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sábado, 31 de agosto de 2019

Mais uma sondagem deprimente (9): 'xuxas' cada vez mais perto da maioria absoluta


     A Pitagórica voltou a actualizar a sondagem para as próximas Eleições Legislativas que eu tinha publicado aqui em Julho.  Por incrível que pareça, o PS e o BE voltaram a subir, enquanto o PSD e o CDS voltaram a descer! A margem de erro desta sondagem é de ±2,56%, pelo que as percentagens obtidas dos partidos mais pequenos devem ser encaradas cum grano salis.





Reparem que a Esquerda toda junta (PS+BE+CDU) já reúne 60,2% das intenções de voto. Se acrescentarmos o PAN (sim, o PAN também é de extrema-esquerda, por muito que isso custe a certos "nacionalistas" mais cosmopolitas), chegamos aos 63,4%! Ou seja, a Esquerda apátrida que odeia Portugal e a sua História está muito perto de chegar aos tais 2/3 de representação eleitoral (66,7%) que lhe permitirão fazer o que quiser da "nossa" Constituição.

Observem ainda que a minha teoria de que o PSD e o CDS estão a perder votos por se estarem a aproximar demasiado à Esquerda parece confirmar-se mais uma vez: a "Aliança" do Santa Lopes e o "Iniciativa Liberal" dos betinhos da FEP do Carlos Guimarães Pinto subiram; dado o carácter marcadamente liberal (no sentido económico) destes partidos, não me parece crível que estes novos votos tenham vindo da Esquerda; pelo contrário, eles só podem ter vindo da direitinha impotente e desnorteada de bilderberguer Rio e da dimiesca Cristas.

Mas as más notícias não ficam por aqui. Quando se olha para as intenções de voto por faixa etária, há uma realidade muito dura que sobressai:




Reparem bem, caros leitores, é precisamente entre os jovens que o BE, a CDU e o PAN têm maior intenção de voto! Muito mau sinal para o futuro de Portugal... 

Outro dado importante é que, em relação à sondagem de Julho, o CDS cresceu bastante nas intenções de voto dos mais jovens (será que isto vai penalizar o Chega?). No entanto, ainda há uma clara tendência para os jovens serem menos de direita do que os velhos, excepção feita aos novos partidos Aliança e Iniciativa Liberal.

Para terminar, deixo aqui  a evolução das sondagens efectuadas pela Pitagórica para o JN desde Abril de 2019. A confirmarem-se estes resultados, teremos mais quatro anos de (des)governo 'xuxa', aos quais se juntarão cinco mais anos de "presidência" Marcelista.


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Porque voto no PNR e não no Chega (2)


Razão Nº 2: porque o André (des)Ventura, sendo um produto da escolinha do PSD, é automaticamente um homem do sistema, ou seja, falsa oposição. E isso nota-se até nos pequenos detalhes, como no orçamento dos diferentes partidos para as eleições regionais da Madeira:



Reparem: o orçamento do Chega é 33,3 vezes maior do que o do PNR! Até mesmo o Iniciativa Liberal, tão adorado pela geração X e pelos millennials da direitinha betinha, tem um orçamento reduzido, em termos comparativos. Como pode um partido liderado por um fulano do sistema constituir uma alternativa a esse sistema? A resposta é por demais evidente: não pode!


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Ver também:
 

Porque voto no PNR e não no Chega (Razão Nº1)

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Portugal Desintegrado: Episódio 10: Banhos no Lago de Fogo


     Este mês de Agosto vai ser o mês do podcast 'Portugal Desintegrado' aqui no TU. Vou publicar um episódio diferente a cada dia (mais ou menos), desde o início até ao fim da série.

No episódio de hoje, o décimo da série, o Ilo Stabet fala de dois temas caros à Direita e à direitinha portuguesas, a imigração e o turismo, respectivamente. O Ilo explica que a maleita da imigração de fronteiras escancaradas decorre do estado (i)moral da Nação e não apenas da sua liderança (ou falta dela). "Um país são não abre as suas fronteiras", diz-nos, equanto argumenta que "a abertura das fronteiras é um sinal de que a cultura em que vivemos é suicidária". Ele aproveita ainda para falar um pouco da nova mesquita que está a ser construída em Lisboa e do que essa construção significa do ponto de vista da nossa saúde moral, espiritual e nacional.

Recordo mais uma vez que o Ilo Stabet também é autor do blogue Portugal Integral, onde foram publicadas várias postas excelentes.


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Portugal Desintegrado: Episódio 7: Crónicas do Esgoto


     Este mês de Agosto vai ser o mês do podcast 'Portugal Desintegrado' aqui no TU. Vou publicar um episódio diferente a cada dia, desde o início até ao fim da série.

No episódio de hoje, o sétimo da série, podemos ouvir o Ilo Stavet denunciar três projectos levados a cabo pelo "RTP Lab" para lavar muito bem os cérebros dos nossos jovens com o dinheiro dos nossos impostos. Depois disso, o Ilo denuncia também o ambiente degradante em torno da Comic Con, que atrai toda a espécie de degenerados e guerreiros da (in)justiça social. E aproveita para bater no Iniciativa Liberal, um dos novos partidos da direitinha 'tuga', a tal que apenas se preocupa com a economia e deixa a moral e os valores sociais para os "conservadores retrógrados".

Recordo mais uma vez que o Ilo Stabet também é autor do blogue Portugal Integral, onde foram publicadas várias postas excelentes.


sábado, 3 de agosto de 2019

Portugal Desintegrado: Episódio 3: Concordar com a Esquerda pelas Razões Erradas


     Este mês de Agosto vai ser o mês do podcast 'Portugal Desintegrado' aqui no TU. Vou publicar um episódio diferente a cada dia, desde o início até ao fim da série.

O grande Ilo Stabet teve a gentileza de me conceder a sua permissão para partilhar aqui os vídeos da sua fabulosa série 'Portugal Desintegrado' que, infelizmente, ele se viu forçado a interromper por tempo indeterminado. Relembro os leitores do TU que o Ilo teve de colocar todos os vídeos desta série -e também da sua outra série 'Verbos Malditos'- em modo privado, por ter sido alvo da censura covarde por parte dos eunucos do YouTube.

Considero que a série 'Portugal Desintegrado' é demasiado boa e pertinente para permanecer na obscuridade, pelo que decidi republicar aqui -com a sua bênção- todos os vídeos que o Ilo criou ao longo dos últimos dois anos.

O Ilo Stabet também é autor do blogue Portugal Integral, onde foram publicadas várias postas excelentes.


O PNR condena a atribuição do nome de uma rua em Lisboa a uma falsa mártir do esquerdalho


Da página oficial do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«A Câmara Municipal de Lisboa, na senda da insanidade e a reboque da agenda de extrema-esquerda, aprovou por unanimidade – ou seja, com os votos da “direitinha” cobarde, cúmplice e traidora do CDS e PSD – a atribuição de um nome de rua a Marielle Franco na nossa capital .

Quem foi afinal Marielle Franco e que tem ela a ver com Lisboa, quando nunca pôs cá os pés? Não passava de uma ilustre desconhecida – até no próprio Brasil! – vereadora no Rio de Janeiro, activista de extrema-esquerda e alinhada nas ideologias de condenação às Descobertas Portuguesas e à nossa civilização – empenhadas em reescrever a História, submetendo-a ao gueto ideológico marxista. A desconhecida Marielle vivia no meio dos gangues do crime e do tráfico de droga e, com toda a probabilidade, foi morta por um gangue rival, em Março de 2018, mas em vésperas de eleições quentes, que opunham Bolsonaro a Haddad, rapidamente se transformou em mártir da causa esquerdista, anti-”racista”, anti-polícia e pró-LGBT, fruto da eficaz máquina de engenharia social do marxismo-cultural. Acusam a direita pró-Bolsonaro de a ter assassinado. Como se alguém tivesse interesse em assassinar uma “Marielle-Ninguém” e com isso criar uma mártir para a causa esquerdopata…

Em Portugal, desde logo, essa figura atirada da obscuridade para a visibilidade, já em cadáver, teve um fortíssimo eco na extrema-esquerda, contagiando-se rapidamente, através do politicamente correcto – veículo do intelectualmente desonesto – ao habitual leque de forças políticas que vai desde a extrema-esquerda ao centro-direita: PSD e CDS. Mas o PNR, a verdadeira Direita Nacional, não cala, como de resto nunca calou, perante tamanha vergonha e prepotência esquerdista e não aceitamos que as suas agendas se imponham sem contraditório!

Perante esta situação, o PNR convoca um protesto-boicote à inauguração da tal rua e apelamos também à presença dos brasileiros de Direita que residem em Portugal. Lutemos pela nossa dignidade: querermos um ar mais respirável!
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terça-feira, 30 de julho de 2019

Observador, o "jornal" que comprova que a direitinha é tão má ou até pior do que o esquerdalho


      O nosso conhecido Ilo Stabet dizia muitas vezes, na sua excelente série "Portugal Desintegrado", que não gostava do conceito de Marxismo Cultural, por entender que o verdadeiro problema do Ocidente reside antes no "Liberalismo Cultural", aquilo que os nacionalistas da anglosfera designam por "woke capitalism". Eu julgo que a verdade andará a meio-caminho: o fenómeno da degradação moral e cultural do Ocidente é fruto dos esforços tanto da Esquerda como da direitinha, mas há alguns nacionalistas que se concentram demasiado no MC e raramente falam no LC.

A pensar nisso, vou colocar aqui vários títulos com que o Observador da direitinha nos foi presenteando só nos últimos dois anos. Reparem como todas estas notícias, sem excepção, promovem os valores caros à Direita: liberdade de mercado, direitos de propriedade, controlo da dimensão e da despesa do Estado, incentivo ao empreendedorismo e à iniciativa privada...




"Abanam o sistema, uma peruca de cada vez"... Mas que "sistema", exactamente?  Os gueis, os transcoiso e afins são protegidos e promovidos pela classe dominante!




Pois não. E também não tem nada a ver com a realidade...




Não, não podemos realmente definir "género", porque o "género" não existe. A ideia de que o "género" é um conceito válido assenta numa falácia absolutamente grotesca, a falácia de que as diferenças de comportamento e as preferências sexuais dos homens e das mulheres são impostas pela sociedade. Não existe "género", só existe sexo. Tal como não existem "papéis de género", só existem imperativos biológicos.

A Caitlin Jenner, aliás, Bruce Jenner, não é "transgénero" nenhum, é um homem capado, um doente mental que devia ter sido tratado em devido tempo. Mas a quem, em vez disso, foi permitido automutilar-se e mandar cortar os próprios genitais. Uma imagem que ilustra na perfeição o Ocidente actual!




 Observador, o "jornal" que adere à paranóia do #MeToo. Maria João Marques loves this!



  
Sim, sim, eu não tenho a menor dúvida de que os patrões da Victoria's Secret te contrataram pela tua brilhante capacidade de raciocínio, a tua cara e o teu corpo foram apenas extras!




Ouviram, pá? Fazer o que a "extrema-direita" quer só vai dar ainda mais força à "extrema-direita"! Aliás, a "extrema-direita" só tem crescido na Europa e no Ocidente em geral porque os pulhíticos europeus têm feito o que ela quer!... Ou não!!! E claro, a solução só podia ser dar ainda mais poder à União Europeia! Só não vê quem não quer, pá!!!




Esta criatura, que nem sequer nome de portuguesa tem, não consegue escrever uma única crónica sem dizer mal do Presidente Trump. Serão daddy issues?

Mas não se pense que a menina Soller é um caso isolado... todas as semanas, o Observador publica pelo menos um artigo deste género:



Dizer mal do Presidente Trump é a profissão mais nobre do mundo, pá!... Agora pensem e bocadinho e respondam-me, caros leitores: porque é que um jornal supostamente de direita publica tantas "notícias" como estas?...

terça-feira, 23 de julho de 2019

Mais uma sondagem deprimente (8): 'xuxas' continuam a subir nas intenções de voto para as próximas Legislativas


    Já tínhamos visto em Abril que o bilderberguer Marcelo Rebelo de Sousa não deverá ter dificuldades em ser releito no próximo mês de Janeiro. Pois bem, hoje vamos ver que o bilderberguer Costa das Índias e o seu Partido Xuxalista também parecem bem lançados para vencer facilmente as Legislativas do próximo mês de Outubro:


Crédito ao blogueiro Impertinente por ter criado esta imagem a partir do Jornal de Noticiazinhas.


Quero apenas chamar atenção para algumas coisinhas no gráfico mais à direita:

1. A ascensão imparável dos  Xuxas (PS). 
2. A queda livre do Partido Xuxial da Direitinha (PSD) do bilderberguer Rio Risonho.
3. A estagnação do Centro de Direitinha e Xuxial (CDS) da cosmopolita e islamófila (reparem na contradição de termos) Assunção Crisas. 
4. A subida do Bloco de Esterco (BE) e da Coligação Comuna (CDU), que deve fazer reflectir seriamente toda a gente na Direita: perante a subida do PS, como é que estes partidos estão a conseguir aumentar as suas intenções de voto?...

Vale ainda a pena ver um dado que não está na imagem, mas que vocês poderão ver se clicarem no link para o Jornal de Notícias: entre os eleitores na faixa etária dos 25 aos 34 anos, o CDS (1,9%) obtém apenas metade da percentagem do PAN (3,8%). Portanto, ó Cristinhas, ser 'modernaça' e 'progressista' não te está a servir de nada, antes pelo contrário...

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Caro leitor(a), seja solidário(a), ajude a pobrezinha da Cristas a decidir-se!


Quando eu julgava que já tinha batido o suficiente na direitinha hoje, dei de caras com esta "pérola":

«Assunção Cristas aderiu à moda da aplicação FaceApp e partilhou no Instagram uma fotografia com quatro versões de penteados. Na publicação, a líder do CDS pedia aos seus seguidores que a ajudassem a decidir qual das opções a adoptar.

A montagem foi feita pela página “sigo a assuncao” da mesma rede social e republicada pela deputada. “O @sigoaassuncao partilhou esta divertida montagem com diferentes
looks ['looks'??? Mas será que já ninguém fala português neste país?!?!] onde pergunta qual a minha preferida. Como não consigo escolher, peço a sua ajuda: de qual gosta mais?”, colocou na descrição.»



Pelo visto, ela não estava a brincar quando disse que achava que o  o CDS tinha perdido votos por ser demasiado conservador! Recordo aos caros leitores que esta criatura diz estar preparada para ser primeira-ministra!...

Só é pena que a Cristas não recorra ao Instagram quando se trata do seu apoio ao homossexualismo, às quotas para mulheres ou às políticas (i)migratórias... eu teria muito gosto em ajudá-la a decidir não deixar entrar nem mais um dos "pobres coitadinhos" no nosso país! Mas já sabemos, a probabilidade de ela nos pedir ajuda em relação a esses temas deve ser mais ou menos a mesma de chover na lua amanhã...

A direitinha continua sem entender a História, a humanidade e até o seu próprio eleitorado...


     Os direitinhas andam bastante chateados por lhes chamarmos direitinhas! A título de exemplo, o "Insurgente" André Abrantes Amaral escreveu hoje isto no Observador da direitinha (tenham cuidado ao clicar, que o artigo é premium!):

«Outro mito é o de não haver direita em Portugal; ou que a que existe seja demasiado conservadora. (...) este [mito] vem de dentro da própria direita que nega, dessa forma, a sua própria existência. Um mito criado pela direita e de que a esquerda se aproveita a bel-prazer. A ideia de que o eleitorado que se diz de direita é maioritariamente socialista e que o pouco que tenha de direita se reduza a um conservadorismo atávico e desadequado à realidade presente. No fundo, a única direita que se ouviria é a que se opõe ao aborto e ao casamento homossexual, um alvo predilecto para a esquerda quando acena com a orientação sexual. No entanto, e como com os mitos anteriores este também não existe. Não é real. Há em Portugal uma direita que está longe dos estereótipos em que a querem meter.»

Como se a Direita que se opõe ao aborto e ao casamento homossexual tivesse alguma expressão relevante em Portugal! Pelo contrário, praticamente não aparece nos jornais, nas rádios e muito menos nas televisões. E das poucas vezes em que aparece, fá-lo precisamente da forma mutilada como o AAA a apresenta no texto acima, reduzida a uma caricatura risível, a uma agremiação de pacóvios provincianos semianalfabetos e ultra-religiosos que ficaram parados a meio do século passado.




Esta necessidade de distanciamento constante, por parte das personalidades de Direita, dos valores tradicionais e da forma de organização social que vigorou no Ocidente nos últimos séculos é precisamente aquilo que nos leva a chamar-lhes direitinhas. E também é aquilo que deve fazer os conservadores fugir desta gente como o Diabo da Cruz. É que o direitinha, tal como o marxista clássico, é um indivíduo absolutamente incapaz de perceber o mundo para lá da economia. A mundivisão desta gente reduz-se à defesa intransigente da liberdade de mercado... e tudo aquilo que existe para além dos mercados e da "ciência" económica só pode ser ou irrelevante ou do foro privado.

Não admira portanto que o esquerdalho tenha conseguido, nos últimos 45 anos, impor toda a sua grotesca engenharia social a Portugal e aos portugueses. Que a instituição do casamento se tenha transformado numa autêntica piada, havendo agora 70 casamentos por cada 100 divórcios. Que a taxa de fecundidade dos portugueses seja das mais baixas de UE. Ou que o aborto, o "casamento" e a adopção por parte de sodomitas tenham sido legalizados. A direitinha aplaude tudo isto, nalguns casos até o encoraja.

Por exemplo, a execrável Maria João Marques defende hoje, no mesmo Observador da direitinha, que as quotas para mulheres foram um sucesso. Como seria de esperar, ela nunca chega a demonstrar ou quantificar esse alegado sucesso com números e factos concretos. E vai ainda mais longe do que as quotas femiestalinistas, defendendo a criação de quotas para os pretos... isto, caros leitores, é a "direita" portuguesa. Uma "direita" que odeia Trump, Orbán e Salvini, que abraça as mentiras do feminismo e que defende o politicamente correcto e o marxismo cultural de uma forma tão ou mais intransigente do que o mais convicto dos esquerdalhos. Mas depois não querem que lhes chamemos "direitinhas"... ainda nem sequer perceberam que só lhes chamamos "direitinhas" para evitarmos ser grosseiros e chamar-lhes aquilo que realmente são. Votar nesta gente? Se é para destruir Portugal, mais vale cortar logo a direito e votar no BE, sempre se faz a coisa mais depressa...

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Resultados finais das Eleições Europeias de 2019
...e comentários do vosso blogueiro


      Estão finalmente apuradas todas as 3092 freguesias de Portugal e 100 consulados no estrangeiro. Os resultados finais obtidos pelo único partido nacionalista português -o Partido Nacional Renovador (PNR)- nas Eleições Europeias que tiveram lugar no passado domingo [26-Mai-2019] são os seguintes:
▪ Território nacional: 15 999 votos (0,48%)
▪ Estrangeiro: 166 votos (1,20%)
▪ Total (território nacional + estrangeiro): 16 165 votos (0,49%)
A abstenção final foi de 69,27%, o maior valor de sempre da história da "democracia" abrilina. Chegou a hora de eu fazer alguns comentários acerca de tudo isto.




I. Comentários ao resultado obtido pelo PNR


Vamos começar a olhar para todos os resultados obtidos pelo PNR em eleições europeias desde a sua primeira participação, em 2004:




Apesar da subida do número de votos (de 15 036 para 16 165) e da percentagem relativa (de 0,46 % para 0,49 %), é realmente difícil não considerar este resultado como uma desilusão. Mais uma vez, cumpriu-se a "maldição do meio ponto percentual": ainda não foi desta que o PNR conseguiu ter mais do que 0,50 % numas eleições. Pior do que isso, a tabela acima mostra um claro abrandamento do crescimento do PNR em eleições europeias. Isto deve preocupar todos os nacionalistas dignos desse nome, por ser um forte indício de que a nossa mensagem não está a passar. 

Ora, as próximas eleições legislativas são já no próximo dia 6 de Outubro. Quer dizer que temos pouco mais de 4 meses para mudarmos a nossa abordagem e tentarmos convencer os eleitores portugueses a votar no PNR. Perante esta dolorosa realidade, o que é que pode ser feito? Tenho de vos confessar, caros leitores, pela primeira vez desde que sou nacionalista, estou sem ideias. Sempre pensei que o crescimento do Nacionalismo português fosse apenas uma questão de tempo, que bastaria seguir o exemplo dos outros partidos nacionalistas europeus para termos sucesso aqui em Portugal.

Agora, já não tenho tanta certeza. As minhas dúvidas começaram com os resultados brutais desta sondagem que eu publiquei aqui no TU em Setembro do ano passado. E, na sequência dos resultados deste domingo, surgiram ainda mais reservas e interrogações na minha cabeça. A fórmula utilizada pelos partidos nacionalistas europeus que têm tido sucesso não parece estar a resultar aqui em Portugal. Resta saber porquê.


II. A maior abstenção de sempre


Dos 10 780 068 eleitores inscritos, votaram apenas 3 314 423, ou seja, cerca de 30,73%. Isto corresponde a uma abstenção de  69,27%, o maior valor de toda a  história da "democracia" abrilina. Ou seja, quase sete em cada dez portugueses optaram por não ir votar nestas eleições europeias. E ainda pior do que o valor em si, é o facto de a abstenção estar a crescer cada vez mais a cada novo acto eleitoral:





Desde 1999, a abstenção aumentou quase 10%. Há muitas formas de olhar para estes números. Para os nacionalistas adeptos da abstenção, o resultado de domingo será certamente uma grande vitória, porque eles acreditam que a legitimidade do sufrágio fica comprometida ou, pelo menos, beliscada. Pura ilusão, é claro, mas quando se vive num mundo de fantasia, acredita-se em fantasias...

A verdade é que este número, apesar de elevado, não significa rigorosamente nada em termos práticos. A validade das eleições não depende do número de votos, porque a Constituição a República Portuguesa estipula que a Lei não pode estabelecer um número mínimo de votos para eleger deputados. Os puhíticos e as comentadeiras de serviço dizem estar preocupados com a abstenção, mas é tudo fogo de vista, palhaçada para inglês ver. Eles sabem perfeitamente que, quanto menos gente for votar, melhor será para eles. Porquê? Porque os boys e as girls deles votam sempre, garantindo a sua eleição, pelo que a abstenção apenas fará crescer a sua percentagem relativa.

A abstenção também não legitima o que quer que seja, porque a abstenção não representa um bloco coeso e homogéneo de eleitores, muito menos pode ser utilizada como argumento para validar intervenções armadas. Há abstencionistas que não votam por preguiça, há outros que não votam por não compreender a política, há outros que não votam por protesto, há outros que não votam por pura indiferença... querer juntar toda esta gente sob a mesma bandeira é ridículo, absolutamente ridículo!

A minha opinião em relação à abstenção é a mesma de sempre: ela traduz o analfabetismo e o atraso democrático severo do povo português. Todos aqueles que a defendem vão ter o que merecem, vão chegar à terceira idade desdentados e descabelados, mais ainda a sonhar com revoluções que nunca hão-de concretizar-se...

Curiosamente, houve uma redução dos votos brancos e nulos:





III. Sobre a grande vitória da extrema-esquerda


O pior aspecto da noite eleitoral de domingo foi, na minha opinião, o reforço do Partido Socialista (PS) e do Bloco de Esquerda (BE), acompanhado pela ascensão fulgurante do Pessoas, Animais e Natureza (PAN). A subida do BE, em particular, veio confirmar os meus piores receios: o partido mais extremista de Portugal é aquele que mais potencial de crescimento parece ter, porque à medida que a população urbana cresce e a população rural diminui, ao mesmo tempo que dezenas de milhares de imigrantes vão sendo naturalizados todos os anos, a tendência é para o número de votos e o peso relativo do bloco aumentar. Repare-se bem, no quadro abaixo: o BE conseguiu duplicar o seu número de eurodeputados e mais que duplicar o seu número de votos!


(Número de eurodeputados eleitos em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)


É muito provável que muitos dos votos ganhos pelo BE tenham sido "roubados" à CDU, que teve um resultado desastroso. Tão desastroso que, contrariamente ao que tem sido habitual nos dirigentes do PCP ao longo dos anos, Jerónimo de Sousa admitiu a derrota. Pela parte que me toca, entre o BE e a CDU prefiro a segunda. A malta do BE é tão marxista como os comunas, mas muito mais hipócrita e muito menos conservadora nos costumes. O ideal era mesmo que ambos os partidos desaparecessem...

Depois temos o fenómeno do PAN: os movimentos ecologistas já existem em força há muitos anos noutros países europeus, mas a liderança do PAN usou uma estatégia de génio, que consiste em juntar ecologia com "direitos" dos animais. Em 2014, o PAN já tinha obtido 56 363 votos (1,72%), o que já era impressionante dada a criação recente do partido. Mas agora, em 2019, o PAN quase triplicou essa votação, conseguindo eleger um eurodeputado.

Isto significa que, dos 21 eurodeputados eleitos por Portugal, 14 são de esquerda, dos quais 5 são de extrema-esquerda, sendo que os restantes 7 eurodeputados são da direitinha apátrida e cosmopolita. Um desastre total, em termos de representação dos interesses portugueses na Europa.

E também aqui é necessário que os nacionalistas saibam responder à seguinte pergunta: o que leva tantos portugueses a votar no BE?


IV. Sobre a derrota bem merecida da direitinha globalista e cosmopolita


Não posso ser hipócrita: a votação desastrosa -mas deliciosa- obtida pelo PSD do bilderberguer Rio Risonho e da islamófila pseudo-humanista Assunção "do hijabe" Cristas soube-me muito, mas muito bem! Sempre achei que a "convergência para o centro" dos direitinhas 'tugas' não passava de um eufemismo para rebuçar a sua revoltante covardia política.

O Rio Risonho, tal qual senhor feudal arrogante, julgava que mandar no PSD era como mandar na Câmara do Porto, que ele ia chegar ali e transformar o PSD numa espécie de PS um pouquinho mais liberal e toda a gente ia aceitar. Acabou por alienar os militantes mais à direita do PSD, que se parecem ter redistribuído pelos novos partidos da direitinha. Já a Cristas da direitinha parece ter achado que os eleitores do CDS queriam um partido mais "modernaço" e "progressista". O seu apoio às quotas de "género", a sua submissão ao Islão (sim, submissão, porque ir à mesquita do David das cotovoeladas de hibaje enfiado na cabeça para depois ser enfiada numa sala à parte é mesmo submissão), o seu louvor ao deputado rabeta do CDS que saiu do armário, a sua falta de condenação veemente à iniciativa das passadeiras LGBT, enfim, a Cristas é, no plano dos valores sociais, indistinguível de qualquer militante do BE.

Tudo isto paga-se caro: o PSD teve o seu pior resultado de sempre em eleições de âmbito nacional e o CDS teve um dos seus piores resultados de sempre. E a melhor parte é que estes imbecis não parecem ter aprendido a lição! Veja-se, por exemplo, esta análise feita à derrota do CDS no Observador da direitinha... a Cristas acha que o CDS perdeu votos por ser demasiado conservador! Ela deve ter achado que os eleitores do CDS votaram no BE!!! Ó Cristas, olha bem para isto:



(Resultados dos pequenos partidos de Direita em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)



De onde é que a Cristas achará que vieram os 88 701 votos (156 532 - 67 831) que os pequenos partidos de direita conquistaram entre 2014 e 2019? Será que ela acha que vieram do PCP? Ou do Livre? Ou do MPT??? Não, Cristas burrinha, vieram do PSD e CDS, evidentemente!!! Mas eu até aprecio este autismo impassível por parte da líder do CDS... porque significa que, muito provavelmente, a direitinha vai voltar a estampar-se no próximo mês de Outubro. Nós, na verdadeira Direita, só podemos congratular-nos com esta atitude! Espero que o Rio e a Cristas continuem a liderar os seus partidos durante muito tempo!



V. Comentário ao desempenho dos novos partidos da direitinha


É preciso sermos humildes e reconhecermos: os novos partidos da direitinha, Aliança, Basta e Iniciativa Liberal tiveram uma boa estreia. A título de exemplo, todos eles superaram o melhor resultado alguma vez obtido pelo PNR (
27 269 votos nas Legislativas de 2015). Não é coisa pouca. E não me venham com a desculpa de que eles foram levados ao colo pela comunicação social, porque isso, sendo verdade, não explica tudo.

É verdade que os novos partidos da direitinha beneficiaram imenso da incompetência de Rui Rio e de Assunção Cristas. E também é verdade que Santana (f)Lopes é um autêntico dinossauro da política portuguesa e que, nessa condição, arrastaria sempre parte da militância tradicional do PSD com ele. Mas não é menos verdade que a mensagem do Basta e da IL têm algo de diferente e de muito refrescante em relação à direitinha corrompida do PSD e do CDS.

Comecemos pelo Basta, uma coligação de monárquicos, militantes pró-vida e conservadores descontentes com os grandes partidos da direitinha. O seu líder, André Ventura, dispensa apresentações. Nitidamente inteligente, Ventura percebeu o enorme potencial do discurso anti-imigração e usou-o para se catapultar para a ribalta, primeiro na televisão, depois na política. Ventura teve sucesso onde os dirigentes do PNR têm falhado ao longo dos anos, conseguindo convencer as pessoas a votarem num partido genuinamente conservador. Em 2014, o PPM e o PPV tinham obtido, em conjunto, 29 749 votos. Em 2019, a coligação Basta obteve 49 496 votos, quase mais 20 mil votos. Esses quase 20 mil votos adicionais devem-se, quer queiramos, quer não, a André Ventura, ao seu carisma e eloquência. O homem até pode ser um charlatão, mas temos de admitir, é um charlatão convincente. Aprendamos com ele aquilo que funciona.

Já o Iniciativa Liberal ficou aquém das minhas expectativas, mais ainda assim teve inegavelmente uma boa estreia. Por exemplo, os quase 30 mil votos que a IL obteve superaram o resultado do PCTP/MRPP, o partido de simpatizantes do terrorismo que já anda nisto há várias décadas. A minha perspectiva sobre a IL foi provavelmente distorcida pelo facto de eu viver no Porto há já mais de 22 anos e de ter notado uma grande simpatia por este novo partido entre as elites tripeiras. Eu próprio tenho de confessar que me revejo em grande parte do programa económico da IL (menos estado, menos despesa pública), mas o seu anti-conservadorismo social e a sua apologia da imigração fazem-me descartá-la automaticamente. Eu acredito na Direita, não na direitinha. E a IL representa o que de pior existe na direitinha: pessoas que adoram os mercados de uma forma quase religiosa, mas que depois desprezam os valores morais e a organização social e comunitária que fez do Ocidente o portento científico, militar e tecnológico que tem dominado o mundo nos últimos séculos.

Até onde podem ir o Basta e a IL no futuro? É difícil dizer mas, da perspectiva nacionalista, é o primeiro que nos deve preocupar. O eleitorado do Basta é o eleitorado natural do PNR e o facto de o Ventura & C.ª terem conseguido ir tão longe na sua estreia deve ser objecto de uma reflexão profunda por parte dos nacionalistas. Repito: não me venham com a desculpa de que o Basta foi levado ao colo pela comunicação social, porque isso não explica tudo. Há algo no PNR que está a falhar e precisamos urgentemente de perceber o que é.


VI. Breve nota sobre o desempenho dos pequenos partidos de Esquerda


De uma forma geral, os pequenos partidos de esquerda perderam votos nestas europeias. Já vimos que o PAN foi a excepção a esta regra, todos os outros perderam terreno:



(Resultados Globais em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)


O PCTP/MRPP foi o pequeno partido de esquerda que mais votos perdeu, passando de 54 622 votos em 2014 para 27 222 votos em 2019 (-27 400 votos). Uma excelente notícia para todos os amantes da democracia e da liberdade, uma vez que este partido representa o que de pior existe na sociedade portuguesa: marxismo puro e duro, apologia do terrorismo e um ódio primário criminoso à Pátria e aos portugueses.

Também é reconfortante constatar que o "Livre" do repugnante Rui Tavares e da racista despudorada Joacine Katar-Moreira perdeu mais de 11 mil votos; e que o MAS do drogado antidemocrata que defendia a censura do PNR e do Basta praticamente se eclipsou, tal como o PTP. 

A humilhação de Marinho Pinto e do seu PDR também foi inteiramente merecida. Não nos esqueçamos que este "senhor" foi um dos mais ardentes defensores dos artigos 11 e 13, os tais que vão "regular" (eufemismo para censurar) o conteúdo das redes sociais na União Europeia. A argumentação de Marinho a favor da "regulação" foi do mais absurdo que pode haver, Marinho comparou os artistas famosos e as multinacionais me(r)diáticas a Luís de Camões que, "coitadinho, morreu pobrezinho porque ninguém lhe pagou o que era devido pela sua obra"! Isto só tem uma qualificação possível, caros leitores: cretinice e falta de vergonha na cara. 

Para onde foram os votos de todos estes pequenos partidos de Esquerda? É difícil dizer, mas as hipóteses mais prováveis são o PS e, sobretudo, o BE.


VII. Conclusões e nota final


Resumindo novamente os pontos principais desta posta:
1. O PNR obteve 16165 votos (0,49 %), aumentando ligeiramente a sua votação face a 2014 (15 036 votos - 0,46%);
2. Observa-se, desde 2009, um abrandamento preocupante do crescimento do número de votos do PNR em eleições europeias;
3. É urgente identificar as causas deste abrandamento e corrigi-las até às próximas eleições legislativas de 6 de Outubro;
4. A abstenção foi a maior de sempre (69,27%), não obstante ter havido uma ligeira redução dos votos brancos e nulos. 

5. A extrema-esquerda mais extrema-esquerda de Portugal, o Bloco de Esquerda, foi um dos grandes vencedores destas eleições. É urgente compreendermos o que leva tantos portugueses a votar neste partido.
6. A direitinha do arco da governação, PSD e CDS foi uma das grandes derrotadas destas eleições. Dada a reacção desnorteada dos líderes destes dois partidos, temos motivos para confiar que isto pode vir a repetir-se no próximo mês de Outubro.
7. O resultado obtido pela coligação 'Basta' demonstra que é possível convencer o eleitorado a votar mais nos partidos conservadores. É urgente que os nacionalistas aprendam com o exemplo de André Ventura, por mais execrável que possamos considerar o homem. Todos nós, nacionalistas, temos de melhorar o nosso discurso, o nosso carisma e a forma como nos apresentamos ao eleitorado.

Tal como fiz nas últimas legislativas, eu vou olhar agora para os resultados do PNR em cada distrito, para tentar perceber onde é que o partido perdeu e ganhou mais votos...

sexta-feira, 24 de maio de 2019

quinta-feira, 16 de maio de 2019

O Presidente do PNR relembra-nos quem realmente é André (des)Ventura
e aquilo que realmente é o seu "basta" da direitinha



«O sistema - e a comunicação social em particular - tudo fazem para desacelerar o crescimento do PNR, por isso não nos dão voz e, por outro lado, promovem uma suposta "extrema-direita" (que em rigor é do centro-esquerda ao centro-direita), que mais não é que um monumental embuste, levado ao  colo, encabeçado por alguém que prefere a "bola" ao debate político.
Por isso, por favor, não confundam nacionalismo com oportunismo. Há menos de dois anos, quando Ventura por acaso disse uma verdade sobre ciganos, foi logo criticado pelo próprio sistema a que pertence, e mesmo sendo ele do PSD, eu fui o único que o apoiei. E qual foi a resposta dele, que usufrui de acesso constante à comunicação social? Foi esta dada ao Jornal Económico no dia 19 de Agosto de 2017...
Por isso, se querem votar numa coligação de dois partidos do sistema, encabeçada por um homem do sistema, força! Mas irem ao engano é que não. Já "Basta", não?!»

 

sábado, 4 de maio de 2019

A valente merda que é a nossa "direita" (6):
o CDS quer passadeiras LGBT e o PSD quer legalizar a erva


     Um muito obrigado! à Raquel e ao Filho da Truta (FdT) por nos terem trazido aqui estas duas notícias, que constituem mais dois exemplos paradigmáticos daquilo que são realmente o CDS da betinha islamófila Cristas e o PSD do bilderberguer Rio Risonho:

1. Lisboa vai ter passadeiras arco-íris contra a homofobia e transfobia

«Mais concretamente na avenida Almirante Reis, com o objectivo de assinalar o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, a 17 de Maio. Proposta do CDS-PP na Assembleia de Freguesia de Arroios foi aprovada por unanimidade.»


«“Esta efeméride celebra-se a 17 de Maio por ter sido nesse dia em 1990 que se retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS)” [o que foi uma decisão inteiramente política, não científica], destaca-se na fundamentação da proposta do CDS-PP, na qual se salienta também que “a Freguesia de Arroios é um lugar de todos e para todos, e sobretudo um lugar de inclusão”.
Os representantes do CDS-PP na Assembleia de Freguesia de Arroios, Frederico Sapage Pereira e Vítor Teles, propuseram então que se assinale a efeméride “com a colocação de passadeiras arco-íris, na avenida Almirante Reis, em frente aos sinais luminosos para passagem de peões junto aos números 1 e 13”.»


2. PSD avança com proposta de legalização da canábis para fins recreativos na próxima legislatura


«A notícia é avançada pelo “Público” que cita o deputado social-democrata Ricardo Baptista Leite, “neste momento, temos a evidência científica para podermos dar esse passo, dentro de um modelo regulatório firme, baseado nas experiências internacionais, e em linha com aquilo que o PSD aprovou no último congresso”, declarou ao jornal.




Segundo o social-democrata, a proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda na actual legislatura só não contou com o apoio do PSD “porque o BE insistiu numa lógica de auto-produção e o PSD não pode concordar com isso, porque se torna impossível regular a concentração da substância activa” da cannabis e logo os seus potenciais efeitos adversos junto nos consumidores.»

Tradução: os direitinhas do PSD querem reservar o "negócio" para os seus compadres e amigos.

«A proposta a apresentar pelos social-democratas no Parlamento não diferirá muito do que foi defendido na moção aprovada no congresso do PSD, em Fevereiro. “O entendimento é que a legalização será possível com venda interdita a menores de 21 anos de idade, porque está demonstrado que o risco de esquizofrenia e de psicoses está associado a consumos abaixo dos 18 anos. E haveria um limite de concentração de THC e CBD [substâncias activas] definido na lei, o que evitaria a entrada no mercado de legal de produtos de elevada potência”, precisou o social-democrata, falando no final da sua intervenção na 26ª Conferência Internacional de Redução de Riscos associados ao consumo de drogas, que arrancou neste domingo no Porto.»

Mas não se preocupem, caros leitores, não faltarão direitinhas a vociferar que tudo isto é secundário e que a economia é a única coisa nesta vida que realmente importa! Orientação sexual? Consumo de drogas? Isso não interessa para nada, cada um é livre de fazer o que quiser, pá! O que é mesmo importante é garantir a liberdade de mercado, seus pacóvios! Se o fizermos, todos os nossos problemas ficarão resolvidos, hããã!!! É "limpinho, limpinho", como dizia o Jesus da Amadora! A sério, foi isso que aprendi a ler os evangelhos segundo S. Mises, Santo Hayek e S. Friedman, pá!!!!!!

...Já agora, os funcionários do Jornal Económico, de onde transcrevi estas duas notícias, escrevem segundo o aborto ortográfico. Ou melhor, dizem que escrevem segundo o aborto ortográfico... porque, na prática, não aplicam nem o aborto nem a ortografia correcta. Tanto escrevem "objetivo", sem "c" como escrevem "activas", com "c". Em ambos os casos, as palavras não deviam ter "c" na versão com aborto, porque o "c" é mudo (e.g. lê-se à-ti-vas e não à-que-ti-vas). Quem não acreditar em mim pode confirmar neste conversor da Porto Editora. Ou seja, os funcionários do Jornal Económico não sabem aplicar o aborto ortográfico de uma de forma coerente. Que "surpresa", não é? Os jornalistas da nossa praça serem analfabetos funcionais!...

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Ver também:


A valente merda que é a nossa "direita" (5)
O PNR denuncia mais um acto de traição do bilderberguer Marcelo

segunda-feira, 11 de março de 2019

O PNR denuncia mais um acto de traição do bilderberguer Marcelo



«O Presidente da República Portuguesa deslocou-se a Angola e foi prestar homenagem a Agostinho Neto no memorial onde repousam os restos mortais daquele que foi responsável directo pela morte de centenas de portugueses militares e civis.


Entretanto, os cemitérios militares Portugueses em Angola estão completamente abandonados e vandalizados.
Agora, fazemos a pergunta: esteve no programa de visitas do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa uma ida ao Talhão Militar Português no cemitério de Luanda? Claro que não...»

De quantas mais provas é que os portugueses ainda precisarão para se convencerem que este tipo é um canalha que os despreza?...

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Ver também: 

terça-feira, 5 de março de 2019

A direitinha toda partidinha


      Não sei o que está a acontecer aos direitinhas aqui do rectângulo mas, nos últimos anos, parecem ter contraído a mesma doença aparentemente incurável que, durante décadas a fio, tem afectado o Nacionalismo português: cada cabeça, sua sentença.

Escrevo isto porque depois do Aliança do Santana (f)Lopes, do Iniciativa Liberal dos betinhos da FEP e do Chega do André (des)Ventura (este último ainda à espera de aprovação por parte do Tribunal Constitucional), temos agora mais um projecto de partido da direitinha, o Partido Libertário:




É realmente difícil destrinçar diferenças entre todos estes novos partidos, uma vez que, no essencial, o seu ideário político é mais ou menos transversal: menos Estado e menos despesa, promessas eternas e eternamente adiadas dos "velhinhos" PSD e do CDS, um autêntico clássico da demagog... eeer.. perdão, da essência política da direitinha. E claro, nada sobre identidade, sobre imigração, sobre a defesa da nossa civilização ou sobre como aumentar a nossa taxa de natalidade. Essas coisas são demasiado "reaccionárias" para o bom direitinha, que gosta de muito da liberdade de mercado mas despreza o conservadorismo "retrógrado" e "antiquado" das "mentes tacanhas, provincianas e inimigas da liberdade de escolha".

Confesso que ainda não percebi se isto é ou não positivo para o futuro do Nacionalismo. Só o tempo dirá. Mas de uma coisa estou convencido: esta direitinha toda partidinha é um autêntico maná para o esquerdalho. O monhé em S. Bento das manhãs da Cristina, em particular, só pode rir à fartazana com tudo isto!

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A valente merda que é a nossa "direita" (4)


     Certamente que os caros leitores já deverão ter ouvido falar no "Aliança", o "novo" partido político fundado pelo Santana (f)Lopes, porque o Rio Risonho é aparentemente demasiado esquerdófilo para o gosto de alguns dos direitinhas neoliberais do PSD.

Pois bem, na sequência do que se passou no Bairro da Jamaica, vejam bem o que o Santana (f)Lopes da "direita a sério" decidiu fazer:

«Pedro Santana Lopes visitou esta segunda-feira o bairro da Jamaica. Não gostou do que viu – "é um susto" – e mostrou-se solidário com quem lá vive. "Se morasse aqui também estaria revoltado"

Ah, estou a ver... a "direita a sério" acha que a culpa da miséria dos habitantes do Bairro da Jamaica não é dos habitantes do Bairro da Jamaica! Coitados, alguém os deve ter obrigado a viver ali e a comportarem-se como se comportam! A culpa não é deles, é de quem os oprime,pá!... Esperem lá, onde é que eu já ouvi isto antes?...

«Sempre rodeado de membros do seu partido e por muitos jornalistas, Santana Lopes foi conhecer o local que tem estado no epicentro de um debate que vai do racismo aos limites da intervenção policial. Pouco mais de uma hora de visita deu para ouvir as preocupações de quem lá habita, percorrer o bairro no carro da presidente da comissão de moradores e para fazer um pouco de campanha. No fim, saiu preocupado e disse que aquilo que observou pode ser comparado a “um susto”

Acredito, acredito! Apesar do seu estilo já lendário de consumidor ávido de bebidas alcoólicas,  o Santana não é burro de todo... e deve ter ficado  assustado com o enorme potencial eleitoral que este tipo de bairros confere aos partidos de esquerda! E o que fez ele a seguir? Tentou disputar esse potencial eleitoral, criando empatia com os residentes:

«“Eu, se morasse aqui, também me sentiria revoltado“, garantiu aos jornalistas no fim do périplo. Como cenário de fundo, tinha um dos nove prédios feitos de tijolo vermelho, para o qual ia olhando de cada vez que falava dos problemas das pessoas que vivem no bairro, como que procurando ilustrar por imagens aquilo que lhe ia faltando em palavras.


Já tinha estado no interior de dois deles e, de cada vez que saía, mostrava-se mais surpreendido. Afinal, só tomou conhecimento da realidade deste bairro “na semana passada”, depois de todas as notícias vindas a público. O ar de consternação ia contrastando com os sorrisos que apresentava de cada vez que ia conhecendo um novo morador.»

Recordo aos caros leitores que o Santana já foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa e, mesmo assim, ele não sabia -ou pelo menos diz que não sabia- do estado do Bairro da Jamaica, como se esse bairro fosse um caso isolado! Isto é bem demonstrativo do desfasamento das nossas "elites" em relação à realidade! E depois nós é que somos os "populistas ignorantes"!!!

«Falou com um morador que chegou de São Tomé e Príncipe a Portugal em 2015 e que desde então procura trabalho na construção civil. “Quer ajuda?”, perguntou Santana Lopes. “Eu queria”, respondeu prontamente. “Então no fim trocamos contactos”, devolveu-lhe o ex-primeiro-ministro antes de tocar no ombro do morador e se dirigir para a saída do bar.»

Olha, olha, o Marcelo começa a fazer escola!... Mas repito, "populistas" somos nós, hãã! Mas agora prestem atenção, caros leitores, que vem aí a cereja no cimo do bolo:

«Pediu “maior urgência” no realojamento das famílias e rejeitou entrar no debate sobre a existência de racismo no seio das forças de segurança. Lembrou que há sempre dois lados e disse que é fácil entrar no extremismo neste tipo de discussões. Para dar força a este argumento, Santana Lopes recordou que há dois anos um polícia agrediu violentamente um adepto de futebol diante do filho. “Esse indivíduo era de raça branca”, sublinhou para justificar que os excessos devem ser sempre condenados mas não devem precipitar leituras racistas.»

Ou seja, o Santana não diz nem sim, nem sopas! Como poderia? Se defender a polícia, perde os votos dos "pobres coitadinhos". E se defender os "pobres coitadinhos", perde os votos da polícia! Vêem como se vai gerindo a coisa, caros leitores? Entretanto, lá vai ficando tudo na mesma, tanto no Bairro da Jamaica, como nos inúmeros bairros vibrantes que vão surgindo um pouco por todo este cada vez menos nosso Portugal...


O bom e velho Santana, sempre sedutor... 😝
«Santana Lopes ouviu agradecimentos pela preocupação e por ser o primeiro político a visitar o bairro depois da polémica. A maioria dos que iam falando com o presidente do Aliança demoravam-se em explicações sobre as condições em que vivem e sobre os motivos para ali morarem. Mas, como se foi percebendo em algumas situações, nem todos estavam satisfeitos com esta visita, que apelidavam de “campanha” ou, até, de “invasão”.»

Ou seja, nem todos os locais são burros e perceberam muito bem o que o Santana estava realmente a fazer: política e populismo. Mas sublinho: alguns dos moradores acharam que presença do Santana e dos restantes membros do Aliança era uma invasão!