Escrita e composta pelo grande Alberto Janes (1909-1971), cantada pela imortal Amália Rodrigues (1920-1999). Dedico esta ao FdT e a todos os que, como ele, padecem do mesmo mal que me aflige: amam demasiado a nossa civilização e a nossa raça, quando elas já não se amam a si próprias.
«Não sei, não sabe ninguém,
porque canto Fado neste tom magoado
de dor e de pranto.
E neste tormento, todo sofrimento,
eu sinto que a alma cá dentro se acalma
nos versos que canto.
Foi Deus que deu luz aos olhos,
perfumou as rosas, deu ouro ao sol e prata ao luar.
Foi Deus que me pôs no peito
um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar!
E pôs as estrelas no céu,
e fez o espaço sem fim,
deu o luto às andorinhas, ai...
...e deu-me esta voz a mim!
Se canto, não sei o que canto,
um misto de ventura, saudade, ternura e talvez de amor!
Mas sei que cantando
sinto o mesmo quando se tem um desgosto
e o pranto no rosto nos deixa melhor.
Foi Deus que deu voz ao vento,
luz ao firmamento
e deu o azul às ondas do mar.
Foi Deus que me pôs no peito
um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar!
Fez o poeta o rouxinol,
pôs no campo o alecrim
deu as flores à primavera, ai...
...e deu-me esta voz a mim!»
Obrigado pela musica meu caro :) um excelente pedaço de arte sem duvida. "amam demasiado a nossa civilização e a nossa raça, quando elas já não se amam a si próprias." é verdade, mas nao é apenas isso. Eu quero é que as pessoas da nossa raça que nos odeiam e nos querem substituir sejam enriquecidas culturalmente, sumariamente e varias vezes ao dia. Em bom portugues: estimo muito que essa malta se foda. O problema é que eu e os meus familiares próximos não podem entrar numa nave espacial e ir para outra dimensão enquanto isso acontece, o problema é que o meu filho amanhã vai ser minoria racial ou quase minoria em Portugal ou na maioria das países europeus e para alem desse factor (que por si só já é mau) vai viver numa sociedade em que todos os serviços e produtos vão estagnar ou descer de qualidade.
ResponderEliminarAss: FdT
Não tem de quê, caríssimo! Eu até nem sou grande aprecidador de Fado, mas esta aqui é simplesmente fantástica.
ResponderEliminar«nao é apenas isso. Eu quero é que as pessoas da nossa raça que nos odeiam e nos querem substituir sejam enriquecidas culturalmente, sumariamente e varias vezes ao dia. Em bom portugues: estimo muito que essa malta se foda.»
Compreendo-o perfeitamente, caro FdT, eu próprio dou comigo a sentir o mesmo várias vezes por semana, às vezes até várias vezes ao dia. É difícil não sentir raiva e ódio para com aqueles que nos querem destruir, sobretudo para com aqueles que também herdadaram a nossa civiilização e os nosso genes, conquistados com tanto sangue, suor e lágrimas dos nossos antepassados ao longo de milénios, para depois deitarem tudo no caixote do lixo em duas ou três gerações, se for preciso com um sorriso rasgado de orelha a orelha.
Infelizmente, o ódio é uma emoção muito pouco saudável e destrutiva. Odiar durante períodos prolongados de tempo tende a extravazar para o resto das nossas vidas. É por isso que, de vez em quando, eu sinto necessidade de parar de actualizar o TU e até de olhar para as notícias. É uma questão de saúde mental. Não é por acaso que os combatentes ficam com stress pós-traumático, eles não têm possibilidade de parar quando as emoções são demasiado fortes. Eu não quero de forma alguma comparar-nos a eles, andar na blogosfera a ver notícias revoltantes não tem nada a ver com andar de arma na mão no meio da selva a matar inimigos e a tentar não ser morto, mas não tenho a menor dúvida de que a nossa compreensão da destruição do Ocidente faz-nos olhar para o mundo de uma forma diferente do resto das pessoas. É a "maldição do conhecimento", como se costuma dizer.
«o problema é que o meu filho amanhã vai ser minoria racial ou quase minoria em Portugal ou na maioria das países europeus e para alem desse factor (que por si só já é mau) vai viver numa sociedade em que todos os serviços e produtos vão estagnar ou descer de qualidade.»
Exacto. Além de que nenhum de nós está a salvo de um dia estar em sentado em casa e aparecer um dos nossos filhos(as) a apresentar-nos o seu(ua) novo namorado ou namorada "jovens". Por mais boa educação que se dê aos nossos rebentos, nada nos garante que o seu lado animal não vence o lado racional. Tenho de lhe confessar que tenho um medo de morte que isso me aconteça. Hoje em dia, a doutrinação multikulti e multirracy começa logo no infantário, pelo que é extremamente difícil contorná-la!
"Infelizmente, o ódio é uma emoção muito pouco saudável e destrutiva. Odiar durante períodos prolongados de tempo tende a extravazar para o resto das nossas vidas. É por isso que, de vez em quando, eu sinto necessidade de parar de actualizar o TU e até de olhar para as notícias. É uma questão de saúde mental. Não é por acaso que os combatentes ficam com stress pós-traumático, eles não têm possibilidade de parar quando as emoções são demasiado fortes. Eu não quero de forma alguma comparar-nos a eles, andar na blogosfera a ver notícias revoltantes não tem nada a ver com andar de arma na mão no meio da selva a matar inimigos e a tentar não ser morto, mas não tenho a menor dúvida de que a nossa compreensão da destruição do Ocidente faz-nos olhar para o mundo de uma forma diferente do resto das pessoas. É a "maldição do conhecimento", como se costuma dizer."
ResponderEliminarGrande verdade.
"Exacto. Além de que nenhum de nós está a salvo de um dia estar em sentado em casa e aparecer um dos nossos filhos(as) a apresentar-nos o seu(ua) novo namorado ou namorada "jovens". Por mais boa educação que se dê aos nossos rebentos, nada nos garante que o seu lado animal não vence o lado racional. Tenho de lhe confessar que tenho um medo de morte que isso me aconteça. Hoje em dia, a doutrinação multikulti e multirracy começa logo no infantário, pelo que é extremamente difícil contorná-la!"
Outra grande verdade, mesmo que os tentemos evitar podemos ser "enriquecidos" de varias maneiras e feitios enquanto tentamos respirar e ter uma vida normal.
ass: FdT
vocal bonito
ResponderEliminarSim, a Amália no seu auge era inigualável. Também gosto muito desta letra, embora o Janes não seja nenhum Camões ou Pessoa...
ResponderEliminarEu adoro esta musica da Amália. Tenho-a até em vinil. Emociona bastante. Já agora parabéns pela renovação do blogue.
ResponderEliminarBruno D.
Eu acho-a bastante diferente da maioria dos Fados. Mantém o sentido trágico da vida que é característico do género, mas a alusão à beleza da criação divina tem algo que nos consola.
ResponderEliminarE muito obrigado pelo feedback em relação ao novo visual do TU! Confesso que estava algo preocupado com uma possível rejeição por parte dos leitores, mas até agora só obtive reacções positivas! :)