terça-feira, 1 de setembro de 2015

Bergoglio pede aos padres para perdoarem o aborto


«O papa Francisco pediu esta terça-feira este Martes a todos os padres para durante o "jubileu da misericórdia", que começa em Dezembro, perdoarem a todos os católicos que abortaram ou provocaram o aborto, desde que haja arrependimento.»

Bem, vindo deste papa, "desde que haja arrependimento" já não é mau de todo... agora resta saber o que é que ele entende por "arrependimento". Há pessoas para quem o "arrependimento" corresponde a "foi errado e não o voltarei a fazer". Mas há outras para quem o "arrependimento" se fica por um mísero "ah e tal, não foi muito correcto, mas temos de compreender as circunstâncias, se calhar hoje não o fazia"...

«Numa mensagem dirigida ao organizador deste "Ano Santo" (ou jubileu), o prelado italiano Rino Fischella, o papa declara ter "decidido, não obstante qualquer disposição em contrário, conceder a todos os padres, para o ano do jubileu, a capacidade de absolverem do pecado do aborto todos aqueles que o provocaram e que, de coração arrependido, peçam perdão". Também em relação às mulheres que abortaram, "o perdão de Deus a quem se arrependeu não pode ser negado".»

 E porque é que eu não haveria de perdoar o aborto? Quanto menos europeus, mais refujiadistas!

«"O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, que parece não se dar conta do grave dano do acto", mas "muitos outros, ao contrário, ainda que vivam esse momento como um fracasso, consideram não ter outras vias para percorrer", diz Francisco na carta, adiantando pensar "em todas as mulheres que recorreram ao aborto". 

"Conheço bem os condicionalismos que as conduziram a esta decisão. Sei que se trata de um drama existencial e moral. Encontrei numerosas mulheres que transportavam no seu coração a cicatriz desta escolha difícil e dolorosa. O que ocorreu é profundamente injusto", insistiu. Na carta, o papa indica diversas disposições para que a possibilidade de se perdoarem pecados (o que pela tradição católica é permitido durante o jubileu) beneficie o maior número de pessoas, nomeadamente os doentes ou presos que não se podem deslocar às catedrais e igrejas do jubileu para se arrependerem.» 

Comentário do blogueiro: a mensagem do papa até acaba por se globalmente positiva mas, mais uma vez, é uma mensagem cobarde, porque não ataca aqueles que promovem directamente o crime do aborto. Onde estão as palavras do papa contra a Planned Parenthood e os seus crimes aberrantes? Onde está a condenação da esquerda marxista que promove o crime do aborto como um "direito" da mulher? Mais uma vez, o papa fica-se por meras superficialidades... e assim vai ficando tudo na mesma.

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