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sexta-feira, 22 de março de 2019

Da "democracia" à la PCP...



«A Coreia do Norte é ou não uma democracia? “É uma opinião”, responde Jerónimo de Sousa, recusando assim admitir se o regime de Kim Jong-un é ou não um regime democrático. Numa entrevista ao Polígrafo, que será publicada na íntegra esta segunda-feira, e questionado sobre o facto de a Coreia do Norte não ser uma democracia, o secretário-geral do PCP recusou-se a “fazer essa classificação”. 
Perante a insistência na mesma pergunta, Jerónimo questionou: “O que é a democracia? Primeiro tínhamos de discutir o que é a democracia”. O líder comunista recusa-se assim a classificar o comunismo da Coreia do Norte e o seu posicionamento de forma clara relativamente ao regime de Pyongyang. 
Quanto ao socialismo em Portugal, Jerónimo explicou as diferenças entre os dois países. “O que eu acho é que, primeiro, há o princípio que eles afirmam, em segundo lugar, nós, em relação ao nosso projecto de sociedade, seria com certeza bem diferente do modelo da Coreia do Norte, tendo em conta a nossa cultura, tendo em conta a nossa história, tendo em conta o nosso povo. Estas opiniões críticas não invalidam que nos coloquemos do lado de uma solução política, de uma solução pacífica…”, declarou. 
Jerónimo sublinhou também “as diferenças e divergências” de opinião em relação “a esse e outros países que se afirmam de construção do socialismo”. O líder comunista explicou ainda que “o PCP defende uma democracia avançada tendo em conta os valores de abril, sem perder a perspetiva da construção do socialismo”. 
Já em 2003 Bernardino Soares — então líder parlamentar do PCP e actual presidente da câmara de Loures — viu-se envolvido numa polémica por causa de declarações proferidas sobre o regime norte-coreano. “Tenho dúvidas de que a Coreia do Norte não seja uma democracia”, dizia então Bernardino Soares, em entrevista ao Diário de Notícias, tendo depois pedido que a entrevista não fosse publicada, o que não foi aceite pelo jornal.

Essas declarações foram alvo de contestação no seio do partido, com o deputado Lino de Carvalho a confirmar categoricamente no dia seguinte em declarações à TSF. “Pessoalmente não tenho dúvidas de que a Coreia do Norte é uma democracia”.

Sobre a resposta que Bernardino Soares deu em 2003 sobre a Coreia do Norte, Jerónimo de Sousa questionou o jornalista: “Não estava a fazer a pergunta a ver se eu caía nessa, não?”

Em 2014, o PCP votou no Parlamento contra um voto de condenação de crimes do regime comunista da Coreia do Norte, e que tinha como base um relatório da ONU contestado pelos comunistas, que acusava o regime norte-coreano de “cometer violações sistemáticas, duradouras e graves” dos direitos humanos.

Nesta entrevista ao Polígrafo, o secretário-geral do PCP também não assumiu que o presidente de facto da Venezuela, Nicolás Maduro, seja um ditador, e comentou ainda o processo que o funcionário da organização do PCP Miguel Casanova, filho do histórico militante José Casanova, colocou ao partido por despedimento ilegal.
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Já notei que há uma certa simpatia pelo PCP por parte de alguns nacionalistas. Esta posta foi só para lembrar a essas pessoas aquilo que este partido é realmente. Por muito que os papagaios vermelhos repitam a velha desculpa esfarrapada do "aquilo não era o verdadeiro comunismo, pá!", as intenções dos dirigentes comunistas são claras: o objectivo é, como sempre foi, implementar uma "democracia" à sua maneira. 

E deixem-me ser claro: não são só os comunas, todos aqueles que defendem mais Estado querem o mesmo. Eu já não tenho a menor dúvida acerca disso! Porque o Estado não existe, só existem as pessoas que o constituem. É evidente que tem de haver o mínimo de Estado, quanto mais não seja porque é preciso haver um contrapoder às grandes coporações. Mas demasiado Estado acaba sempre em tirania. É tão certo como o sol nascer amanhã!

quinta-feira, 14 de março de 2019

Líder da bancada parlamentar do PSD sai em defesa de Bruno Vitorino


      É raro vermos um direitinha a fazer a coisa certa, pelo que hoje vou elogiar Fernando Negrão, líder parlamentar do PSD, por ter saído em defesa do deputado Bruno Vitorino, que tinha denunciado a doutrinação homossexualista nas nossas escolas do ensino básico e foi por isso alvo de uma queixa por parte de duas deputadas do bloco de esterco:

«Os deputados do PSD reuniram-se para falar sobre a queixa de que Bruno Vitorino está a ser alvo por parte de duas deputadas do BE: Joana Mortágua e Sandra Cunha. Em causa está um post que o deputado do Barreiro fez no Facebook, onde questionava, a propósito de uma sessão de esclarecimento numa escola levada a cabo por uma organização LBGT, ‘Que porcaria é esta?’, considerando a sessão “perversa” e uma “vergonha”. Reunida a bancada, Fernando Negrão conclui que a queixa é um atentado à “liberdade de expressão” e à democracia, tendo enviado uma carta ao Presidente da Assembleia da República a queixar-se disso mesmo. Pedagogia não é doutrinação, diz.»


Excelente, Dr. Negrão. É para mim uma grande e agradável surpresa constatar que nem tudo está perdido entre os laranjinhas.

«A liberdade de expressão é sagrada, e no dia em que um deputado se sentir impedido de falar com receio de queixas que possam vir de outros deputados, então aí estaremos a matar a democracia”, disse o líder parlamentar social-democrata aos jornalistas no final da reunião, explicando que a carta redigida e endereçada a Ferro Rodrigues tem o propósito de impôr na agenda da conferência de líderes uma discussão sobre o tema.»


"No dia em que um deputado se sentir impedido de falar com receio de queixas" já teremos matado a democracia. Ela começa a morrer a partir do momento em que o cidadão comum tem receio, algo que acontece em Portugal logo desde o início desta Terceira República. 




Sim, leram bem, eu estou a afirmar que nunca houve uma democracia em Portugal. Para haver democracia tem de haver liberdade de expressão. É condição sine qua non, não pode ser negociada. Mas nunca houve liberdade de expressão no nosso país, a própria Constituição proíbe a expressão de certas ideias e tendências políticas.

«Para Fernando Negrão, há uma diferença entre fazer “pedagogia” nas escolas e “doutrinação”, considerando que a tal palestra de sensibilização para as diferentes orientações sexuais levada a cabo numa escola do Barreiro era “doutrinação” sobre crianças “de 11 anos”, e que isso sim devia ser motivo de “preocupação”. Questionado sobre se se revia nas expressões usadas pelo deputado (“perverso” e “vergonha”), Negrão disse que isso era “assessório” e que a página de Facebook de cada um é um espaço “pessoal”, com “uma margem de expressão muito maior”, mesmo tratando-se de alguém com um cargo público.»


Evidentemente. Até porque a linguagem usado pelo deputado Vitorino é, a meu ver, bastante moderada. Eu iria muito para além do "perverso" e da "vergonha", eu diria mesmo que se trata de uma verdadeira filha da putice!

«Para Fernando Negrão, que lidera a bancada social-democrata, não é igual um partido político ou uma associação LGBT ir falar a uma escola. “Quando falo numa escola não digo que a democracia é o PSD, explico o que é o sistema democrático e falo da pluralidade de partidos”, disse, afirmando que, pelo contrário, uma associação LGBT “faz doutrinação em vez de pedagogia” sobre as crianças.»


Agora vamos ver como é que o bilderberguer modernaço Rui Rio vai reagir a isto. Espero estar enganado mas, conhecendo a peça, o Dr. Negrão pode muito bem ter os dias contados à frente da bancada parlamentar do PSD...


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