domingo, 15 de maio de 2016

Resultados da "Bússola Política": algumas considerações (também dos participantes)


    Antes de mais, quero agradecer a todas as pessoas que se deram ao trabalho de responder ao pedido que eu fiz dois postais abaixo, sobretudo àquelas que me providenciaram as "coordenadas" que obtiveram. Se o(a) caro(a) leitor(a) ainda não fez o teste, ainda está a tempo! Basta "clicar"  >>>>AQUI<<<<


Quando pedi aos meus caríssimos leitores que fizessem este teste, tinha três objectivos em mente:
  1. Confirmar que há uma grande diferença entre o conceito de "direita" em Portugal e nos EUA;
  2. Investigar quão grande seria a dispersão (espaçamento) entre os diferentes nacionalistas no espectro político;
  3. Confirmar que há nacionalistas que se julgam mais "radicais" do que realmente são.
É evidente que este género de exercícios tem um valor subjectivo e não deve ser encarado como uma ciência exacta. Além disso, é preciso ter em conta que as pessoas que fazem este tipo de testes têm os seus próprios interesses políticos, sendo necessário encarar os resultados cum grano salis. Uma boa ideia é  ter sempre em conta os resultados obtidos pelas personalidades e partidos políticos mais conhecidos:


Comparando as duas figuras (os dois diagramas em cima e os  resultados obtidos pelos nacionalistas), observa-se:
  • uma rejeição clara, por parte dos nacionalistas portugueses e brasileiros, das políticas de direita; com a excepção do Geraldo Pavor, que mesmo assim obteve uma classificação relativamente baixa (2.15), todos nós parecemos gostar pouco do capitalismo selvagem.
  • somos pouco dados a libertarismos; só o Caps Louco,  o João José Horta Nobre e o Caturo ficaram abaixo do eixo esquerda-direita e, mesmo assim, a sua pontuação é bastante modesta (-0.82, -1.79 e -1.92, respectivamente);
  • mas também não somos dados a autoritarismos; com excepção do Stonefield, nenhum de nós teve mais de 2.50 no eixo vertical; comparem-se as posições do Hitler (primeira figura, à esquerda) e do BNP (segunda figura, à direita) e facilmente se desmitifica o papão de que "o Nacionalismo português contemporâneo é autoritário".

Comentários dos leitores/participantes


Os participantes deixaram vários comentários interessantes. Tão interessantes que, em vez de lhes responder nas caixas de comentários, como é habitual, decidi responder-lhes aqui, no próprio texto deste postal. O Stonefield escreveu:
«O próprio questionário tem um certo enviesamento nas respostas possíveis, a começar logo na primeira questão: eu não acredito que a globalização possa beneficiar a humanidade, mas não podia deixar de concordar com esse pressuposto em face da alternativa apresentada. E, a partir do momento em que defendo a intervenção do Estado na regulação da Economia vou parar inapelavelmente ao campo da Esquerda (não é por acaso que Marine LePen é acusada de comunismo pelos liberais franceses).»
Excelente observação, com a qual eu concordo a 100%. Algumas das questões destes questionários só podem ser respondidas em termos absolutos (e.g. ou concordamos com a intervenção estatal ou não, sem especificar o quanto concordamos ou não). Repare-se que esta prática não é exclusiva dos questionários políticos: a maioria dos testes psicotécnicos padece do mesmo mal. E não é coincidência! É uma tentativa deliberada, por parte dos autores do teste, de nos colar a um lado ou ao outro. Mas o Stonefield prossegue, com um comentário ainda mais interessante:
«(...) é uma divisão do espectro político que começa na extrema-esquerda e acaba nos liberais (ou neo-liberais) - uma divisão que é muito conveniente para o marxismo cultural, porque lhe permite invocar a tal "superioridade moral", num jogo de cartas marcadas que só ele pode vencer. É preciso desmascarar isto, porque tanto liberais como esquerdistas foram paridos do mesmo ventre e, em muitos campos (sobretudo éticos e morais), os liberais limitam-se a defender o mesmo que os esquerdistas, com umas décadas de atraso.»
Em cheio! E é uma grande alegria constatar que há cada vez mais pessoas no Movimento Nacionalista que se apercebem desta falácia. É precisamente por isto que um nacionalista nunca se deve considerar nem de esquerda, nem de direita. E sobretudo, deve desconfiar das pessoas que insistem intransigentemente em pertencer a um destes lados porque, como o Stonefield bem observou, o efeito prático final é idêntico em ambos os casos. O Stonefield conclui, acertadamente:
«(...) É por isto que faz cada vez menos sentido a divisão entre Esquerda e Direita (...), mas entre os partidários da Globalização Mundialista e os seus opositores Nacionalistas e Identitários. Na verdade, o posicionamento no gráfico já não espelha a realidade actual e creio que seria possível encontrar partidários Mundialistas posicionados nos 4 quadrantes.»
Sem dúvida, mas atenção: posicionados nos quatro quadrantes mas claramente longe dos extremos, o que não deixa de ser curioso tendo em conta que somos constantemente vistos como radicais!

O A-24 fez um comentário acerca da forma como o teste determina as pontuações:
«(...) sendo eu favorável à pena de morte para crimes hediondos e julgando que há criminosos que não são recuperáveis, logo... como é que isto me faz ser de "esquerda"? Ainda gostaria de saber como respondeu a cada questão a Hillary Clinton, visto que ela pertence à elite mundialista esquerdista.»
Juglo que a pergunta sobre a pena de morte não faz o A-24 parecer mais ou menos de esquerda. Essa pergunta deverá pertencer à dimensão "autoritário" vs. "libertário". E fará o A-24 pender para o lado "autoritário". Quanto à bruxa Hilária, será que ela pertence mesmo à Esquerda, caro A-24? Então porque é que tem tantos financiadores ligados ao lóbi financeiro? Então porque é que o Paulo Portas, o Paulo Rangel, o Marques Mendes e a Assunção Cristas acham que ela é a melhor candidata de todos?

O Renato Santon fez este comentário acerca do resultado que obteve:
«Teste um pouco medíocre, certamente caí na esquerda por combater globalização e liberdade absoluta de mercado, por não ceder liberdade absoluta a transnacionais. E autoritarismo por ser racialista, por ser contra homossexualismo e outras depravações modernas.»
O teste é sem dúvida um pouco tendencioso, mas esta é a interpretação que vigora nos EUA e no Reino Unido. Apoiar a globalização, a "liberdade" de mercado sem restrições e a legitimidade dos monopólios transnacionais  são encaradas como posições de Direita. É por isso que os candidatos das Primárias do Partido Republicano aparecem tão bem colocados no teste: são todos capitalistas selvagens! E é também por isso, por muito que custe a muito boa gente, que o Nacionalismo, sobretudo o Nacionalismo Racialista, não é de direita ou, pelo menos, não é dessa direita que vê a economia e os agentes económicos como sendo tudo na vida.

Finalmente, o Caturo deixou este comentário:
«(...) cada vez acho mais cagativas as rotulagens tradicionais que privilegiem as conotações histórico-políticas em detrimento do conteúdo das ideias. Pouco interessa por exemplo se o Nacionalismo esteve associado ao autoritarismo - não há rigorosamente nada no ideal nacionalista que o torne necessariamente anti-democrático. E quem não perceber isto não percebe Política. »
Concordo com tudo menos com a última frase: é evidente que as pessoas que fizeram este teste percebem de política... e muito, até! É precisamente por isso que fizeram essa colagem do Nacionalismo ao autoritarismo, por perceberem perfeitamente que o Nacionalismo é a única corrente política que, neste momento, é contrária ao mundialismo, à globalização e ao universalismo. A ideia é sofismar o nacionalismo ausência de liberdade, com totalitarismo e opressão. Isto é, aliás o que os mé(r)dia têm feito ao longo dos anos, associar o Nacionalismo ao autoritarismo para que as pessoas encarem todos os nacionalistas como tiranos em potência.

Mas o que este teste demonstra e foi também por isso que eu vos pedi que o fizessem, é que:
  • 1. Olhando para os resultados, nós não somos autoritários;
  • 2. Olhando para os resultados, nós não somos de direita; e só parecemos ser de esquerda porque este teste tem como referência a realidade política dos EUA e do Reino Unido.
Mais uma vez, obrigado a todos os que responderam! Foi, sem dúvida, um exercício muito interessante!

Saudações Nacionalistas!

24 comentários:

Renato Santon disse...

Isso é uma farsa ! Como você e o Caturo foram dar resultados tão diferentes se são a mesma pessoa ? Esse teste é uma fraude, está hackeado !

Renato Santon disse...

Agora Afonso, há de concordar, pelo teste os seus leitores todos e até blogueiros ilustres, somos parte de um bando de esquerdistas, isso é um reduto da esquerda ou no máximo centro !

Afonso de Portugal disse...

Renato Santon disse...
«Isso é uma farsa ! Como você e o Caturo foram dar resultados tão diferentes se são a mesma pessoa ? Esse teste é uma fraude, está hackeado !»

Eheheheh... acredite, caro Renato, que o nosso "amigo" vai ver este teste e pensar: "Ah! É lógico que o sujeito falsificou as repostas de propósito para que o Afonso ficasse num quandrante e o Caturo no outro! Ele julga que eu sou parvo, mas eu vejo claramente! É tudo uma conspiração da Mossad!"


«Agora Afonso, há de concordar, pelo teste os seus leitores todos e até blogueiros ilustres, somos parte de um bando de esquerdistas, isso é um reduto da esquerda ou no máximo centro !»

É verdade... mas temos de ter sempre bem presente que este teste foi feito com os critérios da política norte-americana. Repare que até mesmo o Hitler está praticamente no centro do eixo esquerda-direita. Não se compreende, de facto, como é que tanta gente insiste em afirmar que o Nazismo era de "extrema-direita"! De extrema-direita são os neocons, os ultracapitalistas e os neoliberais económicos!

Por exemplo, em relação a esta pergunta:

«O governo deveria penalizar as empresas que enganam os consumidores.»

Na maior parte dos países do mundo, o cidadão médio concorda, porque enganar as pessoas é no mínimo imoral. Mas nos EUA? Ah! Nos states, uma grande parte da população acredita que mentir é uma estratégia comercial completamente legítima, porque "a vida é mesmo assim" e "metade do mundo está sempre mentido à outra metade"! E ainda tem o "me enganou uma vez, culpa sua; me enganou duas vezes, culpa minha"!!!

Compreender esta forma de pensar dos norte-americanos foi um dos processos mais difíceis da minha aprendizagem política. E os ingleses também são um pouco assim. Essa é uma das razões pelas quais eu não engulo a conversa da grande conspiração sionista. Por muito que alguns judeus sejam vigaristas, eu sempre vi muitos arianos contentes por enganar o seu irmão...

Ivan Baptista disse...

Vivas caro amigo Afonso, sou novo aqui mas quero deixar aqui o meu resultado :)


Economic Left/Right: -2.75
Social Libertarian/Authoritarian: -2.05


Bah, isto é só uma estatística, para mim isto não corresponde em nada com a realidade :|

Afonso de Portugal disse...

Obrigado, caro Ivan Baptista! Seja bem-vindo ao Totalitarismo Universalista! :)
Vou actualizar o gráfico dos resultados, adicionando o seu ponto ao conjunto!

«Bah, isto é só uma estatística, para mim isto não corresponde em nada com a realidade»

De facto, este teste foi concebido no contexto política dos EUA e as noções "esquerda vs. direita" são diferentes na Europa (com a excepção do Reino Unido) e na América Latina. Mas um dos méritos deste teste é precisamente esse: ajuda-nos a compreender o quão enviesada está a política norte-americana para a direita... ou será que é a nossa política, que está enviesada para a esquerda? ;)

Caturo disse...

«Por muito que alguns judeus sejam vigaristas, eu sempre vi muitos arianos contentes por enganar o seu irmão...»

Ah, isso é fácil para o anti-sionista mais típico, que diz que os Anglo-Saxónicos também são sionistas por natureza e defendem Israel e não é por acaso, não é por acaso e tal e coisa... Deve ser porque os Judeus têm uma poderosa máquina de hipnose colectiva, que por acaso funciona melhor com os Anglo-Saxónicos porque é ali qualquer coisa na genética que dá para isso e assim... aliás, os Escoceses têm fama de avarentos, como os Judeus, mas isso é também porque tal e assim... há sempre uma explicação, por mais cretina que seja e em menos de cinco minutos a hipótese passa a certeza e acabou...

Caturo disse...

Quanto ao teste, para além de, como alguém aqui comentou e qualquer um percebe logo à partida, a primeira pergunta dá por adquirida a certeza da globalização, o que mostra bem que o teste foi feito por pessoal entre a Esquerda e a «Direita» capitalista, ou, na «melhor» das hipóteses, conservadora, ignorando ou querendo ignorar que o grande combate dos tempos que correm é precisamente entre o Nacionalismo e o Mundialismo,
para além disso, dizia,
é simplista ao ponto de não permitir que o testando escolha quais os temas que para si têm mais relevância, o que à partida falsifica muitos resultados e promete vir a falsificá-los cada vez mais, à medida que muita gente geralmente de Esquerda em termos económicos e sociais venha a votar cada vez mais nos partidos nacionalistas por perceber que só estes combatem a imigração em massa, o que de resto também condiz com o facto de que muitos partidos nacionalistas têm muito da dita Esquerda. Basta dizer, por exemplo, que nas vésperas das eleições regionais em França, a união do patronato francês apelou ao voto contra a FN, dizendo que este partido estava agora a defender o que a Esquerda francesa defendia no início da década oitenta.

Caturo disse...

Já agora, fica aqui este teste, muito mais completo e especialmente dirigido ao público europeu, até porque dá o grau de proximidade de cada um dos partidos nacionais, num plano, e europeus, noutro. Há-de haver nisto incorrecções, até porque por exemplo o PSD e o CDS prometeram uma coisa e fizeram outra, mas ainda assim fica-se com uma ideia geral da coisa.

Mas o teste é bom sobretudo porque tem a opção (no fim) de dar três níveis de importância a cada resposta (menor, média, maior), embora mesmo aí não funcione demasiadamente bem, que a mim aconteceu-me ver partidos a serem considerados próximos de mim que na verdade nem opinião tinham a respeito da entrada da Turquia na UE, isto quando eu cheguei ao ponto de, para apurar o resultado, dar menor importância a todos os outros assuntos e maior apenas a esta questão da Turquia e, claro, ao combate à imigração.

Seja como for, uma das rubricas do teste é a possibilidade de comparar as posições do testando com as dos diversos partidos políticos europeus.

http://www.euprofiler.eu/page/1

Afonso de Portugal disse...

Caturo disse…
«há sempre uma explicação, por mais cretina que seja e em menos de cinco minutos a hipótese passa a certeza e acabou...»

Sobretudo quando se parte de várias premissas erradas, que é o erro crónico destes cretinos: (1) os judeus são os únicos responsáveis pela destruição do Ocidente; (2) os arianos só cometem más acções quando influenciados ou comprados pelos judeus; (3) qualquer pessoa que defenda os judeus ou minimize o impacto das suas acções enquanto povo é ignorante ou está de má-fé e a sua palavra não deve ser levada a sério; (4) as únicas fontes de informação de confiança são os livros bolorentos que eu tenho lá em casa e que herdei do meu trisavô, porque todos as outras fontes, sobretudo as mais recentes, foram minadas pela influência judaica; (5) a democracia é o instrumento político que os judeus inventaram para destruir o Ocidente.

A partir daqui, tudo o que não encaixe nestes pressupostos absurdos é pura e simplesmente descartado. E como estes pressupostos absurdos descartam quase tudo, em particular as explicações bem mais simples e razoáveis que se prendem com a universalidade da ganância humana, não admira que o Nacionalismo político tenha andado a marcar passo durante tanto tempo!


«ignorando ou querendo ignorar que o grande combate dos tempos que correm é precisamente entre o Nacionalismo e o Mundialismo»

Exactamente! Mas parte dos nossos problemas passa precisamente pela mistura, por parte do nosso eleitorado potencial, de conceitos que não têm nada a ver uns com os outros. As pessoas que, por exemplo, votam no CDS alegadamente por motivos patrióticos, estão dar um valente tiro nos pés! Estão a dar o seu voto a pessoas cujas intenções são diametralmente opostas às aspirações desses eleitores! Só que na cabeça desses eleitores, direita = patriotismo! Não sei quando é que esta confusão começou, mas é perturbadora a forma como persiste actualmente.


«(…)à medida que muita gente geralmente de Esquerda em termos económicos e sociais venha a votar cada vez mais nos partidos nacionalistas por perceber que só estes combatem a imigração em massa»

Sim, é por isso que a Esquerda insiste muito naquele falso argumento de que «os imigrantes não vêm para cá tirar-nos o trabalho!» É precisamente para reter esse eleitorado que, infelizmente, só aprende a lição quando fica mesmo sem trabalho! Ou quando, tendo trabalho, tem de o partilhar com indivíduos insuportáveis.


«Já agora, fica aqui este teste, muito mais completo e especialmente dirigido ao público europeu, até porque dá o grau de proximidade de cada um dos partidos nacionais, num plano, e europeus, noutro.»

Obrigado, camarada! Por acaso na altura das Eleições Europeias de 2014 fiz dois testes que me aproximaram, em termos de política nacional, do PCTP/MRPP, do MPT e do Bloco… mas, em termos internacionais, fiquei mais próximo da FN, do BNP e do PVV.


«(…) a mim aconteceu-me ver partidos a serem considerados próximos de mim que na verdade nem opinião tinham a respeito da entrada da Turquia na EU»

Pois, é precisamente por isso que é preciso ter algum cuidado ao fazer estes testes… eu não os recomendaria a analfabetos funcionais. Mesmo nós, indivíduos com formação académica universitária, podemos ser induzidos em erro se não tivermos a pestana bem aberta!

Caturo disse...

«A partir daqui, tudo o que não encaixe nestes pressupostos absurdos é pura e simplesmente descartado.»

Chegam a partir do princípio de que o Nacionalismo é mesmo isso. Tenho constatado que o ideal da salvaguarda étnica em si diz relativamente pouco a muito deste pessoal... é vê-los a vibrar quando se «bate» nos Judeus, ou nos gays, ou nos maçons, mas a ficarem apenas geralmente concordantes na melhor das hipóteses, muitas vezes indiferentes e às vezes até de fuça desconfiada, quando ouvem que interessa acima de tudo salvaguardar a identidade étnica. Prova disto é que muito deste pessoal só quer saber do holocausto na Alemanha mas borrifa-se para o genocídio dos Curdos na Turquia, o qual, por motivos de solidariedade étnica, interessaria incomparavelmente mais aos Nacionalistas europeus do que aquilo que terá ou não acontecido há setenta anos na Alemanha e que já não muda nada, ao passo que a questão do genocídio curdo, além da questão ética e étnica, serve também para travar o ingresso da Turquia na UE; e vê-se muito mais facilmente malta dessa a tomar as dores dos Palestinianos (por ódio a Israel, evidentemente) do que a manifestar qualquer ponta de interesse relativamente à gesta nacional dos Curdos (Iazidis, sobretudo). Solidariedade também para com a Índia ariana nacionalista de Modi, ou para com os Kalash (bem sei que esta parte aqui é particularmente «nerd», «geek» ou o caralho a quatro, que um Povo de três mil pessoas não interessa a «ninguém», mas enfim, é uma questão de apreço pela identidade étnica indo-europeia), contra a ameaça islâmica, nicles. Infelizmente a maior parte dos Nacionalistas europeus também não pensa muito nisso, só está preocupado com o seu umbigo. Se entretanto o Esquerdalhame começar a notabilizar-se na sua «luta de causas» pelo independentismo curdo, por exemplo, nessa altura alguns nacionalistas acordam e vão a reboque a dizer que «a gente também sempre disse isso...» e pronto.
Bem podem os anti-sionistas de serviço meter a sua estúpida cartilha na peida que aquilo que mais fizeram ao longo das décadas foi atrasar o Nacionalismo.

Afonso de Portugal disse...

«(...)interessaria incomparavelmente mais aos Nacionalistas europeus do que aquilo que terá ou não acontecido há setenta anos na Alemanha e que já não muda nada»

Sem dúvida que não interessa, ou interessa muito pouco. Mas o que mais me surpreende é que, com a constante diabiolização política, académica e mer(d)iática do regime Nazi, querer "desmantelar" o holocausto é de longe a pior causa em que se pode pegar para apelar ao eleitorado nacionalista. É como querer chocar de bicicleta contra um camião TIR que circula em plena auto-estratada, de tão desproporcional é a diferença entre os meios dos nacionalistas e a lavagem cerebral imposta pela superclasse mundialista aos ocidentais desde a Segunda Grande Guerra mundial. É um objectivo ainda menos realista do que querer convencer um benfiquista ferrenho a tornar-se portista, ou um muçulmano radical a converter-se ao judaísmo.

Choca-me que haja pessoas no movimento nacionalista que não compreendem isto. Choca-me mesmo, porque o acho tão flagarantemente evidente que chego até a pôr em causa a inteligência destas pessoas.


«vê-se muito mais facilmente malta dessa a tomar as dores dos Palestinianos (por ódio a Israel, evidentemente) do que a manifestar qualquer ponta de interesse relativamente à gesta nacional dos Curdos»

É pior do que isso, caro camarada! Dos meus seguidores do Google+, mutios são, infelizmente, nazionaliztas. Há uns dias partilhei uma notícia acerca de um grupo de manifestantes palestinianos que atacaram várias esplanadas no centro de Londres. O motivo? Os ingleses estavam a beber cerveja em público, coisa que os palestinianos não aprovam!

Ora, a certa altura, apareceu-me um indivíduo da Roménia a dizer que eu não tinha nada que partilhar esse género de notícias, porque deixava ficar mal "os nossos irmãos palestinianos". Quando lhe perguntei o que estavam "os nossos irmãos palestinianos" a fazer em Inglaterra, o cretino veio com a conversa nojenta do "ai, tiveram que fugir da opressão israelita"!


«Se entretanto o Esquerdalhame começar a notabilizar-se na sua «luta de causas» pelo independentismo curdo, por exemplo, nessa altura alguns nacionalistas acordam e vão a reboque a dizer que «a gente também sempre disse isso...» e pronto.

É curioso mencionares isso, porque esse é precisamente um dos erros que o Guillaume Faye aponta nos seus "Sete Erros que Explicam o Fracasso da Nova Direita Europeia":

http://www.theoccidentalobserver.net/2016/05/guillaume-faye-seven-mistakes-that-explain-the-failure-of-the-european-new-right/

Não concordo com tudo o que ele diz, mas é curioso como o Sr. Faye identifica muitos dos problemas que tu, eu e outros nacionalistas foram denunciando ao longo dos anos. Dá-me bastante esperança verificar que, afinal, estamos longe de estar sozinhos nas nossas observações!

Renato Santon disse...

"Bem podem os anti-sionistas de serviço meter a sua estúpida cartilha na peida que aquilo que mais fizeram ao longo das décadas foi atrasar o Nacionalismo."

Minha opinião, mas parece equivocado. Uma coisa é fazer falso juízo dos judeus e afirmar que todos os males do mundo são culpa deles, o que é absurdo e ilógico.

Outra coisa é fazer juízo negativo alguém por "anti-sionista", como se fosse algo errado.

Ora, ser sionista é defender o direito dos judeus ao estado de Israel. Esse direito não existe.
Isso é defender o crime e roubo de terras, uma vez que as terras estavam ocupadas por palestinos, então não era possível a "volta dos judeus" a Palestina. Absolutamente racional.

Qualquer defesa do sionismo é tendenciosa e é o mesmo que defender um crime, crime de espoliação de terras e até mesmo genocídio palestino, muitos massacres lá ocorreram para que o moderno israel pudesse existir.
Existe é fato consumado, mas fruto de um crime e contra a moral e senso de justiça seja um esquerdalha ou um direitista. Crime é crime.

Afonso de Portugal disse...

Renato Santon disse...
«Ora, ser sionista é defender o direito dos judeus ao estado de Israel. Esse direito não existe.

Isso é defender o crime e roubo de terras, uma vez que as terras estavam ocupadas por palestinos, então não era possível a "volta dos judeus" a Palestina. Absolutamente racional.
»

Vamos admitir por um momento que o Renato está certo e que Israel é um estado ilegítimo (devo dizer que não concordo mesmo nada porque é precisamente daquela região que o povo judeu é originário).

Nesse caso, temos um grande problema em nossas mãos: o que fazer aos 6,3 milhões de judeus que lá habitam? E para onde enviar os 8 milhões que (ainda) vivem no resto do mundo? De uma perspectiva nacionalista, tem de haver uma pátria judaica para haver um um povo judeu. Na ausência dessa pátria, o que acontecerá ao povo?

Renato Santon disse...

Afonso, não sou contra o povo judeu como os nazistinhas.
A questão de israel é meramente de direito de propriedade. Quem é o dono da terra legalmente.

A análise aqui é fria dos fatos, apenas. Na época da partilha do oriente entre França e Inglaterra o Lord Rothschild fez uma compra ilegal de terras na palestina, lembremos da declaração Balfour. É ilegal pois comprou do invasor inglês e comprou terras ocupadas.

Havia muito poucos judeus na região, isso pode ser comprovado por censos realizados naquela época em 1914 para trás da guerra. Após a guerra o processo de ocupação foi gradativo até 1946 com a criação do estado de Israel pelo órgão internacionalista, ONU.

A ocupação de um território já ocupado há milênios pelos palestinos se deu por meio de massacres e violência, isso é algo que é documentado em fontes históricas, há uma guerra de versões para esconder a forma como israel foi criado.
O rabinato incentivou a natalidade dos judeus israelitas, para gradativamente ocupar a região e tornar o país um fato consumado.

O estado é originalmente ilegítimo. Cabe a questão de nos questionarmos se é um fato consolidado, acho que é; e onde esses judeus podem ir ? Não irão a lugar algum, já está feito, lá estão e deveriam os judeus da europa irem todos para lá.

Ser a favor de palestinos nesta questão não é ser a favor de árabes ou da invasão deles na europa, são situações bem diferentes. A maioria dos grupos terroristas como o ISIS são neutros ou favoráveis a Israel, nunca o atacaram, visto que são financiados por Turquia e Arábia Saudita, países amigos de Israel.

Nada contra judeu, etc... mas fatos são fatos, a origem desse estado é criminosa. E Israel é irrelevante para a Europa, um povo insignificante, pouco numeroso e promotor de uma cultura e modo de viver cigano, internacionalista.

Afonso de Portugal disse...

«(...)e onde esses judeus podem ir ? Não irão a lugar algum, já está feito, lá estão e deveriam os judeus da europa irem todos para lá.»

Mas então porquê defender os palestinianos, sobretudo os palestinianos que estão na Europa? É isso que eu não compreendo! Eles, judeus e palestinianos, que vão todos para o Médio Oriente e que se entendam!


«Ser a favor de palestinos nesta questão não é ser a favor de árabes ou da invasão deles na europa, são situações bem diferentes.»

Seriam situações diferentes, não fosse o facto de os palestinianos estarem a vir para a Europa com o propósito de a conquistar:

http://totalitarismouniversalista.blogspot.pt/2015/09/alto-clerigo-da-religiao-da-paz-pede.html

Renato Santon disse...

"Seriam situações diferentes, não fosse o facto de os palestinianos estarem a vir para a Europa com o propósito de a conquistar:

http://totalitarismouniversalista.blogspot.pt/2015/09/alto-clerigo-da-religiao-da-paz-pede.html"


Certo, mas sejamos igualitários no julgamento. SE não podemos dizer que a "culpa é dos judeus" também não podemos culpabilizar os muçulmanos nem o islã.
Esse pregador não representa o islã como um todo e sim sua vertente. É fato o problema dos refugiados, mas a maior parte deles vem da África via Líbia, o que eclodiu após a NATO maar Muhammar Gadafi.

Há inúmeros rabinos que pregam e pregaram contra a raça branca, que tem que ser destruída, que o europeu sempre oprimiu os judeus e agora tem que pagar, etc... Os nazionalistas tem material farto sobre o assunto, vídeos verdadeiros de rabinos pregando a morte da raça branca e declarações vindo até de Ovadia Housef, Rabi Toutou, chefes do rabinato israelense e europeu.
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Outra coisa totalmente diversa é devido a antipatia contra os muçulmanos e refugiados, etc... devido a isso tomar partido pelos judeus no conflito palestino.
Isso não tem sentido algum. Posso ser contra a invasão muçulmana e ao mesmo tempo perceber que no caso Palestino eles foram vítimas de uma invasão, de um roubo de terras.
São dois casos totalmente dissociados.

Vi também no link postado comentários sobre "negar o holocausto". Isso não tem sentido. A história está aí para ser estudada, pesquisada. Ela não é matemática na qual 2+2=4 e acabou-se.
Não, a história é algo vivo a ser continuamente estudado. Até hoje pesquisa-se antigos templos no Egito, as pirâmides... Porque seríamos obrigados a aceitar uma versão histórica construída pelos vencedores da guerra em tempos de tensão absoluta ?

Ninguém nega nem aceita nada, só deve-se ter o direito à livre pesquisa e debate sobre o assunto, sem ser cerceado por argumentos de "nazista", "negacionista". Isso é retórica para massas, não um debate sério.

O continente que criou a civilização não deve ser subserviente a esses povos bárbaros e atrasados, que em pleno século 21 ainda mutilam suas crianças ao nascer entre outras coisas.
Nem judeu, nem muçulmano, e sim europeu.

Afonso de Portugal disse...

Renato Santon disse...
«SE não podemos dizer que a "culpa é dos judeus" também não podemos culpabilizar os muçulmanos nem o islã.»

Acho que há aqui uma confusão, caro Renato, provavelmente por minha culpa por não ter clarificado devidamente a minha posição em nossas interacções anteriores.

Eu acho que a culpa é dos judeus. E também acho que a culpa é dos muçulmanos. E também acho que a culpa é dos chineses, dos africanos e de todos os povos que estão a invadir a Europa. Mas acho sobretudo que a culpa é dos europeus. Eu acho que todos os povos que vão para a terra dos outros impor os seus costumes e leis têm culpa e merecem ser castigados!

É evidente que isto não inclui todos os judeus, todos os muçulmanos e todos os chineses, nem sequer todos os europeus. Mas inclui todos os alógenos que estão no Ocidente e todos os ocidentais que estão contentes por haver alógenos no Ocidente.

A razão pela qual eu escolho não atacar os judeus é meramente estratégica: os jogos e as atrocidades que os judeus cometem são mais difíceis de perceber pelo eleitorado em geral, enquanto os crimes cometidos pelos muçulmanos são tão flagrantes que qualquer analfabeto os vê e compreende. A minha estratégia é eleitoral, eu quero chegar ao poder, não quero ficar no sofá ditando sentenças.

Mas eu culpo todos os alógenos. Simplesmente escolho atacar aqueles cuja visibilidade é maior.


«É fato o problema dos refugiados, mas a maior parte deles vem da África via Líbia, o que eclodiu após a NATO maar Muhammar Gadafi.»

Não é bem assim, caro Renato: de acordo com os dados das Nações Unidas para 2016, a maioria dos "refugiados" está mesmo a vir do Médio Oriente, embora não necessariamente da Síria.

http://data.unhcr.org/mediterranean/regional.php


«Há inúmeros rabinos que pregam e pregaram contra a raça branca, que tem que ser destruída, que o europeu sempre oprimiu os judeus e agora tem que pagar»

Os nazionalitas têm razão quanto diagnosticam o desejo, por parte de alguns judeus, de destruir o Ocidente. A questão é que, como eu mencionei anteriormente, não é por aí que o movimento nacionalista tem potencial para crescer nas urnas. E é isso que está em causa: crescer nas urnas!

Além disso, no caso concreto do Islão, não estamos perante meros clérigos, xeques ou imãs... estamos perante políticas de Estado! A Arábia Saudita, o Dubai e os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, têm financiado a construção de mesquitas na Europa e nas Américas... enquanto se recusam a receber um único refugiado nos seus países! Ou seja, há uma estratégia supra-nacional, por parte das nações islâmicas, para conquistar o Ocidente!


«Outra coisa totalmente diversa é devido a antipatia contra os muçulmanos e refugiados, etc... devido a isso tomar partido pelos judeus no conflito palestino.»

Mas eu não fiz isso! Eu tomei partido contra os palestinianos que, em Inglaterra, se atreveram a atacar os ingleses por eles estarem a beber álcool!


«A história está aí para ser estudada, pesquisada. Ela não é matemática na qual 2+2=4 e acabou-se. Não, a história é algo vivo a ser continuamente estudado.»

A questão é que, quando se quer vencer na política, não se pode contrariar abertamente a narrativa instituída, sobretudo com a conotação anti-humanitária que essa postura acarreta. É isso que os nazionalistas não compreendem. O lugar para questionar a narrativa histórica é a Academia, não é o movimento político. Do ponto de vista do crescimento do Nacionalismo, nada se ganha em mencionar o holocausto. Absolutamente NADA, caro Renato! Como dizem os ingleses "go with the system, not against the system". As mudanças, para serem efectivas e permanentes, têm de ser operadas a partir de dentro da máquina.

Renato Santon disse...

Eu acho que a culpa é dos judeus. E também acho que a culpa é dos muçulmanos. E também acho que a culpa é dos chineses, dos africanos e de todos os povos que estão a invadir a Europa. Mas acho sobretudo que a culpa é dos europeus. Eu acho que todos os povos que vão para a terra dos outros impor os seus costumes e leis têm culpa e merecem ser castigados!


Sinceramente Afonso. A culpa é nossa, mais de vocês do que minha. Eu sou apenas um descendente de português vivendo no novo mundo descoberto pela pátria mãe Portugal. Porém vocês portugueses e europeu tem feito muito pouco em defender a nação.
Se a culpa existe ela é dos próprios portugueses que permitem a essa ralé destruir o trabalho de milênios. E também dos falsos, da quinta coluna, dos infiltrados que abrem as portas aos alógenos. Todos pra fora !

Renato Santon disse...

Sim, mas só complementando, a situação é muito difícil e se nada for feito dentro das regras do sistema democrático o ocidente, Portugal, será destruído em cerca de 20 anos.

A Bélgica já não existe. Da França não falo porque tenho tristeza, possuo ascendentes que lutaram em 1914 na guerra, e hoje o país virou um país muçulmano. Minha visita a Paris e arredores em 2014 foi algo extremamente entristecedor. Portugal que é outro país em que tenho ascendentes logo sucumbirá pelo decorrer dos fatos... caso algo não seja feito logo.

Tentar até mesmo um acordo com a direita israelense e a direita européia para deter a total destruição é a tática possível no momento, entendo a estratégia e temos muito a perder. É um jogo complicado e quase perdido, quase concordo com o CapsLouco, sobre tudo estar perdido.

Afonso de Portugal disse...

«Se a culpa existe ela é dos próprios portugueses que permitem a essa ralé destruir o trabalho de milênios. E também dos falsos, da quinta coluna, dos infiltrados que abrem as portas aos alógenos. Todos pra fora !»

Sem dúvida, mas esse é um discurso muito impopular entre os povos europeus, nacionalistas incluidos. O individualismo está tão entranhado na mundivisão dos europeus que eles não são capazes de se responsabilizar colectivamente. É cada um por si e o resto que se dane...

É por isso, por exemplo, que temos indivíduos que se orgulham de não participar em actos eleitorais alegando que estão a demitir-se de participar na "farsa democrática". É por isso que temos outros tantos imbecis que culpam os judeus em vez de culparem a sua elite política, académica, empresarial e mediática. Há demasiados europeus que julgam que podem mudar o mundo isolando-se, desprezando as pessoas ao seu redor. E ainda há aqueles que se fartam de protestar na internet, mas depois não mexem uma palha no mundo real.


«Tentar até mesmo um acordo com a direita israelense e a direita européia para deter a total destruição é a tática possível no momento, entendo a estratégia e temos muito a perder.»

É isso que a FN e o PVV têm estado a tentar fazer, mas é muito complicado. A maioria dos europeus só abre os olhos quando já está rodeada por alógenos e a sua vida é infernizada por eles. Há muito trabalho para fazer, mas essse trabalho tem de ser feito nas ruas, não é na internet.

Vasco disse...

Os judeus são quantos no total? O número é bastante baixo quando comparado a outros povos e religiões, mas mesmo assim insistem que eles controlam o mundo. Se eles controlam o mundo porque raio mal conseguem ter um país do tamanho do alentejo?

Afonso de Portugal disse...

Espero bem que não sejas o Vasco do chiqueiro hiperburro...

...segundo estimativas de 2015, haverá entre 14 a 15 milhões de judeus em todo o mundo. Este número cresce para 17,4 milhões quando se incluem os não-judeus com um parente judeu.

https://en.wikipedia.org/wiki/Jews#cite_note-Population_of_Jews-1

Embora haja de facto uma sobre-representação de judeus nos mé(r)dia e na alta finança, é um passo muito grande inferir a partir daí que são os judeus que controlam o mundo. Infelizmente, é precisamente isso que fazem demasiados nacionalistas.

Entretanto, há 1600 milhões de muçulmanos com vontade de destruir o Ocidente. Mas, de acordo com a trupe anti-judaica, os muçulmanos são apenas cães de fila dos judeus...

Renato Santon disse...

Isso aí é um farsante, conheço a maneira de pensar e escrever do Vasco e não tem nada a ver com a desse sujeito. Incluso o Vasco tem uma conta com a qual faz postagens. Divergências a parte o Vasco era um dos mais ponderados e equilibrados a postar nos blogues nazionalistas, quase tendendo ao caráter democrático. Estava em cima do muro, mas tendeu a linha de denúncia do lóbi judeu.

Em uma conversa com o Brunácio do Queixo, a qual ele marotamente apagou, ele me dizia com orgulho que tinha feito o Vasco largar a democracia e se tornar um NS convicto. Mesmo assim as postagens sobre democracia representativa e requisitos para o exercício do voto entre você, Afonso, e o Vasco, foram algo de alto nível. Espero que ele repense sua adesão ao NS pois não é momento para soluções impossíveis.

Afonso de Portugal disse...

«Isso aí é um farsante, conheço a maneira de pensar e escrever do Vasco e não tem nada a ver com a desse sujeito.»

Não deve ser um farsante, deve ser apenas outra pessoa que também se chama Vasco.


«Espero que ele repense sua adesão ao NS pois não é momento para soluções impossíveis.»

O Vasco lá do chiqueiro hiperburro é claramente mais inteligente do que os outros lamacentos, mas também não sabe o que quer. Um nacionalista, para ser gente séria, tem que fazer uma reflexão profunda acerca da estratégia a adoptar para mudarmos o estado em que se encontra o Ocidente.

A maioria dos nazionaliztas nem sequer tem capacidade de fazer essa reflexão, só consegue falar mal dos judeus da manhã à noite, maldizer a democracia, apelar à revolução (mas sem mexer uma palha nesse sentido). Não podemos culpá-los, não têm capacidade para mais.

Só que o Vasco do chiqueiro até tem, de tempos a tempos, umas reflexões jeitosas. Infelizmente, a conclusão dele é sempre a mesma: não há nada a fazer, votar não adianta, isto tem mesmo de cair antes de podermos fazer alguma coisa.

O problema dele e de outros como ele é que não percebem que é precisamente por pensarmos assim que nunca fomos a nenhum lado no movimento nacionalista. Quem não arrisca não petisca, e quem não luta não conquista.

Nisso, a Esquerda é superior à direita: os esquerdistas sabem que têm de ser humildes e falar com o povo para conquistarem votos. Já os nazionaliztaz querem mudar o mundo sem sair da casa ou pior, sair de casa para partir tudo, como se isso resolvesse alguma coisa. É por issso que vale mais um militante do PNR do que 100 nazionalistas.

Eu já decidi, caro Renato: não voltarei a levar a sério quem não estiver disposto a falar com as pessoas na rua. Só levaremos água ao nosso moinho quando formos suficientemente humildes para falar de igual para igual com a gente do povo.