segunda-feira, 2 de maio de 2016

A traição aos Portugueses em números concretos (91)


"Surpresa!", caros leitores: a dívida pública portuguesa voltou a aumentar!

«A dívida pública na óptica de Maastricht subiu 1,7 mil milhões de euros em Março face a Fevereiro, fixando-se em 233 mil milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).


De acordo com o BdP, a dívida pública na óptica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, passou de 231,342 mil milhões de euros em Fevereiro para 233,039 mil milhões de euros em Março.

(...) A dívida pública em Março de 2015 era, segundo os dados do banco central, de 227,906 mil milhões de euros.

A dívida na óptica de Maastricht é utilizada para medir o nível de endividamento das administrações públicas de um país e o conceito está definido num regulamento de 2009 do Conselho Europeu, relativo à aplicação do protocolo sobre o procedimento relativo dos défices excessivos anexo ao Tratado que institui a Comunidade Europeia.»

Comentário do blogueiro: a canção dizia "Sobe, sobe, balão sobe, vai dizer aquela estrela que me deixe lá ficar e sonhar!"  (Quem não conhecer, por favor, clique aqui.)

Mas, na vida real, as estrelas são demasiado quentes para os balões... e quanto mais o balão subir, mais alta vai ser a queda quando ele rebentar! E se não acreditam, então continuem a votar PS/PSD/CDS/CDU/BE e vão ver!

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Ver também:

ATAPENC (87): Olha que "surpresa", a dívida pública portuguesa voltou a aumentar! (e vão 231,3 M€)
ATAPENC (89): Bruxelas diz que Portugal precisa de mais austeridade
ATAPENC (85): Olha que "surpresa", a dívida pública portuguesa voltou a aumentar! (e vão 229,1 M€)
ATAPENC (81): Olha que "surpresa", a dívida pública portuguesa voltou a aumentar! (e vão 227,1 M€)

7 comentários:

Anónimo disse...

Todos os nacionalistas e na verdade todos os portugueses, deviam de ler este livro, para perceberem aquilo que espera a Portugal e a muitos outros países da Europa que aceitaram a invasão/colonização:

https://editoracontracorrente.wordpress.com/2016/04/10/contra-a-imigracao-onze-europeus-denunciam-a-colonizacao-da-europa/

Ponto por ponto, são derrubados os "argumentos" daquilo que querem impingir aos portugueses/europeus. A grande substituição (le grand replacement' como diz Camus) está em marcha e duvido que no final deste século (ou secalhar a meio deste séc) Portugal ainda exista enquanto estado-nação, se nada mudar está claro.

ass: Semente Original

João José Horta Nobre disse...

Quando a merda bater na ventoinha, nessa altura, eles logo ficam felizes.

Afonso de Portugal disse...

Semente Original disse...
«Todos os nacionalistas e na verdade todos os portugueses, deviam de ler este livro»

Obrigado, caro SO. Reparei agora que nunca cheguei a incluir a Editora Contra-corrente na minha "blogosfera relevante". Uma falha imperdoável que terei de retificar o mais brevemente possível!


«Quando a merda bater na ventoinha, nessa altura, eles logo ficam felizes.»

Esses filhos da mãe safam-se sempre! Por essa altura, já o "seu" dinheiro estará a salvo em off-shores. Quem se vai lixar vai ser o mexilhão, como sempre! A minhaesperança é que o nosso povo, pelo menos uma boa parte, acorde finalmente com a privatização da CGD. Se isso não acontecer, eu desisto! Os portugueses não têm salvação possível!

Anónimo disse...

Desculpa, mas qual é o problema da privatização da CGD?
Aquilo é um buraco de gasto público sem retorno.
Que se privatize sem mais demoras, esta e as restantes empresas que são tacho desta malta -SrHamsun

Afonso de Portugal disse...

A questão é a sequência de eventos que levarão à privatização, bem como em que mãos aquilo vai cair no final, Sr. Hamsun.

A CGD já foi o banco português que deu mais lucros, mas deixou de ser. E deixou de ser desde logo por ter havido gestão danosa e compadrio, independentemente de outros fenómenos conjunturais como a crise financeira de 2008. Recordo que até o ex-ministro Vara andou lá metido... e foi precisamente durante esse período que a CGD se começou a deteriorar.

A julgar pelo que aconteceu recentemente com o Banif, o objectivo é colocar todos os grandes bancos portugueses nas mãos de estrangeiros. Eu não gosto da perspectiva de o Estado continuar a injectar mais dinheiro na CGD, mas gosto ainda menos da perspectiva de ver o nosso sistema financeiro nas mãos de angolanos ou espanhóis. Um nacionalista não pode ver isso com bons olhos. O que é preciso é acabar com a coprrupção, não é entregar vender o pouco que temos ao desbarato só porque é gerido por corruptos.

Além de que este género de manobras tem ajudado a extrema-esquerda a crescer, ao legitimar a narrativa do "ai, estão todos ao serviço do grande captial".

João José Horta Nobre disse...

Os bancos, para mim, deviam de ser todos nacionalizados, porque tratam-se de instrumentos económico-financeiros demasiado perigosos para poderem continuar a ser geridos por privados.

Um banco é uma autêntica bomba atómica. Lembram-se do "too big to fail"?...

Afonso de Portugal disse...

Ainda melhor do que isso era impor que os bancos não pudessem criar dinheiro a partir do nada. Mas como o sistema financeiro vive da acumulação perpétua de dívida, não me parece que venha a acontecer durante as nossas vidas...