quinta-feira, 31 de março de 2016

Estado Islâmico reafirma que pode haver atentados em Portugal


«A tradução de dois artigos do Al-Wafa, um dos meios de comunicação do Daesh Estado Islâmico, indica que mais ataques terroristas estão a ser planeados nos Estados Unidos e na Europa. Portugal é um dos países referidos, escreve o Washington Post.

De acordo com o meio de comunicação norte-americano, o  Daesh Estado Islâmico deixa uma ameaça velada ao território português e não só: "Hoje foi Bruxelas e o aeroporto, amanhã pode ser Portugal e a Hungria". Num outro texto, o Daesh Estado Islâmico não deixa de fora uma possível investida nos Estados Unidos. "América és a próxima" é o tema de um dos artigos do Al-Wafa.


A tradução foi levada a cabo pelo MEMRI (Instituto de Pesquisa dos Meios do Médio Oriente), e de acordo com este instituto nenhuma nação europeia está a salvo de um atentado terrorista levado a cabo pelo Daesh Estado Islâmico.

Segundo as informações do Al-Wafa, os terroristas pretendem não dar descanso aos europeus e garantem que as "discotecas, estádios, escolas e universidades" são os locais onde serão feitos os ataques. 

Num dos artigos do Al-Wafa há uma ameaça direta ao garantir que os Estados Unidos são os próximos. "Nós não nos esquecemos dos gritos das virgens que foram violadas quando invadiram o Iraque. Com a ajuda de Alá, vamos vingá-las", acrescentado que “a América esqueceu que os muçulmanos não aceitam humilhações e não vão deixar de retaliar”.»

Comentário do blogueiro: pois é, as nossas "elites" bem tentam convencer-nos de que "Portugal é um país periférico" e que "não é um alvo preferencial dos islamistas", mas a Senhora Realidade mostra precisamente o contrário. Somos efectivamente um alvo, tanto pela romantização histórica que o mundo islâmico tem a respeito da aberração que foi o Al-Andalus, como pelo facto de a nossa atitude descontraída relativamente ao terrorismo islâmico fazer de nós um alvo apetecível.

Faço notar novamente: "discotecas, estádios, escolas e universidades". Há décadas que os nacionalistas vêm alertando que era uma questão de tempo até os islamistas escolherem estes lugares como alvos. São demasiado óbvios, devido à facilidade com que se pode matar pessoas sem que estas tenham qualquer capacidade de reacção. Agora, os nossos piores receios foram finalmente confirmados. E enquanto as pessoas não perceberem que só o Nacionalismo é solução, isto apenas poderá piorar...

____________
Ver também:

Portugal está no "puzzle de enquadramento da jihad"
"Português" detido em Espanha por integrar rede jihadista
"Lusodescendente" apontado como carrasco do ISIS
Jihadistas "tugas" ligados aos vídeos do ISIS
"Dois ou três" portugueses no Estado Islâmico querem regressar a Portugal
Pelo menos dois "portugueses" estavam na lista do Estado Islâmico
Mais de seis mil mulheres em Portugal foram submetidas a mutilação genital
Doze perguntas e respostas sobre os portugueses na Jihad
Mais "portugueses" a caminho do Estado Islâmico (ISIS)
Mais cinco "portugueses" aderem ao terrorismo islâmico
"De Mem Martins para o Terror" - A história de, Fábio, aliás Abdú Rahman
Ângela, a "noiva da jihad" tuga, casou-se na Síria
Finalmente consegui encontrar fotos da Ângela, a "noiva da jihad" tuga
No Algarve: fã de Bin Laden tinha arsenal e queria ir para a Síria
Texto islâmico apelando à conquista de Portugal: PNR mantém preocupação e denúncia Apresento-vos o Miguel dos Santos, agora também conhecido por Abú
Terrorista que tentou fazer massacre num TGV tinha estado em Portugal

8 comentários:

Sr. Hamsun disse...

Estou convencido de que acabaremos por ter problemas por cá. à medida que outros países reforçam a vigilância e vão desmantelando células será mais apetecível atacar alvos menos vigiados. Além disso, pelo simbolismo do Andalus, Portugal e Espanha são alvos óbvios. Sendo que na Espanha a pressão sobre os terroristas é maior - como se tem visto pelas muitas células desmanteladas por lá, não é de estranhar que Portugal surja como alvo mais apetecível. Claro que Lisboa não é Roma ou Londres, o impacto é menor. Mas como a ocasião faz o ladrão, a oportunidade também fará o terrorista. vamos ver como é que isto evolui.

Afonso de Portugal disse...

«Claro que Lisboa não é Roma ou Londres, o impacto é menor. Mas como a ocasião faz o ladrão, a oportunidade também fará o terrorista.»

O meu receio é que eles compensem a falta de dimensão de Portugal com um elevado número de vítimas. Há muita gente que acha que o número de vítimas do massacre do Bataclan foi um exagero, mas eu estou convencido que ainda não foi nada comparativamente ao potencial de matança que um atentado bem planeado e executado pode vir a alcançar.

No início deste século, quando eu era um estudante universitário, tive a ocasião de conhecer um "empresário" da vida nocturna. O fulano assegurou-me que havia discotecas na zona industrial do Porto cuja lotação atingia os vários milhares de pessoas, várias noites por semana! Imagine-se o estrago que um indivíduo com uma arma de assalto poderia fazer num sítio desses.

As universidades são outro local muito perigoso. A maioria dos auditórios, cantinas e corredores de acesso tem apenas uma ou duas entradas, apesar da sua lotação máxima andar na casa das várias centenas de pessoas. Bastam quatro ou cinco homens, um em cada entrada e outros dois lá dentro, para que se consiga facilmente matar toda a gente no seu interior.

Para agravar a situação, praticamente nenhum português está armado. Os poucos que estão têm uma idade média elevada e possuem apenas uns míseros revólveres de calibre .32, armas que são praticamente inúteis a partir dos 12 m de distância ao alvo.

Infelizmente, a história diz-nos que os portugueses só aprendem depois de sofrerem muito. Estive agora mesmo a ler os comentários a várias versões desta notícia na imprensa "tuga" e há um grande número de comentadores que goza com a ameaça, garantindo que Portugal não é um alvo apetecível para o jihadismo...

João José Horta Nobre disse...

«O fulano assegurou-me que havia discotecas na zona industrial do Porto cuja lotação atingia os vários milhares de pessoas, várias noites por semana! Imagine-se o estrago que um indivíduo com uma arma de assalto poderia fazer num sítio desses.»

Basta-lhes ir a uma queima das fitas cheia de estudantes e facilmente matam centenas de estudantes a tiro de AK-47. Como a polícia em Portugal muitas vezes leva meia-hora para chegar ao local do crime e está menos bem armada do que os terroristas, é só imaginar a devastação que 3 ou 4 turras podem provocar com espingardas de assalto num sítio assim.

Depois o que agrava tudo ainda mais é o facto de vivermos num País em que ninguém anda armado. Se um turra entrar num centro comercial ou numa festa e começar a disparar, será muito difícil alguém o conseguir neutralizar antes de chegar a polícia, pois quase ninguém possui armas de fogo em Portugal.

Há um ano atrás, um segurança que eu conheci e que trabalhava no metro de Santa Apolónia, contou-me que uma vez viu por lá um muçulmano a tirar fotos dentro do túnel do metro e via-se que o tipo não era turista, mas que andava a fotografar pormenores técnicos do túnel do metro.

Ora, digam-me lá, o que faz um muçulmano tão interessado nos pormenores técnicos do metro de Lisboa???

Cá para mim, eles já têm planeado um atentado contra o metro de Lisboa e só estão à espera do momento ideal para avançar. Esse segurança que eu conheci dizia-me sempre: "tu vais ver, um dia destes acontece"...

Eu enviei um email para o SIS com estas informações e eles nem sequer me responderam... Disse-lhes para apertarem a vigilância no metro de Lisboa e estarem atentos a tudo o que envolva o metro, pois há possíveis indícios de um ataque em preparação.

O SIS ignorou-me por completo ou o email foi para o local errado, não sei.

Noutra ocasião, esse mesmo segurança apanhou um tipo paquistanês ou do Bangladeche a ver videos do Estado Islâmico no computador portátil na própria loja onde trabalhava. Claro que só o facto de estar a ver um video do Estado Islâmico não quer dizer nada, pois eu também os vejo e não sou nenhum terrorista, mas um gajo fica a pensar: "será que o tipo vê porque gosta daquilo e é um deles, ou será só por mera curiosidade?"...

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«Como a polícia em Portugal muitas vezes leva meia-hora para chegar ao local do crime e está menos bem armada do que os terroristas, é só imaginar a devastação que 3 ou 4 turras podem provocar com espingardas de assalto num sítio assim.»

É bem verdade! Partilho inteiramente os receios do caro JJHN. Se eles forem minimamente inteligentes e planearem adequadamente a coisa, conseguirão levar a cabo um grande massacre.

«Se um turra entrar num centro comercial ou numa festa e começar a disparar, será muito difícil alguém o conseguir neutralizar antes de chegar a polícia, pois quase ninguém possui armas de fogo em Portugal.»

Além de que muitos desses portugueses que estão armados são demasiado velhos (e por isso não têm grandes reflexos e capacidade de reacção) e uma grande parte deles nunca chegou a disparar as armas que possui que, volto a enfatizar, servem de pouco mesmo que eles as saibam usar. Um revólver de calibre .32 é praticamente inútil contra um indivíduo com uma AK-47.


«Ora, digam-me lá, o que faz um muçulmano tão interessado nos pormenores técnicos do metro de Lisboa???»

Oh, de certeza que era apenas um estudante de arquitectura deslumbrado com a beleza inigualável das nossas estações de metro (cof cof)!


«O SIS ignorou-me por completo ou o email foi para o local errado, não sei.»

Acredito que eles tenham recebido o mail, mas tenham optado por não responder. Os serviços secretos tendem a ser bastante reservados. É uma postura boa nalguns casos, noutros nem por isso.
Seja como for, e sem querer entrar em paranóias, recomendo a todos os leitores deste blogue que façam tudo ao vosso alcance para estarem preparados para uma situação de atentado. Recomendo sobretudo que:

1. Evitem os lugares onde se concentram grandes multidões (aeroportos, estações de comboio/metro, centros comerciais, recintos desportivos, salas de espectáculos, etc.) a menos que não tenham alternativa.

2. Se tiverem de frequentar esses espaços, seja por motivos de índole profissional, seja por qualquer outra razão, tirem as medidas a todo e qualquer indivíduo que pareça suspeito ou que aja de forma errática. Fiquem perto das saídas do recinto e estejam preparados para reagir rapidamente caso algo aconteça.

3. Façam por adquirir uma arma para terem alguma hipótese real de se defenderem se tiverem mesmo de enfrentar um terrorista.

4. Quando estiverem na rua ou em espaços públicos, façam o seguinte exercício: "se eu fosse um terrorista e quisesse matar esta gente toda que está a minha volta, como é que eu faria a coisa?" Isto pode parecer mórbido, mas ajuda a pensar em várias possibilidades e a antever como é que uma situação dessas se poderia processar na realidade.

5. A seguir ao exercício proposto em 4, façam este outro: "admitindo que os terroristas agiriam como eu suponho, o que é que eu poderia fazer para evitar ser morto?"

Bilder disse...

E ontem ouvi na rádio o vice-presidente dessa fraude chamada "luta anti-terrorista" a dizer o óbvio(que muitos pensam)ou seja que "a propensão multicultural e de portas abertas da comunidade tuga permite na prática a infiltração de terroristas/jihadistas".Alguém tomou nota?

Afonso de Portugal disse...

Fico bastante surpreendido que ele tenha tido a "coragem" de dizer isso na rádio, caro Bilder. Por esta altura, já a "elite" política lhe deve ter telefonado várias vezes a pedir contenção nas declarações!

Porque quanto à sociedade "tuga" em geral, eu já não tenho ilusões. Só vamos aprender no dia em que morrerem uns poucos num antentado. Nessa altura, se bem conheço os portugueses, vamos passar do 8 ao 80. E o que é realmente triste, é que nós, os nacionalistas, fomos avisando ao longo de décadas!

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Afonso de Portugal disse...

O comentário de 1 de Abril de 2016 às 23:48 foi apagado por não ter sido assinado.