quinta-feira, 9 de junho de 2016

O PNR denuncia a violação da Constituição portuguesa por parte da CML


Da página de internet do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«Na Constituição portuguesa existe uma separação entre o Estado e as Igrejas e outras comunidades religiosas existentes no nosso país, sendo tal separação uma garantia da laicidade do Estado, tal como o direito de liberdade religiosa, isto é, o direito de cada cidadão escolher livremente a religião que queira professar, ou até mesmo o de não querer professar nenhuma.

Corolários imediatos do princípio dessa separação são, por um lado, o princípio da não-confessionalidade do Estado e, por outro lado, o princípio da liberdade de opinião e independência das igrejas e confissões religiosas.

Em anotação ao art. 41º da Constituição escrevem os Profs. Gomes Canotilho e Vital Moreira que o primeiro implica a neutralidade confessional do Estado e proíbe toda e qualquer identificação ou preferência religiosa, qualquer ingerência religiosa na organização ou governo do Estado ou dos poderes públicos, não podendo estes, assumir ou desempenhar quaisquer funções ou encargos religiosos.

O segundo princípio, escrevem os mesmos autores, em contrapartida, garante o estatuto privado das igrejas e confissões religiosas, bem como a não-ingerência do Estado, na organização das igrejas e no exercício das suas funções e do culto, não podendo os poderes públicos intervir nessas áreas.

Porém, recentemente, o Estado Português (e quando falo em Estado, faço-o em sentido amplo, nele incluindo a Administração Local) fez autêntica tábua-rasa deste preceito, e nenhum dos partidos com assento parlamentar, designadamente o inenarrável Bloco de Esquerda, que se insurge contra a existência de crucifixos nas escolas e nos hospitais, fez qualquer referência a esse facto.

Com efeito, e numa altura em que se assiste a uma verdadeira invasão islâmica por toda essa Europa fora, fruto de políticas erradas executadas por uma União Europeia desacreditada e esgotada, que permite que a Europa sirva de porto-de-abrigo a terroristas, radicais, extremistas e fanáticos religiosos que nos querem impor à força os seus hábitos, os seus costumes, as suas crenças e as suas tradições, a Câmara Municipal de Lisboa procedeu à expropriação de prédios situados na Rua da Palma, ao Martim Moniz, zona de forte implantação islâmica (quem circula por esta zona tem a sensação de estar noutro país, que não Portugal), para aí se proceder à construção de uma mesquita financiada por dinheiros públicos, isto é, dos contribuintes.

Será que Fernando Medina não sabe que a própria Constituição proíbe expressamente que o Estado financie a construção de templos religiosos? Até admito que não saiba, uma vez que Fernando Medina é Economista de formação. Mas será que os serviços jurídicos da Câmara Municipal de Lisboa não o alertaram para essa proibição legal?


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Assistimos, pois, impávidos e serenos, à construção de um templo religioso com recurso a dinheiros públicos, e com o silêncio complacente e conivente da extrema-esquerda, numa atitude “politicamente correcta” para com os invasores de Portugal. Só que esta atitude da Câmara Municipal de Lisboa abriu um grave precedente.

Efectivamente, qualquer outra confissão religiosa pode perfeitamente, de hoje para amanhã, exigir, ao abrigo do princípio da igualdade consagrado no art. 13º da Constituição, a construção de um templo religioso, de uma escola religiosa ou outra coisa qualquer. E aí, lá veríamos nós mais dinheiros públicos a serem esbanjados em actividades religiosas que necessariamente iriam pesar nos bolsos dos portugueses.

Portugal é um Estado laico? Tenho sérias e fundadas dúvidas que o seja, tendo em conta a presente factualidade.»

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Ver também:

Nova mesquita de Lisboa desaloja moradores e comerciantes

6 comentários:

João José Horta Nobre disse...

Esse Miguel Costa Marques, se não estou enganado, aparece neste video que foi gravado em 1998. O Afonso veja com atenção:

https://www.youtube.com/watch?v=Qv35zKNATZQ

Sinceramente fiquei com pena dele. Os comunistas deram mesmo um grande abuso...

Afonso de Portugal disse...

Parece ser ele, parece... mas estas situações têm tanto de mau, como de bom: se por um lado somos abusados, por outro lado as nossas convicções e força de carácter saem reforçadas.

O esquerdalho até pode conseguir silenciar-nos pela intimidação e pelos números de vez em quando. Mas a revolta que nos vai dentro permanece e arde ainda com mais intensidade!

João José Horta Nobre disse...

Veja bem o ponto a que chega o politicamente correcto contra os nacionalistas, que ele até diz no video que "não sou nacionalista" só para se defender.

Isso foi em 1998. Na altura o radicalismo da esquerda em Coimbra era muito pior do que aquilo que é hoje. Eu sei quem era o tipo que fez o upload desse video. O João José Cardoso. Era um professor de história em Coimbra, digo "era" porque ele morreu de cancro em Outubro passado.

O João José Cardoso era um comuna do pior que pode imaginar. Era mesmo um dos mais fanáticos esquerdistas que eu encontrei nas redes sociais, pois ele escrevia no Aventar e se o Afonso lá for ver os artigos dele, aquilo até chega a meter pavor.

Esse João José Cardoso odiava-me e chegou mesmo a bloquear-me no Aventar...

João José Horta Nobre disse...

Vi agora o video de novo, não sei se o Afonso reparou bem, mas se não fosse a polícia, ele teria sido espancado pela comunalha. Os ânimos estavam mesmo ao rubro.

Até me deu nojo ver aquele lunático de gabardine aos gritos a dizer "fascista de merda" e a saltar como um doido. A sério, essa gente da esquerda não tem mesmo a noção do ridículo...

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«(...)ele até diz no video que "não sou nacionalista" só para se defender.»

Esse continua a ser um dos grandes problemas da direita hoje, o medo. É por isso que aparecem, de tempos em tempos, esquerdalhistas apostados na intimidação, por saberem que há, infelizmente, gente na direita que tem medo.

E naqueles tempos havia mesmo razão para ter medo. Conheço um caso dramático, em Braga, onde um grupo de comunas perseguiu activamente um membro do MAN local durante os anos 90. Chegaram a fazer-lhe esperas à porta de casa e a cuspir-lhe nos familiares. A coisa só acalmou no dia em que ele deu uns tiros de caçadeira para o ar... e acabou preso por isso.


«O João José Cardoso era um comuna do pior que pode imaginar. Era mesmo um dos mais fanáticos esquerdistas que eu encontrei nas redes sociais»

Eu tive dois professores comunas ma univesidade e eram realmente muito maus. Um recusava-se a tratar as pessoas pelo nome próprio, apenas pelo apelido. Não havia cá Migueís, Brunos ou Antónios, só havia Silvas, Fonsecas e Ferreiras.

O outro era ainda pior: passava as aulas a fazer piadinhas e a tecer analogias entre a matéria leccionada e o fascismo. Depois olhava para os alunos: os que não se estivessem a rir, levavam um olhar de reprovação veemente. Estou convencido que o cretino os penalizava nos exames... nunca vi um "mal-humorado" ter boa nota às cadeiras dele!

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«Até me deu nojo ver aquele lunático de gabardine aos gritos a dizer "fascista de merda" e a saltar como um doido.»

Há ali um tipo de bigode, por volta dos 3:50, que parece mesmo possuído por uma entidade demoníaca! De punho erguido, com os olhos arregalados... chega a meter dó, o aleijadinho!


«A sério, essa gente da esquerda não tem mesmo a noção do ridículo... »

Eles são idiotas úteis... o que é preciso é descobrir quem é que está por trás dessas iniciativas. É com esses que temos de ajustar contas, não é com a ralé que eles manipulam e que faz estas figuras tristes por eles!