O Chico Louçã, aquele trotskista tão coerente que até aceitou um cargo na administração da CGD no Conselho Consultivo do Banco de Portugal (porque o capitalismo, aparentemente, só é mau quando não se anda a facturar pessoalmente), pediu aos seus camaradas do Bloco de Esterco que não respondessem ao "ódio" nas redes sociais. Faz sentido: quando se milita num partido que é constantemente levado ao colo pela comunicação sucial, as redes sociais só servem para atrapalhar...
«O fundador do Bloco de Esquerda Francisco Louçã pediu ao partido que responda com "boa moeda" e não "na mesma moeda" numa crítica à forma como diz que a Direita utiliza as redes sociais. "A resposta não é na mesma moeda, porque não é. Do que se trata é de colocar boa moeda nos mesmos instrumentos e não um mecanismo de criação de ódio ou de fechamento”, afirmou, pedindo a opção por “conteúdos de qualidade”. Foi desta forma que o fundador do Bloco de Esquerda Francisco Louçã pediu este sábado ao partido que responda aos “mecanismos de contaminação” da realidade que diz serem adoptados pela Direita nas redes sociais.»
Tradução: "A Direita recorre às redes sociais para dizer a verdade e desmontar a nossa narrativa, o que é odioso. Não devemos responder da mesma forma, desde logo porque não precisamos, temos os mé(r)dia todos do nosso lado".
«Falando no Porto, numa sessão do Fórum Socialismo 2019 (‘rentrée‘ política bloquista) sobre o tema “Eles andam por aí nas redes sociais: A nova Direita”, o também conselheiro de Estado assinalou o crescente recurso da direita e da extrema-direita às redes sociais para distorcer a realidade.
"Ai, as redes sociais!!! Ai, que elas andam a dar-nos cabo do arranjinho!"
«São, disse, “mecanismos de contaminação” que “criam um senso comum explorando preconceitos, fomentando o ódio”.»
Reparem que o Chico trotskista recorre apenas a expressões e chavões vazios, não providenciando nenhum exemplo concreto de como a "contaminação", os "preconceitos" e o "ódio" são usados para "distorcer a realidade"...
«O co-fundador do Bloco de Esquerda citou o caso da actual coordenadora do partido, Catarina Martins, como uma das visadas na “estrutura de criação de crenças” nas redes sociais, quando lhe foi atribuída a compra de um relógio de dois milhões de euros, num ‘post’ que suscitou mesmo a defesa do julgamento da dirigente partidária no tribunal de Nuremberga.Mas, ironizou, “os mecanismos deste tipo de campanhas de sujas, sobretudo em campanha eleitoral, não passam só por entusiasmar a gente que está à espera da morte desses trastes no cadafalso de Nuremberga”.»
Eis aqui uma falácia muito recorrente por parte dos paspalhos de Esquerda da estirpe do Louçã: pega-se na excepção e faz-se dela a regra, como se tudo o que fosse publicado pela Direita nas redes sociais fosse mentira. Além de que o Bloco de Esterco é culpado exactamente do mesmo. Basta ver que, há apenas uns dias atrás, os meios de propaganda desse partido asqueroso publicaram várias fake news acerca dos incêndios na Amazónia.
«Durante a sua comunicação, Francisco Louçã considerou que “um dos aspectos mais preocupantes que vivemos nos últimos anos é a forma particular de relação entre os antigos meios de comunicação social, que ainda são muito poderosos, e estes mecanismos de contaminação identificação emocional criados nas redes sociais”.»
Esta então é o cúmulo da hipocrisia! Se há veículo "informativo" que explora até ao tutano as emoções mais primárias das pessoas, esse veículo é precisamente a televisão, em paricular os noticiários dos grandes canais de televisão! Abrem sempre de uma forma exageradamente sensacionalista e dramática, exacerbam a vertente emocional das notícias até ao limite! As redes sociais não podem, de forma alguma, competir com os velhinhos a chorar compulsivamente em directo porque perderam tudo nos incêndios de Pedrógão Grande, ou com o desespero de uma família cigana que foi expulsa do prédio em que morava por não pagar a renda há 30 anos, ou com a revolta "legítima" daqueles "jovens" injustiçados que foram barbaramente agredidos pela polícia (apesar de nunca haver provas das agressões, nem nunca ser mencionado o contexto em que as mesmas ocorreram)...
«Isto porque, como assinalou, a velocidade de transmissão das mensagens nas redes sociais funciona “como factor de enorme pressão sobre jornalistas, para os fazer publicar notícias em corrida contra essas redes sociais, sem o contexto da informação e a reflexão que uma notícia exige, ou até para serem enganados” por elas.»
Ou seja, para o Chico Louçã, a culpa de os "jornalistas" publicarem cada vez mais lixo e cometerem cada vez mais gaffes é das pessoas que lhes desmontam as tretas nas redes sociais! Coitadinhos, pá! Há apenas 20 anos, uma pessoa podia escrever tudo o que bem lhe aprouvesse num jornal... mas agora há uns tipos cheios de "ódio" nas redes sociais que publicam o contraditório, estragando assim o esquema aos aldrabões! Que chatice, pá!!!
«“É como se determinada coisa que acontece nas redes sociais tivesse de ser tomada como um sintoma significativo do que a sociedade está a pensar”, comentou.»
Bem, as redes sociais até poderão não ser o melhor barómetro da opinião social, mas uma coisa é certa: tu, Chico Louçã, tu e todos os elitistas despudorados como tu ainda são menos fiáveis. O teu problema é o mesmo de todos os tiranos ou, no teu caso, aspirante a tiranete: convives mal com o pluralismo, o contraditório e a liberdade de expressão.
Mas vai ter mesmo que se habituar, senhor conselheiro de Estado... nós viemos para ficar!

Quando vejo os Chicos das Loiças desta vida só me lembro desta imagem do Europe Awakens... https://europeawakens.files.wordpress.com/2017/07/cropped-14969487799691.png
ResponderEliminarEra bom, mas parece-me cada vez mais impossível... hoje acordei por volta das 4 da manhã e não consegui voltar a dormir. Levantei-me e fui até à varanda, onde me sentei um bocado a apanhar ar fresco, para ver se recuperava o sono. Já não sei porquê, dei comigo a pensar no Jordan Peterson e na sua convicção imbecil de que o Ocidente é superior ao resto do mundo devido à primazia do indivíduo. Os homens que lutaram na Segunda Grande Guerra fizeram-no por acreditar na primazia do indivíduo? Não. Os espartanos que combateram os persas nas Termópilas fizeram-no por acreditar na primazia do indivíduo? Não. Os nossos antepassados que expulsaram os mouros da península Ibérica fizeram-no por acreditar na primazia do indivíduo? Não!...
EliminarOs cientistas que, ao longo da história da superior Civilização Ocidental, descobriram a cura para tantas doenças, os engenheiros que desenvolveram tantas soluções e produtos inovadores, os arquitectos que criaram tanta catedrais, castelos e outros edifícios maravilhosos, os artistas que pintaram tantos quadros, esculpiram tantas estátuas e compuseram tantas obras musicais fizeram-no por acreditar na primazia do indivíduo? Talvez... mas só o puderam fazer porque outros tinham morrido antes para assegurar que eles tinham paz e sossego para levar a cabo os seus trabalhos! E esse que morreram dificilmente acreditavam na primazia do indivíduo, porque se o fizessem teriam fugido em vez de lutar!!!
Foi ao pensar em tudo isto que tive uma epifania, uma revelação, caro Silvino: o motivo pelo qual o Nacionalismo não cresce mais no Ocidente, sobretudo em países como o nosso, é que há demasiados “Petersons” convencidos de que o “cada um por si” (porque é nisso que o individualismo redunda sempre) é o melhor caminho para se construir uma sociedade decente. Que a soma das vontades individuais acabará por conduzir ao bem comum. Nada pode estar mais longe da verdade, evidentemente, mas é nisto no fundo que a maioria dos portugueses -e dos ocidentais- acredita, mesmo que não seja capaz de o verbalizar. E os que não acreditam nisso, acreditam em algo ainda pior: no “cada um por si” porque “quem não se desenrasca é burro e merece ser explorado”. É esta atitude que leva, por exemplo, a que um empresário branco sem escrúpulos contrate nepaleses ou bangladechianos para apanhar morangos. É isso que leva um autarca, um deputado ou um ministro branco corrupto a desviar o dinheiro dos contribuintes para seu próprio benefício. É isso que leva, em última instância, a que dois vizinhos se matem na sequência de uma discussão acerca das fezes do cão de um deles, ou do ruído produzido por um deles fora de horas, ou dos ramos de uma árvore que cresceram demais e já deviam ter sido podados.
As pessoas não percebem que vivemos em comunidade e que gerir e manter coesa essa comunidade implica abdicar de prosperar à custa dos outros. Implica ver os outros cidadãos como iguais no plano dos direitos e deveres, respeitá-los e fazer-se respeitar como tal. A sociedade portuguesa é a antítese de tudo isto que eu acabei de enunciar. E, numa sociedade assim, o Nacionalismo não tem qualquer hipótese de vingar.
Eu não sou anti comunista por causa do que você acabou de dizer.
EliminarMC Lan
O prolema é que os comunistas tendem para o outro extremo: o colectivo decide tudo, o que na prática redunda no Estado a decidir tudo. E isso é muito, mas muito pior do que o individualismo, porque o poder fica todo concentrado numa única entidade que não pode ser facilmente contestada e combatida. É por isso que depois surgem as Cubas, as Venezuelas, as Coreias do Norte, etc.
EliminarAmigo AfonsoD,
ResponderEliminarEm primeiro lugar, o palhaço do Louçã não está na CGD, e sim no Banco de Portugal, a mamar mais alguns milhares por mês de meu, teu, e de todos os portugueses, de nossos suados impostos.
Em segundo lugar, li com atenção teu comentário, e senti tua amargura, como se fosse minha.
Vou lhe dar um conselho de amigo, como meu, para sua amargura ............. não percas o sono por causa destes filhas das putas.
Eles si riem de nós nacionalistas.
Mas pode ser que não se riam por muito tempo, a minha esperança, é que este rectangulo a beira mar plantado, se imploda na próxima crise europeia económica, é aí é que vão ser elas !!!!!!!
Quando a malta ver a onde gigante a se aproximar, e a não terem para onde correr, vão se lembrar dos nacionalistas, e nessa ocasião, deveremos ter as facas bem afiados, para fazer o ajuste de contas, contra os pulhas dos políticos, um por um, bem devagar, de preferência, na Praça do Comercio, com uma guilhotina bem afiada.
Não percas teu sono Amigo Afonso ...... eles não merecem, teremos nossa vingança -------- é preciso saber esperar com paciência.
De teu amigo.
Ramiro Lopes Andrade
«Em primeiro lugar, o palhaço do Louçã não está na CGD, e sim no Banco de Portugal»
EliminarFalha minha, amigo Ramiro, muito obrigado pela correcção! Devo tê-lo confundido com o Armando Vara... Mas se o BE publica fake news, eu também posso, não é? :P
«não percas o sono por causa destes filhas das putas. Eles si riem de nós nacionalistas.»
Sem dúvida, nós não representamos qualquer ameaça para eles. E duvido cada vez mais que algum dia venhamos a representar...
«é preciso saber esperar com paciência.»
O meu medo é que esse dia nunca chegue, amigo Ramiro. Que acabemos como o Brasil, ou pior, como a África do Sul. Estou muito pessimista ultimamente...
Abraços, caro amigo!
AdP
"Foi ao pensar em tudo isto que tive uma epifania, uma revelação, caro Silvino: o motivo pelo qual o Nacionalismo não cresce mais no Ocidente, sobretudo em países como o nosso, é que há demasiados “Petersons” convencidos de que o “cada um por si” (porque é nisso que o individualismo redunda sempre) é o melhor caminho para se construir uma sociedade decente. Que a soma das vontades individuais acabará por conduzir ao bem comum. Nada pode estar mais longe da verdade, evidentemente, mas é nisto no fundo que a maioria dos portugueses -e dos ocidentais- acredita, mesmo que não seja capaz de o verbalizar. E os que não acreditam nisso, acreditam em algo ainda pior: no “cada um por si” porque “quem não se desenrasca é burro e merece ser explorado”. É esta atitude que leva, por exemplo, a que um empresário branco sem escrúpulos contrate nepaleses ou bangladechianos para apanhar morangos. É isso que leva um autarca, um deputado ou um ministro branco corrupto a desviar o dinheiro dos contribuintes para seu próprio benefício. É isso que leva, em última instância, a que dois vizinhos se matem na sequência de uma discussão acerca das fezes do cão de um deles, ou do ruído produzido por um deles fora de horas, ou dos ramos de uma árvore que cresceram demais e já deviam ter sido podados.
ResponderEliminarAs pessoas não percebem que vivemos em comunidade e que gerir e manter coesa essa comunidade implica abdicar de prosperar à custa dos outros. Implica ver os outros cidadãos como iguais no plano dos direitos e deveres, respeitá-los e fazer-se respeitar como tal. A sociedade portuguesa é a antítese de tudo isto que eu acabei de enunciar. E, numa sociedade assim, o Nacionalismo não tem qualquer hipótese de vingar."
Estava aqui de passagem e dei com este brilhante comentário do caro blogueiro, que de resto reflete bem aquilo que eu penso sobre esta sociedade em que vivemos (daí eu ter ainda mais desdém pela palavra "liberalismo" que pela palavra "socialismo"). No entanto por outro lado a sua última frase "numa sociedade assim o Nacionalismo não pode vingar", também me deixou a pensar mas no sentido contrário do genero: então nesse caso se a vida em comunidade deve estar em primeiro lugar ser-se nacionalista também é ser-se um bocado "individualista" porque estamos a colocar os interesses do nosso povo e da nossa estirpe em primeiro lugar (em princípio). A não ser que se argumente: "mas não é possível viver em harmonia com outros povos dentro da mesma sociedade devido a diferenças biológicas, culturais e históricas irreconciliáveis" ou "queremos preservar as diferenças raciais como patrimonio da humanidade em vez de criar o homem novo mestiço e híbrido" e nesse caso então qual seria o melhor modelo? Uma espécie de "nacional-socialismo" soft? Um novo "etno-nacionalismo"? É que eu não consigo deixar de associar mercado livre e capitalismo com liberalismo e por consequencia com individualismo, o que portanto nos levaria (tanto a mim como sobretudo a si) a uma forte dúvida existencial, entre a incompatibilidade perante aquilo que queremos ver como modelo a nível econômico com aquilo que queremos ver a nível social/demográfico.
Ass:FdT
«então nesse caso se a vida em comunidade deve estar em primeiro lugar ser-se nacionalista também é ser-se um bocado "individualista" porque estamos a colocar os interesses do nosso povo e da nossa estirpe em primeiro lugar »
EliminarSim, mas eu não considero isso individualismo. De uma perspectiva nacionalista, a vida em comunidade diz apenas respeito aos elementos da nação. Os "jovens", os "feirantes" e afins não fazem parte da nação.
Aliás, não sei se o caro FdT já ouviu falar nos estudos sobre multiculturalismo e multirracialismo levados a cabo por Robert D. Putnam, um cientista político norte-americano que, para seu grande desgosto, descobriu que:
«More diversity in a community is associated with less trust both among and within ethnic groups. Putnam describes people of all races, sex, socioeconomic statuses, and ages as "hunkering down", avoiding engagement with their local community as diversity increases. (...) his findings run counter the contact hypothesis which proposes that distrust declines as members of different ethnic groups interact, and conflict theory which suggests that while distrust among ethnic groups rises with diversity, distrust within ethnic groups should decrease. Putnam found that even when controlling for income inequality and crime rates, (…) more diversity is still associated with less communal trust. Further, he found that low communal trust is associated with the same consequences as low social capital.»
https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_D._Putnam#Diversity_and_trust_within_communities
«A não ser que se argumente: "mas não é possível viver em harmonia com outros povos dentro da mesma sociedade devido a diferenças biológicas, culturais e históricas irreconciliáveis" ou "queremos preservar as diferenças raciais como patrimonio da humanidade em vez de criar o homem novo mestiço e híbrido?»
Exactamente. Esses dois argumentos fazem parte do meu argumentário a favor do racialismo. Mas há pelo menos mais dois de igual envergadura: (1) uma vez que a civilização parece emergir e prosperar apenas quando as sociedades são etnicamente homogéneas, não corremos o risco de a mestiçagem feita à escala global nos conduzir a numa nova idade das trevas? (2) E o problema da China? Aos chineses não se estão a miscigenar como os Ocidentais e o seu QI é dos mais elevados do mundo. Se os ocidentais se continuarem a miscigenar, o seu QI colectivo continuará a diminuir e perdermos definitivamente a capacidade de competir com a China. Quando isso acontecer, alguém acha mesmo que os chineses vão ser tão estúpidos como nós e miscigenar-se também?
« nesse caso então qual seria o melhor modelo? Uma espécie de "nacional-socialismo" soft? Um novo "etno-nacionalismo"? É que eu não consigo deixar de associar mercado livre e capitalismo com liberalismo e por consequencia com individualismo»
EliminarExcelente pergunta, caro FdT, uma das melhores que já me colocaram não apenas aqui neste espaço mas também em toda a blogosfera nacionalista!
A minha visão é a seguinte: eu acredito na livre circulação de bens e de mercadorias. Acho que ela é inevitável, porque há bens que só existem em certos países (e.g. petróleo, café, bacalhau, frutas tropicais, etc). Mas a circulação de pessoas entre os diferentes estados teria de ser fortemente limitada. Uma coisa é uma pessoa ir a uma conferência, a uma reunião, a um concerto ou simplesmente ir passar uns dias de férias ao estrangeiro. Outra coisa é ir viver para outro país a título definitivo. Não quero com isto dizer que se devia pura e simplesmente acabar com a imigração/emigração, mas elas teriam de ser reduzidas a níveis muito baixos e estabelecidas apenas entre países da mesma matriz étnica e cultural. Bem sei que isto é uma utopia, mas estamos a falar daquilo que seria ideal, num plano estritamente teórico.
Não vejo, ao contrário de outros nacionalistas, razões para não trocarmos mercadorias com África, com a Ásia ou com a América Latina, desde que os europeus não vão em massa para esses continentes e os habitantes desses continentes não venham em massa para a Europa. Pelo contrário, acho que isso seria bastante desejável, porque a circulação de capital atenuaria em grande parte as diferenças económicas entre países que levam à imigração/emigração.
«o que portanto nos levaria (…) a uma forte dúvida existencial, entre a incompatibilidade perante aquilo que queremos ver como modelo a nível econômico com aquilo que queremos ver a nível social/demográfico.»
Exactamente. Essa incompatibilidade é precisamente o que leva grande parte dos ocidentais a rejeitar o Nacionalismo. As pessoas compreendem que, se queremos crescer em termos económicos, não nos podemos fechar totalmente ao resto do mundo, sobretudo numa era em que a economia é global, quer queiramos, quer não.
A minha proposta é abdicarmos de alguma da riqueza potencial que a abertura total de fronteiras poderia criar a curto prazo, para salvaguardarmos a nossa civilização e matriz etnocultural a longo prazo. É preciso ver que a esmagadora maioria dos nacionalistas não pensa como eu. Os nazionaliztas defendem a rejeição total da alta finança e dos mercados; e os nacionalistas mais “moderados” defendem uma espécie de comunismo entre nativos, estilo Coreia do Norte, mas sem o despotismo e a opressão (como se isso fosse possível!).
Obrigado pela resposta meu caro. Eu de forma geral concordo consigo, mas enfim, o que somos nós...2 pessoas no meio das massas constituídas por milhões. Uma coisa é dialogar e conciliar os interesses de duas ou 3 pessoas outra é conciliar os interesses e as vontades de milhões de pessoas que nem comunicam umas com as outras ou comunicam muito mal. E numa sociedade multi-racial/multi-cultural pior ainda.
EliminarEm relação á dicotomia capitalismo/nacionalismo ou racialismo, ainda ontem vi uma notícia (já não sei do link) sobre um fundo de investimento (provavelmente de capital estrangeiro) que vai comprar um prédio em Lisboa onde se situa uma tasca tradicional portuguesa muito antiga e surgiu um movimento "vamos salvar a tasca"...é claro que o fundo pode investir na tasca e torná-lo mais atrativa sem destruir a sua identidade tradicional portuguesa ou pode destruir o negócio de vez e fazer daquilo um hotel ou outra coisa qualquer.
Diga-se também que na guerra individualismo/coletivismo, parece-me que no "final do dia" o individualismo tem tendência a levar a melhor porque no fundo somos animais e o nosso mais forte instinto é da nossa própria sobrevivência, o que faz com que muitas vezes no meio do pânico e da incerteza não consigamos perceber que a melhor forma de sobreviver é precisamente ajudar-nos uns aos outros.
Ass:FdT
«o que somos nós...2 pessoas no meio das massas constituídas por milhões. Uma coisa é dialogar e conciliar os interesses de duas ou 3 pessoas outra é conciliar os interesses e as vontades de milhões de pessoas que nem comunicam umas com as outras ou comunicam muito mal.»
EliminarPois, o problema é mesmo esse. Aliás, essa é outra realidade que demasiados nacionalistas teimam em não entender. Por exemplo, ouço muitas vezes o "argumento" de que a abstenção legitimaria uma intervenção das forças armadas. Uma intervenção em nome de quê, exactamente? Dos que nem sequer votam? E desde quando é que a abstenção é constituída por um bloco uniforme de pessoas e de vontades? Mais do que isso, desde quando é que essas pessoas se declararam a favor do Nacionalismo? Enfim, é só atrasados mentais...
«E numa sociedade multi-racial/multi-cultural pior ainda.»
Aliás, já se começa a notar com a história das quotas... como os pretos não conseguem subir por si próprios, a única solução é desapossar os brancos que, diga-se de passagem, não merecem outra sorte, dada a sua falta de resistência -quando não apoio- à imposição da "diversidade".
«é claro que o fundo pode investir na tasca e torná-lo mais atrativa sem destruir a sua identidade tradicional portuguesa ou pode destruir o negócio de vez e fazer daquilo um hotel ou outra coisa qualquer.»
Lá está, essa é outra questão que me separa irremediavelmente dos neoliberais: para eles, tudo é transaccionável, enquanto eu não vejo a coisa assim; a comida e a habitação não deviam poder ser alvo de especulação; não é aceitável que haja gajos a comprar toneladas de milho ou da soja hoje para as venderem mais caras daqui a um mês; da mesma forma, não é aceitável que haja gente a comprar casas sem qualquer intenção de viver nelas, apenas para lucrar fazendo arbitragem de preços de compra e venda. Eu sou a favor dos mercados de capitais, mas tem de haver limites éticos para aquilo que se pode transaccionar. Quem não os quiser impor, não se pode queixar mais tarde de que as pessoas votam nos marxistas. A liberdade de mercado não pode comprometer a dignidade humana.
«Diga-se também que na guerra individualismo/coletivismo, parece-me que no "final do dia" o individualismo tem tendência a levar a melhor porque no fundo somos animais e o nosso mais forte instinto é da nossa própria sobrevivência»
EliminarEu diria, ao contrário do Jordan Peterson, que a superior Civilização Ocidental triunfou precisamente porque os brancos são a raça que melhor conseguiu, ao longo das história, conciliar as suas necessidades individuais com a procura pelo bem colectivo. Eu estou convencido de que é preciso haver sempre um equilíbrio entre o individual e o colectivo, as pessoas têm de ser suficientemente livres para perseguirem os seus sonhos e lutarem por aquilo em que acreditam, mas não podem ser tão livres que passem a fazer tudo aquilo que lhes der na real gana, sem ligar às consequências de longo prazo.
Permita-me dar-lhe um exemplo para ver se me faço entender melhor: neste momento, os ocidentais não estão a ter filhos suficientes. Todos os países ocidentais têm taxas de fertilidade abaixo do nível mínimo de renovação populacional. Eu não acho que alguém deva ser obrigado a ter filhos, mas a actual crise demográfica do Ocidente é um problema muito sério para o nosso futuro. Por conseguinte, se fosse eu a mandar, faria depender a inteireza da reforma do número filhos. Uma pessoa que tivesse criado dois filhos, receberia a reforma por inteiro; uma pessoa que tivesse criado apenas um, só receberia 70-80%. E uma pessoa que tivesse criado três ou mais, receberia 110-120%.
Ora, um liberal jamais concordaria com esta medida, por entender que ela atenta contra a liberdade de escolha do ser humano. Só que o uso de cinto de segurança também atenta e houve muitos protestos quando passou a ser obrigatório, mas a verdade é que o número de mortes na estrada foi muito reduzido e a sociedade como um todo beneficiou dessa redução. Ou seja, às vezes é mesmo necessário sacrificar a liberdade individual em nome do bem comum.
«o que faz com que muitas vezes no meio do pânico e da incerteza não consigamos perceber que a melhor forma de sobreviver é precisamente ajudar-nos uns aos outros.»
Se só fosse no meio do pânico, a coisa ainda se compunha, caro FdT. O grande problema é que, ao contrário do que dizem os imbecis dos nazionlaliztaz, os arianos não são santinhos nenhuns e há muitos de nós que fazem do passar a perna aos outros a sua forma de vida. O meu pessimismo advém sobretudo de constatar que as sociedades ocidentais, apesar de já existirem há vários séculos (poder-se-á até dizer milénios), não parecem ser capazes de criar mecanismos eficazes de penalização dos chico-espertismo. No Sul da Europa, a corrupção é endémica; mas mesmo no Norte da Europa, os casos de burlas e vigarices sucedem-se (escândalo das emissões da Volkswagen, contratos de aquisição e venda de submarinos duvidosos, políticos apanhados a desviar dinheiro dos contribuintes, etc), o que me faz pensar que há muitos centro e norte-europeus que estão a copiar os maus hábito dos seus primos do Sul, sem que as autoridades dos seus países consigam travar a tendência…
O inspirador civilizacional da Direita-do-Sistema é... o europeu tique-dos-impérios!
ResponderEliminarO grande aliado da Esquerda-do-Sistema (na sua cruzada contra a existência de Identidades Autóctones)... é precisamente... o seu grande odiado: o europeu tique-dos-impérios!
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Obs 1: o europeu tique-dos-impérios continua a ser o mesmo de há milénios:
1- forte apetência por mão-de-obra escrava (mão-de-obra servil ao desbarato);
2- não pode ver um povo autóctone a viver pacatamente no planeta (o europeu tique-dos-impérios executa as mais variadas sabotagens sociológicas... -» povos autóctones da América do Norte, da América do Sul, etc, foram inclusive alvo de holocaustos massivos).
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Obs 2: Para o europeu tiques-dos-impérios a existência de migrantes pobres é uma oportunidade para ter acesso a mão-de-obra servil ao desbarato.
Apesar do fosso entre ricos e pobres ter vindo a aumentar, o europeu tiques-dos-impérios procura implementar a seguinte doutrina: a ajuda aos pobres deve ser efectuada por meio da degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil...
[nota: migrantes que se consideram seres superiores no caos, e que ambicionam ocupar e dominar novos territórios, em conluio com o europeu tiques-dos-impérios, não querem que a ajuda aos mais pobres seja feita por meio da introdução da Taxa-Tobin... mas sim... por meio da degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil de outros povos].
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Urge mobilizar os IDENTITÁRIOS SEPARATISTAS!
[ http://separatismo--50--50.blogspot.com/ ]
«Apesar do fosso entre ricos e pobres ter vindo a aumentar, o europeu tiques-dos-impérios procura implementar a seguinte doutrina: a ajuda aos pobres deve ser efectuada por meio da degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil...»
EliminarExactamente, porque a lógica deles continua a ser a mesma de sempre, a de maximizar o lucro. Não se trata realmente de ajudar os pobres, isso é o que eles dizem para ficarem bem na fotografia. Trata-se de enriquecer o máximo possível!
Amigo Afonso
ResponderEliminarA onda gigante se aproxima a passos largos, veja este link:
https://pt.bullion-rates.com/gold/EUR/Year-5-chart.htm
O ouro já está cotado a 45,353 euros/grama.
Antes do que achas, Portugal vai implodir na próxima crise económica .......
Abraço.
Ramiro Lopes Andrade
É preciso mantermos a calma, amigo Ramiro, é verdade que o ouro está em máximos de seis anos (quase sete), mas a maioria dos indicadores económicos ainda não se deteriorou. É certo que é apenas uma questão de tempo, mas não devemos precipitar-nos. A valorização do ouro, para já, deve-se sobretudo à guerra comercial movida pela administração Trump à China. A maioria dos compradores de ouro actuais são precisamente os investidores chineses. Isto não quer dizer, evidentemente, que não possa haver contágio à medida que a situação se continuar a deteriorar.
EliminarAs crises económicas são cíclicas, não podem ser evitadas. Qualquer pessoa que diga o contrário é um vigarista. A única coisa que podemos fazer é poupar durante os tempos de crescimento económico, de forma a constiuirmos reservas e estarmos preparados para os tempos de crise.
Muito obrigado pelo gráfico, amigo Ramiro! Eu possuo acções de um fundo de ouro que comprei ha já muitos anos, pelo que estava ao corrente.
Abraços!