domingo, 21 de fevereiro de 2016

A novela continua: Trump vence na Carolina do Sul!


Para os mais distraídos, as primárias americanas tiveram um desenvolvimento muito interessante durante o fim-de-semana. Os eleitores da Carolina do Sul foram chamados a escolher o candidato da sua preferência. A contagem final foi a seguinte:

1. Donald Trump: 238 067 (32,0 %)
2. Marco Rubio: 164 691 (22,5 %)
3. Ted Cruz: 163 732 (22,3 %)
4. Jeb Bush: 57 472 (7,8 %)
5. John Kasich: 55 920 (7,6 %)
6. Ben Carson: 52 958 (7,2 %)

 A reacção da bruxa Hilária...

 ...e a reacção do irmãozinho do George W. Bush: "Desisto, pá!"

Nem mesmo o Papa pode com Trump! E o Bergoglio bem tentou, durante a última semana!

Quanto ao partido "democrata" (o tal dos superdelegados, muito democrático, sim senhor!), a bruxa Hilária conseguiu vencer o judeu Sanders no estado do Nevada. A contagem dos delegados depois da noite eleitoral de 20 de Fevereiro é a seguinte:




Os mé(r)dia afectos ao esquerdalho estão em polvorosa, como não podia deixar de ser. O Huffignton Post foi mais comedido do que tinha sido após a vitória de Trump em New Hampshire, mas o New York Daily News, gerido pelo judeu Mort Zuckerman, voltou a ser igual a si próprio:


Piadas à parte, de um ponto de vista estritamente Nacionalista, o que interessa é o seguinte: Trump é um homem de negócios experiente que, ao contrário do seus rivais, sabe o que dizer para agradar ao seu eleitorado. Eu pessoalmente não acredito que Trump seja significativamente diferente da restante escumalha "neocon" republicana ou que vá ser um grande presidente se conseguir mesmo vencer as eleições (ainda estamos muito longe disso).

Mas Trump está a cavalgar o descontentamento dos brancos norte-americanos. É isto que os Nacionalistas precisam de reter: pela primeira vez em muitos anos, há um candidato político no mundo Ocidental que está a capitalizar à custa daquilo que os brancos (e não só!) dizem em privado! O êxito de Trump é a expressão de protesto de uma maioria silenciosa. O que significa que o discurso dos nacionalistas se deve pautar cada vez mais pela coragem e pela frontalidade, não por desculpas, hesitações e actos de submissão

Não entender isto foi o grande erro do Nick Griffin (antigo líder do British National Party - BNP) quando foi ao Question Time da BBC e, entre risos nervosos e manifesta falta de estofo, matou o BNP pelos próximos anos. Muitos nacionalistas não percebem que o BNP não desapareceu do mapa apenas devido ao carisma da Nigel Farage (UKIP), que lhe roubou muitos votos. Nada disso,  o BNP perdeu os seus eleitores porque Nick Griffin revelou não ter carácter, força e convicção suficiente para merecer o voto dos nacionalistas britânicos. Ninguém segue líderes fracos, porque o preço a pagar pela covarida política é cada vez mais elevado.


Um homem de verdade é um homem de verdade, mesmo que seja um aldrabão.
Esta é a grande lição a aprender com Trump, o candidato que sabe dar ao povo o que o povo quer ouvir.
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Ver também:

Ainda sobre a troca de galhardetes entre o Papa e Donald Trump
Bergoglio diz que Donald Trump "não é cristão" por "querer construir muros". Trump responde à letra.
A propósito do massacre eleitoral levado a cabo por Donald Trump em New Hampshire:
Um gráfico deveras curioso sobre as primárias do partido republicano
Donald Trump pronuncia-se sobre a "incompetência" de Angela Mer(d)kel
Farsa: a petição para banir Donald Trump foi assinada várias vezes pelas mesmas pessoas!
Paul Joseph Watson: «Aqueles que querem banir o Donald Trump são idiotas!»
Donald Trump abre a caixa de Pandora!
«A candidatura de Trump está acabada!»

7 comentários:

João José Horta Nobre disse...

«Não entender isto foi o grande erro do Nick Griffin (antigo líder do British National Party - BNP) quando foi ao Question Time da BBC e, entre risos nervosos e manifesta falta de estofo, matou o BNP pelos próximos anos. Muitos nacionalistas não percebem que o BNP não desapareceu do mapa apenas devido ao carisma da Nigel Farage (UKIP), que lhe roubou muitos votos. Nada disso, o BNP perdeu os seus eleitores porque Nick Griffin revelou não ter carácter, força e convicção suficiente para merecer o voto dos nacionalistas britânicos.»

Lembro-me de ver o Nick Griffin no Question Time, foi uma humilhação total como se pode rever aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=DIHNJP9e9EQ

A meu ver, o Nick Griffin simplesmente antecipou-se. A situação na Europa há 6 anos não era nem de perto, nem de longe, tão favorável aos nacionalistas, como é hoje. Nick Griffin devia de ter esperado de forma mais discreta, em lugar de partir abertamente para a discussão de temas sobre conflitos étnicos, numa sociedade que na altura não estava ainda preparada para compreender o que está em causa.

Por outro lado, não esquecer um pormenor: Nick Griffin esteve ligado a grupelhos neonazis quando era mais novo. Isso manchou-lhe o currículo de forma fatal para sempre. Eu por exemplo, como nunca tive qualquer ligação a nazis (nem quero ter), estou imune a esse tipo de problemas e é por isso que no meu blog digo toda a treta e mais alguma, precisamente porque não tenho "esqueletos" escondidos no armário.

Afonso de Portugal disse...

«A meu ver, o Nick Griffin simplesmente antecipou-se.»

Sim, sem dúvida, mas não foi só isso. O debate no Question Time é bastante penoso de seguir porque sempre que ele foi um pouco apertado, desatou a rir nervosamente, hesitou, gaguejou, até há uma parte em que uma preta diz que "ai, as raças não existem e o Nick precisava era de ler um livro de história" e ele apenas se ri, não contrapõe, não contra-argumenta, engole em seco e faz figura de paspalho. É deprimente de ver!

Repare-se no contraste para com a postura de Trump neste vídeo, em que ele põe uma rapariguinha de nariz empinado que o acusa de ser um misógino no seu devido lugar:

https://www.youtube.com/watch?v=5viz1JLXKgA

A parte realmente interessante vem por volta dos 1m22s, quando a palerminha lhe diz: "Eu quero receber o mesmo salário que um homem e escolher o que fazer com o meu corpo!"

O Trump mata-a logo em três tempos:
«Se tu fizeres o mesmo trabalho, serás paga o mesmo que um homem. E [quanto ao aborto] eu sou pró-vida.»

Não há quaisquer hesitações ou gaguejares! Trump não cede um milimímetro, é tiro e queda! Esta forma de estar e de falar é essencial no orador político moderno, porque transmite confiança e convicção. Mas é ainda mais essencial num orador Nacionalista, porque as pessoas têm medo de expressar o que realmente pensam acerca da imigração, do politicamente correcto, dos abusos da esquerda e da descaracterização dos seus países. É por isso que elas ficam deslumbradas quando aparece alguém como Trump, que verbaliza abertamente o que elas têm medo de dizer. E que, ainda por cima, nem sequer hesita!


«Nick Griffin esteve ligado a grupelhos neonazis quando era mais novo. Isso manchou-lhe o currículo de forma fatal para sempre.»

Sem dúvida. A associação aos nazis é sempre contraproducente. Aliás, eu desconfio que o arranque inicial do PNR foi muito lento em parte por causa da sua associação ao Mário Machado e à Frente Nacional. Lamento que o JPC nunca se tenha demarcado publicamente de algumas das posições do Mário, sobretudo agora que o Mário já veio a público dizer que o PNR "se transformou num partido burgês".

Mas pronto, mais vale tarde que nunca e ainda bem que os skins não querem contas com o partido. As manifestações têm menos gente, mas pelo menos é gente que não mete medo aos eleitores.

Afonso de Portugal disse...

Ah, e bem mais importante: as manifestações têm menos gente, mas o partido tem mais votos nas urnas.

João José Horta Nobre disse...

«Sem dúvida. A associação aos nazis é sempre contraproducente. Aliás, eu desconfio que o arranque inicial do PNR foi muito lento em parte por causa da sua associação ao Mário Machado e à Frente Nacional.»

Essa gente são os maiores inimigos de qualquer partido nacionalista. Piores que os comunistas e blocos de esterco em conjunto. Basta ver os danos que provocaram à imagem pública do PNR e está tudo dito...

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«Basta ver os danos que provocaram à imagem pública do PNR e está tudo dito...»

Exactamente. Mas o que é mais curioso é que os nazionalistas não gostam da Democracia porque dizem que ela é "um concurso de popularidade", não de meritocracia. E nisso não estão totalmente errados, porque em Democracia não ganha necessariamente aquele que for o melhor, mas sim aquele que conseguir convencer o maior número de eleitores, ou seja, aquele que tiver a melhor operação de marketing.

Ora, se os nazionalistas percebem que a Democracia é "um concurso de popularidade", então porque diabo insistem exactamente em associar-se publicamente a uma das ideologias mais impopulares de todos os tempos, o Nazismo dos anos 30 do séx. XX? Não faz sentido perceber as regras do jogo e depois fazer exactamente ao contrário!

Alguns dirão "Ah, porque o Nazismo é a verdade e não se pode abdicar da verdade! É uma questão de honra!!!". Muito bonito, sim senhor, só que o grande problema neste "raciocínio" é que mesmo que o Nazismo fosse a verdade, as verdades impopulares não podem servir de bandeira a movimentos políticos que aspirem ao sucesso. Ou como escrveu o grande Nicolau Maquiavel (1469-1527) no seu "O Príncipe":

«Os homens em geral fazem os seus julgamentos através da visão e menos através do tacto. Isto deve-se a que quase todos podem ver, mas poucos podem testar tacteando. Por conseguinte, toda a gente vê o que um homem parece ser, mas poucos sabem o que ele é realmente; e esses pouco não se atrevem a tomar uma posição contra a opinião geral.»

Evidentemente, o "tacto" a que o Maquiavel alude neste excerto não é o mero "apalpanço", mas sim tudo aquilo que consideramos "lidar com as pessoas" ou, como diz o povo "ter tacto". Braga de Matos observa o mesmo fenómeno no seu "Ganhar em Bolsa":

«Os conceitos dominantes tendem a não ser postos em causa, seja qual for a secção da vida que consideremos ou o escalão qualitativo da comunidade tomada como referência. O exemplo-lugar-comum é o do pobre Galileu, mas todos nós continuadamente na vida assim observamos.

E, realmente, certas opiniões dominantes, transformadas às vezes em extraordinárias ilusões, não são apenas populares, mas também das elites, e convertem-se em realidades sociais. Assim, a verdade concreta não passa do modo como o real é percebido e interpretado pelo grupo social.
»

É reamente lamentável que os nazionalistas não consigam perceber que as observações do Maquiavel e do Braga de Matos encaixam como uma luva ao que o povo pensa acerca do Terceiro Reich.

Renato Santon disse...

Alto nível de escrita, só tenho que parabenizar pelos trechos:

"Ora, se os nazionalistas percebem que a Democracia é "um concurso de popularidade", então porque diabo insistem exactamente em associar-se publicamente a uma das ideologias mais impopulares de todos os tempos, o Nazismo dos anos 30 do séx. XX? Não faz sentido perceber as regras do jogo e depois fazer exactamente ao contrário!

Alguns dirão "Ah, porque o Nazismo é a verdade e não se pode abdicar da verdade! É uma questão de honra!!!". Muito bonito, sim senhor, só que o grande problema neste "raciocínio" é que mesmo que o Nazismo fosse a verdade, as verdades impopulares não podem servir de bandeira a movimentos políticos que aspirem ao sucesso. Ou como escrveu o grande Nicolau
Maquiavel (1469-1527) no seu "O Príncipe":"

Aqui um aparte, será mesmo que o nazismo é a verdade ? Um sistema semi-marxista, e dizia-se que Hitler bebeu e muito do marxismo, apenas mudou alguns detalhes.
Essa filosofia de vida totalitária, expansionista e belicista, supremacista. Será que isso faz bem à mentalidade humana realmente ?

Será que formar toda uma juventude hitlerista, tornar os jovens agressivos para serem bons soldados, inculcar neles desde cedo o desejo de "conquista" por "novos territórios", será que isso era a verdade ?

Não me parece muito diferente da Coréia do Norte, igualitarismo, culto ao líder, mas ao invés de um bigodaça sem-vergonha temos um gordinho no lugar.

Afonso de Portugal disse...

«Alto nível de escrita, só tenho que parabenizar pelos trechos»

Obrigado! Devo dizer, nesse capítulo, que o Renato também escreve muito bem!


«Será que formar toda uma juventude hitlerista, tornar os jovens agressivos para serem bons soldados, inculcar neles desde cedo o desejo de "conquista" por "novos territórios", será que isso era a verdade ?»

Julgo que o problema da Alemanha NS foi precisamente esse desejo de "conquista" a que o Renato alude. Uma coisa é a defesa do nosso povo e da nossa Nação, outra coisa são os supremacismos e os militarismos expansionistas. Esse era precisamente o grande problema do NS alemão, a sua visão imperialista da superioridade alemã.

O meu Nacionalismo é outro, é o Nacionalismo da aliança das nações. Cada povo em seu lugar. As nações podem cooperar e até partilhar recursos. Mas não podem conquistar. Um povo só pode ser respeitado se souber respeitar os outros povos.