quinta-feira, 12 de julho de 2018

Charlotte Iserbyt: «O Emburrecimento Deliberado da América»


     «De todos os fenómenos que podem ser observados ultimamente, o emburrecimento da sociedade é particularmente preocupante. As novas gerações são altamente escolarizadas (da graduação ao doutorado) e, ao mesmo tempo, frequentemente se mostram incapazes de realizar tarefas básicas, como trocar um pneu. A hipótese mais lógica - a má-qualidade da maioria das universidades ocidentais - não se sustenta: o fenómeno pode ser observado mesmo nas nossas melhores universidades, algumas internacionalmente reconhecidas.

O problema não são os alunos, as escolas ou os professores; é o modelo. (...) Em nenhum momento, buscamos exigir o básico e fundamental: que o aluno, avançando rumo a um futuro que ninguém pode prever, seja capaz de se orientar, se organizar, procurar as informações que julgar necessárias e aprendê-las da forma mais auto-didata quanto possível. 

Acreditar na burrice de quem estabelece este paradigma é uma burrice ainda maior. Portanto, resta a reflexão: qual é o objetivo dos psicólogos, pedagogos, professores e demais profissionais que definem o nosso paradigma educacional?»

2 comentários:

Ricardow disse...

Tudo se enquadra na grande degeneração( https://planetadosprimatas.blogs.sapo.pt/a-grande-degeneracao-2892 ) promovida e financiada pelos globalistas,usando os fantoches esquerdistas/neomarxistas que "manobram"(com a passividade/cumplicidade dos liberalinhos de "direita")as universidades,a partir dos próprios "governos progressistas".

Afonso de Portugal disse...

«Concluindo, podemos dizer que o espírito revolucionário da juventude foi sabotado pelos valores ocidentais contra os quais ele deveria estar travando um conflito revolucionário, nomeadamente individualismo, egoísmo, hedonismo, a recusa da autêntica disciplina revolucionária. O potencial revolucionário da juventude foi transformado em mais um mercado. O sofrimento e sacrifício de combatentes ao redor do mundo se tornaram acessórios para jovens alienados pavonear seu "individualismo", que na realidade não é nada além de conformismo à vasta gama de opções oferecidas pelo capitalismo.»

Certeiro. Isso vê-se, por exemplo, na forma como os "jovens", sobretudo os de primeira e segunda gerações, andam quase sempre em grupos organizados que tomam conta das ruas, dos bares, das discotecas, dos recintos desportivos, etc. Já no caso dos "velhos" é cada um por si e salve-se quem puder...