segunda-feira, 27 de março de 2017

Mais um excelente artigo da Helena Matos


A grande Helena é uma das poucas coisas boas do Observador da "direitinha" da imprensa "tuga":

«A esquerda e os jornalistas-activistas deixaram cair os operários para apostarem no ressentimento. Os radicais islâmicos são os grandes beneficiários da troca da luta de classes pelo multiculturalismo.»

[Nota do blogueiro: o fenómeno descrito acima tem um nome, embora HM não o utilize: marxismo cultural!] 

«(...) chega aqui um cidadão marroquino que pretende “uma orientação islamita mais radical” para o seu país (de cuja capital Lisboa dista tanto quanto de Madrid) e Portugal trata-o como se ele fosse um defensor da democracia: concede-lhe asilo, mais cama, roupa lavada, uns subsídios e presumo que alimentação confeccionada segundo os ditames da sua “orientação islamita” devidamente identificados naquele manual para “Acolhimento de refugiados” editado pela a Direcção-Geral da Saúde que nos recomenda coisas tão extraordinárias quanto “Fique atento aos seus próprios preconceitos e preferências e coloque-os de lado” para em seguida discriminar todas as formas de preconceito dos ditos refugiados que temos de respeitar com escrúpulo e que vão desde as “restrições de género consubstanciadas na recusa de mulheres serem observadas ou cuidadas por profissionais do sexo masculino. É de extrema importância que estas limitações sejam esclarecidas e respeitadas, para que o apoio tenha a maior qualidade possível” ao problema do sabor a baunilha nos pudins e as passas de uva nos bolos pois há o risco de as mesmas terem sido conservadas com álcool. (Sem esquecer a necessidade de desinfectar as cozinhas para que as mesmas não fiquem conspurcadas pelo lombo de porco ou pela caixinha de banha.)»

Há muito mais para ler aqui. O único defeito da crónica é que HM atribui à Esquerda a exclusividade desta atitude, quando na verdade a "direitinha" globalista é tão culpada pela islamofilia aguda das nossas instituições quanto o esquerdalho.

17 comentários:

João José Horta Nobre disse...

Um excelente artigo da Helena Matos. Irei certamente divulgá-lo na minha tasca.

Afonso de Portugal disse...

Sim, é de longe um dos melhores que ela já escrveu. Só tem mesmo o defeito que lhe apontei no texto desta posta, omitir o papel da "direitinha" globalista no fenómeno...

Raghnar disse...

Nunca tinha comentado cá mas sou um leitor assíduo e partilho a opinião de que HM é as poucas coisas aproveitáveis nos media nacionais. Aproveito para felicitar o trabalho e a paciência do Afonso.

No campo oposto, temos isto:

http://expresso.sapo.pt/blogues/bloguet_lifestyle/Avidadesaltosaltos/2017-03-23-Sao-mais-de-8-mil-as-vitimas-de-mutilacao-genital-em-Portugal

"O Parlamento Europeu avança também que na UE é estimado que residam cerca de 500 mil mulheres que foram vítimas de MGF. E Portugal não é exceção: segundo a Associação para o Planeamento da Família, há mais de 8000 mulheres, raparigas e meninas a viver por cá que foram vítimas"

Note o "a viver por cá" de uma representante dos "activistas" mais favoráveis à iminvasão islamita que, claro, não ousa dizer a sua proveniência. E a responsabilidade é nossa, pois "vivem por cá"!

Mas os outros é que são populistas, pá...

Lura do Grilo disse...

Concordo! A esquerda vende tudo ao mesmo preço mas a chamada "direita" precisa de uma reforma moral, uma refundação: contudo esta é quase impossível. Terá que acontecer uma hecatombe para ocorrer.

Afonso de Portugal disse...

Raghnar disse...
«Nunca tinha comentado cá mas sou um leitor assíduo e partilho a opinião de que HM é as poucas coisas aproveitáveis nos media nacionais. Aproveito para felicitar o trabalho e a paciência do Afonso.»

Muito obrigado e bem-vindo ao TU! :) Devo dizer que a sua alcunha não me é estranha... talvez seja apenas coincidência, mas julgo que havia em temposm alguém com essa alcunha no Al-Público! Eu já comentei nesse pasquim sob a alcunha “Orgulhoso de ser Islamófobo” mas, desde que eles instituíram a moderação, nunca mais voltei a deixar comentários!


«O Parlamento Europeu avança também que na UE é estimado que residam cerca de 500 mil mulheres que foram vítimas de MGF. E Portugal não é exceção: segundo a Associação para o Planeamento da Família, há mais de 8000 mulheres, raparigas e meninas a viver por cá que foram vítimas»

Incrível! Em Abril de 2016, eu noticiei aqui que tinha havido mais de 6 mil casos de MGF em Portugal até 2014. E agora já ultrapassámos a barreira dos 8 mil! E a melhor parte é que a esmagadora maioria dos portugueses não quer saber disso para nada!


«Note o "a viver por cá" de uma representante dos "activistas" mais favoráveis à iminvasão islamita que, claro, não ousa dizer a sua proveniência. E a responsabilidade é nossa, pois "vivem por cá"!»

Muito bem visto! É com esta linguagem sonsa e pseudo-moralista que se vai convencendo muitas pessoas que (ainda) são incapazes de ler nas entrelinhas!


«Mas os outros é que são populistas, pá...»
Então não somos? Até acreditamos na existência do estado-nação! Que conceito tão ultrapassado! O que está a dar é abrir as nossas fronteiras, as nossas casas, os nossos braços e as nossas pernas a toda a gente de todo o mundo! Isso sim, é progressista! Isso sim, é moderno!!! Resta saber quantos “pobres coitadinhos” é que a Paulo Comse Pinto já enfiou em casa dela…


Lura do Grilo disse…
«Concordo! A esquerda vende tudo ao mesmo preço mas a chamada "direita" precisa de uma reforma moral, uma refundação: contudo esta é quase impossível. Terá que acontecer uma hecatombe para ocorrer.»

Confesso que essa é uma das realidades que mais me tem surpreendido nesta história da “crise dos refugiados”, a facilidade com que a Direita em geral aderiu ao discurso dos “pobres coitadinhos fugidos à guerra”! Eu sempre tive a noção que o pessoal de Direita estava mais interessado com a economia do que com a preservação da cultura e a tradição, mas nunca pensei que o fenómeno tivesse a dimensão grotesca que ficou a descoberto, sobretudo depois da vitória do Presidente Trump!

Bilder disse...

"O único defeito da crónica é que HM atribui à Esquerda a exclusividade desta atitude, quando na verdade a "direitinha" globalista é tão culpada pela islamofilia aguda das nossas instituições quanto o esquerdalho."---------------------------------------Parece-me claro como água da serra,mas claro que a maioria parece beber apenas água da torneira.

Afonso de Portugal disse...

Bilder disse...
«Parece-me claro como água da serra,mas claro que a maioria parece beber apenas água da torneira.»

LOL! Grande metáfora! No fundo é isso mesmo, há uma grande quantidade de pessoas que vota na dita "direita" pelos motivos errados. Sofismam "direita" com tradicionalismo, o que é um erro crasso. A dicotomia tradicionalismo/cosmpolitismo é quase completamente independente da dicotomia esquerda/direita. Tanto é possível ser-se um comunista globalista (exemplo: Thomas Piketty, Yanis Varoufakis, Rui Tavares, etc) como um capitalista globalista (Hilária Clinton, Angela Merkel, David Cameron, etc). São duas faces da mesma moeda, aquela com que se pretende comprar o mundo inteiro!

Sergio disse...

Esquerda e direita são farinhas do mesmo saco.
Antigamente a direita não era tão pró-rapefugees não. Isso veio mudando com o tempo. Não se se a direita ai em Portugal é igual a do Brasil, mas aqui a direita é pró imigrantes/refugiados não-muçulmanos(pelo menos isso, né). Do contrário, pode vir boliviano, haitiano, colombiano, venezuelano, sírio não-muçulmano, etc. Já a esquerda aceita qualquer coisa. Não importa se é hindu, muçulmano, judeu, africano, asiático, ameríndio. Pra eles pode entrar tudo.

E sinceramente, no meio disso tudo, eu não sei qual seguir. As duas são contra brancos e pró imigração. A maior diferença mesmo é que direitistas brasileiros odeiam muçulmanos. Mas veja bem, você não vê eles abrindo a boca pra falar mal de africanos, haitianos e bolivianos problemáticos indo para o Sul (região mais branca/europeia) do Brasil. Eles ignoram isso.

Afonso de Portugal disse...

Sergio disse...
«aqui a direita é pró imigrantes/refugiados não-muçulmanos(pelo menos isso, né).»

Bem, nesse caso o Brasil está melhor do que Portugal. Aqui a direita é a favor de TODOS os imigrantes, muçulmanos ou não.


«E sinceramente, no meio disso tudo, eu não sei qual seguir.»

A situação política aí no Brasil é muito complicada. Embora haja estados de maioria branca, a composição multirracial do país como um todo torna impossível que um partido nacionalista possa ter sucesso. Nós aqui em Portugal ainda temos uma maioria branca, mas o grande problema é que o nosso país é extremamente esquerdista. Nas últimas eleições legislativas (gerais), a extrema-esquerda obteve quse 22% dos votos.

Ou seja, uns têm dentes mas não têm nozes (Brasil). Outros têm nozes mas não têm dentes (Portugal).


«você não vê eles abrindo a boca pra falar mal de africanos, haitianos e bolivianos problemáticos indo para o Sul (região mais branca/europeia) do Brasil. Eles ignoram isso.»

Se o Brasil for como Portugal, falar contra as "minorias" pode dar prisão. Será por isso que os brasileiros do Sul não falam contra a invasão alógena?

João José Horta Nobre disse...

«Embora haja estados de maioria branca, a composição multirracial do país como um todo torna impossível que um partido nacionalista possa ter sucesso.»

O único tipo de Nacionalismo que pode vingar no Brasil é o Nacionalismo Cívico. Temos o caso do Getúlio Vargas e da ditadura militar que penso poderem ambas considerar-se como exemplos de Nacionalismo Cívico. Na Argentina o Videla foi outro exemplo e temos o caso de Pinochet no Chile que também seguiu uma linha bastante nacionalista. Na América Latina, o triunfo do Nacionalismo na política está quase sempre dependente do sector militar - pelo menos é isso que a história demonstra.

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«O único tipo de Nacionalismo que pode vingar no Brasil é o Nacionalismo Cívico.

A questão é que o Brasil vai chegar a um ponto em que das duas uma: (1) ou há seperação física entre brancos e alógenos; ou (2) ou a raça branca desaparece por via da miscigenação generalizada, uma vez que a natalidade das raças alógenas é significativamente superior à dos descendentes europeus.

Não tenho a certeza que o Nacionalimo Cívico, por si só, permita resolver este problema.


P.S.: tenho notado que o caro JJHN não actualiza o seu blogue há vários dias. É uma das suas pausas para restabelecer forças?

Leitora disse...

Eu sou da região Sul de CUBrAsil, bem há um movimento separatista da minha região, do qual eu sou apoiante, bem como boa parte dos sulistas (já foram feitas pesquisas que mostraram q a maioria da população apoia a saída) porém, dificilmente deixariam essa região, que é uma das que sustenta a desgraça, sair e ser feliz. Mas enfim, se não sair, daqui uns séculos, talvez 1 séc e pouco, o Brasil inteiro, de Norte a Sul, vai ser uma mistura de Nordeste com favela carioca. Só vai ter escuros, e certamente irão todos passar fome e morrer, que nem na África, tudo que os europeus construíram aqui vai ser destruído ou abandonado, vai ser um horror o futuro desse país, e da minha região. É uma pena que não tnhamos feito parte da Argentina ao invés do Brasil :( vieram muito boas colônias aqui.. alemães, poloneses, italianos, ucranianos, e até mesmo outros povos como sírios-libaneses (cristãos), japoneses, e tal. E ainda teria os indígenas, que eu particularmente não tnho nada contra, levando em consideração que eles não causam muitos problemas e poderiam ter sido deixados para viver num cantinho do jeito que eles quisessem. O maior problema do Brasil foi a escravidão mesmo, isso amaldiçoou esse país horrível pra sempre. Enquanto vieram 4milhões de escravos pro Cubrasil, foram apenas 400 mil pros EUA. E os ingleses sempre tiveram maior consciência racial, isso foi demonstrado na Africa do Sul tbm. Por isso as colônias deles prosperaram.
A região sul agra só não está pior, com mais alogenos, porque São Paulo foi completamente sacrificado. Serviu de paredão pra impedir a vinda de mais alogenos das outras regiões, porém SP perdeu e continua a perder qualidade de vida, de paraiso próspero foi pra lugar cheio de favelas, sempre construídas ao lado da prosperidade branca, cheio de criminalidade, trânsito, poluição sujeira.

Afonso de Portugal disse...

Lamento muito ouvir isso, cara Leitora. Talvez você possar emigrar se as coisas ficarem mesmo feias. O problema é que a Europa e os EUA estão indo pelo mesmo caminho...

João José Horta Nobre disse...

«P.S.: tenho notado que o caro JJHN não actualiza o seu blogue há vários dias. É uma das suas pausas para restabelecer forças?»

Como é óbvio... Tenho andado sem forças e sem cabeça para escrever nos últimos dias. Tenho vários artigos no "forno" que planeio lançar nos próximos dias se o tempo e a vontade assim me o permitirem.

Afonso de Portugal disse...

«enho andado sem forças e sem cabeça para escrever nos últimos dias. »

Pois. Acontece a todos os blogueiros, de tempos a tempos. A única excepção que conheço é o Caturo, mas até ele pára sempre às quintas-feiras e quase sempre aos fins-de-semana.

Resta-me desejar-lhe um bom descanso e um regresso em força!

Sergio disse...

"já foram feitas pesquisas que mostraram q a maioria da população apoia a saída"

Aquela pesquisa do qual nem 5% da populaçao sulista participou. Sinceramente, aquilo nao comprova nada, Leitora. Não contrario a um movimento separatista, mas duvido que consiga quando 90% dos sulista sequer foram votar ou conhecen esse movimento. Alem do mais, o movimento Sul é meu país, não é pró-branco. Tanto é que na foto deles tem sempre uma pretinha, pra mostrar que nao sao "racistas". Acha mesmo que quando (se) nos separamos, as pestes bolivianas e haitianas vão parar de vir?
E o que fazer com Pelotas, Floripa, etc, que sao cidades empestiadas de marrons? O movimento separatista inclui essas regioes mestiças e pretas.
Como disse, nao sou contrario a um movimento separatista, nas que ser um de verdade, que proteja nossa raça desses nordestinos e favelados do Bananau.

"ue eu particularmente não tnho nada contra, levando em consideração que eles não causam muitos problemas e poderiam ter sido deixados para viver num cantinho do jeito que eles quisessem"

Os indios brasileiros podem ate ser quietinhos por que eles sao minoria da minoria e vivem em reservas (a maioria) lá no Amazonia, bem distante da gente.
Já os amerindios bolivianos, venezuelados, etc, só trazem probçemas e estao enchendo o sul aos montes com aquela cor de bosta deles, e aquela cara de lezados.

Uruguai definitivamente é a regiao mais brancas das Americas, se um dia perdemos o Sul, é pra lá que eu vou.

Afonso de Portugal disse...

Sergio disse...
«Uruguai definitivamente é a regiao mais brancas das Americas, se um dia perdemos o Sul, é pra lá que eu vou.»

Muito interessante. Qual será a percentagem de alógenos no Uruguai?