quarta-feira, 8 de junho de 2016

Brexit D-15: «Entrevista de Nigel Farage ao Financial Times»


    Faltam 15 dias para aquele que pode ser o referendo mais importante da nossa geração: o famigerado Brexit, o referendo à permanência ou saída do Reino Unido da (des)União Europeia. Já publiquei aqui no TU oito vídeos que explicam o que está em causa no Brexit:
...E tenciono publicar um novo vídeo sobre o tema todos os dias até ao "dia D", o dia 23 de Junho de 2016.

Hoje voltamos àquele que é o rosto mais conhecido da campanha do Brexit, o líder do Partido da Independência do Reino Unido (United Kingdom Independence Party - UKIP), Nigel Farage. O Sr. Farage concedeu esta entrevista ao Financial Times em que, desde o primeiro momento, o entrevistador tenta, de uma forma particularmente agressiva, reconheço os "riscos" do Brexit, citando as "previsões" apocalípticas da OCDE, do FMI e do Instituto de Estudos Fiscais de Londres como "prova" da irresponsabilidade dos defensores do Brexit.

Farage responde com a verdade: «Todas essas instituições são sustentadas com o dinheiro dos contribuintes, foram incapazes de prever a crise financeira de 2008 e afirmaram que o euro (moeda única) ia ser um sucesso. Ainda por cima, o FMI resgatou financeiramente países da zona euro!»



Alguns pontos interessantes da entrevista:
  • 02:21s Nigel Farage: «Foi criada uma relação extraordinária entre as grandes corporações, os grandes partidos políticos e um leque variado de organizações internacionais financiadas pelos contribuintes e, em muitos casos, pela própria UE! Eu não acho isso aceitável!»
  • 03:10s Nigel Farage: «As relações comerciais não são feitas por políticos nem burocratas, as relações comerciais são estabelecidas pelos consumidores.»
  • 05:32s Nigel Farage: «A crise da zona euro vai regressar, a crise dos refugiados já está a dividr a Europa, a UE está a mudar rapidamente e está metida num grande sarilho.»
  • 06:27s Nigel Farage: «Eu não acredito na bandeira [da UE], não acredito no hino, não acredito nos vários presidentes que ninguém consegue nomear, que ninguém sabe quem são porque nós não os elegemos... e não podemos removê-los do poder!»

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