terça-feira, 9 de maio de 2017

O Costa das Índias quer que os árabes comprem dívida portuguesa!


    Ainda há uns dias soubemos que o (des)governo da geringonça pondera a emissão de dívida em moeda chinesa... e hoje descobrimos que o monhé cara-de-pau foi estender a mão aos árabes em nome de todos nós! Como se já não bastasse termos uma dívida na casa dos 130% do PIB, ainda insistimos em ter a agravante de ela estar maioritariamente nas mãos de investidores estrangeiros, alguns deles que nem sequer querem saber do bem-estar do seu próprio povo! Caramba, é preciso ser masoquista!!!

«O primeiro-ministro considerou esta segunda-feira este Lues [o dia da Lua] que a diversificação dos credores da dívida portuguesa é essencial para reduzir os encargos com juros [pura fantasia: os juros da dívida pública não dependem tanto do número de credores como dependem da conjuntura económica mundial e, sobretudo, da percepção que os investidores têm do risco de incuprimento; os árabes ou os chineses até podem cobrar juros mais baixos numa primeira instância, mas pensar que eles vão ser brandos quando o cinto apertar é uma ilusão muito perigosa!] e colocou os investidores árabes na primeira linha dos objectivos de "gestão activa" da dívida soberana nacional.

"Evidentemente, eu quero "diversificar" para me poder endividar ainda mais, não o contrário!"

António Costa falava aos jornalistas em Doha Doa [em português, o 'h' não tem som] a meio da sua visita oficial de 24 horas ao Catar, depois de um almoço oferecido pelo seu homólogo, Abdullah bin Nasser bin Khalifa Al Thani, que teve como entrada salada de lagosta, seguida de carne de camelo.

Questionado sobre a presença da presidente do IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), Cristina Casalinho, em Doha Doa (que não tinha sido antes divulgada), o líder do executivo português referiu que o Governo português "está a fazer uma forte aposta na redução dos encargos com a dívida", sendo uma das vias a procura de novos investidores. "Estamos aqui [no Catar] a trabalhar com investidores do mundo árabe nessa perspectiva", completou.

No que respeita à gestão da dívida, o primeiro-ministro referiu que, em particular, Portugal está a fazer "um esforço da redução da dívida contraída junto do FMI [Fundo Monetário Internacional], que tem taxas juro muito elevadas".

"Portanto, temos procurado diversificar os nossos credores, de forma a obtermos melhores condições de mercado", justificou. De acordo com António Costa, a melhor forma de Portugal "reduzir os custos da dívida para o dia-a-dia dos portugueses e de se libertarem recursos para onde é necessário investir passa pela existência de uma gestão activa da dívida".

Também neste objectivo do Governo de diversificar os credores, Costa apontou que o ministro das Finanças, Mário Centeno, esteve recentemente na China, "apresentando aos investidores chineses o quadro de oportunidades" a este nível.»

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