É raro vermos um direitinha a fazer a coisa certa, pelo que hoje vou elogiar Fernando Negrão, líder parlamentar do PSD, por ter saído em defesa do deputado Bruno Vitorino, que tinha denunciado a doutrinação homossexualista nas nossas escolas do ensino básico e foi por isso alvo de uma queixa por parte de duas deputadas do bloco de esterco:
«Os deputados do PSD reuniram-se para falar sobre a queixa de que Bruno Vitorino está a ser alvo por parte de duas deputadas do BE: Joana Mortágua e Sandra Cunha. Em causa está um post que o deputado do Barreiro fez no Facebook, onde questionava, a propósito de uma sessão de esclarecimento numa escola levada a cabo por uma organização LBGT, ‘Que porcaria é esta?’, considerando a sessão “perversa” e uma “vergonha”. Reunida a bancada, Fernando Negrão conclui que a queixa é um atentado à “liberdade de expressão” e à democracia, tendo enviado uma carta ao Presidente da Assembleia da República a queixar-se disso mesmo. “Pedagogia não é doutrinação”, diz.»
Excelente, Dr. Negrão. É para mim uma grande e agradável surpresa constatar que nem tudo está perdido entre os laranjinhas.
«A liberdade de expressão é sagrada, e no dia em que um deputado se sentir impedido de falar com receio de queixas que possam vir de outros deputados, então aí estaremos a matar a democracia”, disse o líder parlamentar social-democrata aos jornalistas no final da reunião, explicando que a carta redigida e endereçada a Ferro Rodrigues tem o propósito de impôr na agenda da conferência de líderes uma discussão sobre o tema.»
"No dia em que um deputado se sentir impedido de falar com receio de queixas" já teremos matado a democracia. Ela começa a morrer a partir do momento em que o cidadão comum tem receio, algo que acontece em Portugal logo desde o início desta Terceira República.
Sim, leram bem, eu estou a afirmar que nunca houve uma democracia em Portugal. Para haver democracia tem de haver liberdade de expressão. É condição sine qua non, não pode ser negociada. Mas nunca houve liberdade de expressão no nosso país, a própria Constituição proíbe a expressão de certas ideias e tendências políticas.
«Para Fernando Negrão, há uma diferença entre fazer “pedagogia” nas escolas e “doutrinação”, considerando que a tal palestra de sensibilização para as diferentes orientações sexuais levada a cabo numa escola do Barreiro era “doutrinação” sobre crianças “de 11 anos”, e que isso sim devia ser motivo de “preocupação”. Questionado sobre se se revia nas expressões usadas pelo deputado (“perverso” e “vergonha”), Negrão disse que isso era “assessório” e que a página de Facebook de cada um é um espaço “pessoal”, com “uma margem de expressão muito maior”, mesmo tratando-se de alguém com um cargo público.»
Evidentemente. Até porque a linguagem usado pelo deputado Vitorino é, a meu ver, bastante moderada. Eu iria muito para além do "perverso" e da "vergonha", eu diria mesmo que se trata de uma verdadeira filha da putice!
«Para Fernando Negrão, que lidera a bancada social-democrata, não é igual um partido político ou uma associação LGBT ir falar a uma escola. “Quando falo numa escola não digo que a democracia é o PSD, explico o que é o sistema democrático e falo da pluralidade de partidos”, disse, afirmando que, pelo contrário, uma associação LGBT “faz doutrinação em vez de pedagogia” sobre as crianças.»
Agora vamos ver como é que o bilderberguer modernaço Rui Rio vai reagir a isto. Espero estar enganado mas, conhecendo a peça, o Dr. Negrão pode muito bem ter os dias contados à frente da bancada parlamentar do PSD...
____________
Ver também:
Ver também:

Sem comentários:
Enviar um comentário
TODOS os comentários têm de ser assinados. Além disso, os comentadores deverão observar as regras do blogue.