europa, faz parte a existência de Forças Armadas Europeias subsidiárias às dos países que as integrem. Não se trata de um exército único, pois ao defendermos a nossa soberania, defendemos um exército nacional adequado, sendo que, do Orçamento de Estado destinado à defesa, 80% seria para as forças armadas nacionais e 20% para a exército conjunto. A defesa da Europa e, em concreto a de Portugal e da nossa ZEE, obriga a que se encare seriamente a Europa como um bloco armado, contra peso ás potências dos EUA, Rússia, China, Turquia, etc.. A Europa poderá manter-se sob a alçada americana ou, finalmente, conseguir a emancipação. O conjunto de Estados europeus deve trabalhar no sentido do desenvolvimento e criação de uma indústria bélica dissuasora mais activa.

Portugal deve envidar esforços no sentido de vir a tornar-se um país equiparável aos seus congéneres europeus, particularmente nos campos científico e tecnológico. Uma indústria de defesa nacional saudável é não só fonte de segurança e de receitas, mas também uma importante fonte de emprego para os cidadãos nacionais.

Em suma, o PNR defende:
– Pugnar pela criação de umas Forças Armadas Europeias;
– Intervir activamente no âmbito da PESCO (Cooperação Estruturada Permanente para a defesa europeia);
– Investir na indústria bélica.


7 – Ambiente

O modelo económico adoptado pela União Europeia, baseado em zonas centrais e zonas periféricas, é causador de profundas clivagens entre os vários países que a compõem. Desastrosas políticas comuns provocaram nos países periféricos o abandono das zonas rurais e significaram o fim das pequenas e médias explorações agrícolas e pecuárias, utilizadoras de técnicas de cultivo mais saudáveis, porque extensivas. Passou-se assim a praticar uma agricultura intensiva, que tem um impacto muito mais acentuado no meio ambiente, aliada a um desrespeito profundo pelas condições de vida dos animais, criados de acordo com métodos absolutamente antinaturais e exploratórios para satisfazer os desígnios do “lucro a qualquer preço”.

Por outro lado, a abertura das águas territoriais portuguesas a frotas pesqueiras estrangeiras coloca em perigo irreparável os bancos de pesca e os habitats marinhos nacionais. Reclamamos o direito a mandarmos nas nossas águas e exigimos o fim da pesca intensiva e do arrasto descontrolado.

Portugal e a Europa têm vivido um perigoso espírito que considera o homem superior à Natureza. Foi este pensamento que conduziu à industrialização e à exploração até à exaustão dos recursos, não esquecendo a inacreditável negociata em torno dos fogos sazonais. Ora, para o PNR, a produção e o lucro a todo o custo não são aceitáveis quando está em risco a existência do próprio ser humano e da biodiversidade que torna a Natureza num todo orgânico e equilibrado. Para nós, existe um elo sagrado entre cada Povo e a sua Terra. Por isso, as gerações presentes não têm o direito de destruir, para seu suposto proveito, aquela que será a fonte de subsistência das futuras gerações, sob risco de as condenarem à morte.

Em suma, o PNR defende:
– Promover políticas de repovoamento do interior (incentivos fiscais, fundos comunitários, ferrovia, serviços, etc);
– Investir seriamente na nossa ZEE e no mar;
– Combater sem tréguas toda e qualquer forma de negócio e lucro com o fogo;
– Impedir a plantação maciça de eucalipto;
– Considerar o tema da água (barragens e regadio) uma prioridade e investir nos meios que permitam minimizar o risco de seca e a aumentar a nossa autonomia no que toca ao abastecimento de água.


8 – A questão de Olivença e de Cabinda


Não sendo estas, questões prioritárias, num momento em que Portugal encara inúmeros desafios e está ameaçado na sua própria existência, não pode o PNR, contudo, silenciar estas grosseiras violações: a ocupação de uma parte do Alentejo por Espanha e anexação de Cabinda que é protectorado Português, e nunca deixou de o ser, por parte de Angola aquando da sua independência É uma questão de dignidade nacional e uma elementar função do Estado exigir o cumprimento dos Tratados, sejam o de Viena (1815), no primeiro caso ou de Simulambuco (1885) no segundo.

Connosco, estas questões não ficarão silenciadas, exigindo-se das instâncias internacionais aquilo que os nossos governantes evitam fazer em nome de amizades e solidariedades que sempre funcionam contra nós. Olivença é um caso que exemplifica bem aquilo que acontece quando governantes traidores não defendem o interesse nacional desde a primeira hora: os portugueses calaram-se com Olivença, e agora Espanha foi mais além e já exige o nosso mar em redor das Ilhas Selvagens (pertencentes ao arquipélago da Madeira), tentando assim ficar com uma extensa área da nossa Zona Económica Exclusiva e dos nossos recursos ainda inexplorados.


Nota final


Cada vez mais, as decisões que nos dizem respeito são tratadas em Bruxelas – desde refugiados a Ideologia de Género, passando pelo Pacto de estabilidade e Convergência -, logo é uma falsa questão pensar que estas eleições não nos dizem respeito. Por isso, ao concorrermos às Eleições Europeias 2019, pretendemos eleger um deputado e contribuir para o reforço do grupo dos partidos da direita (que não é de centro), defensores das identidades e soberanias nacionais e anti “Pacto Global para as Migração”. Esperamos e desejamos que este se torne maior grupo no Parlamento Europeu.

Por essa razão, só o voto no PNR fará a verdadeira diferença e contribuirá para uma mudança de “extrema necessidade”. O voto nos mesmos partidos de sempre, nada mudará! A abstenção tremenda que este tipo de eleições assinala, também não!

Queremos ajudar a construir algo de positivo, ao mesmo tempo que defendemos os interesses nacionais. Urge renovar a União Europeia!»