segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vasco Pulido Valente sobre o beatinho Guterres e o "número 44"


Sobre o beatinho com cara de sapo:

«Agora que já acabou ou, pelo menos, se atenuou a campanha patriótica para a canonização de Guterres, talvez se possa olhar para ele com alguma tranquilidade e medida. Por acaso conheço a criatura. É um homem fraco, influenciável, indeciso e superficial. A crónica amnésia deste país fez desaparecer numa semana de glória o péssimo governo que ele dirigiu; um governo que estava sempre em crise porque o primeiro-ministro avançava, recuava, não era capaz de resolver nada de uma vez para sempre e, como disse Medina Carreira, caía em terríveis transes de angústia quando tinha de dizer “não”. Esse é o Guterres de que me lembro e não me parece a encarnação de um grande diplomata. Quanto ao resto, o católico a roçar o beato, cheio de amor pelos pobrezinhos, também não me entusiasma: a ONU não precisa de uma nova versão de Sta. Teresa de Calcutá.»

 Ó Toneca, estás com um olhar tão profundo, pá!
Eu estou é a ver se não me encandeio com o vermelho da tua camisa, ó Zé!


E sobre o "número 44":

«Consta por aí que o eng. Sócrates vai publicar outro livro. Por descargo de consciência li o primeiro. É um exercício escolar sem originalidade ou rigor, que, como lhe compete, exibe uma enorme incultura filosófica. Não valia a pena tornar a falar dele se Sócrates não aparecesse agora com uma nova prestação dos seus pensamentos, desta vez sobre o “carisma” (um assunto que tresanda a pretexto para o auto-elogio). Depois do que se disse sobre a autoria e as vendas da sua alegada tese, nenhum académico com vergonha se atreveria a lembrar a sua presença sobre a terra, sem o reconhecimento de uma universidade idónea. O problema de Sócrates é que está morto, intelectual e politicamente morto, e se recusa a reconhecer esse facto simples. A agitação em que anda chega a confranger. Sossegadinho na Covilhã ou no diabo ficava melhor.»

Morto, Sócrates? VPV está redondamente engando! Também chamaram "Acabado Silva" ao Aníbal de Boliqueime durante a década de 90... mas depois ele "ressuscitou" e foi eleito Presidente da República! É que num país onde o eleitorado tem memória de peixe, tudo é possível!...

4 comentários:

Rick disse...

Falta agradecer ao beato a entrada na política do bando, Sócrates, Vara, Estrela, etc, que viria a depenar os portugueses com mais uma bancarrota e o roubo de uma fortuna colossal.
Sobre a criatura propriamente dita, falta acrescentar muita coisa à biografia. Mas, se os intervenientes diretos não querem contar por pavor de serem perseguidos pela Camorra xuxa, fica por contar algum material muito interessante.
O público é sempre o corno. É o último a saber.
Sempre me impressionou a capacidade desta organização criminosa de Ratos para encobrir escândalos tremendos.

Afonso de Portugal disse...

Excelente comentário, caro Rick. O caso do Vara e do sucateiro Godinho é absolutamente surreal, sendo que o último teve recentemente uma pena de prisão suspensa pelo Tribunal da Relação do Porto:

https://www.noticiasaominuto.com/pais/663790/relacao-suspende-pena-convicta-de-que-manuel-godinho-se-portara-bem

Mas os direitinhas não são muito diferentes. São um pouco menos descarados, é verdade, mas basta olhar para os exemplos de Duarte Lima, Ferreira Torres, Isaltino Morais ou Valentim Loureiro para constatarmos rapidamente que a escumalha abrilina anda toda ao mesmo!

JOAO MENDES disse...

E isso mesmo. Escumalha, sem escrúpulos. Uns acoitaram-se nos partidos de esquerda e centro, outros nos tribunais, outros nas autarquias, outros na banca e nos CEO.Todos iguais na torpeza, diderentes nos meios.

Afonso de Portugal disse...

O mais grave de tudo é que o povo português continua a votar neles. Ou pior, a não votar de todo, dizendo que "votar não resolve nada" ou porque "vão para lá outros ainda piores".

Jamais será possível acabar com a corrupção generalizada na política portuguesa sem acabar com a classe pulhítica dominante. É preciso removê-la do poder ou, pelo menos, garantir a seperação de poderes entre a política, a justiça e os grandes lóbis financeiros.