terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Nazionalizmo = falsa oposição?


É realmente muito curioso, este caso denunciado pela revista esquerdalhista Salon:


Portanto, temos aqui um caramelo com nome judeu (Peinovich) que era casado como uma mulher judia e que, apesar disso, dedicava grande parte da sua vida a actualizar um site nazi e anti-semita (The Right Stuff) sob um pseudónimo ariano! O que é que podemos aprender com isto? Várias coisas:
  1. Antes de irem para a Net a armarem-se em puristas do arianismo, certifiquem-se que conhecem bem os vossos genes e os genes dos vossos entes queridos; não há nada mais ridículo do que um 'racialista' que acaba por descobrir que tem sangue alógeno nas suas veias ou nas veias daqueles que ama;
  2. Se sabem que têm sangue alógeno, evitem ir para a Net fingir ser arianos; é que a única coisa que enfurece as pessoas mais do que serem roubadas é serem enganadas; pior do que isso, o esquerdalho e a superclasse mundialista agradecem a falta de coerência da parte dos nacionalistas que, como este Peinovich, fazem o ridículo;
  3. Mais importante ainda, este caso demonstra que é possível haver infiltrações mesmo na ala mais 'purista' do Nacionalismo, o nacional-socialismo.
Como fazer então para saber se estamos perante um infiltrado ou um nacionalista genuíno? É simples: os nacionalistas sérios têm como grande objectivo chegar ao poder. Não se limitam a protestar, nem estão à espera que o exército faça uma revolução em seu nome, muito menos que o Ocidente caia de vez para fazer uma guerra racial (fantasia ridícula digna de adolescentes imberbes). Os nacionalistas sérios deitam as mãos à massa, saem à rua e falam com as pessoas. Apelam-lhes ao coração e ao seu patriotismo. Caramba, até Cristo teve que pregar em público para ser seguido! Quem não entende a necessidade e a urgência de evangelizar o eleitorado, não merece conquistar o poder!

Mesmo quando não pode sair à rua devido à possibilidade de represálias no emprego ou no seio da família, um nacionalista sério tenta trabalhar discretamente para encontrar consensos e estabelecer meios-termos. Nada se muda da noite para o dia, as mudanças efectivas ocorrem gradualmente, ao longo de várias décadas! A superclasse mundialista tornou-se o monstro colossal que é hoje porque os seus integrantes souberam transigir para depois exigir. Perceber esta estratégia não faz apenas parte do jogo político, mas sobretudo da realidade da vida adulta.

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Ver também:

Sobre a violência no Nacionalismo

3 comentários:

Anónimo disse...

"Antes de irem para a Net a armarem-se em puristas do arianismo, certifiquem-se que conhecem bem os vossos genes e os genes dos vossos entes queridos; não há nada mais ridículo do que um 'racialista' que acaba por descobrir que tem sangue alógeno nas suas veias ou nas veias daqueles que ama"

Bom é claro que é ridículo um negro, um indiano ou um mulato ou um árabe(apesar de haver uma minoria deles que até passa por branco) vir dar uma de branco ainda por cima admirador do 3ºreich. Apesar de que se for um negro ou árabe etc que de boa fé ache que não é correto a imigração em massa para a Europa e o consequente desaparecimento do que resta dos caucasóides, a sua opinião (para mim) ser de louvar desde que assuma aquilo que é, e que de preferência não se misture de modo a ser coerente. Agora também convenhamos: quantos 100% "brancos" existem? quem é branco? quem é que decide quem é branco? e mais importante de tudo, como é que alguém pode saber que é 100% branco?

Se for ao ponto nazionalista de dizer que só é legitimo alguém considerar-se branco e pró europeu se tiver os lábios assado, os olhos cozido, o nariz y a cor de cabelo h e a cor de olhos n, então desculpe dizê-lo mas existem meia dúzia de brancos em Portugal! e no resto da Europa cada vez menos brancos existem! se formos por aí posso-lhe garantir, de quem já percorreu muitas ruas da Europa central e de norte/leste, que está-se a lutar por uma "puridade" que simplesmente é tão minoritária que é ridículo lutar por ela.

Eu considero-me branco porque toda a minha ancestralidade pelo menos até aos meus bisavós (portanto até onde conheço) é de origem europeia, a minha pele é clara e a maioria dos meus traços têm aspecto caucasóide, e acima de tudo: os negros consideram-me "branco" e só isso já é um excelente atestado! Agora não posso jurar que 100% do meu sangue é "branco" nem tão pouco vou deixar de dormir à noite ou achar que as minhas visões não são legitimas por causa disso.

Ass: Filho da Truta

Afonso de Portugal disse...

Filho da Truta disse...
«Agora também convenhamos: quantos 100% "brancos" existem? quem é branco? quem é que decide quem é branco? e mais importante de tudo, como é que alguém pode saber que é 100% branco?»

Há diversos marcadores genéticos que permitem saber com bastante precisão se os nossos antepassados recentes (por "recentes", entenda-se desde os primórdios do Império Romano) viveram sempre na Europa:

https://www.quora.com/How-far-back-in-history-prehistory-can-a-genetic-ancestry-test-reach

A questão é que não existem estudos genéticos suficientemente exaustivos para sabermos qual é a percentagem populacional, em cada país da Europa, que está nessa situação. Sobretudo porque a entrada massiva de iminvasores na Europa desde a segunda metade do séc. XX não tem sido contabilizada adequadamente nas amostras genéticas.

Seja como for, a questão aqui não é tanto a pureza dos europeus, mas os requisitos irrealistas de pureza que alguns nazionaliztaz insistem em impor. É nesse sentido que eu digo que acabam por fazer o ridículo. Andar a exigir a toda a gente que seja pura sem saber ao certo o que temos no nosso património genético é pura e simplesmente absurdo. Mas, infelizmente, é muito usual nalguns meios nacionalistas.


«Agora não posso jurar que 100% do meu sangue é "branco" nem tão pouco vou deixar de dormir à noite ou achar que as minhas visões não são legitimas por causa disso.»

Evidentemente! E conforme eu disse à Leitora noutra posta recente, não tem sentido antagonizar os brancos não-arianos que já são europeus há várias gerações, porque a nossa chegada ao poder depende da sua ajuda. Faz lembrar os imbecis que dizem que o Ronaldo não é português porque a sua bisavó era negra. Havia de ser lindo tentar expulsar todos os Ronaldos de Portugal! Esta gente é completamente alucinada!... O que explica em grande parte porque é que o Nacionalismo português andou a marcar passo durante tantos anos.

Anónimo disse...

"não tem sentido antagonizar os brancos não-arianos que já são europeus há várias gerações"

Óbvio que não! Num mundo em que os potencialmente brancos são no máximo 10% da população (ou seja contando com os brancos que têm uma pequena percentagem de sangue não-europeu) e com tendência para descer! avaliações pretensamente hitlerianas só podem vir da mente de um TROLL ou de alguém que vive completamente alienado da realidade. E mesmo para apurar a "raça" das pessoas teriam que se fazer testes de adn exaustivos porque as aparências também iludem, e como o caro referiu mesmo esses testes não são 100% conclusivos.

"Faz lembrar os imbecis que dizem que o Ronaldo não é português porque a sua bisavó era negra."

E essa historia em abono da verdade até me cheira mais a mito que outra coisa pois olhando para os pais e os irmãos dele ninguém diria que há ali sangue africano relativamente recente. Mesmo no Ronaldo não se vêm grandes traços negroides (apesar de eu não ser especialista na matéria). Não sendo um "prototipo" da raça branca para mim ele é branco e europeu e aposto que para todos os negros ele é branco, por isso é que eu digo: nos dias que correm a melhor forma de se saber quem é branco ou não é perguntar aos negros! ao contrário de muitos brancos eles sabem ver a diferença!

Ass: Fdt