terça-feira, 12 de dezembro de 2017

«Os europeus perderam o "sentido trágico da vida"»


«A cultura produzida pelos tributários da herança judaico-cristã, pelos gregos e pelos romanos da Antiguidade e pelas descobertas do Iluminismo não foi igualada por mais nenhuma. Mas o acto final dessa cultura está a concretizar-se devido ao encadeamento de duas situações das quais parece ser impossível recuperar.



A primeira dessas situações é o movimento em massa de populações para a Europa. Este processo começou um pouco em todos os países europeus a seguir à Segunda Grande Guerra, numa tentativa de dar resposta à falta de mão-de-obra. Só que a Europa ficou viciada em imigração pouco tempo depois, não mais sendo capaz de travar os fluxos (i)migratórios, mesmo que o tivesse desejado. O resultado foi que a Europa, até então a casa dos povos europeus, transformou-se gradualmente numa casa para os povos de todo o mundo. Os lugares que eram europeus transformaram-se gradualmente em lugares estrangeiros. Por exemplo, as áreas dominadas por paquistaneses passaram a assemelhar-se ao Paquistão em tudo menos na sua localização, com ambos novos imigrantes e descendentes das primeiras vagas imigratórias a comer os pratos típicos, a falar a língua e a praticar a religião do seu país de origem. As ruas das cidades frias e chuvosas do Norte da Europa encheram-se de pessoas vestidas para a vida nas colinas do Paquistão ou para as tempestades de areias das Arábias. “O império contra-ataca”, fizeram notar alguns observadores, com um sorriso vingativo mal-disfarçado. Mas enquanto os impérios europeus acabaram por ser derrubados, a intenção é que estas novas colónias perdurem para sempre.

Durante todo este tempo, os europeus encontraram sempre formas de fingir que tudo isto poderia funcionar. Insistindo, por exemplo, que este género e níveis de imigração eram normais. Ou que se a integração não acontecia com a primeira geração de imigrantes, haveria de consumar-se com os seus filhos, netos ou com outra geração vindoura. Ou até que não importava que os imigrantes se integrassem ou não. Durante todo este tempo, nós descartámos a grande probabilidade de que nada disto funcionasse. Só que o não funcionar é uma conclusão que a recente crise (i)migratória apenas acentuou.

O que me leva à segunda situação da qual parece ser impossível a Europa recuperar. Até mesmo o movimento de milhões de pessoas para a Europa não seria suficiente para fazer entoar a nota final do Velho Continente, não fosse o facto de que, em simultâneo (e coincidentemente ou não), a Europa perdeu as suas crenças, tradições e legitimidade. Há muitos factores que contribuíram para este desenvolvimento, sendo um deles a forma como os oeste-europeus perderam aquilo a que o filósofo espanhol Miguel de Unamuno chamou celebremente o “sentido trágico da vida”. Os oeste-europeus esqueceram aquilo que Zweig e a sua geração aprenderam de forma trágica: tudo aquilo que amamos, até as maiores e mais cultivadas civilizações da História, podem ser arruinadas por pessoas que não são dignas delas. Uma das formas de evitar este sentido trágico da vida é, em vez de simplesmente ignorá-lo, escorraçá-lo da nossa forma de ver o mundo através da crença na inevitabilidade do progresso humano. Esta táctica parece constituir, no presente, a abordagem mais popular.

Contudo, essa abordagem implica passar por cima de -e às vezes cair em- dúvidas terríveis que nós próprios criámos. Mais do que qualquer continente ou cultura hoje no mundo, a Europa está profundamente vergada pela culpa em relação ao seu passado. E em paralelo a esta versão aberta de autodesconfiança, há uma outra versão mais introvertida da mesma culpa. A Europa padece também de um problema de cansaço existencial e um sentimento de que, talvez, a história da Europa esteja a terminar o seu curso e seja agora altura de começar uma história nova. A imigração em massa -a substituição de grande parte das populações europeias por outras gentes -é uma das formas de imaginar esta história nova: uma mudança, parecemos ter pensado, seria tão boa como uma paragem. Este cansaço existencial e civilizacional não é um fenómeno exclusivo da Europa moderna, mas o facto de uma sociedade sentir que o seu curso está a terminar precisamente quando uma nova sociedade começou a deslocar-se para o seu território só pode levar a mudanças históricas dramáticas.»
-Douglas Murray em «A Estranha Morte da Europa»
(traduzido por Afonso de Portugal) 


De referir que tanto o complexo de culpa do Ocidente como o "cansaço existencial e civilizacional" a que o Sr. Murray se refere foram criados forma artificial e gradual pelas elites ocidentais ao longo de pelo menos três séculos, desde que Rosseau argumentou que o ser humano é bom por natureza e que a sociedade, em particular a arte e a ciência, é que nos tornam maus. A emergência do marxismo no séc. XIX e do pós-modernismo no séc. XX contribuíram largamente para o crescimento continuado e para a disseminação da ideia de que a Europa é uma civilização malévola, mas a semente original desta maleita já tinho sido lançada à terra em meados do séc. XVIII.

O motivo pelo qual chamo a atenção para isto é que é preciso ter em conta que não são os povos europeus que estão cansados das suas sociedade e civilização, mas sim as suas elites. E não é que elas estejam realmente cansadas, o que se passa é que o paradigma de enriquecimento continuado que circunscreve a sua idiossincrasia exige a abertura da Europa ao mundo para que, em contrapartida, as classes abastadas da Europa possam aceder aos mercados e aos recursos do resto do planeta. Este é o grande problema da Europa neste momento: há uma classe dominante -a superclasse- que decidiu acabar com a Europa para continuar a enriquecer.

Como se isto não bastasse, temos mais dois problemas. Paralelamente aos anseios desta burguesia mundialista, há pelo menos outras duas grandes forças que fomentam a imigração: (1) a esquerda e (2) as confissões religiosas. Em relação à esquerda, o grande objectivo é destruir a cultura local e, em simultâneo,  recolher os votos dos imigrantes, subvertendo o processo democrático a seu favor. Já aquilo a que assistimos nas confissões religiosas, com especial destaque para a ICAR liderada pelo escroque Bergoglio, constitui uma tentativa desesperada de renovar os fiéis, cujo número se encontra em declínio na Europa e na América do Norte há já muitas décadas mas que -e aqui reside a chave para compreender o fenómeno- continua a crescer no resto do mundo, em especial em África.

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Ver também:


«A Europa está a cometer suicídio»
Porque é que a esquerda incentiva a iminvasão?

12 comentários:

João disse...

Em relação ao Chico não sei até que ponto ele está preocupado em renovar os fiéis. Ele e os capangas pouco se importam com os fiéis, querem é encher a Europa de invasores. Fazem parte das elites mundialistas e não terá como preocupação essencial a fé ou questões pastorais. O canalha é mais um do grupo empenhado em destruir o Ocidente. Assim como uns estão na ONU ou nos governos, a este tocou-lhe estar à frente da Igreja.

Afonso de Portugal disse...

Mas a confirmar-se o que o caro João diz, a situação da ICAR é muito pior do que se poderia imaginar! Repare-se: um papa que trai o Ocidente para manter o rebanho em níveis populacionais aceitáveis já é muito mau, mas essa estratégia ainda é compreensível -não é aceitável, mas compreensível- do ponto de vista da sobrevivênvica da ICAR.

Já aquilo que o João propõe é muito pior do que isso, porque implica que um agente globalista não só se coseguiu infiltrar na ICAR mas subiu até ao cargo mais elevado dentro da organização!!! Se isto for mesmo verdade, então o nível da corrupção no interior da Igreja é provavelmente irrecuperável. Ninguém ascende ao topo sozinho, muito menos numa organização tão antiga, complexa e disputada internamente como a ICAR!

pvnam disse...

As teses desse senhor intelectual são absolutamente hilariantes!
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-» Os trabalhadores normais trabalham 40 horas semanais... os funcionários públicos fazem greves porque só querem querem trabalhar 35 horas semanais... para os intelectuais isso significa que «perderam o "sentido trágico da vida"»... para os portugueses das redes sociais isso é FALTA DE CARÁCTER e PREGUIÇA.
.
-» Os franceses nativos estão em falência demográfica (a taxa de natalidade é muito inferior a 2.1 filhos por mulher)... no entanto, querem a reforma aos 60 anos (!!!); leia-se, querem 'pendurar-se' na boa produção demográfica daqueles que tratam as mulheres como úteros ambulantes (islâmicos)... para os intelectuais isso significa que «perderam o "sentido trágico da vida"»... para os portugueses das redes sociais isso é FALTA DE CARÁCTER e BANDALHEIRA.
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Bandalheira, preguiça, falta de carácter... pois é, não admira que o ministro Augusto Santos Silva queira que o pessoal passe a ler/escutar aquilo que os intelectuais dizem... em vez de andarem a utilizar as redes sociais.
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Conversa de intelectual: «A Estranha Morte da Europa».
-» Olha olha, ao longo da História montes de civilizações auto-implodiram atoladas em bandalheira... a Europa é apenas mais um caso para a colecção.
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Resumindo e concluindo:
---» ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS, há que mobilizar os nativos que se interessam pela sobrevivência da sua Identidade... para... o Separatismo!
[ http://separatismo--50--50.blogspot.pt/ ]

Afonso de Portugal disse...

«As teses desse senhor intelectual são absolutamente hilariantes!»

Teses? Tudo o que ele descreveu aqui é matéria de facto. Quando muito estará incompleto, mas não me parece incorrecto.


«s trabalhadores normais trabalham 40 horas semanais... os funcionários públicos fazem greves porque só querem querem trabalhar 35 horas semanais... para os intelectuais isso significa que «perderam o "sentido trágico da vida"»... para os portugueses das redes sociais isso é FALTA DE CARÁCTER e PREGUIÇA.»

Não é exactamente a isso que ele se refere. Numa entrevista que estou a traduzir e que vou publicar até ao fim desta semana aqui no TU, ele explica melhor o que quer dizer com o "sentido trágico da vida", comparando a situação na Europa Ocidental e na Europa de Leste. Os europeus de Leste estão a resistir melhor à iminvasão porque ainda mantêm o "sentido trágico da vida", i.e. têm memória das atrocidades relativamente recentes cometidas pelos soviéticos sobre os seus cidadãos. Isso faz com que valorizem mais a sua identidade e liberdade. Já os europeus do Oeste perderam essa memória, desde logo porque já há poucos sobreviventes da Segunda Grande Guerra vivos, mas sobretudo porque a maior prosperidade material de que usufruíram nas últimas décadas, aliada à destruição deliberada e calculada dos valores morais e sociais e à promoção do individualismo consumista, levaram a que os oeste-europeus deixassem de valorizar a sua identidade colectiva e encarassem a sua relativa liberdade como um dado adquirido e permanente.

Só que, como terá dito mais ou menos John Philpot Curran, «o preço da liberdade é a vigilância eterna». O "sentido trágico da vida" é a noção de que tudo pode desaparecer num piscar de olhos, ou quase. O Sr. Murray tem toda a razão quanto a isso: eu, por exemplo, já perdi a conta à quantidade de ocidentais imbecis, não apenas portugueses mas também outros europeus e norte-americanos, que não acreditam que o Ocidente possa regredir em termos civilizacionais, que os direitos conquistados vieram para ficar, que permanecerão não importa o que aconteça no futuro. Isto, meu caro pvnam, é efectivamente ter perdido o "sentido trágico da vida"!


«Os franceses nativos estão em falência demográfica (a taxa de natalidade é muito inferior a 2.1 filhos por mulher)... no entanto, querem a reforma aos 60 anos (!!!); leia-se, querem 'pendurar-se' na boa produção demográfica daqueles que tratam as mulheres como úteros ambulantes (islâmicos)... para os intelectuais isso significa que «perderam o "sentido trágico da vida"»»

Estás a reduzir tudo a uma questão de preguiça, mas repara que essa situação é uma pescadinha de rabo na boca: se fosses francês e visses tantos milhares, aliás milhões de alógenos a mamar à conta do contribuinte, que motivação terias para trabalhar até tarde e descontar durante todo esse período? Um dos maiores dramas decorrentes imigração é precisamente esse, a perda do sentido de comunidade e da vontade de trabalhar para a sociedade. Eu próprio sinto isso muitas vezes, antigamente tinha orgulho de pagar os meus impostos, mas nos últimos anos mudei, tento pagar o mínimo que posso. Também dava sempre qualquer coisita ao Banco Alimentar e a outras instituições de apoio aos desfavorecidos, mas deixei de o fazer. Porquê? Porque constatei que grande parte do meu sacrifício ia parar às mãos e às bocas dos alógenos, quando não a burlonas como aquela grande filha da puta que dirigia a Raríssimas. Isto não é preguiça nem falta de carácter, caro pvnam, isto é não querer sustentar um sistema que é objectivamente meu inimigo, porque persegue e explora o meu povo, os portugueses, para depois beneficiar os estrangeiros.

Afonso de Portugal disse...

«não admira que o ministro Augusto Santos Silva queira que o pessoal passe a ler/escutar aquilo que os intelectuais dizem... em vez de andarem a utilizar as redes sociais.»

Duvido muito que o Santos Silva aprovasse que os portugueses lessem os livros do Douglas Murray. O que o xuxa do Silva e o seu bando de mafiosos mais desejam é que os europeus jamais se consciencializem do perigo e se organizem colectivamente para travar este processo.


«Conversa de intelectual: «A Estranha Morte da Europa».
-» Olha olha, ao longo da História montes de civilizações auto-implodiram atoladas em bandalheira... a Europa é apenas mais um caso para a colecção.
»

Ele está a fazer um trabalho muito meritório: chamar a atenção para o problema, ajudar a despertar os europeus que nunca pensaram no que está a acontecer. É mesmo essa a sua função, ele é um escritor, não é um político. E mais adiante no livro, ele apresenta um conjunto de soluções para tentar minimizar os estragos.


«há que mobilizar os nativos que se interessam pela sobrevivência da sua Identidade... para... o Separatismo!»

O prolema é mesmo esse: "nativos que se interessam pela sobrevivência". Quantos são? Onde é que eles estão?... Sabes porque é que há tão poucos, sobretudo a dar a cara em público, caro pvnam? Porque nunca ninguém lhes chamou a atenção para «A Estranha Morte da Europa»... a primeira condição para cativar as pessoas e fazê-las aderir a uma causa é criar empatia, mostrar-lhes que não estão sozinhas. O Sr. Murray está a tentar fazer isso... e tu? Como é que tens tentado cativar as pessoas?

João disse...

Mas a mim parece-me que o cenário da Igreja é próximo daquilo que o Afonso referiu em cima. A Igreja tem vindo a ser infiltrada por elementos mais do que suspeitos. No fundo, acaba por ser um problema comum a grandes organismos, só que no caso da Igreja é pior porque a relevância é outra - pelo menos para os crentes.
Agora, quando nós vemos o que se passa a nível de celebrações, proclamações e etc, temos de desconfiar. Um papa que está, ou parece, mais preocupado com a ecologia e a "mãe-terra" do que com os seus... Essa alienação vê-se bem, por exemplo, na leitura de jornais locais. Os jornais locais detidos pela Igreja, pelo menos os que leio, apresentam um alinhamento com as teses do papa chico que é uma coisa preocupante. Para mim, actualmente, a Igreja está cheia de maçons e globalistas que pouco ou nada querem saber da fé e dos fiéis.

Anónimo disse...

estranha nada planejada de modo corrupto

Anónimo disse...

ate o saraiva ja via

pvnam disse...

«Como é que tens tentado cativar as pessoas?»
.
-» Insisto em dizer que TODAS as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta: inclusive as de rendimento demográfico mais baixo, inclusive as economicamente menos rentáveis.
-» Ou seja: os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins, que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
-» Ou seja: separatismo-50-50 -» o legítimo Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones!

Afonso de Portugal disse...

João disse...
«A Igreja tem vindo a ser infiltrada por elementos mais do que suspeitos. No fundo, acaba por ser um problema comum a grandes organismos, só que no caso da Igreja é pior porque a relevância é outra - pelo menos para os crentes.»


É possível e até provável que o João tenha razão, mas eu tenho bastante dificuldade em aceitar a exclusividade dessa explicação. Não recuso a ideia de que a Igreja tenha sido infiltrada por agentes, mas estou convencido que também há algo sinistro vindo do próprio clero, por dois motivos: (1) tive um familiar que foi missionário em África, voltou a Portugal ao fim de alguns anos e, já velho, acabou por voltar para África. Porque é que optou por voltar e morrer lá? Porque apesar de África ser a desgraça que é, os padres ainda usufruem de condições que não têm na Europa: adoração e servilidade popular, igrejas apinhadas e ofertas abundantes por parte dos fiéis. (2) Em tempos, um outro padre confessou-me abertamente, aqui em Portugal, que o futuro e a renovação demográfica da Igreja passavam pelos africanos. Na altura encarei isto como uma opinião exclusiva dele, mas estou cada vez mais convencido que há muita gente na Igreja a pensar como ele.


«Os jornais locais detidos pela Igreja, pelo menos os que leio, apresentam um alinhamento com as teses do papa chico que é uma coisa preocupante. Para mim, actualmente, a Igreja está cheia de maçons e globalistas que pouco ou nada querem saber da fé e dos fiéis.»

Custa-me a acreditar que não queiram, porque o poder da Igreja deriva precisamente dos fiéis. O que me parece é que muitas dessas pessoas estão convencidas que esse é o caminho para estancar a perda de seguidores europeus e reter os seguidores extra-europeus. Repare-se que, com este papa, as críticas à ICAR por parte dos mé(r)dia praticamente acabaram. Mais, o esquerdalho e a direitinha adoram deste papa e até muitos católicos que deviam saber melhor. Aqui em Portugal, por exemplo, o Bergoglio é o papa mais popular de sempre. Há pouco mais de um ano, 94% dos portugueses aprovavam a sua actuação:

http://totalitarismouniversalista.blogspot.pt/2016/03/deprimente-portugal-e-o-pais-onde-o.html


Brasuca Vibrante disse...
«estranha nada planejada de modo corrupto»

É estranha no sentido de ser invulgar em termos históricos. Infelizmente, foi mesmo planeada (em português de Portugal não escrevemos o "j").

P.S. Vais ter que assinar os teus comentários, rapaz. Não posso abrir excepções para ti, porque senão os outros "anónimos" a abusam!


pvnam disse...
«Insisto em dizer que TODAS as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta: inclusive as de rendimento demográfico mais baixo, inclusive as economicamente menos rentáveis.»

OK, mas quantas pessoas lêem e entendem o que escreves? É que os livros do Sr. Murray são lidos por milhares de pessoas. E quando se é lido por milhares de pessoas, tem que se escrever as coisas de uma forma que permita despertar consciências sem alienar os indecisos.

Nós aqui na blogosfera temos de nos convencer de uma vez por todas que não somos nada, pelo menos em termos individuais. Nota bem, caro pvnam, eu estou a incluir-me nesse nada! Qualquer um de nós tem apenas algumas dezenas de leitores... e isso é num dia bom. A nossa opinião não tem qualquer impacto decisivo sobre o eleitorado. Não estou a dizer que o que fazemos é completamente inútil, mas é preciso ter em conta que o que escrevemos é lido por muito pouca gente.

É nesse sentido que as pessoas como o Sr. Murray são necessárias. Elas chegam a muitas mais pessoas e ajudam a acordá-las para a mensagem, mesmo que seja uma mensagem incompleta. Porque o difícil mesmo é fazer as pessoas acordar, a partir daí há uma tendência para elas procurarem cada vez mais informação. Mas se partimos do princípio de que toda a gente é ignorante, preguiçosa e malformada -um erro muito típico nos nacionalistas- então só vamos continuar a espantar o gado.

Anónimo disse...

A ver se consigo arranjar esse livro, parece ser bom.

Afonso de Portugal já leste o 'The Colonization of Europe', do Guillaume Faye já tem uns anitos mas está actual como nunca sublime e mordaz a revelar aquilo que está a ser feito ao nosso continente europeu.

https://d1w7fb2mkkr3kw.cloudfront.net/assets/images/book/mid/9781/9105/9781910524725.jpg

https://www.youtube.com/watch?v=SWxtZzC8iE0

assinado
Paulo

Afonso de Portugal disse...

Por acaso nunca li esse livro, caro Paulo, mas conheço bastante bem os escritos do Sr. Faye, porque o Caturo do blogue Gladius tem publicado muitos textos dele ao longo dos anos e são sempre excelentes! Muito obrigado pela sugestão! E obrigado também pelo vídeo que, dada a sua longa duração, vou ver apenas durante o fim-de-semana.

Quanto a comprar o livro do Sr. Murray, eu tenho uma versão digital em formato *.epub que poderei enviar ao Paulo, bastando para isso que me providencie um endereço de email (que eu evidentemente não publicarei).