domingo, 5 de fevereiro de 2017

Lusofonia vibrante: Fluminense treina ao som de tiros ao lado da Cidade de Deus


Um muito obrigado! ao Filho da Truta por nos ter trazido aqui esta notícia exótica e colorida:

«O novo centro de treinos do Fluminense é um luxo a que os seus jogadores e adeptos não estavam habituados. Depois de anos a fio a treinar nas Laranjeiras, local que o ex-treinador do clube Muricy Ramalho garantiu ter ratos, o Tricolor trabalha agora no moderno Centro de Treinamento Pedro Antônio Ribeiro da Silva, a principal obra deixada pelo ex-presidente Peter Siemsen. Faltou apenas acertar um detalhe: a vizinhança.»

"Vamu aproveitá enquantu ais balá nãum cai, mermãum!"


«A academia do Flu está situada na zona oeste do Rio de Janeiro, mais concretamente em Jacarepaguá, que além de sediar um mítico autódromo é também a região da Cidade de Deus, perigoso bairro carioca que baptizou até um inesquecível e premiado filme do realizador Fernando Meirelles.

Por isso, os jogadores – e os treinadores, restante staff do clube e jornalistas - trabalham ao som de tiroteios. Quando as balas parecem mais próximas é até costume toda a gente se baixar para garantir a segurança.

Uma situação limite aconteceu durante o jogo treino entre o Fluminense e o Serra Macaense, quando toda a gente se escondeu durante a partida até que o tiroteio parecesse terminar. Noutra ocasião, criminosos invadiram a academia com o objectivo de pilhar o local, trocando tiros com seguranças, primeiro, e com a polícia, depois.

Entrar e sair do Pedro Antônio Ribeiro da Silva também não é tarefa fácil. Por isso, o Comando Vermelho, segunda maior organização criminosa do Brasil (a seguir ao paulista Primeiro Comando da Capital) e principal autoridade da Cidade de Deus, combinou um código de segurança com os funcionários tricolores para que a convivência possa ser o mais segura possível.

Ao site UOL, dirigentes, seguranças e jogadores do Flu admitiram off the record que quando chegam ao local de trabalho diminuem a velocidade e acendem os piscas para que os membros do Comando Vermelho os reconheçam e lhes permitam a passagem sem problemas. Em redor do centro de treinos, inscrições com as iniciais CV e barricadas improvisadas durante tiroteios com a polícia sinalizam que o local é uma espécie de zona de guerra.

A TV Globo, que acompanha a maioria dos treinos do gigante carioca e é líder de audiências no Brasil há décadas, não arrisca e faz as suas equipas de reportagem deslocarem-se ao local em carros com escolta.

No futuro, a tendência é que o clima melhore. O presidente do Flu Pedro Abad disse estar consciente da situação, preparando acções sociais junto à comunidade da Cidade Deus mas também a construção de um muro, uma medida muito na moda no mundo de hoje.»

Alguém diga aos brasileiros que os muros não resolvem nada, pá! Pelo menos, é o que dizem todos menos o Trump e o Netanyahu!... Quanto aos jogadores do "Flu", pelo menos livraram-se dos ratos... 😛

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