sexta-feira, 17 de maio de 2019

Sobre o mais recente ataque da ICAR ao PNR


Da página de Facebook do Presidente do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«Não resisto a publicar aqui o "desabafo" do nosso candidato do Porto, José Pedro Leão:
«Como católico, devo evitar o ultramontanismo ou seja, pôr em causa ou duvidar da autoridade da Santa Sé. No entanto, simples mortal e imperfeito que sou, por vezes vejo-me tentado a questionar certas atitudes do clero. Hoje, acordei com a notícia que o Patriarcado de Lisboa, fez referência a que o voto em alguns partidos, se enquadra na fé cristã. Para meu espanto, não foi mencionado o único partido que incondicionalmente apoiou e apoia, todas as decisões da Igreja, mesmo as menos populares, como o incondicional NÃO ao aborto, o incondicional NÃO à eutanásia, o incondicional NÃO às ligações homossexuais, o incondicional NÃO à maçonaria, o total respeito à autoridade do Clero. O PNR, é o único partido que não é permeável ao facilitismo, é o único partido que entende que jamais nos havemos de afastar de Deus para agradar ao Homem, mas sim, por muito que nos custe, temos de nos afastar do Homem para agradar a Deus. Estou triste pois nunca pensei que membros do Clero fossem tentados ao politicamente correcto».


 O Patriarcado de Lisboa incluiu o Aliança da direitinha e o Basta da direitinha, mas "esqueceu-se" do PNR.

Estamos habituados ao boicote mediático e a todo o género de tropelias e injustiças que tornam a nossa luta profundamente desigual, revelando-se tão mais frustrante quando se trata de ir a votos. Mas há certo tipo de injustiças que ainda magoam mais. Hoje foi uma delas.»

Ora bem, normalmente eu abstenho-me de fazer considerações sobre os comentários deixados por dirigentes do PNR nas redes sociais, mas hoje não consigo. Há aqui demasiadas coisas que me revoltam, que me fazem cerrar os punhos de raiva e esmurrar a mesa.

Para começar, a atitude da Igreja, que só supreenderá quem andar muito distraído. Ao longo das últimas décadas, a ICAR tem estado sempre contra os nacionalistas. SEMPRE! Os católicos bem podem protestar, porque a verdade é que os clérigos cristãos, de uma forma geral, atacam implacavelmente o Nacionalismo. E de nada adianta haver um ou outro padre que não ataca, porque as figuras mais destacadas, os bispos, os arcebispos e sobretudo o próprio papa, atacam-no de forma sistemática.

Em relação ao "desabafo" deixado por José Pedro Leão, parece haver uma confusão em relação ao significado do termo "ultramontanismo". O ultramontano é aquele que apoia incondicionalmente o papa e a Igreja, não o contrário. Talvez o  José Pedro Leão esteja a confundir ultramontanismo com sedevecantismo?... Mas isso é o menos importante. O que realmente me incomoda no comentário do candidato do Porto é esta passagem: «pôr em causa ou duvidar da autoridade da Santa Sé». Mas porque diabo é que, em pleno séc. XXI, não havemos de duvidar dos homens que lideram a Igreja? Quem são eles para estarem isentos do nosso escrutínio? Porque é que esta atitude patética de submissão bovina prevalece entre os católicos? A quem serve esta constante genuflexão incondicional perante o clero? 

Finalmente, temos o comentário do Presidente do PNR, José Pinto-Coelho, que se diz "magoado" com a atitude do Patriarcado de Lisboa. Pois eu não estou "magoado", Sr. Presidente. Eu estou revoltado, furioso!!! Os clérigos que condenam o PNR são os mesmos que levaram a ICAR ao descrédito, que afastaram as pessoas das igrejas e as deixaram às moscas! São exactamente as mesmas pessoas que, ao longo das últimas décadas, falharam(?) estrondosamente o combate ao marxismo cultural, permitindo que os valores da nossa sociedade regredissem até ao niilismo e ao hedonismo grotescos a que assistimos hoje em dia, com as graves consequências demográficas que o Sr. Presidente tão bem conhece!

A submissão dos povos dos países do Sul da Europa aos ditames do clero católico é um erro histórico que já vai sendo hora de rectificarmos de uma vez por todas! Ser cristão não é -ou pelo menos não deveria ser- obedecer cegamente a um cretino globalista só porque esse cretino é padre, ou bispo, ou até papa!!! A religião da submissão é o Islão, não é o Cristianismo! A Igreja existe para servir a sociedade, regulando a moral e os costumes, não o contrário! A sociedade não existe para servir a Igreja!!!

4 comentários:

  1. Eu creio já ter dito em algum lado que este papa que agora esta no vaticano podia perfeitamente ser membro do bloco de esterco se por acaso fosse portugues. Sou catolico mas reconheço que a igreja catolica esta totalmente corrompida e que serve os glbalistas e os marxistas culturais. Ainda aparecem papalvos catolicos a dizer que nós temos o "dever" de acolher essa escumalha que se diz "refugiada" Quando a Igreja era uma instituiçao masculina e aristocratica jamais iria permitir uma invasao destas (casos no passado quando os turcos quiseram invadir a Europa, foi o Vaticano que organizou ligas de defesa), mas agora como se tornou afeminada e corrupta, tornou-se nossa inimiga. Precisamos de novos politicos, novos governos e de um novo vaticano.

    Bruno D

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    1. «Eu creio já ter dito em algum lado que este papa que agora esta no vaticano podia perfeitamente ser membro do bloco de esterco se por acaso fosse portugues.»

      Sem dúvida! Aliás, o esquerdalho “tuga” adora esta papa, o caro Bruno D não encontrará um único político de extrema-esquerda em Portugal que condene o Bergoglio, a não ser talvez na questão da pedofilia, e mesmo assim timidamente…


      «Sou catolico mas reconheço que a igreja catolica esta totalmente corrompida e que serve os glbalistas e os marxistas culturais.»

      E sou ateu e digo-lhe que tudo isto é uma grande tragédia. A Europa precisa do Cristianismo, os povos que não têm um ideal maior do que a mera existência terrena estão condenados ao fracasso. Ninguém pode viver apaixonadamente se não tiver um sentido maior para a sua existência. Eu só percebi isso quando lidei pessoalmente com outros ateus, sobretudo ateus de esquerda. Nunca me senti tão alienado da humanidade como quando privei com ateus de esquerda! Gente hipócrita, relativista, cheia de racionalizações pedantes mas profundamente frustrada e em muitos casos até deprimida, para quem a vida é pouco mais do que um castigo.

      Os muçulmanos, com todos os seus defeitos, ainda mantêm o sentido maior das coisas. Ainda compreendem que esta vida só faz sentido como parte de algo muito maior do que ela. Não admira que estejam a ganhar vantagem…


      «Ainda aparecem papalvos catolicos a dizer que nós temos o "dever" de acolher essa escumalha que se diz "refugiada"»

      A maioria deles hipócritas que falam em “dever” sem nunca terem enfiado nenhum “refugiado” em suas casas…


      «Precisamos de novos politicos, novos governos e de um novo vaticano.»
      Sem dúvida. Mas o meu maior medo é que os políticos, os governos e os membros do clero sejam o nosso reflexo, caro Bruno D. Que tenhamos exactamente os líderes e as elites que merecemos. Se assim for, a mudança não virá tão cedo quanto seria desejável, se é que virá de todo…

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    2. "A Europa precisa do Cristianismo, os povos que não têm um ideal maior do que a mera existência terrena estão condenados ao fracasso" Ainda tentam substituir o Cristianismo pelo paganismo, mas como podem querer que uma religião morta à milhares de anos volte? Aliás, se ela morreu na altura era porque ela já estava moribunda, como de resto o Cristianismo de hoje em dia.
      "Os muçulmanos, com todos os seus defeitos, ainda mantêm o sentido maior das coisas. Ainda compreendem que esta vida só faz sentido como parte de algo muito maior do que ela. Não admira que estejam a ganhar vantagem"- São uma sociedade tradicional e conservadora como nós já fomos. Eles olham para a nossa decadencia e fraqueza e obviamente só nos podem desprezar.
      "Se assim for, a mudança não virá tão cedo quanto seria desejável, se é que virá de todo…" Esta decadencia irá acabar caro Afonso, mais cedo ou mais tarde, agora resta saber às mãos de quem. Nossas? Ou dos mouros?

      Bruno D

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    3. «mas como podem querer que uma religião morta à milhares de anos volte? Aliás, se ela morreu na altura era porque ela já estava moribunda, como de resto o Cristianismo de hoje em dia.»

      O paganismo não passa de uma piada, caro Bruno D. O Observador da direitinha publicou um censo há uns meses em que se mostrava que o número de pagãos portugueses mal passava de um milhar. As pessoas que sonham com o regresso em força do paganismo estão pura e simplesmente a delirar, a sonhar acordadas...


      «São uma sociedade tradicional e conservadora como nós já fomos. Eles olham para a nossa decadencia e fraqueza e obviamente só nos podem desprezar. »

      É perfeitamente natural que o forte desdenhe do fraco. Só aqueles que não compreendem a natureza humana são capazes de acreditar no contrário. As pessoas capazes de tolerar a fraqueza são uma escassa minoria e há razões históricas muito fortes para que assim seja: dos fracos não reza a história...


      «Esta decadencia irá acabar caro Afonso, mais cedo ou mais tarde, agora resta saber às mãos de quem. Nossas? Ou dos mouros?»

      Não sei se irá acabar, caro Bruno D, pelo menos no nosso tempo de vida. A situação no Ocidente está de tal forma degradada que eu estou convencido que só uma crise de dimensões épicas poderá reverter o actual estado de coisas. As pessoas no Ocidente já não sabem o que é sofrer, o que é ter de trabalhar no duro para ter pão na mesa. Isto vai ser pago muito caro. E quanto mais tarde, pior.

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