terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Capitalismo selvagem: Starbucks oferece 10 mil empregos aos "refujiadistas"!


«Em resposta ao decreto que dificulta a entrada nos EUA de cidadãos de sete países muçulmanos, incluindo a Síria, a Starbucks anunciou esta segunda-feira este Lues empregos para 10 mil "refugiados" e a Airbnb alojamento gratuito aos que ficarem bloqueados nos aeroportos.



Numa carta aos funcionários, o presidente da cadeia de cafés Starbucks, Howard Schultz, afirma-se "profundamente preocupado": "Vivemos tempos sem precedentes, tempos em que vemos a consciência do nosso país e a promessa do sonho americano serem postos em causa". Schultz promete no texto contratar 10.000 "refugiados" nos próximos cinco anos, precisando que a oferta é dirigida a todos os que fogem da guerra, de perseguições e de discriminação e que envolve as lojas do grupo nos 75 países onde está presente.

Nos Estados Unidos, país de origem da empresa, a Starbucks vai começar por contratar os refugiados que tenham trabalhado com as Forças Armadas dos Estados Unidos, por exemplo como intérpretes.

Howard Schultz, próximo do Partido Democrata, afirmou ainda que a empresa está a contactar os funcionários que sejam afectados pelo decreto pelo Presidente, Donald Trump, e que impõe fortes restrições à entrada no país de cidadãos do Iémen, Irão, Iraque, Líbia, Síria, Somália e Sudão.

A Airbnb anunciou por seu lado que alojará gratuitamente as pessoas afectadas pelas novas medidas, tanto refugiados como outros viajantes, bloqueados nos aeroportos devido às novas "verificações reforçadas". A medida foi anunciada no Twitter por Brian Chesky, presidente do conselho de administração da plataforma de aluguer de casas online. "Contactem-me se precisarem de alojamento", escreveu.

A empresa prevê utilizar o sistema que é accionado quando ocorrem desastres naturais e, uma vez que 80% das ofertas se situam fora do território norte-americano, vai avaliar outras formas de dar resposta ao problema. "Abrir fronteiras aproxima-nos. Fechá-las divide-nos", escreveu Chesky.»

Portanto, caros leitores, aqui ficam mais duas empresas a boicotar: Starbucks e Airbnb! Sim, eu sei que estas empresas praticamente não têm presença em Portugal, mas registem-nas na vossa agenda para quando forem ao estrangeiro! Digam NÃO! às empresas que insistem em trocar os europeus e os norte-americanos por alógenos!!!

2 comentários:

separatista-50-50 disse...

Não sendo aqui o je um Trumpista... no entanto, não deixo de constatar/assinalar que os anti-Trump se estão a enterrar cada vez mais.

Afonso de Portugal disse...

Com todos os seus defeitos, o "direitinha" José Manuel Fernandes teve hoje alguns momentos brilhantes:

http://observador.pt/opiniao/espanto-e-choque-o-que-fazer-face-a-trump/

«Não se iludam: Trump está a explorar a cegueira de quem o critica sem compreender as inseguranças que levaram tantos americanos a elegê-lo. O nativismo não se combate com um cosmopolitismo histriónico.

(...) Quase tudo aquilo que os adversários de Trump têm vindo a fazer tem contribuído para que ele reforce a sua posição. Quando os actores milionários de Hollywood fazem comícios em cada cerimónia em que aparecem, os eleitores de Trump não vacilam, cerram fileiras. Quando Obama quebra a regra do silêncio que os ex-presidentes sempre respeitam está a dar força aos que protestam, mas não a enfraquecer a legitimidade de Trump, antes a reforçá-la. Quando os órgãos de informação tratam de forma totalmente desproporcionada os protestos anti-Trump e as manifestações de apoio estão a fechar-se ainda mais na “bolha” que os impediu de perceberem o descontentamento anti-establishment que grassava (e grassa) na América que não vive nas grandes cidades.»