domingo, 19 de junho de 2016

Brexit D-4: Daniel Hannan na Oxford Union Society


     Já só faltam 4 dias para aquele que pode ser o referendo mais importante da nossa geração: o famigerado Brexit, o referendo à permanência ou saída do Reino Unido da (des)União Europeia. Já publiquei aqui no TU vinte e dois vídeos que explicam o que está em causa no Brexit
...E tenciono publicar um novo vídeo sobre o tema todos os dias até ao "dia D", o dia 23 de Junho de 2016.

Para hoje, escolhi esta magnífica palestra que o sempre eloquente eurodeputado Daniel Hannan concedeu à prestigiosa Oxford Union Society. O Sr. Hannan disserta aqui acerca dos perigos de ceder à chantagem emocional daqueles que, no campo do Bremain, referem lugares-comuns como "a união" ou "a amizade" para convencer o eleitorado britânico a não abandonar o projecto totalitarista que dá pelo nome de (des)União Europeia.



Alguns pontos de interesse da intervenção do Sr. Hannan:
  • 01m23s «Afirmar que se é a favor da UE porque se gosta da Europa é como dizer que se é a favor da FIFA porque se gosta de futebol. Precisamos de olhar não para uma UE de fantasia, que é toda ela acerca de paz e colaboração entre nações, mas para a verdadeira UE que tomou forma mesmo debaixo dos nossos narizes: um esquema que, em vez de produzir riqueza, retira riqueza às pessoas das classes média e baixa para a dar aos mais privilegiados e às grandes corporações!»
  • 02m19s «Perguntem a vós próprios: porque é que os megabancos e as multinacionais estão a verter dinheiro na campanha pelo Bremain? Porque é que a Goldman Sachs, a JP Morgan, o City Bank, a Morgan Stanley e todas as outras [grandes financeiras] estão a financiar as pessoas que não nos querem deixar recuperar a nossa independência?»
  • 02m59s «Elas [as grandes corporações multinacionais] adoram regulamentação! Porque elas podem suportar os custos de conformidade mais facilmente do que as empresas mais pequenas. E por isso capturaram a máquina burocrática de Bruxelas, usando-a para erguer barreiras à competição. Excelentes notícias para o cartel das multinacionais estabelecidas, mas péssimas notícias para os inovadores, as 'start-ups' e os empreendedores.»
  • 03m28s «Quando aderimos, em 1973, a riqueza dos 28 países que agora constituem a UE representava 36% da riqueza económica de todo o mundo. Em 2015, esse número tinha caído para apenas 17%.»
  • 04m46s «Há dez anos, a UE era o destino de 55% das exportações da Grã-Bretanha. Mas em 2015, já esta percentagem caiu para 45%. Como estaremos em 2030? E em 2050? (...) Nos últimos dez anos, só dois continentes não cresceram economicamente... a Antárctida e a Europa!»
  • 06m43s «Dizer que a UE não é democrática é suavizar a realidade. A UE é efectivamente antidemocrática, porque a única vez em que os seus líderes são chamados a comparecer publicamente é quando perderam um acto eleitoral!»

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