Sendo uma publicação de forte pendor neomarxista, a versão "tuga" do al-Guardian foi presenteando os seus leitores, praticamente desde a sua fundação, com muitos artigos escandalosamente feministas em que a demagogia pós-modernista e politicamente correcta se sobrepunha à verdade dos factos, à razoabilidade política e até à própria lógica.
Todavia, em anos recentes, o al-Público deu mais um passso "rumo à modernidade" e passou a ter também artigos anti-natalidade. No passado dia 14 de Fevereiro, por exemplo, o dia dos namorados (ou de S. Valentim, se preferirem), o escriba Miguel Esteves Cardoso, um autêntico poster-boy do cosmopolitismo hedonista e irresponsável da geração baby boomer, escreveu o grandessíssimo monte de merda que vou transcrever mais abaixo e que tem como título "Tudo menos filhos". Não, o Cardoso não está a brincar, a croniqueta é mesmo um manifesto anti-natalidade.
MEC: anti-natalista convicto e 'soyboy' extraordinaire!
Um muito obrigado! ao Noordoostelijk30jaar por nos ter trazido aqui os escritos em causa, que constituem um excelente exemplo da imundice que as nossas "elites" têm na cabeça:
«Toda a gente tem um conselho que dá a toda a gente. No dia dos namorados lembro-me sempre do conselho da minha mãe. Ela dava-o a casais que encontrava à espera do comboio. Esse conselho era “não tenham filhos”.»
Um conselho que, claramente, a própria senhora devia ter seguido. Tinha-se evitado assim a existência deprimida e deprimente do MEC. Mas reparem no insólito desta descrição, caros leitores: «ela dava o conselho a casais que encontrava à espera do comboio.» Acham isto normal? Que uma mulher ande a dizer aos casais de namorados numa estação ferroviária para não terem filhos? É evidente que não é normal! Ou esta história é falsa, ou a mãe do MEC tinha um transtorno qualquer. Não vejo outra alternativa.
«Quando nascem apaixonamo-nos por eles mas já não se pode voltar atrás. A minha mãe explicava, com paciência, coragem e honestidade que os filhos matam o romance, os filhos desfazem um casal, os filhos desapaixonam os pais, o amor pelos filhos come o amor que se tem por quem se ama.»
Com coragem? O Cardoso saberá o que é coragem?! Acaso a mãe dele corria algum perigo quando importunava os jovens casais com o seu conselho de merda?... É claro que não! Eu só posso imaginar quão constrangedor devia ser para os casais de namorados serem importunados pela demente anti-natalista que pariu o MEC!
Porque alguém que tenha a mínima experiência de vida perceberá o que realmente aconteceu. O que a mãe do MEC estava realmente a fazer era a desabafar e a pedir ajuda. Ela estava a projectar nos casais que importunava o fracasso do seu próprio casamento, admitindo que ela era casada. Não, não é verdade que os filhos desapaixonam os pais. Se isso acontecer, é porque os pais já estavam desapaixonados antes de terem filhos. Ou pior, estavam numa relação de co-dependência que o nascimento dos filhos veio inviabilizar.
«Os romances precisam de tempo e de liberdade. Os filhos consomem o tempo e a liberdade dos pais como se fossem Cerelac. Os romances precisam de energia e de disponibilidade. Os filhos consomem a energia e a disponibilidade dos pais como se fossem Cerelac. Os romances precisam de dedicação e de exclusividade. Os filhos consomem dedicação e exclusividade como se fossem Cerelac. Os romances precisam de generosidade e de loucura. Os filhos absorvem uma coisa e outra, apropriando-se delas e não deixando nada para os pais.»
É inegável que os filhos consomem muito tempo, mas não é verdade que o tempo dedicado aos filhos mate o romance. O que é preciso é saber gerir o tempo e os recursos. É evidente que não se vai poder ir passear tantas vezes como antes, nem ir jantar fora a dois como se fazia antes de eles nascerem. Mas o tempo dedicado aos filhos fortalece o casal, não o aparta! As estatísticas não mentem: os homens com filhos trabalham muito mais arduamente do que os solteiros para levar dinheiro para casa e sustentar a família. E as mulheres com filhos tendem a ser muito mais fiéis aos seus maridos do que as solteiras.
«O dever e o sacrifício são inimigos do amor romântico. Com os filhos nascem deveres e sacrifícios que precisam de toda a nossa energia para serem obedecidos. Com os filhos nascem culpabilidades que os namorados nunca teriam sentido se tivessem ficado quietos.»
Culpabilidades? Mas que género de aleijadinho(a) sentiria culpa por dedicar mais tempo aos filhos do que ao seu cônjuge? E que tipo de transtornado(a) ficaria ressentido pelo facto do seu cônjuge dedicar mais tempo aos seus filhos do que a ele(a)? O MEC não pode estar a falar de pessoas normais, mas sim de pessoas com graves problemas emocionais!!! Todo o ser humano adulto e maduro sabe perfeitamente que criar uma família implica menos tempo para o romance, mas isso não significa que o romance esmoreça, muito menos que termine!
«Crescemos com uma enorme dívida para com os nossos pais. Pagamo-la quando temos filhos. A única maneira de ficar a ganhar é recusarmo-nos a pagar a dívida, recusando-nos a ter filhos.
Esta é a verdade mais bonita do dia dos namorados.»
Bonita?! Verdade?!?! Não há nada de verdadeiro no que escreveste, MEC, rigorosamente NADA, muito menos bonito!!! Chega até a ser obsceno que o al-Público tenha publicado esta valente merda no dia dos namorados, este apelo cretino e irresponsável a que o jovens portugueses não tenham filhos, numa altura em que Portugal é precisamente o país com a taxa de natalidade mais baixa de toda a OCDE (fonte1 fonte2)!
Depois "temos de importar mais imigrantes para resolver o problema demográfico", não é?! Demagogo de merda!!!...

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