terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de Abril sempre... ou pelo menos até ao 25 de Novembro. Porque o passado não voltará...


    Há 43 anos, o comunismo quase conseguiu tomar conta de Portugal. Apesar de nos termos safado dessa, não nos safámos de termos sido (des)governados até hoje por uma classe de oportunistas medíocres e corruptos tomou conta do destino do nosso país...

Obrigado, "tugas"! 25 de Abril sempre, pá! Fascismo nunca mais, carago!!!

Mas não se esqueçam de continuar a votar neles! Ou façam ainda melhor, não votem de todo, que é para garantirem em definitivo que eles permanecem no poder indefinidamente!

Não, a solução não é fazer uma revolução ou voltar a ter uma ditadura ao estilo salazarento! Mesmo que isso fosse desejável -e deixo desde já bem claro que não é desejável de todo- um Portugal sob regime ditatorial teria graves problemas em manter-se numa Europa de estados democráticos.  Nada disso, a única solução viável é criar mecanismos efectivos de punição da classe política em caso de incompetência grosseira ou gestão danosa. E ao contrário do que apregoam alguns idiotas da nossa praça, criminalizar a má gestão política só se consegue com mais Democracia e, sobretudo, com muita mais participação e consciência cívica popular. O passado não regressará... a menos que o Islão tome conta disto tudo!

Alhearmo-nos completamente da política e esperar que os problemas do nosso país se resolvam é como não tomar banho durante meses e esperar encontrar o amor da nossa vida ao sair de casa. Os pulhíticos que se podem ver na montagem acima são o nosso reflexo, não o meu ou o do caro leitor especificamente, mas da sociedade portuguesa como um todo, que os elegeu e continua a eleger.

Como disse o cabrão do Gandhi, "tu tens de ser a mudança que queres ver no mundo".  Já basta de sebastianismos messiânicos no movimento nacionalista! Estamos apenas por nossa conta! Ou percebemos isso de uma vez por todas, ou desapareceremos para sempre...

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Leituras complementares: 

O círculo fechou-se...
Recordar Maquiavel

8 comentários:

A-24 disse...

Caro Afonso, veja lá que todos os anos é esta gentalha a aparecer. Como já disse a algumas pessoas, se a revolução não tivesse já 43 anos, ainda iriamos ver algumas figurinhas do antigo regime aqui, é porque só as moscas mudaram.
Esta gente apenas se festeja a eles próprios, com o regime que eles criaram para seu próprio deleite, sob a capa da democracia. E como é que se o mantém? Cria-se um imenso grupo de parasitas, cada um desses grupos a mamar de um lado e assim ficam as elites todas satisfeitas. No final, decreta-se feriado para que hajam muitos figurantes e marionetas na rua para lhes prestarem vassalagem enquanto o Alegre vai declamando poesia, com os bolsos cheios de 40 anos a sacar dos impostos do povo.

CENSURADO AGAIN disse...

nesse ponto o n tem razão a democracia beduina so deixa os golens então não ha em quem votar no engodo todo acaba que não ha muita diferença entre isso e uma ditadura

Afonso de Portugal disse...

A-24 disse...
«Caro Afonso, veja lá que todos os anos é esta gentalha a aparecer. Como já disse a algumas pessoas, se a revolução não tivesse já 43 anos, ainda iriamos ver algumas figurinhas do antigo regime aqui, é porque só as moscas mudaram.»

Aliás, chegámos mesmo a ver durante uns tempos! Assim de repente, lembro-me logo do Veiga Simão e do Adriano Moreira.


«Esta gente apenas se festeja a eles próprios, com o regime que eles criaram para seu próprio deleite, sob a capa da democracia.»

É verdade, mas o mais assustador é que eles são apenas a face visível de um sistema muito maior.


«E como é que se o mantém? Cria-se um imenso grupo de parasitas, cada um desses grupos a mamar de um lado e assim ficam as elites todas satisfeitas.»

Faz-me lembrar uma das cenas memoráveis da tribologia Matrix, quando o protagonista confronta o arquitecto do engodo e este lhe explica que o controlo de massas só tem sucesso a partir do momento em que se cria a ilusão da escolha. A superclasse aprendeu essa lição há já muito tempo!


«No final, decreta-se feriado para que hajam muitos figurantes e marionetas na rua para lhes prestarem vassalagem enquanto o Alegre vai declamando poesia, com os bolsos cheios de 40 anos a sacar dos impostos do povo.»

Sim, é verdade… todas as grandes mentiras precisam de um imenso circo que as consagre e perpetue. A farsa de Abril não é excepção.

Afonso de Portugal disse...

Censurado Outra Vez disse…
«nesse ponto o n tem razão a democracia beduina so deixa os golens então não ha em quem votar no engodo todo acaba que não ha muita diferença entre isso e uma ditadura»

A Democracia não é beduína. A Democracia é europeia! Aliás, é uma das coisas mais europeias que existe! E de resto, o benfiquista não tem razão nenhuma, por vários motivos:
1. É absurdo comparar um sistema de governo em que um indivíduo não pode fazer absolutamente nada para contrariar o poder vigente (ditadura) com um sistema em que um indivíduo ainda vai tendo alguma liberdade –mesmo que reduzida– para agir e ir dizendo o que pensa (democracia).
2. Pior do que isso, a ditadura salazarista que ele venera não era racialista, mas sim minho-timorista! Salazar não queria saber da preservação racial e étnica do povo português para nada, antes pelo contrário! Para ele, o ideal era mesmo que os portugueses fossem todos mestiços, porque isso levaria a uma maior coesão do império.
3. Em relação a essa ideia absurda de que “todos os partidos são engodo” e que “não há alternativas”, a vossa alternativa de cruzar os braços e esperar que vá tudo pelo cano abaixo é mil vezes pior. Já vos expliquei porquê várias vezes:
3.1. O maior problema que a raça branca enfrenta é a tomada das nossas instituições por parte do inimigo; sem operar uma reconquista dessas instituições, qualquer esforço para tentar dar a volta à nossa situação estará condenado à partida;
3.2. O segundo maior problema da raça branca é a atomização das nossas sociedades, i.e. o facto de que a esmagadora maioria dos brancos tem um contacto muito reduzido com a sua comunidade e com outros brancos; por contacto não me refiro a beber umas cervejas no café e falar da doença patológica do futebol, mas sim à ausência de actividades conjuntas com um propósito colectivo e significado maiores (serviço militar, religião, arte, etc.) isto leva ao isolamento físico e espiritual, à alienação social e, sobretudo, à adopção de uma visão fatalista e impotente do futuro e da vida, exacerbada pelo primeiro problema: quem controla as instituições, controla implicitamente a narrativa e a visão da história vigentes, passando aos brancos a ideia de que a nossa raça e civilização são intrinsecamente más; ora, sem agregar os brancos em comunidades dispostas a lutar pela sua preservação, é impossível operar qualquer dar a volta a este estado de coisas , muito menos fazer uma revolução;
3.3. Vê-se bem, olhando para os EUA e para o Brasil, que cruzar os braços nunca resolveu nem resolverá nada! Pelo contrário, apenas permitirá que a miscigenação continue a processar-se sem que ninguém se lhe oponha. Os exemplos dos EUA e do Brasil mostram-nos que muito dificilmente haverá uma guerra racial na Europa, exactamente por causa de 3.1 e 3.2.
3.4. Marine não é a candidata ideal? Pois não, mas onde é que está o candidato da “verdadeira oposição”? Ah, não tem, porque “a democracia é uma cabala sionista!”, não é?! E como os nazionaliztaz não jogam o “jogo democrático”, não se apercebem que é precisamente por isso que perdem sempre! Marine ao menos aparece, dá a cara e arrasta multidões com ela. Já vocês, gastam o vosso tempo a masturbar-se intelectualmente em frente ao computador…
4. Há provas recentes – Trump e Brexit – de que a Democracia funciona; mas a merda dos nazionaliztaz autistas como tu dizem sempre o mesmo: “ai, são todos falsa oposição!!!” Só que isso não interessa a ponta de um corno, caralho! Se são “falsa oposição”, ao menos têm o mérito de aparecer e mostrar serviço, coisa que a “verdadeira oposição” não parece ser capaz de fazer!!! O que é mesmo estúpido MAS MESMO MUITO ESTÚPIDO é que vocês só consigam dizer mal e não consigam aprender nada com a “falsa oposição”!!!

Anónimo disse...

>>2. Pior do que isso, a ditadura salazarista que ele venera não era racialista, mas sim minho-timorista! Salazar não queria saber da preservação racial e étnica do povo português para nada, antes pelo contrário! Para ele, o ideal era mesmo que os portugueses fossem todos mestiços, porque isso levaria a uma maior coesão do império.>>

Bom, se virmos bem as coisas, o Portugal desses anos era branco europeu, nas ruas de Lisboa ou da margem sul practicamente só verias portugueses, não me parece e não aconteceu mesmo, que Salazar fosse permitir aquilo que se passou após o 25 de abril, mais nas décadas recentes, da imigração das antigas colónias e muito menos algo massivo seria permitido. Essa «lengalenga» do Portugal minho-a-timor, só nasceu talvez nos anos 60, como resposta a tentar manter as colónias como províncias ultramarinas, por forcing da pressão externa que era feita sobre Portugal e Espanha, em sede das ONU e de forma bilateral, pois desde 1945 eram os últimos que ainda não tinha regressado à democracia na Europa ocidental e que tinham colónias. Nunca vi Salazar a apelar a qualquer tipo de mistura em Portugal.
Sejamos exactos, mesmo discordando dele em pontos importantes, também acho que esse império estava marcado para desaparecer, Portugal é apenas europa e que defender esse Império era e foi um contra senso, devíamos ter basicamente saído de lá e voltarem todos os portugueses para a Europa.
O Alfredo Pimenta que citaste no outro dia, e que talvez fosse um dos intelectuais do regime dizia isso várias vezes, que era importante manter o carácter nacional em tudo o que ele comporta, procura ele refere mesmo isso.

assin--Fred

Anónimo disse...

Mas estou de acordo contigo nesses pontos Afonso.

Afonso de Portugal disse...

Fred disse...
« Portugal desses anos era branco europeu, nas ruas de Lisboa ou da margem sul practicamente só verias portugueses»

Mas em Londres também só verias praticamente ingleses, em Paris, franceses e em Estocolmo, suecos! Porque o movimento imigratório para a Europa ainda estava nos seus primórdios. A questão é saber se Salazar e o seu Estado Novo se teriam oposto à imigração massiva das ex-colónias caso o regime tivesse durado mais uns anos.


«não me parece e não aconteceu mesmo, que Salazar fosse permitir aquilo que se passou após o 25 de abril, mais nas décadas recentes, da imigração das antigas colónias e muito menos algo massivo seria permitido»

Pois eu aqui tenho que discordar de ti. A visão de Portugal do Estado Novo era assumidamente multirreligiosa, multiculutral e multirracial:

http://totalitarismouniversalista.blogspot.pt/2013/07/salazar-o-obreiro-da-patria.html


«Essa «lengalenga» do Portugal minho-a-timor, só nasceu talvez nos anos 60, como resposta a tentar manter as colónias como províncias ultramarinas, por forcing da pressão externa que era feita sobre Portugal e Espanha, em sede das ONU e de forma bilateral»

É verdade, mas isso não desculpa o apelo à miscigenação. Não podemos atenuar o facto de que o Estado Novo fez esse apelo, independentemente das circunstâncias!


«Nunca vi Salazar a apelar a qualquer tipo de mistura em Portugal.»

Claro que não, o homem era demasiado inteligente para fazer um apelo desses explicitamente! :) Mas, conforme a propaganda do link mais acima demonstra, o Estado Novo encarregou-se de o fazer de outras formas.


«(...) também acho que esse império estava marcado para desaparecer, Portugal é apenas europa e que defender esse Império era e foi um contra senso, devíamos ter basicamente saído de lá e voltarem todos os portugueses para a Europa.»

Eu até compreendo que as pessoas daquele tempo não conseguissem abrir mão daquilo. A riqueza dos territórios ultramarinos é imensa ainda hoje... e é lamentável que os nativos não consigam rentabilizá-la. Também é lamentável que os EUA tenham acabdo por ajudar indirectamente a ex-URSS a destabilizar aquela região para lhe tentarem deitar as mãos. Isso mostra bem que da América raramente vem algo de bom. Mas eu compreendo que os portugueses que viveram naquela época tenham sentido uma perda imensa e que estavam a ser vítimas de uma traição imperdoável.

A dura realidade, ainda assim, é que não havia mesmo forma de manter aquilo a longo prazo. Muito já os portugueses fizeream, aguentando tantas frentes de guerra em dois continentes durante tantos anos!


«O Alfredo Pimenta que citaste no outro dia, e que talvez fosse um dos intelectuais do regime dizia isso várias vezes, que era importante manter o carácter nacional em tudo o que ele comporta, procura ele refere mesmo isso.»

Bem, eu critiquei o AP em relação ao seu orgulho em estar sozinho, não em relação a tudo o que ele escreveu. É evidente que, no que respeito ao carácter étnico e cultural de Portugal, ele estava coberto de razão.

Anónimo disse...

»Pois eu aqui tenho que discordar de ti. A visão de Portugal do Estado Novo era assumidamente multirreligiosa, multiculutral e multirracial:

http://totalitarismouniversalista.blogspot.pt/2013/07/salazar-o-obreiro-da-patria.html
»

Sim e não, esse post que colocaste só confirma aquilo que disse anteriormente. O Estado Novo assumiu mais uma corrente, ou foi mais uma coisa até à derrota das potências do eixo na 2ºGuerra e outra coisa no contexto do pós-guerra. Foi pensado e talvez até um pouco cama-leónico outro exemplo claro, foi que o Estado Novo até perceber que a Alemanha ia perder a guerra era indubitavelmente a favor do eixo, só quando percebeu que a Alemanha ia perder é que começou a recuar, substituiu a sua linha,desde ministros dos negócios estrangeiros a lideres da Mocidade de germanófilos para anglófonos (cedeu a base das lajes entre tantas coisas). Quando o marxismo cultural já florescia na Europa ocidental, Portugal começou a sentir essa pressão nos anos 60, a imagem do teu post é dos anos 60. Quando olhas para o Estado Novo dos anos 30 e 40 também percebes outra coisa:

https://www.youtube.com/watch?v=1vIg6IE55IA
https://www.youtube.com/watch?v=-VxoAAQrrY4

Esta propaganda nada tinha de multicultural, multracial, ou multireligiosa.
Mesmo depois de 45, nunca foi fomentada nenhuma mistura em Portugal continental e mesmo no império era mais 'para inglês ver' como se costuma dizer. Isto numa análise histórica concreta.

De resto de acordo Afonso e bom blog o teu.