sábado, 31 de dezembro de 2016

Paul Joseph Watson: «Não, idiotas, 2016 não foi o pior ano de sempre!»


    O jovem repórter da Infowars casca em vários palermas que acham que 2016 foi "um ano muito mau" porque "o David Bowie morreu!", ou porque "o Prince morreu!", ou porque "a Carrie Fisher morreu!", ou porque "o George Michael morreu!" e sobretudo porque "o Trump venceu!" 😂

8 comentários:

Bilder disse...

Exacto,e se os "populistas" ganharem na Europa em 2017(vamos ver a reacção dos "progressistas")a culpa será das elites diz o Coutinho http://www.cmjornal.pt/opiniao/colunistas/joao-pereira-coutinho/detalhe/lagrimas--e-insultos?ref=opiniao_destaque

Afonso de Portugal disse...

Bom comentário do JPC! Destaco esta parte:

«Mas o que eu gostaria de ver era menos tremor – e mais trabalho de campo. Por que motivo o ‘populismo’ cresce? E que soluções os ‘sábios’ temerosos têm para oferecer?»

Na mouche! Porque, de facto, a maioria dos comentadores e fazedores de opinião continua a tratar as pessoas como se fossem parvas, insultando os "populistas" sem concretizar exactamente como e porque é que os "populistas" estão errados! Ou então recorrendo a estereótipos ridículos como "o populismo é a venda de ilusões" ou "o populismo é culpar as minorias pelos problemas estruturais" ou outras falácias do género!

Bilder disse...

Outra questão que deve ser analisada é "afinal qual a diferença entre os partidos populares e os populistas"?Os populares conseguem enganar a populaça há várias décadas e os "populistas" continuam a não ser populares o suficiente(esta é uma diferença importante,haverão outras).

Afonso de Portugal disse...

Ah, mas os "jornalistas" da nossa praça jamais admitirão o uso dessa palavra, "populares"! Eles preferem dizer que os partidos populares são "moderados", "razoáveis", "proporcionais" e também que os políticos do sistema são "ponderados", "mais bem preparados", "mais competentes", etc.

Claro que nós, Nacionalistas, temos toda a obrigação de responder à pergunta formulada pelo caro Bilder se queremos mesmo chegar ao poder. E choca-me constatar que muitos nacionalistas nunca o fizeram e insistem em não fazer. Ouço constantemente explicações imbecis e simplistas do género "o povinho é burro", "o jogo está viciado", "a Democracia é uma cabala", etc. A verdade é que a Democracia, com todas as suas virtudes, tem o grande defeito de ser um concurso de popularidade. Basta olhar para a eleição do Marcelo para constatarmos isso. Esta realidade significa que a vantagem eleitoral está do lado dos que têm dinheiro, porque controlam os meios de difusão da informação e, com isso, determinam quem são os candidatos mais populares.

A solução para este problema não é nada fácil, porque o dinheiro só pode ser contrariado com mais dinheiro... ou então com uma massa de eleitores com uma vontade popular insuperável. Foi isso que Farage e Trump perceberam e, apesar de estarem em grande desvantagem face aos seus opositores, conseguiram vencer! Houve também outro fenómeno: pela primeira em muitos anos, os eleitores americanos e britânicos tiveram acesso a fontes de informação alternativas, sobretudo na internet.

Nós, aqui na Europa, temos de seguir o mesmo caminho, apelar ao coração do povo. Infelizmente, uma grande parte dos nacionalistas europeus -e em Portugal então nem se fala- não têm sido capazes de perceber a urgência dessa necessidade.

Bilder disse...

Apelar ao coração do povo e também ao cérebro(pois quem vota apenas pelas emoções tanto vota A como B,conforme sopra o vento e sem convicções)mas para isso é preciso gente capaz(de analisar a realidade,planear o futuro e saber comunicar e ter boa imagem de preferência),não basta ter razão.

Afonso de Portugal disse...

«Apelar ao coração do povo e também ao cérebro»

Sem dúvida, mas o meu ponto era que, infelizmente, os argumentos racionais só convencem uma parte da população. Há uma grande quantidade de pessoas que vota em função do que sente, não em função do que pensa.

Há ainda um terceiro fenómeno, que é o da familiaridade: os eleitores tendem a votar naqueles que lhes são mais "familiares", no sentido de serem mais conhecidos. O Marcelo também beneficiou desse efeito.


«mas para isso é preciso gente capaz, (...) não basta ter razão.»

Não sei se isto foi uma crítica ao PNR ou apenas uma afirmação geral. Se foi uma afirmação geral, dou-lhe toda a razão. Se foi uma crítica ao PNR, só posso dizer o que tenho dito desde sempre: quem não aparece em público, não existe para o eleitorado. Há muitos identitários que não gostam do PNR mas que também não são capazes de nos oferecer uma alternativa melhor.

Isto a mim parece-me um bocado aquela conversa do gajo feioso que acabou com uma mulher podre de boa e que passou a ser invejado por muitos homens bonitos que não a conseguiram comer: o feioso fez o trabalho dele, os homens bonitos não. É por isso que ele ficou com a gaja boa.

Bilder disse...

Eu estava a pensar no geral(e o caro amigo já sabe a minha opinião,por isso não insisto)até porque em Portugal é muito complicado representar o nacionalismo(continua a ser)tanto pelo facto dos média estarem ao serviço do liberal-socialismo(e afins)como pelo facto do povo tuga(em geral)ser um povo de poucas convicções e ir para o lado que "sopra o vento".

Afonso de Portugal disse...

Quanto a isso, concordo inteiramente com o caro Bilder.