terça-feira, 16 de julho de 2019

E por falar em "povo nómada"...


...Aqui fica mais um belo exemplo de que como "eles vieram para fazer aquilo que os portugueses não querem fazer" 😜!

«A loja do Pingo Doce em Peso da Régua reabriu com um reforço de segurança depois de os funcionários se terem recusado a trabalhar, esta segunda-feira, após vários episódios de desacatos.»


«Fonte do grupo a que pertence a superfície comercial garantiu que a empresa se solidariza com as preocupações dos trabalhadores e avançou com um reforço da segurança. A loja reabriu perto da hora de almoço, depois de ter estado encerrada durante a manhã. 
Os funcionários recusaram-se a trabalhar, esta segunda-feira, devido a uma alegada falta de condições da loja.»

Que conversa mais estranha... reforço de segurança? Episódios de desacatos? Falta de condições da loja? Dá a sensação de que falta aqui alguma coisa...

«No domingo, um homem de 59 anos foi detido e um militar da GNR ficou ferido na sequência de distúrbios na zona do estacionamento da loja

Um dos funcionários da loja disse ao JN que "são recorrentes os desacatos causados por clientes de etnia cigana e a loja tem apenas um vigilante que obviamente não consegue fazer frente a este tipo de situações".»

O quê?! Clientes de etnia cigana?!?! Não pode ser, tem de haver aqui um engano!... Afinal, "os melhores são os que partem", não é mesmo? Os ciganos partiram, por isso têm de estar entre os melhores, pá!!!

«Ao final da tarde deste domingo, vários indivíduos da mesma família desentenderam-se com um funcionário da loja "devido à propriedade de uma ave exótica". Segundo fonte da GNR, os militares foram chamados ao local, por volta das 20 horas, devido a desacatos que envolveram cerca de 20 pessoas.

"Houve necessidade de pedir reforço porque rapidamente se juntaram vários indivíduos no local", acrescentou a fonte. Durante os desacatos, as portas do espaço comercial foram forçadas, causando estragos nas mesmas.
»

Estão a ver, caros leitores? Os ciganos ofereceram uma oportunidade de negócio à empresa que faz a manutenção das portas! É por demais evidente que Portugal precisa desta gente para estimular a economia e dinamizar os mercados!

«"Infelizmente, estas situações acontecem com alguma regularidade. Somos ameaçados, injuriados e maltratados por estes clientes. Sentimo-nos impotentes porque a qualquer instante pode acontecer algo mais grave", acrescentou o funcionário.»

Em quem terão votado estes funcionários do Pingo Doce nas últimas eleições legislativas? Provavelmente, fizeram como os moradores de Sintra... lamento informar, mas quem quiser usufruir de segurança terá mesmo votar nos "fascistas" do PNR!

4 comentários:

  1. A pergunta que eu me faço é: quão incompetente tem o PNR que ser para não conseguir explorar TODAS ESTAS SITUAÇÕES para ganhar uma base votante digna desse nome?

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    1. É possível que parte do problema passe por aí, mas eu acredito mais na mediocridade intelectual e política do povo português. Aqueles velhos que se queixavam da insegurança em redor da estação de Queluz-Belas, por exemplo, votaram provavelmente no PS e no PSD. Quando um tipo se queixa de que já não pode andar sossegado na rua e depois vota em partidos que querem aumentar a imigração, não há crescimento nacionalista que seja possível.

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    2. Concordo consigo -- o povo português tem uma mentalidade demasiado medíocre, fazendo-nos muitas vezes duvidar de se merece ser salvo. Diria mesmo que tem uma inclinação natural para a inércia. Por isso penso que é preciso esfregar as soluções/alternativas na cara da malta, com a papinha toda feita, porque caso contrário ninguém vai à procura da informação.

      Por outras palavras, acredito (sem evidência, é mais um "quero acreditar") que mostrando a esses velhos de Queluz que existem alternativas, e dizendo explicitamente quais são, se conseguiria alcançar muita gente. Isto é, eles não sabem que o PNR existe e se sabem não o levam a sério.

      Eu, como tenho feito ultimamente com vários temas, comparo com Itália. Os italianos mais velhos sempre me disseram que o italiano não faz nada para mudar. E nas minhas observações realmente parecem-me quase tão inertes como os portugueses (apenas ligeiramente melhores). Se esta premissa estiver correcta, a minha proposição é que a ascensão da Lega/Salvini teve que ter sido causada por mérito do partido e dos seus intervenientes.

      Para resumir, penso que mesmo com um povo pasmado é possível mudança se houver competência na máquina política. E eu não vejo o PNR a fazer nada, com a oportunidade escancarada na frente deles. O Salvini é fatal nas redes sociais. Alguma vez viu o Instagram do Pinto Coelho (não tenho Facebook mas não deve ser melhor)? Mete dó! O PNR devia ter passado os últimos anos a criar uma imagem mais apelativa para a maioria dos portugas, a limpar a imagem de "partido racista". Raios, a Le Pen até correu com o pai do partido para "cortar com o passado"! A Lega deixou-se de tretas de Padania e companhia...

      Conheço italianos que me dizem que já se começam a sentir mais seguros na rua após a aprovação do decreto sicurezza. A mudança está ao alcance.

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    3. «Por isso penso que é preciso esfregar as soluções/alternativas na cara da malta, com a papinha toda feita, porque caso contrário ninguém vai à procura da informação.»

      Infelizmente, receio que o caro SdP tenha razão, o que é muito preocupante. É que Itália é um país muito grande, com mais de 60 milhões de pessoas. No meio de tanta gente, aparece sempre alguém com tempo e vontade de fazer a papinha toda aos preguiçosos. Mas a situação aqui em Portugal é muito diferente. O país é muito pequeno e há uma cultura de ostracismo social contra àqueles que não aderem aos dogmas do neomarxismo. Não sei, muito sinceramente, se será possível criar um partido como a Lega aqui no rectângulo.


      «acredito que (...) mostrando a esses velhos de Queluz que existem alternativas, e dizendo explicitamente quais são, se conseguiria alcançar muita gente. Isto é, eles não sabem que o PNR existe e se sabem não o levam a sério.»

      É possível, mas eu já nem disso tenho a certeza. Regra geral, a reacção das pessoas a quem tenho falado do PNR pessoalmente é quase sempre ou «epá, mas isso não é um partido de skinheads???» ou «Eu ainda me lembro do que era viver em ditadura, não vou votar em fascistas, pá!» Em relação ao estes velhos de Queluz, um dos problemas que antevejo é que, muito provavelmente, a maioria deles acredita que o comportamento dos "jovens" se deve ao facto de eles serem de classe baixa. O pensamento marxista e a mundivisão da luta de classes estão tão entranhados na sociedade portuguesa que a maioria das pessoas não consegue ver o mundo de outra forma.


      «a minha proposição é que a ascensão da Lega/Salvini teve que ter sido causada por mérito do partido e dos seus intervenientes.»

      E eu até concordo, mas é preciso salvaguardar que os estragos provocados pelos imigrantes em Itália nos últimos anos têm sido maiores e mais visíveis do que os estragos provocados pelos "jovens" em Portugal. Casos como o da morte brutal da Paola Mastropietro, por exemplo, inflamam o eleitorado de uma forma muito mais decisiva do que as pedradas dos "jovens" à polícia.

      Durante muitos anos, eu ainda tive esperança de que os portugueses olhassem para o resultado da imigração no resto da Europa e adoptassem o princípio da precaução. Mas agora até me rio da minha ingenuidade! A verdade é que as pessoas só se mexem quando as coisas lhe doem no próprio lombo… e como dizem os brasileiros, “pimenta no cu dos outros é refresco”!


      «O PNR devia ter passado os últimos anos a criar uma imagem mais apelativa para a maioria dos portugas, a limpar a imagem de "partido racista". Raios, a Le Pen até correu com o pai do partido para "cortar com o passado"! A Lega deixou-se de tretas de Padania e companhia...»

      Neste ponto concordo inteiramente com o caro SdP. Eu não entendo porquê mas, ao longo dos anos, o PNR não fez o suficiente para se demarcar dos skinheads e da sua delinquência. Por exemplo, o Mário Machado continua a ser constantemente associado ao PNR, mas os dirigentes do partido não se têm distanciado dele e dos que pensam como ele de uma forma absolutamente clara. Resta saber porquê…

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