quinta-feira, 27 de julho de 2017

A península Ibérica recebeu recebeu pouca influência de migrantes das estepes na Idade do Bronze


«A Península Ibérica recebeu, na Idade do Bronze, menos influência dos invasores das regiões das estepes do que o resto da Europa, conclui um estudo divulgado hoje, com a participação da Universidade de Coimbra, que analisou informação genética antiga.

Entre o Neolítico Médio (4200-3500 a.C.) e a Idade do Bronze Médio (1740-1430 a.C), a Europa Central e do Norte recebeu um afluxo em massa de pessoas das regiões das estepes da Europa de Leste e da Ásia.»

 Difusão da metalurgia na Europa e Anatólia. As regiões mais escuras são mais antigas (Fonte).

«Uma equipa de investigadores, incluindo os portugueses Rui Martiniano, do Trinity College Dublin, na Irlanda, e Ana Maria Silva, da Universidade de Coimbra, sequenciou o genoma (informação genética) de 14 pessoas que viveram em Portugal durante o Neolítico e a Idade do Bronze e comparou-o com outros genomas, antigos e modernos.  

Em contraste com outras partes da Europa, o grupo detectou apenas mudanças genéticas subtis entre as amostras do Neolítico e da Idade do Bronze resultantes da migração das estepes em pequena escala, refere em comunicado a PLOS Genetics, revista científica que publica hoje o estudo, ressalvando que as alterações genéticas são mais pronunciadas na linhagem paterna.

A investigação sugere que a migração para a Península Ibérica ocorreu numa muito menor escala quando comparada com as invasões das estepes para a Europa do Norte, do Centro e do Noroeste, com implicações na disseminação da linguagem, da cultura e da tecnologia.»

Portanto, eis aqui mais um estudo que atesta que os habitantes originais de Portugal estavam longe de ser uma misturada, contrariamente ao que os mundialistas -inclusive historiadores- nos querem impingir... a genética não mente e os povos ibéricos pré-romanos eram mesmos povos à parte, por muito que isso doa à escumalha universal-totalitarista!

____________
Ver também: 

8 comentários:

Anónimo disse...

Uma das estratégias dos universalistas também é essa fratricida, através da mentira ou do exagero, desmoralizar os europeus e faze-los esquecer quem são. Os sul europeus e os eslavos sao um alvo constante disso, mas inclusivamente os ingleses e suecos também já são alvo dessas rasteiras.

Sempre que os oiço a dizer que Portugal e Espanha são uma granda mistela, peço-lhes para olharem para um mapa genético de localizações (por proximidade dna autosomal) PCA. É que em todos eles os portugueses e os espanhois estão unicamente ligados e perto dos restantes povos da Europa e bastante separados dos de fora dela.

http://i40.tinypic.com/2rzxo4j.png

https://evolutionistx.files.wordpress.com/2016/01/genetic_map_of_europe.png

Ora se fossemos a mistela que eles apregoam nunca aqui estaríamos.


assinado. ala poente

Afonso de Portugal disse...

Ala Poente disse...
«Os sul europeus e os eslavos sao um alvo constante disso, mas inclusivamente os ingleses e suecos também já são alvo dessas rasteiras.»

Sim... e o que se verifica muitas vezes é que, mesmo nos fora (plura de fórum) nacionalistas, há muitos infiltrados apostados em virar os povos europeus uns contra os outros! Até mesmo no Stormfront aparece um cretino desses de tempos a tempos!


«Sempre que os oiço a dizer que Portugal e Espanha são uma granda mistela, peço-lhes para olharem para um mapa genético de localizações (por proximidade dna autosomal) PCA.»

Essa é, de facto, uma das melhores estratégias a que se pode recorrer. Outra hipóese é desmascarar a falta os conhecimentos genéticos dos universalistas. Pela minha experiência, a maioria desses anormais nem sequer sabe distinguir o ADN mitocondrial do Y-ADN, muito menos os haplogrupos e a sua distribuição regional/continental. E quando lhes pedimos para fundamentar porque é que um determinado haplogrupo é ou não alógeno, ou especificar percentagens-limite, os paspalhos metem os pés pelas mãos e acabam por cair no ridículo!


«Ora se fossemos a mistela que eles apregoam nunca aqui estaríamos.»

Exactamente e eles sabem disso perfeitamente! Da nossa parte, temos de ser firmes na convicção e defesa da nossa identidade -porque ela é factual, não é um "mito racista"- e denunciar os seus argumentos até que toda gente fique perfeitamente consciente da sua debilidade. Mais tarde ou mais cedo, as suas falácias acabam sempre por ser desfeitas, porque são baseadas em mentiras! :)

Afonso de Portugal disse...

Já agora, apareceu-me aqui duas ou três vezes um anónimo que tinha um excelente blogue com montes de mapas genéticos. Por acaso não era o(a) Ala Poente? Pergunto isto por que nunca cheguei a acrescentar esse blogue à minha blogosfera relevane, o que lamento imenso!

Anónimo disse...

Por acaso não era o(a) Ala Poente?
____________________

Não era Afonso de Portugal, mas também gostaria de ver tal blogue.

ala poente

Afonso de Portugal disse...

Pois, é pena... enfim, pode ser que essa pessoa volte a aparecer um dia!

Ivan Baptista disse...

A mim pouco me importa se tenho muita, pouca ou até mesmo nenhuma mistura.
Uma pessoa da minha família fez um desses testes e deu-lhe um resultado onde se nota uma grande (a maioria)percentagem Ibérica peninsular. Quanto ao resto da percentagem, bom, como temos outras influencias de outras partes, é normal sermos um pouco de algo "mestiços",mas esses testes não são muito de se fiar. Até porque podemos fazer outro tipo de testes, numa outra empresa, e dar-se uns resultados completamente diferentes! O mais importante é identificarmos como parte da mesma família.

Mas olhe afonso, já agora e só por curiosidade, o resultado foi :

47.8 % - Ibérico, 17.9 % - Italiano, 12,8 % - Norte-africano, 8,0 % - Escandinavo e 13,5 % -de outras 3 etnicidades ( onde também se inclui a polónia, Austria, ucrania, roménia, filandia, escocia e reino unido )

O resultado é bem diferente da primeira vez porque no primeiro resultado, a percentagem italiana era bem inferior, e a percentagem escandinava era bem maior á da percentagem Norte de africana. É por isso é que eu não me fio muito nesses testes de dna, é provável que sejam uma aldrabice pegada.



Ivan Baptista disse...

A mim pouco me importa se tenho muita, pouca ou até mesmo nenhuma mistura.
Uma pessoa da minha família fez um desses testes e deu-lhe um resultado onde se nota uma grande (a maioria)percentagem Ibérica peninsular. Quanto ao resto da percentagem, bom, como temos outras influencias de outras partes, é normal sermos um pouco de algo "mestiços",mas esses testes não são muito de se fiar. Até porque podemos fazer outro tipo de testes, numa outra empresa, e dar-se uns resultados completamente diferentes! O mais importante é identificarmos como parte da mesma família.

Mas olhe afonso, já agora e só por curiosidade, o resultado foi :

47.8 % - Ibérico, 17.9 % - Italiano, 12,8 % - Norte-africano, 8,0 % - Escandinavo e 13,5 % -de outras 3 etnicidades ( onde também se inclui a polónia, Austria, ucrania, roménia, filandia, escocia e reino unido )

O resultado é bem diferente da primeira vez porque no primeiro resultado, a percentagem italiana era bem inferior, e a percentagem escandinava era bem maior á da percentagem Norte de africana. É por isso é que eu não me fio muito nesses testes de dna, é provável que sejam uma aldrabice pegada.

Afonso de Portugal disse...

A percentagem de "norte-africano" desse seu familiar é elevadita! LOL :P

Os testes genéticos não são aldrabice, mas têm de facto margens de incerteza muito grandes, sobretudo os mais baratos. O mais importante é que o teste discrimine sobretudo os haplogrupos do ADN mitocondrial ou mtADN e do Y-ADN. Estes haplogrupos são exclusivos da linha materna e da linha paterna, respectivamente. Nenhum deles se recombina, ou seja, não há troca de informação genética entre os progenitores, o que os torna bons indicadores das linhagens (notar que bom ≠ perfeito) ao longo de milhares de anos. São a única coisa mais ou menos fiável para caracterizar a história da população humana, permitindo identificar as migrações e as invasões populacionais.

Por exemplo, estes dois haplogrupos permitiram aos cientistas descobrir um fenómeno muito interessante sobre a história humana: 90% das fêmeas humanas conseguiram reproduzir-se, enquanto apenas 50% dos machos da espécie humana conseguiram reproduzir-se. Um excelente FACTO para atirar ao focinho daqueles que dizem que os homenhs e as mulheres são iguais... :)