sábado, 25 de junho de 2016

Pretogal: arrogância sem limites!


«Se me disserem que seremos campeões só com empates, assino já por baixo. Portugal empatou três vezes, mas, sinceramente, é preciso olhar com olhos de ver. Fomos melhores que a Islândia, muito melhores que a Áustria e melhores que a Hungria. Não vencemos por circunstâncias do jogo. Estamos nos oitavos-de-final e agora só queremos é vencer».

As palavras são do seleccionador pretoguês Fernando Santinho, que deve estar a precisar de um bom par de óculos, porque o que ele diz não é verdade. A Islândia podia ter perfeitamente ter vencido. A Áustria foi inferior, mas não foi "muito inferior" e o empate não choca. E a Hungria também podia perfeitamente ter vencido o jogo.

 ...E ainda dizem que as mãos do Trump são pequenas!

Esta falta de humildade crónica é de longe o maior de todos os problemas do futebol pretoguês: confunde-se posse de bola, número de passes e número de remates com superioridade! Utilizam-se chavões obsoletos como "qualidade técnica" ou "talentos individuais" para estabelecer critérios de excelência. Só que o futebol é um jogo de equipa, não é uma feira de vaidades.

No Euro 2004, a Grécia venceu Portugal (na altura ainda não era Pretogal, apesar do Costinha, do Miguel e do Jorge Andrade) duas vezes em nossa casa e sagrou-se campeã. E nessas duas vezes, a Grécia bateu Portugal da mesma forma: organização defensiva exemplar e rigor táctico inflexível. De nada serviu a "qualidade técnica" ou os "talentos individuais" do Deco, do Ronaldo, do Ricardo Carvalho no seu auge, do Figo e do Rui Costa. E de nada serviu o facto de a Grécia ter deixado pelo caminho a Espanha, a França e a República Checa, selecções que nos tinham eliminado em europeus anteriores. Fomos para aquela final arrogantes, prepotentes, como se aquilo já estivesse ganho. Depois perdemos, naturalmente! E o pior de tudo, revelámos não ter aprendido nada com o a derrota do jogo de abertura, perdemos exactamente da mesma forma! Mas ainda hoje há quem ache que merecíamos ter vencido o Euro 2004, porque sim, porque "éramos melhores"...

Eu não gosto do Joachim Löw, o seleccionador alemão conhecido por tirar ranhocas do seu nariz ao vivo durante os jogos da sua Alemanha, para depois as limpar a um jogador adversário que tenha o azar de se cruzar com ele. Mas em tempos, o cromo disse uma coisa absolutamente certeira acerca da "nossa" selecção: «Portugal forma jogadores, não forma homens.»

No futebol nunca há certezas, mas a minha previsão para amanhã é que a Croácia vai deixar Pretogal pelo caminho.

6 comentários:

Anónimo disse...

Um pouco mais de patriotismo não lhe fazia mal. A selecção continua a representar Portugal e não qualquer país africano, ou vai me dizer que também não canta o hino no início do jogo? Nesse caso você não é português.
Espero que numa fase mais adiantada o Afonso dê o braço por torcer porque antejo a selecção a chegar à final. Deixe-se lá de teimosias porque, enquanto Portugal tiver portugueses (seja ele branco ou um palop aportuguesado) a representá-lo nunca deixará de ser Portugal.

G, o cigano

Afonso de Portugal disse...

«Um pouco mais de patriotismo não lhe fazia mal.»

Acho que está a confundir patriotismo com internacionalismo, G.


«A selecção continua a representar Portugal e não qualquer país africano»

Vamos ter de concordar em discordar em relação a isso.


«(...) ou vai me dizer que também não canta o hino no início do jogo?»

Antes dos jogos de Pretogal? Não, não canto, até porque não conheço o hino oficial da CPLP. Eu canto a Portuguesa quando jogam portugueses, não quando jogam estrangeiros.


«Nesse caso você não é português.»

Eu sou. Os invasores que estão ilegitimamente a representar o meu país é que não são.


«Espero que numa fase mais adiantada o Afonso dê o braço por torcer porque antejo a selecção a chegar à final.»

Eu nem sequer acredito que a selecção consiga vencer a Croácia hoje, embora no futebol tudo seja possível. Seja como for, jamais darei "o braço a torcer", mesmo na hipótese remotíssima de que Pretogal vença a competição.


«(...) enquanto Portugal tiver portugueses (seja ele branco ou um palop aportuguesado) a representá-lo nunca deixará de ser Portugal.»

Sobre isto também teremos de concordar em discordar. Cumprimentos.

FireHead disse...

Bem, sobre isso eu e tu também concordamos em discordar, mas ainda assim há quem teime em pensar que eu penso igual a ti ou aos outros racialistas.

Afonso de Portugal disse...

Quanto a isso, a culpa é quase toda tua, porque tratas o fulano em causa bem melhor do que ele merece. Quando as pessoas não são justas para connosco, têm de ser descartadas das nossas vidas.

FireHead disse...

O Leocardo? Ele diz que eu lhe censurei um comentário muito importante, mas eu não fiz nada disso e até lhe pedi para escrever novamente o comentário para eu o poder aceitar. Até jurei que não apaguei o comentário dele, simplesmente porque não cheguei a receber esse tal comentário na caixa de moderação (logo não pude lê-lo), mas como ele não acredita em mim, olha, temos pena, é de maneira que ele lá no blogue dele pode contar à malta que eu censurei o comentário importantíssimo dele. E parece que ele anda a acreditar que eu é que andei a ameaçá-lo como anónimo. Se isso é mesmo verdade, talvez ele possa explicar o porquê de acreditar que eu tenho necessidade de o ameaçar como anónimo.

Afonso de Portugal disse...

Esta é apenas a minha opinião, vale o que vale, mas eu julgo que o grande problema aqui é a tua postura, meu caro. Há uns tempos, houve alguém no teu blogue que disse que tu tinhas deixado o Lá Lá Cardo tratar-te como um pano de limpar o chão. Eu não vou tão longe, mas devo dizer que não consigo entender como:

1. Um indivíduo que divulgou o teu nome completo ao mundo
2. Uma indivíduo que tem feito dezenas de postagens a distorcer as tuas opiniões e a insultar-te
3. Uma indivíduo que já demonstrou não ter pudor em tentar destruir a vida dos outros, mesmo que não tenham nada a ver com o caso (e.g. Caturo)

...continua a poder comentar livremente no teu blogue e a até, de vez em quando, a ter direito a "um abraço" da tua parte! A forma de lidar com este grandessíssimo filho da puta era, desde o primeiro momento, ingorá-lo completamente.

Agora vais ter de o gramar, porque o homem tem claramente um recalcamento psicológico qualquer e julga que está numa cruzada contra o mal. O mais trágico de tudo é que me parece que estás apenas a adiar o inevitável. O anormal vai continuar a forçar a barra até que cedas e deixes de actualizar o teu blogue.