terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Politicamente correcto substitui mais um herói branco...


   Começou nos comics, passou para o cinema e agora parece estar a chegar rapidamente à televisão. Depois de termos tido este curioso Sir Lancelot na série "Era uma vez"...

 Tão lindo que ele é! E tão tipicamente inglês!

...sabe-se agora que a próxima franchise da série "24" também já não terá o agente Jack Bauer como protagonista. Em vez disso, a Fox -que supostamente é uma estação de televisão da direita conservadora, "retrógrada, tacanha e provinciana"- decidiu que o herói da próxima série, intitulada 24: Legacy, será um agente das "minorias étnicas" ou, como os produtores da nova série lhe chamam, um agente "diverso"!


"Andei tantos episódios a salvar a América dos terroristas para isto!?"

Conforme eu tenho dito ao longo dos anos, não é nas questões económicas que a esquerda tem derrotado a direita ao longo dos anos. É sobretudo na luta pelo conservadorismo estrito, o das questões culturais. Porque nesse campo, o das questões culturais, a direita nunca aparece, mesmo quando joga em casa como é o caso da Fox. E assim vai ser cada vez mais difícil dar a volta a isto...

4 comentários:

FireHead disse...

Penso que o black Lancelote já tem uns dois anos...

Afonso de Portugal disse...

Pois, eu por acaso não sabia porque praticamente já não vejo televisão. A última série que eu vi foi a "Better Call Saul" e mesmo assim custou-me, já não tenho paciência para ver historinhas por episódios.

Seja como for, convém ir lembrando estas coisas. A esquerda está sempre a falar em "apropriação cultural" quando, por exemplo, um branco se disfarça de nativo americano no Dia das Bruxas. No entanto, quando um preto toma literalmente o lugar de um branco numa revista aos quadradinhos ou num filme, está tudo bem!...

Anónimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=vWXZ-whusxY

ve este monhe
Bruno

Afonso de Portugal disse...

Muito interessante, sem dúvida! O Dinesh é um intelectual bastante competente, apesar de pertencer da "direitinha" do sistema.

Não posso concordar, contudo, com a parte relativa aos nativos americanos. A precedência e a ancestralidade determinam efectivamente a posse da terra, senão não teríamos nações e teríamos de dar razão aos universalistas que dizem que somos todos cidadãos do mundo. E não é por haver dois partidos em disputa pela posse de um território (no exemplo em concreto, os Cheyenne e os Sioux) que podemos legitimar a sua apropriação por parte de uma terceira (os Europeus). Isso é como sugerir que os árabes têm direito a Olivença porque os portugueses e os espanhóis não se entendem quanto à sua propriedade. A verdade é que os árabes não têm direito nenhum a Olivença, independentemente do povo ibérico a que Olivença pertença de facto.

No entanto, tudo o resto é certeiro: pretender reparar "injustiças" históricas à custa daqueles que vivem actualmente não é apenas logisticamente impraticavel, é absolutamente desonesto. Desde logo porque, conforme o Dinesh bem observa, não existe uma forma legítima redistribuir essas compensações pelos europeus e pelos norte-americanos brancos (e isto partindo do princípio manifestamente errado de que os brancos têm de pagar). Mas também porque não existe uma forma justa de alocar essas compensações aos terceiro-mundistas. Quem tem a receber o quê? E tem-no a receber de quem?

Aliás, a forma extremamente defensiva e nervosa como o aluno reage quando o Dinesh o confronta com o seu próprio "privilégio" e a necessidade de dar o exemplo é absolutamente deliciosa.

Obrigado pela partilha, caro Bruno!