terça-feira, 20 de setembro de 2016

Seis meses depois, o "cérebro" dos atentados de Bruxelas continua a monte


«Seis meses depois dos atentados de Bruxelas, as autoridades continuam à procura de Oussama Atar, um belga de origem marroquina que fontes judiciais citadas pela imprensa admitem ser o "cérebro" dos ataques.»

 Oussama Atar: sexy motherfucker!

«Atar, 32 anos, é qualificado por várias fontes policiais e judiciais como "um dos terroristas mais perigosos da Europa", dados os "muito fortes" indícios do seu envolvimento nos atentados que a 22 de Março fizeram 32 mortos e 340 feridos no aeroporto de Zaventem e na estação de metro de Maalbeek.

Oussama Atar é primo dos irmãos Ibrahim e Khalid El Bakraoui, que se fizeram explodir no aeroporto e na estação de metro da capital belga. É também irmão de Yassine Atar, detido cinco dias depois como suspeito de preparar um atentado contra a "Marcha contra o medo", anulada por essa razão, primo de Jawad Benhattal e sobrinho de Moustapha Benhattal, detidos a 18 de Junho por suspeita de prepararem um ataque durante o jogo Bélgica-Irlanda do campeonato europeu de futebol.

Mas Atar era conhecido da polícia desde 2012, quando regressou à Bélgica depois de quase nove anos de prisão no Iraque, onde foi detido por cruzar ilegalmente a fronteira com a Síria e condenado a 10 anos de prisão. A libertação antecipada foi possível depois de a família, preocupada com o seu estado de saúde e as condições da detenção, organizar uma manifestação em Bruxelas e pedir o apoio do governo belga, que assegurou acompanhar o assunto com atenção. No Iraque, Atar passou nomeadamente por Camp Bucca, a prisão norte-americana considerada o "berço" do grupo extremista Estado Islâmico, onde conheceu Abu Bakr al-Baghdadi, o líder do grupo 'jihadista'.

As autoridades admitem que esteja escondido na Bélgica, apesar de Atar ter alegadamente regressado à Síria em 2013 e de, em Junho, segundo a imprensa francesa, os serviços de informações de França terem sido alertados de que Atar, "um combatente estrangeiro perigoso e armado", podia estar a tentar chegar a França através da Albânia.

No dia seguinte aos atentados de Bruxelas, a polícia fez buscas na sua residência, sem o encontrar. Desde então, as autoridades fizeram mais três buscas naquele local e no apartamento onde residem a mãe e uma irmã, a mais recente das quais a 13 de Setembro, mas sempre sem sucesso. 

Os atentados de 22 de Março foram perpetrados materialmente por cinco homens, três dos quais morreram no momento e dois outros que estão detidos, segundo a investigação ainda em curso. Às 07h58 de 22 de Março de 2016, Najim Laachraoui, Ibrahim El-Bakraoui e Mohamed Abrini entraram no aeroporto de Zaventem disfarçados de passageiros comuns, com explosivos nas malas que transportavam em carrinhos de bagagem. 

El-Bakraoui foi o primeiro a detonar a bomba. Segundo testemunhas, Laachraoui tentou correr por entre a multidão em fuga, mas a mala caiu do carrinho e explodiu prematuramente. Abrini fugiu, deixando para trás a mala armadilhada, desactivada horas mais tarde pela polícia.  Às 09h11, Khalid El-Bakraoui, irmão de Ibrahim, fez-se explodir na estação de metro de Maalbeek. Mohamed Abrini, o "homem do chapéu", foi detido a 8 de Abril, juntamente com Osama Krayem, ou Naim Al Hamed, que terá sido o segundo homem em Maalbeek. 

Hervé B.M. e Bilal El Makhoukhi, suspeitos de ajudarem os dois primeiros na preparação do atentado, foram detidos no mesmo dia. A investigação policial permitiu detectar vários contactos entre Abrini e Krayem e Salah Abddeslam - detido em Bruxelas quatro dias antes dos atentados e suspeito da logística dos ataques de Novembro em Paris -, o que reforçou a hipótese de ambos os ataques, reivindicados pelo Estado Islâmico, terem sido perpetrados por uma mesma célula terrorista. 

Trinta e duas pessoas morreram nos atentados de Bruxelas e 340 ficaram feridas. Entre os feridos, 90 estavam em estado grave e foram hospitalizados. Há um mês, quando passaram cinco meses sobre os atentados, o gabinete da ministra da Saúde, Maggie de Block, confirmou à imprensa que uma vítima permanecia hospitalizada.

Desde os ataques, sucederam-se as falsas ameaças de bomba e multiplicaram-se as operações policiais. A presença de patrulhas militares armadas nas ruas mantém-se até hoje. A actividade no aeroporto e no metropolitano regressou à normalidade, apesar de em Zaventem haver ainda algumas dezenas de malas de viagem que ainda não foram restituídas às pessoas que ali estiveram no dia dos ataques.»

Comentário do blogueiro: o texto acima é longo, mas há dois pontos importantes a reter. 

1. Desde logo, o facto de que as autoridades belgas e francesas tinham conhecimento do passado radical do terrorista, primeiro no Iraque, onde terá conhecido o agora líder do Estado Islâmico, e depois na Síria, mas nada fizeram para o vigiar devidamente e assim evitar os atentados de Março. Tamanha incompetência devia ter consequências para os dirigentes das forças de segurança mas, no que respeita ao terrorismo islâmico, toda a Europa parece transformada numa enorme república das bananas!

2. Depois temos a fuga prolongada do terrorista, que já dura há quase seis meses, apesar de ele ter a sua fuça horrorosa e criminosa espalhada por toda a Europa! "Mas como é que é possível?", perguntarão os mais ingénuos ou desinformados. É simples, ele consegue manter-se em fuga porque está a ser ajudado pela comunidade islâmica! Basta recordarmo-nos que Salah Abdeslam, um dos terroristas do massacre do Bataclan (Paris, Novembro de 2015), conseguiu iludir as autoridades durante quatro meses, precisamente porque a comunidade de muçulmana Molenbeek, o bairro islâmico de Bruxelas que é frequentemente descrito como um "viveiro de terroristas islâmicos", o abrigou e escondeu das autoridades.

Resumindo e concluindo, os europeus precisam de acordar para a realidade de que há micro-estados islâmicos dentro dos nossos países. Quanto mais tarde o fizermos, mais gente morrerá.

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Ver também:


«Quantos europeus terão de morrer até que reconheçamos que o Islão não é uma religião de paz?»
Paul Joseph Watson sobre os atentados de Bruxelas (agora com legendas)
Um dos terroristas de Bruxelas trabalhara no aeroporto durante 5 anos!
Nos EUA: muçulmano mata a tiro "pelo menos" 50 homossexuais
Paul Joseph Watson: «A verdade sobre o Massacre de Orlando»
Três vídeos que vale a pena ver (21): reacções ao Massacre de Orlando
A mulher do terrorista muçulmano de Orlando sabia de tudo... e não fez nada!
Paul Joseph Watson: «Queridos gueis, a Esquerda traiu-vos pelo Islão!»
Estado Islâmico reafirma que pode haver atentados em Portugal
Primeiro-ministro belga crê que haverá novos ataques na Europa
O PNR denuncia a verdadeira causa dos atentados de Bruxelas e apresenta a única solução possível para impedir que se repitam: o Nacionalismo!
Atentados de Bruxelas: imagens captadas pouco depois das explosões
Confirmado pelo FBI: terroristas de S. Bernardino tinham ligações ao ISIS
Algumas reacções ao massacre de S. Bernardino (EUA)
Ainda sobre o massacre de São Bernardino
Sobre a estupidez política de não deixar sair do país os "jovens" que se querem juntar ao ISIS
"A culpa é das armas, pá!"
E enquanto dormíamos esta noite... mais um ataque terrorista islâmico em solo ocidental!
Hoje em França, amanhã em Portugal?
O que é realmente preciso entender sobre Paris...

2 comentários:

FireHead disse...

Os adeptos ferrenhos do multiculturalismo não estão nem aí para estes terroristas belgas, franceses ou espanhóis de origem muçulmana. Para eles o que conta é que existam filhos do multiculturalismo que ajudem os seus países de adopção a conquistar títulos ou medalhas.

Afonso de Portugal disse...

Pois... até ao dia em que lhes calha a eles serem "enriquecidos" pelos seus queridinhos. O problema é que a maior parte desses canalhas vive tão resguardada do resto do mundo que é muito difícil que lhe acotneça alguma coisa num futuro próximo.

Quanto aos títulos e às medalhas, por aí se vê a mentalidade de mercenário dessas "pessoas": destrói-se a nação em nome de um punhado de conquistas vãs, que em nada enriquecem o país ou a sua população, e que apenas servem para satisfazer o ego dos analfabetos funcionais e manter a plebe alheada dos verdadeiros problemas do país.

É por estas e por outras que eu não sou grande fã do desporto profissional, em particular do futebol profissional. Panem et circensis, como terá escrito em tempos o romano Juvenal...