terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Três reacções do PNR aos resultados obtidos pela FN


Reacção oficial do Partido Nacional Renovador (PNR):

«Direitinhas, direitas, centristas, esquerdalhos, todos juntos para derrotar a FN. Há-de chegar o dia em que também veremos o CDS/PSD de mãos dadas com PS/PCP/BE a tentarem impedir a vitória do PNR. Nós percebemos que querem evitar a todo o custo, que a teta em que andam a mamar, seque.

Esta coligação Direita/Esquerda serve também de grande lição para aqueles patriotas que teimam em votar nos partidos do sistema. A FN tem o mérito de combater sozinha o regime dos interesses e da traição.

Hoje, a França está bi-partidarizada. Não pela velha falácia de Direita e Esquerda, mas sim pela realidade de ter de um lado da barricada os nacionalistas e do outro lado a coligação mundialista dos partidos do sistema. De um lado, estão a esquerda, a direita, o capital apátrida e os jornalistas-terroristas e na outra parte, o partido da nação e do povo francês.

Direita e esquerda aceitaram prostituir-se para tentar impedir o avanço do nacionalismo. A FN até aumentou e, se não fosse essa estranha aliança para uns, mas mais que previsível para os nacionalistas, amanhã, a FN estaria a dirigir os destinos de uma boa parte de França.

Quando se é coerente, não se fazem concessões de circunstância, até porque de pouco adiantam, já que o sistema está podre, prestes a cair e é tudo uma questão de tempo e de muito trabalho, sem baixar a guarda.

O nosso respeito à Front National, o nosso respeito a todos os partidos Nacionalistas que combatem, tal como nós, no PNR, para que um dia a Europa seja livre!»


Reacção de José Pinto-Coelho:

«Terá sido a “Frente Nacional” derrotada?

Sim, se encararmos a questão pelo objectivo de se alcançar o governo de alguma região.

Mas, não! A Frente Nacional não foi derrotada segundo nenhum outro ponto de vista. Não há melhor evidência disso mesmo, que o facto de todas as notícias e comentários falarem dos “derrotados” e não dos “vencedores”. Isso revela bem a importância dos primeiros e a fragilidade da amálgama invertebrada dos segundos.

Quando Xavier Bertrand, do centro-direita, no rescaldo dos resultados eleitorais, afirma que “a história recordará que foi aqui que travámos a progressão da Frente Nacional”, parece que está tudo dito. Não há, nem pode haver alegria e festejo na vitória que não o é, nem sabe a tal, pois, todo o sistema politicamente correcto, instalado e dos interesses, se uniu contra a FN e nenhum deles se pode sentir vitorioso ao ter que engolir um grande sapo.

Todos, da direitinha à extrema-esquerda, votaram no centro-direita para impedir a vitória da FN. O voto não foi em algo em que acreditavam, mas, contra a FN. Não foi o voto da convicção, mas o da prostituição.

No fim de contas, os tais “derrotados” da Frente Nacional, tiveram a maior votação de sempre, abeirando-se dos sete milhões de votos, representando quase 30% do eleitorado.

Se a “barreira republicana” que uniu os donos do sistema contra os ventos de mudança nacionalista impediu, para já, a vitória da FN, foi só isso mesmo: para já…»


Reacção de Nuno Carvalhana:

«Aconteceu, enfim, o que se esperava que acontecesse e diz muitíssimo sobre a elite político-cultural reinante: uma vez que o que interessa a tal gente é acima de tudo impedir que o povo possa ser defendido contra o ideal mundialista anti-fronteiras, toda a classe política dominante uniu-se contra os Nacionalistas, como de resto já tinha acontecido no início da década de 2000, quando Jean-Marie Le Pen, então líder da FN, passou à segunda volta das eleições presidenciais, batendo o socialista Leonel Jospin e enfrentando o conservador Jacques Chirac, acusado de corrupção, que acabou por ganhar porque a Esquerda declarava que era melhor votar num vigarista do que deixar um «fascista» ganhar…

Aconteceu também o mesmo na Suíça, ao longo dos últimos anos, em que todos os partidos da classe política reinante se uniram contra o nacionalista SVP/UDC para que este não dominasse o parlamento. O que de facto se verifica é que o SVP/UDC não se deixou ir abaixo por causa disso, e não só não foi abaixo como continuou a ser o partido mais votado do país nos últimos dez anos e este ano venceu as eleições com ainda mais votos do que tinha tido anteriormente… a pouco e pouco persistiu e agora já tem dois ministros no governo.

De modo similar, constata-se que a FN francesa não desarma – e desta vez alcança o feito de, contra tudo e contra todos, tendo do seu lado «apenas» o povo, triplicar os votos. É obra, no mínimo. O seu eleitorado está consolidado. Dizer-se que o voto na Extrema-Direita é um «voto de protesto» já não pega há que tempos. A FN é agora um partido tão grande como o partido socialista francês, ou seja, está como uma das três grandes forças partidárias. E a marcha continua. Já estiveram os Nacionalistas franceses mais longe do poder.»

4 comentários:

FireHead disse...

Eu não entendo uma coisa: se a FN perdeu apesar de ter conseguido o seu melhor resultado de sempre então o que foi que aconteceu com o PS?

Afonso de Portugal disse...

O quê!?!?! Mas tu ainda não sabes que não podes aplicar os mesmos critérios à esquerda e à direita?! A esquerda é boa, salvadora da humanidade!!! Já a direita é má, a causadora de todos os males do mundo!

O PS não perdeu, pá, o PS alargou os seus horizontes democráticos de forma a incluir a extrema-esq.... eeer... perdão, a esquerda moderna e progressista! Foi um triunfo da democracia e do pluralismo! Só mesmo um facho pode pensar o contrário, pá!!!

Já o caso da FN é totalmente diferente... no caso da FN, hum, o povo viu mal a coisa! É da crise! Da austeridade! A falta de dinheiro deixa as pessoas revoltadas e vai daí voltam nos fascistas! É trágico, é preciso continuar a doutrin.... eer... a educar o povinho!!! Sim, porque não se pense que a ascensão da FN tem alguma coisa a ver com a imigração de fronteiras escancaradas e com os muçulmanos! Tudo se explique pela ganância dos especuladores financeiros e pela perversidade do sistema capitalista, pá!!!

Nacional Liberalista disse...

Olha para ele a ser honesto acerca da sua agenda:


https://www.youtube.com/watch?v=1XIhTG6JyW0



Afonso de Portugal disse...

Nacional Liberalista disse...
«Olha para ele a ser honesto acerca da sua agenda»

Inacreditável! Não há nenhuma diferença entre o discurso deste cretino e o da Barbara Lerner Spectre. E ainda há quem chame a isto "direita"! Com "direita" destas não precisamos de esquerda!

Obrigado por mais esta "pérola"!