quarta-feira, 29 de maio de 2019

Resultados finais das Eleições Europeias de 2019
...e comentários do vosso blogueiro


      Estão finalmente apuradas todas as 3092 freguesias de Portugal e 100 consulados no estrangeiro. Os resultados finais obtidos pelo único partido nacionalista português -o Partido Nacional Renovador (PNR)- nas Eleições Europeias que tiveram lugar no passado domingo [26-Mai-2019] são os seguintes:
▪ Território nacional: 15 999 votos (0,48%)
▪ Estrangeiro: 166 votos (1,20%)
▪ Total (território nacional + estrangeiro): 16 165 votos (0,49%)
A abstenção final foi de 69,27%, o maior valor de sempre da história da "democracia" abrilina. Chegou a hora de eu fazer alguns comentários acerca de tudo isto.




I. Comentários ao resultado obtido pelo PNR


Vamos começar a olhar para todos os resultados obtidos pelo PNR em eleições europeias desde a sua primeira participação, em 2004:




Apesar da subida do número de votos (de 15 036 para 16 165) e da percentagem relativa (de 0,46 % para 0,49 %), é realmente difícil não considerar este resultado como uma desilusão. Mais uma vez, cumpriu-se a "maldição do meio ponto percentual": ainda não foi desta que o PNR conseguiu ter mais do que 0,50 % numas eleições. Pior do que isso, a tabela acima mostra um claro abrandamento do crescimento do PNR em eleições europeias. Isto deve preocupar todos os nacionalistas dignos desse nome, por ser um forte indício de que a nossa mensagem não está a passar. 

Ora, as próximas eleições legislativas são já no próximo dia 6 de Outubro. Quer dizer que temos pouco mais de 4 meses para mudarmos a nossa abordagem e tentarmos convencer os eleitores portugueses a votar no PNR. Perante esta dolorosa realidade, o que é que pode ser feito? Tenho de vos confessar, caros leitores, pela primeira vez desde que sou nacionalista, estou sem ideias. Sempre pensei que o crescimento do Nacionalismo português fosse apenas uma questão de tempo, que bastaria seguir o exemplo dos outros partidos nacionalistas europeus para termos sucesso aqui em Portugal.

Agora, já não tenho tanta certeza. As minhas dúvidas começaram com os resultados brutais desta sondagem que eu publiquei aqui no TU em Setembro do ano passado. E, na sequência dos resultados deste domingo, surgiram ainda mais reservas e interrogações na minha cabeça. A fórmula utilizada pelos partidos nacionalistas europeus que têm tido sucesso não parece estar a resultar aqui em Portugal. Resta saber porquê.


II. A maior abstenção de sempre


Dos 10 780 068 eleitores inscritos, votaram apenas 3 314 423, ou seja, cerca de 30,73%. Isto corresponde a uma abstenção de  69,27%, o maior valor de toda a  história da "democracia" abrilina. Ou seja, quase sete em cada dez portugueses optaram por não ir votar nestas eleições europeias. E ainda pior do que o valor em si, é o facto de a abstenção estar a crescer cada vez mais a cada novo acto eleitoral:





Desde 1999, a abstenção aumentou quase 10%. Há muitas formas de olhar para estes números. Para os nacionalistas adeptos da abstenção, o resultado de domingo será certamente uma grande vitória, porque eles acreditam que a legitimidade do sufrágio fica comprometida ou, pelo menos, beliscada. Pura ilusão, é claro, mas quando se vive num mundo de fantasia, acredita-se em fantasias...

A verdade é que este número, apesar de elevado, não significa rigorosamente nada em termos práticos. A validade das eleições não depende do número de votos, porque a Constituição a República Portuguesa estipula que a Lei não pode estabelecer um número mínimo de votos para eleger deputados. Os puhíticos e as comentadeiras de serviço dizem estar preocupados com a abstenção, mas é tudo fogo de vista, palhaçada para inglês ver. Eles sabem perfeitamente que, quanto menos gente for votar, melhor será para eles. Porquê? Porque os boys e as girls deles votam sempre, garantindo a sua eleição, pelo que a abstenção apenas fará crescer a sua percentagem relativa.

A abstenção também não legitima o que quer que seja, porque a abstenção não representa um bloco coeso e homogéneo de eleitores, muito menos pode ser utilizada como argumento para validar intervenções armadas. Há abstencionistas que não votam por preguiça, há outros que não votam por não compreender a política, há outros que não votam por protesto, há outros que não votam por pura indiferença... querer juntar toda esta gente sob a mesma bandeira é ridículo, absolutamente ridículo!

A minha opinião em relação à abstenção é a mesma de sempre: ela traduz o analfabetismo e o atraso democrático severo do povo português. Todos aqueles que a defendem vão ter o que merecem, vão chegar à terceira idade desdentados e descabelados, mais ainda a sonhar com revoluções que nunca hão-de concretizar-se...

Curiosamente, houve uma redução dos votos brancos e nulos:





III. Sobre a grande vitória da extrema-esquerda


O pior aspecto da noite eleitoral de domingo foi, na minha opinião, o reforço do Partido Socialista (PS) e do Bloco de Esquerda (BE), acompanhado pela ascensão fulgurante do Pessoas, Animais e Natureza (PAN). A subida do BE, em particular, veio confirmar os meus piores receios: o partido mais extremista de Portugal é aquele que mais potencial de crescimento parece ter, porque à medida que a população urbana cresce e a população rural diminui, ao mesmo tempo que dezenas de milhares de imigrantes vão sendo naturalizados todos os anos, a tendência é para o número de votos e o peso relativo do bloco aumentar. Repare-se bem, no quadro abaixo: o BE conseguiu duplicar o seu número de eurodeputados e mais que duplicar o seu número de votos!


(Número de eurodeputados eleitos em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)


É muito provável que muitos dos votos ganhos pelo BE tenham sido "roubados" à CDU, que teve um resultado desastroso. Tão desastroso que, contrariamente ao que tem sido habitual nos dirigentes do PCP ao longo dos anos, Jerónimo de Sousa admitiu a derrota. Pela parte que me toca, entre o BE e a CDU prefiro a segunda. A malta do BE é tão marxista como os comunas, mas muito mais hipócrita e muito menos conservadora nos costumes. O ideal era mesmo que ambos os partidos desaparecessem...

Depois temos o fenómeno do PAN: os movimentos ecologistas já existem em força há muitos anos noutros países europeus, mas a liderança do PAN usou uma estatégia de génio, que consiste em juntar ecologia com "direitos" dos animais. Em 2014, o PAN já tinha obtido 56 363 votos (1,72%), o que já era impressionante dada a criação recente do partido. Mas agora, em 2019, o PAN quase triplicou essa votação, conseguindo eleger um eurodeputado.

Isto significa que, dos 21 eurodeputados eleitos por Portugal, 14 são de esquerda, dos quais 5 são de extrema-esquerda, sendo que os restantes 7 eurodeputados são da direitinha apátrida e cosmopolita. Um desastre total, em termos de representação dos interesses portugueses na Europa.

E também aqui é necessário que os nacionalistas saibam responder à seguinte pergunta: o que leva tantos portugueses a votar no BE?


IV. Sobre a derrota bem merecida da direitinha globalista e cosmopolita


Não posso ser hipócrita: a votação desastrosa -mas deliciosa- obtida pelo PSD do bilderberguer Rio Risonho e da islamófila pseudo-humanista Assunção "do hijabe" Cristas soube-me muito, mas muito bem! Sempre achei que a "convergência para o centro" dos direitinhas 'tugas' não passava de um eufemismo para rebuçar a sua revoltante covardia política.

O Rio Risonho, tal qual senhor feudal arrogante, julgava que mandar no PSD era como mandar na Câmara do Porto, que ele ia chegar ali e transformar o PSD numa espécie de PS um pouquinho mais liberal e toda a gente ia aceitar. Acabou por alienar os militantes mais à direita do PSD, que se parecem ter redistribuído pelos novos partidos da direitinha. Já a Cristas da direitinha parece ter achado que os eleitores do CDS queriam um partido mais "modernaço" e "progressista". O seu apoio às quotas de "género", a sua submissão ao Islão (sim, submissão, porque ir à mesquita do David das cotovoeladas de hibaje enfiado na cabeça para depois ser enfiada numa sala à parte é mesmo submissão), o seu louvor ao deputado rabeta do CDS que saiu do armário, a sua falta de condenação veemente à iniciativa das passadeiras LGBT, enfim, a Cristas é, no plano dos valores sociais, indistinguível de qualquer militante do BE.

Tudo isto paga-se caro: o PSD teve o seu pior resultado de sempre em eleições de âmbito nacional e o CDS teve um dos seus piores resultados de sempre. E a melhor parte é que estes imbecis não parecem ter aprendido a lição! Veja-se, por exemplo, esta análise feita à derrota do CDS no Observador da direitinha... a Cristas acha que o CDS perdeu votos por ser demasiado conservador! Ela deve ter achado que os eleitores do CDS votaram no BE!!! Ó Cristas, olha bem para isto:



(Resultados dos pequenos partidos de Direita em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)



De onde é que a Cristas achará que vieram os 88 701 votos (156 532 - 67 831) que os pequenos partidos de direita conquistaram entre 2014 e 2019? Será que ela acha que vieram do PCP? Ou do Livre? Ou do MPT??? Não, Cristas burrinha, vieram do PSD e CDS, evidentemente!!! Mas eu até aprecio este autismo impassível por parte da líder do CDS... porque significa que, muito provavelmente, a direitinha vai voltar a estampar-se no próximo mês de Outubro. Nós, na verdadeira Direita, só podemos congratular-nos com esta atitude! Espero que o Rio e a Cristas continuem a liderar os seus partidos durante muito tempo!



V. Comentário ao desempenho dos novos partidos da direitinha


É preciso sermos humildes e reconhecermos: os novos partidos da direitinha, Aliança, Basta e Iniciativa Liberal tiveram uma boa estreia. A título de exemplo, todos eles superaram o melhor resultado alguma vez obtido pelo PNR (
27 269 votos nas Legislativas de 2015). Não é coisa pouca. E não me venham com a desculpa de que eles foram levados ao colo pela comunicação social, porque isso, sendo verdade, não explica tudo.

É verdade que os novos partidos da direitinha beneficiaram imenso da incompetência de Rui Rio e de Assunção Cristas. E também é verdade que Santana (f)Lopes é um autêntico dinossauro da política portuguesa e que, nessa condição, arrastaria sempre parte da militância tradicional do PSD com ele. Mas não é menos verdade que a mensagem do Basta e da IL têm algo de diferente e de muito refrescante em relação à direitinha corrompida do PSD e do CDS.

Comecemos pelo Basta, uma coligação de monárquicos, militantes pró-vida e conservadores descontentes com os grandes partidos da direitinha. O seu líder, André Ventura, dispensa apresentações. Nitidamente inteligente, Ventura percebeu o enorme potencial do discurso anti-imigração e usou-o para se catapultar para a ribalta, primeiro na televisão, depois na política. Ventura teve sucesso onde os dirigentes do PNR têm falhado ao longo dos anos, conseguindo convencer as pessoas a votarem num partido genuinamente conservador. Em 2014, o PPM e o PPV tinham obtido, em conjunto, 29 749 votos. Em 2019, a coligação Basta obteve 49 496 votos, quase mais 20 mil votos. Esses quase 20 mil votos adicionais devem-se, quer queiramos, quer não, a André Ventura, ao seu carisma e eloquência. O homem até pode ser um charlatão, mas temos de admitir, é um charlatão convincente. Aprendamos com ele aquilo que funciona.

Já o Iniciativa Liberal ficou aquém das minhas expectativas, mais ainda assim teve inegavelmente uma boa estreia. Por exemplo, os quase 30 mil votos que a IL obteve superaram o resultado do PCTP/MRPP, o partido de simpatizantes do terrorismo que já anda nisto há várias décadas. A minha perspectiva sobre a IL foi provavelmente distorcida pelo facto de eu viver no Porto há já mais de 22 anos e de ter notado uma grande simpatia por este novo partido entre as elites tripeiras. Eu próprio tenho de confessar que me revejo em grande parte do programa económico da IL (menos estado, menos despesa pública), mas o seu anti-conservadorismo social e a sua apologia da imigração fazem-me descartá-la automaticamente. Eu acredito na Direita, não na direitinha. E a IL representa o que de pior existe na direitinha: pessoas que adoram os mercados de uma forma quase religiosa, mas que depois desprezam os valores morais e a organização social e comunitária que fez do Ocidente o portento científico, militar e tecnológico que tem dominado o mundo nos últimos séculos.

Até onde podem ir o Basta e a IL no futuro? É difícil dizer mas, da perspectiva nacionalista, é o primeiro que nos deve preocupar. O eleitorado do Basta é o eleitorado natural do PNR e o facto de o Ventura & C.ª terem conseguido ir tão longe na sua estreia deve ser objecto de uma reflexão profunda por parte dos nacionalistas. Repito: não me venham com a desculpa de que o Basta foi levado ao colo pela comunicação social, porque isso não explica tudo. Há algo no PNR que está a falhar e precisamos urgentemente de perceber o que é.


VI. Breve nota sobre o desempenho dos pequenos partidos de Esquerda


De uma forma geral, os pequenos partidos de esquerda perderam votos nestas europeias. Já vimos que o PAN foi a excepção a esta regra, todos os outros perderam terreno:



(Resultados Globais em 2019 e em 2014, Fonte: SGMAI)


O PCTP/MRPP foi o pequeno partido de esquerda que mais votos perdeu, passando de 54 622 votos em 2014 para 27 222 votos em 2019 (-27 400 votos). Uma excelente notícia para todos os amantes da democracia e da liberdade, uma vez que este partido representa o que de pior existe na sociedade portuguesa: marxismo puro e duro, apologia do terrorismo e um ódio primário criminoso à Pátria e aos portugueses.

Também é reconfortante constatar que o "Livre" do repugnante Rui Tavares e da racista despudorada Joacine Katar-Moreira perdeu mais de 11 mil votos; e que o MAS do drogado antidemocrata que defendia a censura do PNR e do Basta praticamente se eclipsou, tal como o PTP. 

A humilhação de Marinho Pinto e do seu PDR também foi inteiramente merecida. Não nos esqueçamos que este "senhor" foi um dos mais ardentes defensores dos artigos 11 e 13, os tais que vão "regular" (eufemismo para censurar) o conteúdo das redes sociais na União Europeia. A argumentação de Marinho a favor da "regulação" foi do mais absurdo que pode haver, Marinho comparou os artistas famosos e as multinacionais me(r)diáticas a Luís de Camões que, "coitadinho, morreu pobrezinho porque ninguém lhe pagou o que era devido pela sua obra"! Isto só tem uma qualificação possível, caros leitores: cretinice e falta de vergonha na cara. 

Para onde foram os votos de todos estes pequenos partidos de Esquerda? É difícil dizer, mas as hipóteses mais prováveis são o PS e, sobretudo, o BE.


VII. Conclusões e nota final


Resumindo novamente os pontos principais desta posta:
1. O PNR obteve 16165 votos (0,49 %), aumentando ligeiramente a sua votação face a 2014 (15 036 votos - 0,46%);
2. Observa-se, desde 2009, um abrandamento preocupante do crescimento do número de votos do PNR em eleições europeias;
3. É urgente identificar as causas deste abrandamento e corrigi-las até às próximas eleições legislativas de 6 de Outubro;
4. A abstenção foi a maior de sempre (69,27%), não obstante ter havido uma ligeira redução dos votos brancos e nulos. 

5. A extrema-esquerda mais extrema-esquerda de Portugal, o Bloco de Esquerda, foi um dos grandes vencedores destas eleições. É urgente compreendermos o que leva tantos portugueses a votar neste partido.
6. A direitinha do arco da governação, PSD e CDS foi uma das grandes derrotadas destas eleições. Dada a reacção desnorteada dos líderes destes dois partidos, temos motivos para confiar que isto pode vir a repetir-se no próximo mês de Outubro.
7. O resultado obtido pela coligação 'Basta' demonstra que é possível convencer o eleitorado a votar mais nos partidos conservadores. É urgente que os nacionalistas aprendam com o exemplo de André Ventura, por mais execrável que possamos considerar o homem. Todos nós, nacionalistas, temos de melhorar o nosso discurso, o nosso carisma e a forma como nos apresentamos ao eleitorado.

Tal como fiz nas últimas legislativas, eu vou olhar agora para os resultados do PNR em cada distrito, para tentar perceber onde é que o partido perdeu e ganhou mais votos...

32 comentários:

  1. Silvino de Portugal29 de maio de 2019 às 19:23

    Muito obrigado por esta análise, Afonso.

    Se os pequenos partidos de direita se unissem (Aliança, IL, Basta, PNR) ainda dava pra 1 deputado.

    A direitinha não morreu mas definhou e vai continuar a definhar. É a oportunidade para o nacionalismo, saibamos nós passar a mensagem. O problema maior é que a esquerda vai continuar a distribuir dinheiro e a fazer os pobres e ignorantes pensar que são importantes, esse é um grande obstáculo. Temos que pensar em melhor propaganda: é preciso alertar as pessoas para o perigo da imigração, fazer videos e posts virais onde mostremos no que se tornaram as nossas cidades e o que está a acontecer à nossa cultura. Acho que falta uma fonte credível online onde possamos congregar dados indisputáveis que mostrem como caminhamos para a grande substituição e possamos dizer: "não acreditas na grande substituição? Vai aqui." Muita gente não acredita que é um facto. Depois de convencer o público em geral de que é um facto, resta espalhar a pergunta: "sabes que a tua população vai ser substituida. É isso que queres?" Vai ser cada vez mais difícil encontrar uma maioria que diga que sim.

    Num à parte relacionado com um comentário do Afonso no post anterior: tal como a sua patroa, a minha votou no Open VLD (liberais belgas). Não a consegui formatar para votar no Vlaams Belang. Similar à IL, o Open VLD não é anti-imigração, apesar de o programa incluir referências à seletividade migratória. Enfim, nós nacionalistas anti-imigração temos muito trabalho pela frente.

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    1. «Muito obrigado por esta análise, Afonso.»

      Não tem de quê, caro SdP. Eu costumo fazer este género de exercício a cada eleição para tentar perceber melhor o que esperar no futuro. Nas últimas eleições Legislativas tive uma surpresa agradável, nestas europeias tive uma surpresa desagradável. É a vida…


      «Se os pequenos partidos de direita se unissem (Aliança, IL, Basta, PNR) ainda dava pra 1 deputado.»

      É verdade, mas eu acho que esses quatro partidos são, na prática, incompatíveis. O Aliança é uma espécie de PSD mais à direita; o IL é uma espécie de CDS sem conservadorismo; o Basta é católico-monárquico e, por conseguinte, não se opõe à imigração. A minha surpresa nestas europeias também passa por aí, eu nunca pensei que os portugueses se preocupassem tão pouco com a iminvasão. Estou genuinamente chocado, mesmo levando em conta a tal sondagem de que falámos há uns dias e que, a propósito, republiquei aqui.


      «é preciso alertar as pessoas para o perigo da imigração, fazer videos e posts virais onde mostremos no que se tornaram as nossas cidades e o que está a acontecer à nossa cultura.»

      O problema é mesmo a parte do “virais”… é que isso não depende apenas de nós. Eu já tive dois vídeos “virais” no YouTube e, em menos de 24 horas, foram denunciados. Há sempre alguém a patrulhar as redes sociais e a reportar vídeos nacionalistas. Claro que isso não nos deve fazer desistir, mas é preciso termos a noção de que o combate será sempre muito desigual e que vamos ter de ter muita paciência para levar a empreitada a bom porto.


      «sabes que a tua população vai ser substituída. É isso que queres?" Vai ser cada vez mais difícil encontrar uma maioria que diga que sim.»

      Essa ideia é excelente, criar um repositório onde se documente o extermínio da raça branca. Mas, mais uma vez, não sei até que ponto será exequível, dada a censura constante pelos donos disto tudo. O mais provável é que, se criarmos algo desse género, seja censurado no espaço de apenas algumas semanas.


      «tal como a sua patroa, a minha votou no Open VLD (liberais belgas). Não a consegui formatar para votar no Vlaams Belang.»

      LOL! O Black Pigeon Speaks é que tem razão, as nossas mulheres são a nossa desgraça! A minha chama-me racista e homofóbico constantemente, às vezes em frente aos pais dela, outras vezes à frente dos meus. Mas, nos últimos meses, ela tem andado mais caladinha porque tivemos um episódio em concreto que eu lhe posso atirar à cara sempre que preciso: em Fevereiro, estivemos uns dias no Reino Unido e ela foi super-maltratada por um taxista monhé. Eu acabei por intervir, mas primeiro deixei-o abusar verbalmente dela, para ela sentir na pele a “maravilha” da sociedade multikulti de que ela tanto gosta. Agora, quando ela me vem com a conversa do “racismo”, eu digo-lhe sempre: quando estivemos em Nottingham bem precisaste que o “racista” te defendesse do paki misógnio! :P

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  2. Uma coisa é certa: Louvo-lhe a paciência :)

    De resto concordo globalmente com a sua análise, assim de repente só discordo em parte de uma coisa: não sei se podemos dizer de forma assim tão linear que os votos que o CDS e o PSD perderam foram todos para o Basta, IL e Aliança. É óbvio que é altamente provável que isso tenha acontecido sobretudo no caso da Aliança mas no caso do Basta pode haver gente que no passado tenha votado na esquerda (sobretudo PS) a votar agora no Basta. Por exemplo é sabido que uma parte do actual eleitorado da FN (ou RN) em França e da LN em Itália no passado votou em partidos de esquerda. É claro que não estamos a falar dos fanáticos de esquerda que esses votam no mesmo até a morte.

    E vou reforçar está ideia: as cidades são as maiores inimigas do nacionalismo. Por exemplo na Polónia a diferença entre os votos nos grandes centros urbanos e os votos fora deles é absolutamente abismal! Se só contasse a capital e as grandes cidades o partido conservador (ao contrário do que os merdia dizem não é um partido propriamente nacionalista que está no poder mas sim um partido conservador com laivos nacionalistas) não centristastinha hipótese e os centristas/liberais ganhavam todas as eleições sem grandes problemas. Alias, a diferença na votação entre a Polónia Ocidental e a Polónia Oriental é quase abismal, com a primeira muito mais liberal e a segunda muito mais conservadora/nacionalista. Tanto que alguns nacionalistas polacos após as eleições, de forma trocista criaram um meme onde declaravam a parte Ocidental da Polónia "Alemanha Oriental" e Varsóvia "satélite de Berlim".

    Ass:FdT

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    1. «Uma coisa é certa: Louvo-lhe a paciência :)»

      Tem mesmo de ser caríssimo: uma coisa que irrita acerca das noites eleitorais é que, em geral, apenas se olha para os resultados de uma forma superficial, sobretudo no que respeita aos partidos mais pequenos. Temos de ter a coragem de sermos autocríticos e de tentarmos perceber aquilo que realmente está a acontecer. Aquilo que está em jogo é a sobrevivência da civilização ocidental, pelo que não podemos contentar-nos apenas com conversinha de circunstância. Temos de meter o dedo na ferida, como diz o nosso povo… e tentar perceber, dentro das nossas possibilidades, aquilo que está mesmo a acontecer.


      «só discordo em parte de uma coisa: não sei se podemos dizer de forma assim tão linear que os votos que o CDS e o PSD perderam foram todos para o Basta, IL e Aliança. É óbvio que é altamente provável que isso tenha acontecido sobretudo no caso da Aliança mas no caso do Basta pode haver gente que no passado tenha votado na esquerda (sobretudo PS) a votar agora no Basta.»

      Um dos problemas destas análises é precisamente esse, nós não temos todos os dados que gostaríamos de ter no que respeita à “migração” (já que esta palavra desonesta está tão em voga) de votantes. E assim temos de ficar no plano da conjectura e no domínio da opinião.

      Pessoalmente, eu não acredito que haja muita gente a votar no Basta vinda do PS, pelo simples motivo de que o PS aumentou a sua votação, enquanto o PSD e o CDS perderam votos. Outro indicador de que o PSD e o CDS terão perdido eleitores é o descontentamento que se nota, por exemplo, nas caixas de comentários do Observador da direitinha. É um indicador fraco, é verdade, mas há muitos comentadores a dizer que votaram nos pequenos partidos da direitinha por acharem que Rio e Cristas estão “à deriva”. Mas reconheço, não pode haver certezas quanto a isso, porque simplesmente não há dados.


      «Por exemplo é sabido que uma parte do actual eleitorado da FN (ou RN) em França e da LN em Itália no passado votou em partidos de esquerda. É claro que não estamos a falar dos fanáticos de esquerda que esses votam no mesmo até a morte.»

      Sim, é verdade, mas esse fenómeno parece-me difícil de reproduzir em Portugal, pelo menos, para já: a RN e a LN só começaram a captar militantes de esquerda quando adquiriam uma dimensão que lhes permitiu começar a rivalizar com os sindicatos controlados pela esquerda. A RN, em particular, fez um trabalho notável a ir buscar os trabalhadores brancos a esses sindicatos, convencendo-os de que a Esquerda estava a dar os seus postos de trabalho aos imigrantes (o que era verdade). Ora, o PNR ainda é demasiado pequeno para poder fazer isso. É algo em que devemos apostar, sem dúvida, mas é preciso ver que nem mesmo o PCTP/MRPP tem grande influência nos sindicatos de trabalhadores portugueses, apesar de ser essencialmente da mesma cor política, por manifesta falta de capital humano. Penetrar nos sindicatos é um trabalho moroso que vai demorar muitos anos a dar frutos.

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    2. «as cidades são as maiores inimigas do nacionalismo. Por exemplo na Polónia a diferença entre os votos nos grandes centros urbanos e os votos fora deles é absolutamente abismal!»

      Grande verdade. Eu, sendo conhecedor de ambos mundo urbano e rural português, fico por vezes chocado com as diferenças de atitude e de opinião em cada caso. Aqui no Porto, por exemplo, a quantidade de betinhos da esquerda caviar que conheço, muitos deles com formação académica de topo, é desconcertante. Foi algo que me chocou ao longo dos anos, verificar que havia tantos. Na terra da minha da patroa é raríssimo encontrar apoiantes do bloco… os poucos que aparecem têm invariavelmente um ar alienado e “alternativo”. A classe média transmontana vota fielmente ora no PS, ora no PSD, com um viés mais laranjinha. Em certos meios rurais, o CDS ainda tem alguma influência, mas cada vez menos.


      «Alias, a diferença na votação entre a Polónia Ocidental e a Polónia Oriental é quase abismal, com a primeira muito mais liberal e a segunda muito mais conservadora/nacionalista. Tanto que alguns nacionalistas polacos após as eleições, de forma trocista criaram um meme onde declaravam a parte Ocidental da Polónia "Alemanha Oriental" e Varsóvia "satélite de Berlim".»

      LOL! Nunca falha, quanto mais para Ocidente, mais deprimente!... :P

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  3. Boa análise! Permita-me entretanto acrescentar umas achegas.
    A “vitória” da abstenção representa, na minha opinião, apenas mais um dos sinais da fossilização do regime, sem outro significado especial. Reparei que alguns comentários defendiam a imposição do voto obrigatório, mas não há nenhuma indicação de que daí resultasse uma alteração nos resultados finais. Mais ainda: como o abstencionista tende a ser conformista, provavelmente o seu voto viria a cair no “extremo centro”, no “voto útil”, porque no fundo está convencido que mais nenhum outro partido reúne condições para ganhar eleições. Não entende que, se metade dos abstencionistas fossem votar, rejeitando os partidos do alterne e seus satélites, isso seria suficiente para causar um vendaval eleitoral.
    Considero também que o sufrágio universal é um dos mitos do nosso tempo, um autêntico dogma, quando nada garante que o somatório das vontades individuais (chamemos-lhe assim, caridosamente) assegure a decisão mais acertada. Pelo contrário, o estudo da História prova exactamente o contrário: os pontos altos e as grandes iniciativas foram sempre obra da vontade de minorias. Por isso, o alargamento do universo de votantes vai no sentido errado. Devia ser ao contrário; não entendo, p.ex., como não se retira aos presidiários o direito ao voto; um assassino ou um assaltante, na hora de votar conta tanto como o homem cumpridor. O néscio e o violador valem tanto quanto o sábio. Mais ainda, o pulhítico delinquente e a sua rede clientelar de oportunistas e parasitas vão decidir sobre a propriedade de quem a ganhou honestamente pelo trabalho.
    Tenho dúvidas que o PNR pudesse fazer melhor nas condições existentes e também me parece que o objectivo do PNR deve ser mais abrangente do que conquistar votos à “direitinha”. (Isso foi o que aconteceu com o VOX em Espanha, com o resultado que se viu.) Há uma imensidão de gente desiludida com a esquerda (política de género, feminismo, emigração descontrolada, etc. -- eu conheço alguns!) que, com um discurso eficaz, poderiam votar nos nacionalistas. Marine Le Pen está a conseguir isso. No entanto, o português médio, além de politicamente analfabeto, tem uma visão clubística do acto eleitoral. Acresce a doutrinação, que começa no jardim de infância e não acaba na universidade. Entretanto, a comunicação social e a televisão zelam para que o rebanho não saia do curral: infantilizam a população, exploram o sentimentalismo, eliminam a racionalidade e manipulam descaradamente a realidade. Deste modo, é quase impossível criar condições para a mudança do sentido de voto. Só numa situação de cataclismo social, nunca agora que anda tudo satisfeito com a “reposição dos rendimentos” e o “fim da austeridade”...
    Por fim, acho estranho que os partidos nacionalistas, sem o desgaste do poder e sem a atenuação das causas as sua ascensão, tenham praticamente estancado em toda a Europa: Marine Le Pen quase empatou com o “Micron”, com a imagem pública pelas ruas da amargura, contestado semanalmente há quase meio ano. Em Espanha o PSOE vence eleições depois de o Pedro Sánchez bater várias vezes seguidas em mínimos eleitorais, para não falar da sua tese de doutoramento plagiada, e outras “medalhas” afins; a AfD teve um resultado pífio; na Holanda, o partido do Geert Wilders quase desaparece, etc. etc. Só Viktor Orbán e Nigel Farage obtiveram resultados convincentes. Talvez a causa disto passe por eleições "marteladas"... não me custa muito a crer que a “elite” globalista, corrupta e criminosa, lance mão de todos os meios para segurar as rédeas do poder. Com as votações electrónicas abrem-se as portas a todas as fraudes, e estes são dois nomes a fixar: Indra e Smartmatic. Talvez um dia escreva sobre o assunto... este texto já vai longo e fico por aqui.

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    1. «Reparei que alguns comentários defendiam a imposição do voto obrigatório»

      Falando apenas por mim, eu não defendo o voto obrigatório. O que eu defendo é a comparência obrigatória nos locais de voto. A diferença é importante: o voto obrigatório implica ter de escolher entre os candidatos constantes no boletim de voto, enquanto a comparência obrigatória não. Ao contrário da abstenção e dos votos brancos, um voto nulo tem um significado concreto, mesmo que não tenha qualquer efeito prático (desde que claramente nulo, i.e. em que o boletim de voto tenha sido claramente invalidado de uma forma deliberada, por exemplo colocando cruzes em todos os quadrados ou fazendo desenhos obscenos). Se as pessoas votarem nulo massivamente, os pulhíticos não poderão continuar a argumentar que as pessoas não querem participar nos sufrágios, nem poderão negar a rejeição dos candidatos por parte do eleitorado.


      «mas não há nenhuma indicação de que daí resultasse uma alteração nos resultados finais (…) Não entende que, se metade dos abstencionistas fossem votar, rejeitando os partidos do alterne e seus satélites, isso seria suficiente para causar um vendaval eleitoral.»

      Isso é verdade, mas eu julgo que isso se tornaria claro ao fim de alguns actos eleitorais. Bastaria que, a dada altura, um dos pequenos partidos tivesse uma votação fora do comum, roubando muitos deputados aos partidos do arco da governação. Isso faria o pessoal ver que, afinal, o voto pode mesmo fazer a diferença, quanto mais não seja para afastar as caras do costume do poleiro.


      « Considero também que o sufrágio universal é um dos mitos do nosso tempo, um autêntico dogma, quando nada garante que o somatório das vontades individuais (chamemos-lhe assim, caridosamente) assegure a decisão mais acertada.»

      Concordo… mas isso é, a meu ver, outra discussão diferente, que tem a ver com sabermos ou não se a democracia é o melhor sistema de governação possível. A minha opinião é que, do ponto de vista dos direitos individuais dos cidadãos, não há melhor sistema do que a democracia, porque é o único sistema que permite, ou melhor, vai permitindo às pessoas reclamarem e reivindicarem direitos. Já do ponto de vista da saúde das nações, a democracia é provavelmente o pior sistema que existe porque, ao conceder voz e liberdade a todos, ela não permite canalizar o esforço colectivo num propósito comum.

      Uma das coisas de que não gosto nos nazionaliztaz é precisamente a sua defesa intransigente daquilo a que chamam “aristocracia meritocrática”, por dois motivos: (1) o poder corrompe, pelo que nada garante que uma “aristocracia meritocrática” seja mesmo meritocrática e muito menos continue a ser sempre meritocrática ao longo do tempo; (2) na ausência do direito à liberdade de expressão, as pessoas têm de comer e calar, sendo que nada nos garante que um governo nacionalista não iria oprimir a dissidência ou até mesmo os nacionalistas que não concordassem com tudo aquilo que os “aristocratas” defendessem. Recorde-se o caso de Rolão Preto, por exemplo. Essa possibilidade, quanto a mim, é mais do que suficiente para descartar as alternativas à democracia. O que não quer dizer que toda e qualquer forma de democracia seja desejável. Eu também não sou adepto do sufrágio universal, como explicarei mais abaixo…

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    2. «o estudo da História prova exactamente o contrário: os pontos altos e as grandes iniciativas foram sempre obra da vontade de minorias. Por isso, o alargamento do universo de votantes vai no sentido errado.»

      Exactamente… e é aqui que eu também sou contra o sufrágio universal, apesar de não ser a favor da tal “aristocracia meritocrática”. Por exemplo, um homicida não deveria poder votar. Alguém que nunca pagou impostos não deveria poder votar. Alguém que foi apanhado a conduzir com uma taxa de álcool acima do limite considerado crime não devia poder votar. Alguém que não cumprisse os critérios mínimos de literacia, demonstrando saber compreender textos básicos, percentagens e indicadores económicos simples (e.g. inflação, PIB, taxa de desemprego) não deveria poder votar.

      «um assassino ou um assaltante, na hora de votar conta tanto como o homem cumpridor. O néscio e o violador valem tanto quanto o sábio. Mais ainda, o pulhítico delinquente e a sua rede clientelar de oportunistas e parasitas vão decidir sobre a propriedade de quem a ganhou honestamente pelo trabalho.»

      100% de acordo. Afinal, parece que estamos em sintonia! :)


      «também me parece que o objectivo do PNR deve ser mais abrangente do que conquistar votos à “direitinha (…) Há uma imensidão de gente desiludida com a esquerda (política de género, feminismo, emigração descontrolada, etc. -- eu conheço alguns!) que, com um discurso eficaz, poderiam votar nos nacionalistas.»

      Pela minha experiência -e reconheço, a minha experiência pode estar errada-, as pessoas de Esquerda tendem a traçar a fronteira na questão da imigração. Até podem não gostar da ideologia de género, do feminismo e da emigração… mas logo que se fala em controlar a imigração, ficam todas indignadinhas! A questão dos “refugiados” foi paradigmática… praticamente todas as pessoas de Esquerda que conheço são a favor da vinda dos ditos “refugiados” para a Europa.

      Isto não quer dizer, evidentemente, que não se possa tentar convencer alguma da militância de Esquerda a aderir ao Nacionalismo. Há de facto militantes de Esquerda que são conservadores nos valores sociais, como os do PCP. Mas eu não sei, muito sinceramente, se quero essas pessoas no PNR… queremos mesmo apostar em pessoas que têm uma visão paternalista do Estado e que foram ensinadas a odiar a acumulação de capital e a propriedade privada?...


      «Por fim, acho estranho que os partidos nacionalistas, sem o desgaste do poder e sem a atenuação das causas as sua ascensão, tenham praticamente estancado em toda a Europa»

      Essa é uma observação bastante pertinente… eu tenho de confessar que passei tanto tempo a olhar para os resultados aqui em Portugal que ainda não passei os olhos pelo resto da Europa. É um exercício que terei de fazer este fim-de-semana.


      «Talvez a causa disto passe por eleições "marteladas"... não me custa muito a crer que a “elite” globalista, corrupta e criminosa, lance mão de todos os meios para segurar as rédeas do poder. Com as votações electrónicas abrem-se as portas a todas as fraudes, e estes são dois nomes a fixar: Indra e Smartmatic.»

      Essa é outra coisa que eu não entendo, como é que os partidos nacionalistas não se opõem todos à votação electrónica…

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  4. olavo ja dizia essa direita so de economia fhc macri é só passaporte pro retorno dos reds

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    1. É verdade. O Ilo Stabet até costuma dizer que não gosta da expressão “marxismo cultural”, por entender as elites professam antes o “liberalismo cultural”. Eu acho que ele tem razão, mas só em relação à direitinha. Porque as grandes figuras ideológicas do antitradicionalismo são quase todas de Esquerda. A verdade é que tem havido esforços para alterar radicalmente as sociedades ocidentais dos dois lados do espectro político. E ambas, Esquerda e direitinha, desejam ardentemente a criação do homo universalis, o mestiço consumista, desenraizado e hedonista.

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  5. Bom dia Afonso,

    Já que está em maré de reflexão, deixo-lhe aqui uma proposta de explicação quanto aos resultados eleitorais do PNR: não necessariamente os dirigentes mas, sobretudo, alguns simpatizantes, e isto tanto quanto me apercebi - admito estar enganada- , têm um discurso, pelo menos na aparência, racista e misógino. Este erro o André Ventura não o cometeu. Repito, pode ser só aparência e dificuldade em passar o discurso, mas desse estigma julgo que não se irão livrar. Porém, a esmagadora maioria do povo português, na qual me incluo, não só não simpatiza com estas ideias mas é visceralmente contra. Por isso, considero que seria útil uma ponderação sobre estas questões, quanto mais não fosse para clarificar as águas.
    Ana Maria

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    1. «alguns simpatizantes, e isto tanto quanto me apercebi - admito estar enganada- , têm um discurso, pelo menos na aparência, racista e misógino. Este erro o André Ventura não o cometeu.»

      Eu até concordo consigo na parte do racismo, mas… misoginia? A cara Ana Maria poderia, por favor, facultar-me um exemplo concreto de “discurso misógino”, para eu entender melhor o que quer dizer?


      «Por isso, considero que seria útil uma ponderação sobre estas questões, quanto mais não fosse para clarificar as águas.»

      Sim, estou de acordo e eu próprio tenho de melhorar esse aspecto aqui no TU. Às vezes fico tão revoltado com certas situações que recorro a linguagem de baixo nível. Todos nós, nacionalistas, temos de nos convencer que há sempre a possibilidade de sermos lidos por alguém que esteja indeciso(a) e que, a ler o que escrevemos, nos descarte automaticamente, não pelo conteúdo, mas pela forma.

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    2. , "alguns simpatizantes, e isto tanto quanto me apercebi - admito estar enganada- , têm um discurso, pelo menos na aparência, racista e misógino" Em primeiro lugar, ao contrario do que diz o partido do Chega, esta provado CIENTIFICAMENTE que existem raças. Se conhecer a realidade é ser "racista" pode chamar-me racista à vontade. da mesma forma existem diferenças entre homens e mulheres. Claro que existem umas atrasadas (e refiro-me aaqui a ambos os sexos) que acham que as unicas diferenças entre homens e mulheres reside entre as pernas. Mas sao pessoas que acreditam em unicornios e coisas assim... vivem numa realidade à parte...sao estupidas e infantis. Facto é que biologicamente homens e mulheres sao diferente. Se as pessoas são estupidas ao ponto de nao perceberem isso depois não se queixem. As mulheres sao emotivas e mais dadas à "cuscuvilhice". Conheco mulheres que nos locais de trabalho preferem ser mandadas por homens do que por mulheres. Se chama a isso "misoginia" (conhecimento de que homens e mulheres sao totalmente diferentes) o seu lugar nao é no Nacionalismo "Ana Maria".

      Bruno D

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    3. Caro Bruno D,

      Tem toda a razão no que escreveu, mas julgo que a Ana Maria estava apenas a apontar a necessidade de sermos comedidos no discurso "racista". Confesso que não percebi muito bem o que ela queria dizer com “discurso misógino" mas, de facto, há nacionalistas que são demasiado agressivos na forma como falam das outras raças em público. Temos de perceber que o cidadão médio foi formatado desde tenra idade para ter aversão ao "racismo", pelo que temos de ter algum cuidado na forma como abordamos o tema em público.

      E atenção, eu não estou a defender a Ana Maria só por ela ser mulher. O caro Bruno D deverá saber perfeitamente, nesta altura do campeonato, que o white knighting não é o meu estilo. Mas, de facto, ouço muitos nacionalistas tecer frequentemente comentários absolutamente primários acerca dos "jovens". Uma coisa é dizermos, por exemplo, que os negros têm um QI estatisticamente mais baixo. Isso é perfeitamente legítimo e eu até o faço muitas vezes aqui no TU. Outra coisa é dizermos alarvidades do género "malditos pretos, era matá-los ou deportá-los a todos". Este segundo tipo de discurso causa uma profunda aversão no cidadão comum e é preciso termos noção disso. Acho que era só isso que a Ana Maria estava a tentar dizer.

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    4. "Uma coisa é dizermos, por exemplo, que os negros têm um QI estatisticamente mais baixo. Isso é perfeitamente legítimo e eu até o faço muitas vezes aqui no TU" Tem toda a razão caro Afonso. Sem duvida alguma. Mas dizer que o PNR tem um discurso "racista"... A maior parte das pessoas que eu conheço do PNR nem acreditam em raças caro Afonso. Eu já falei com varias pessoas do partido acerca desta questao e muitas delas nao acreditam simplesmente. .. Os membros do partido, no faceborg, limitam-se a publicar noticias e factos que são censurados nos nossos media (noticias tanto do ponto de vista nacional como internacional), e admito que isso possa chocar algumas pessoas mal preparadas, mas daí a chamar a isso "Racismo". Penso que será o caso da "Ana Maria". Aliás, o discurso de todas as pessoas do PNR não é mais extremista do que o do Brexit ou dos partidos nacionalistas italianos ou gregos e no entanto estes conseguiram aquilo que se viu. O problema é outro caro Afonso, como de resto já discutimos aqui.

      Bruno D

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    5. Pois... o problema é que as pessoas tendem a associar tudo o que é nacionalista ao PNR. E, pior, tudo o que é nacional-socialista ao PNR. O partido até está a ficar cada vez mais minho-timorista, mas já não nos livramos do estigma. Há muita gente que ainda associa o PNR ao Mário Machado, apesar de ele já ter saído há muito e até ter dito que considerava o PNR "apenas mais um partido burguês". A maioria das pessoas nem sequer sabe o que é a NOS.


      «O problema é outro caro Afonso, como de resto já discutimos aqui.»

      Sim, o problema é outro. Estou cada vez mais convencido disso. E já não sei, muito sinceramente, se esse outro problema terá arranjo...

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    6. "E, pior, tudo o que é nacional-socialista ao PNR. O partido até está a ficar cada vez mais minho-timorista, mas já não nos livramos do estigma. Há muita gente que ainda associa o PNR ao Mário Machado"

      Isso daria muito que falar e muitos artigos. O que foi o nacional socialismo e aquilo que os ditos skin heads hoje apregoam... sao duas realidades totalmente distintas. Há muitos anos que estudo esse periodo especifico da Historia e cheguei a conclusao de que nem tudo o que vem nas dita historia "oficial" deve ser levado à letra. Depois temos os "skin heads" ou como alguem já lhes chamou (e muito bem) os "nazis de hollywood". Eu vejo os perfis dessa gente no faceborg, e o que eu vejo é gente que não tem nada a ver com aquilo que existia na Alemanha dos anos 30. Piercings, tatuagens, mulheres que mais parecem homens na escrita e no aspecto, até betas... Aquela era uma sociedade tradicional, em que os papeis estavam bem definidos, e onde obviamente nao se viam mulheres com piercings e tatuagens a tapar metade do corpo entre outras coisas. Resumindo, os skin heads foram criados pelos nossos inimigos dos media, para distorcer aquilo que foi um movimento nacionalista e para afastar as pessoas normais (pois ninguem se quer associar com grupos de pessoas que parecem ter saido de um concerto punk,e com ideias basicas do mundo que as rodeia) Como digo caro Afonso, este assunto daria muito que falar.

      Bruno D

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    7. «Há muitos anos que estudo esse periodo especifico da Historia e cheguei a conclusao de que nem tudo o que vem nas dita historia "oficial" deve ser levado à letra.»

      Claro que não, mas a questão é mesmo essa: o povo, em geral, não está preparado para perceber isso. As pessoas foram formatadas desde tenra idade para verem as duas guerras mundiais como produto exclusivo do nacional-socialismo. A maioria não consegue sair desse dogma sem primeiro levar uma dose muito grande de contra-informação.


      «os skin heads foram criados pelos nossos inimigos dos media, para distorcer aquilo que foi um movimento nacionalista e para afastar as pessoas normais (pois ninguem se quer associar com grupos de pessoas que parecem ter saido de um concerto punk,e com ideias basicas do mundo que as rodeia)»

      Eu também sou dessa opinião. E depois é preciso ver que alguns skinheads agem como verdadeiras caricaturas. Por exemplo, andar a denunciar o marxismo cultural para depois defender a ideologia feminista é pura e simplesmente ridículo. Ou dizer-se nacionalista para depois ir a concertos de rap ou de hip hop! É revelar-se como analfabeto funcional. Enfim, o que não falta no movimento nacionalista são contradições ambulantes...

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    8. "Por exemplo, andar a denunciar o marxismo cultural para depois defender a ideologia feminista é pura e simplesmente ridículo. Ou dizer-se nacionalista para depois ir a concertos de rap ou de hip hop!"

      Eu até já cheguei a pensar, caro Afonso, que alguns desses ditos "Nacionalistas" não passarão de pessoas infiltradas propositadamente para denegrir ou destruir o Nacionalismo por dentro. Nós teremos que ter muito cuidado no futuro.

      Bruno D

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    9. Sim, sim, eu estou inteiramente convencido disso, caro Bruno D! Não todos eles, evidentemente, mas tem de haver alguns infiltrados. O caro Bruno D deve lembrar-se certamente daquela posta que eu partilhei aqui no TU sobre a NOS, em que se falava no "patriarcado" e na "exploração da mulher pelo homem"... essa linguagem não surge num vazio! As pessoas normais não empregam esses termos, eles vêm dos manuais de doutrinação neomarxistas! O que significa que alguém dentro da NOS é falsa oposição. Isto não significa que toda a NOS seja falsa oposição, mas há claramente gente com más intenções lá infiltrada...

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  6. https://twitter.com/MattWalshBlog/status/1133849080151650304

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    1. A ser verdade, é absolutamente revoltante. Mas vou ver se encontro uma fonte mais credível, porque a simples palavra de um fulano qualquer no Twitter não vale grande coisa...

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    2. a ana paula do voley que twittou mas vendo ny nono mes ja nao se duvida

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    3. Sim, mas nestas coisas não podemos facilitar. Os nossos inimigos estão sempre mortinhos por nos acusarem de veicular 'fake news', pelo que temos de ter a certeza absoluta antes de partilhar. Seja como for obrigado!

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    4. kk os reds sao reis em fake news e depois eles que combatem kk bem notado

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  7. Veja a série de reportagens com nome de "Invisíveis" que a SIC tem transmitido no jornal da noite.

    Nojento. Agora vão dar visibilidade à luta pela atribuição da nacionalidade a qualquer um que nasce cá. E quem faz a reportagem é a prima do presidente do PNR, a Sofia Pinto Coelho. Ainda acreditam em coincidências? Eu não voto PNR porque não confio nessa pessoa. Primeiro os Skinheads, agora familiares a quererem destruir ainda mais o nosso país, não quero saber desse partido!

    G, o cigano

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    1. «quem faz a reportagem é a prima do presidente do PNR, a Sofia Pinto Coelho. Ainda acreditam em coincidências?»

      Mas, caro G, não podemos esperar que o JPC controle a sua sobrinha. Eu nem seque consigo controlar a minha mulher! É sem dúvida um sinal de alarme, mas não podemos descartar o PNR apenas com basse nisso…


      «não quero saber desse partido!»

      E qual é a alternativa?... O prolema é esse!!!

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  8. Uma mensagem simples colocada em outdoors era o suficiente para silenciar a POSTURA ARROGANTE DO PESSOAL DO SISTEMA:
    - « Quem deve pagar a ajuda aos mais pobres deve ser a Taxa Tobim, e não, a degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil »
    .
    .
    Mais, como complemento aos outdoors deve ser publicada no You Tube uma reportagem sobre aquilo que está a acontecer no MUNDO RURAL:
    - os autóctones estão a ser empurrados para fora do mundo rural porque as condições de trabalho da mão-de-obra servil têm-se vindo a degradar cada vez mais!
    .
    Também deve ser feita referência ao seguinte:
    1- os Partidos do Sistema (e os Media do Sistema) são financiados por pessoal que..... possui investimentos ávidos de mão-de-obra servil ao desbarato;
    2- urge dizer à elite deste sistema o mesmo que foi dito aos construtores de caravelas esclavagistas: a não existência de mão-de-obra servil ao desbarato não vai ser o fim da economia... vão continuar a existir muitas oportunidades de negócio (nomeadamente introduzindo mais tecnologia).
    3- migrantes naturalizados são contra o separatismo-50-50... com o efeito, o seu problema não é a integração... com a sua demografia imparável em relação aos nativos, o seu problema é serem Donos Disto Tudo.

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    1. «os autóctones estão a ser empurrados para fora do mundo rural porque as condições de trabalho da mão-de-obra servil têm-se vindo a degradar cada vez mais!»

      Certo, mas… qual é a solução que propões?


      «a não existência de mão-de-obra servil ao desbarato não vai ser o fim da economia... vão continuar a existir muitas oportunidades de negócio (nomeadamente introduzindo mais tecnologia).»

      Estas pessoas operam seguindo uma lógica de maximização do lucro. Elas jamais se contentarão em ganhar menos dinheiro, mesmo que continuem a ganhar muito. A única solução é arredá-las do poder ou, pelo menos, criar mecanismos que as impeçam de influenciar o poder.


      «com a sua demografia imparável em relação aos nativos, o seu problema é serem Donos Disto Tudo.»

      Meter isso na cabeça das pessoas é que não é nada fácil. O cidadão comum vê a vitalidade demográfica alógena como uma coisa positiva “porque os portugueses já não têm filhos”…

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    2. Resposta à questão económica:
      - o separatismo-50-50 é uma RUPTURA com o modelo económico neo-esclavagista: ou seja, para os separatistas-50-50 deve existir investimento em tecnologia que permita aumentar a produtividade, para que dessa forma, seja possível aumentar os ordenados às pessoas.
      Existe uma tripla de supporters do neo-esclavagismo:
      1- europeístas (e afins);
      2- a alta finança;
      3- migrantes que se consideram seres superiores no caos;
      esta tripla não fala na introdução da Taxa-Tobin como forma de ajudar os mais pobres... querem é que a ajuda aos mais pobres seja feita através da degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil.
      .
      {obs: para os separatistas-50-50: fuck off os europeístas: URGE O SEPARATISMO DESSE PESSOAL}
      .
      .
      .
      Resposta à questão económica:
      - urge mobilizar os nativos, que se interessam pela sobrevivência da sua Identidade, para o SEPARATISMO-50-50!

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  9. Olá Afonso,

    Eu até concordo consigo na parte do racismo, mas… misoginia? A cara Ana Maria poderia, por favor, facultar-me um exemplo concreto de “discurso misógino”, para eu entender melhor o que quer dizer?

    A minha intenção não foi acusar nem apontar o dedo a ninguém, e por isso, embora compreenda o seu pedido, peço desculpa mas não o vou fazer agora, até porque alguns dos exemplos já são bastante antigos. O que gostaria de salientar é que, ás vezes, a pretexto de, e muito bem, combater a imigração desregulada, a invasão islâmica, o feminismo ou o ataque despudorado ao homem branco heterossexual, produzem-se afirmações que, desligadas do contexto, efectivamente são racistas e misóginas. Depois vai-se a ver o conteúdo de toda a mensagem e afinal não é bem assim. O problema é que sobram os soudbites e o rótulo cola-se.
    Aliás, enquanto mulher, posso dar o meu testemunho pois nunca me senti minimamente discriminada entre os nacionalistas e conservadores. Antes pelo contrário, sempre fui tratada com bondade e consideração. Aliás, ainda, na minha vida toda, que me recorde, - e com excepção de alguns membros do sexo feminino da minha família, que teriam ficado mais felizes se eu tivesse nascido rapaz - nunca me senti discriminada por ser mulher.
    Cumprimentos e bom fim-de-semana.

    Ana Maria

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    1. Olá Ana Maria,

      Confesso que não compreendo muito bem o que me está a tentar transmitir, mas tudo bem. Pela parte que me toca, vou tentar estar mais atento ao discurso excessivo e discriminatório contra as mulheres. Obrigado pelo seu contributo!

      Cumprimentos e bom fim-de-semana.
      AdP

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