terça-feira, 29 de setembro de 2015

Afinal quem é que é mesmo intolerante, a esquerda ou a direita?


Esta campanha eleitoral tem sido bastante esclarecedora no que respeita à verdadeira natureza da esquerda do nosso país. Há uns dias atrás, o PCTP-MRPP presenteou-nos com este ilustrativo cartaz:



«A propaganda eleitoral do MRPP (tempos de antena, outdoors e demais propaganda) faz um apelo explícito ao ódio, à violência, ao crime, à morte... Lembra a ameaça do bandido Otelo, de fuzilar todos os "fascistas" no Campo Pequeno.

Imaginemos então (por absurdo!!), que o PNR pensasse assim e usasse tal linguagem na sua propaganda... Já se imagina o cenário mais que evidente da proibição de concorrer nestas eleições, com respectiva anulação de votos que lhe correspondessem e a óbvia instauração de processo de ilegalização do partido.

Essa é a linha que separa um partido do sistema de um outro que incomoda o sistema. São os dois pesos e as duas medidas...
»


Já ontem, o cartaz que o PNR tinha colocado em Lisboa foi "enriquecido" assim:



Estas fotografias, tiradas pelo próprio A-24 e retiradas do seu excelente blogue, são bem demonstrativas do que é a liberdade de expressão para a esquerda portuguesa. Conforme observou o A-24:

«Eis o resultado da democracia vermelha deste país. (...)  [O cartaz]  Aguentou pouco mais de uma semana, após ter sobrevivido à vandalização por método de tintas, que ainda assim deixava clara a mensagem e o rosto dos candidatos. 

Por todo o lado se vê as bicolas da Catarina Martins, do Passos e do Portas, a fronha do messias da Índia e o cadavérico Jerónimo, mas eles, parece que não incomodam ninguém. Já um pequeno partido sem recursos e sem representação parlamentar, vê o seu único cartaz vandalizado desta forma.

Esperemos agora que quem rasgou este cartaz se digne a acolher um ou vários refugiados na sua casa, que os alimente e financie, mas isso é tão provável como encontrar uma agulha num palheiro. É como encontrar a moral num esquerdalho. Moral é coisa que ele só tem para dizer aos outros, jamais a tem dentro de si.»


O PNR também se pronunciou sobre este acto de vandalismo, na sua página do Facebook:

«Como podem ver pela imagem, o nosso cartaz foi vandalizado. Durou cerca de duas semanas. Assim se vê o "respeito" pelas ideias diferentes e a "tolerância" dos defensores da liberdade...

Mas os actos ficam com quem os pratica e eles falam por si. Quanto a nós, a luta continua, como sempre.
Ninguém cala a nossa voz, o futuro somos nós!»

  
E se acham que a coisa fica por aqui, vejam só o que aconteceu ontem no Porto:

«O busto do general Pires Veloso, também conhecido como "vice-rei do Norte", colocado na Praça da República, Porto, e inaugurado a 14 de Setembro, foi alvo de vandalismo, tendo sido inscrita a palavra "fascista" na estátua.

(....) Além da inscrição, também o rosto de Pires Veloso se encontra pintado com tinta verde.


(....)  Pires Veloso nasceu em 1926, em Gouveia, e morreu em 2014, no Porto, aos 88 anos, tendo participado activamente no golpe militar de Novembro de 1975, chefiado por Ramalho Eanes e que pôs fim ao Processo Revolucionário Em Curso (PREC).

(...) Todos os meses, o município do Porto limpa 14 mil metros quadrados de superfícies sujeitas a actos de vandalismo, como estátuas, fachadas e edifícios públicos, um trabalho "constante" que custa "muito dinheiro à autarquia", garantiu a mesma fonte da câmara.»

Comentário do blogueiro: 14 mil euros por mês dá 168 mil euros todos os anos para limpar a porcaria que estes animais incivilizados fazem! E isto só na cidade do Porto, imaginem o balúrdio que se gastará no resto do país!

Afinal quem é que é mesmo intolerante, a esquerda ou a direita? Afinal quem é que é mesmo respeitador da liberdade de expressão, da propriedade pública e da Democracia?

4 comentários:

João José Horta Nobre disse...

A esquerda é assim, são um bando de animais selvagens. Há-de chegar o dia em que se fará justiça contra essa canalha, temos de aguardar com paciência e fé na vitória.

Afonso de Portugal disse...

«Há-de chegar o dia em que se fará justiça contra essa canalha»

Gostava de estar tão optimista como o Professor. Mas desconfio que a maioria destes animais vai morrer sem nunca ter sido julgada, sem nunca sequer sentir medo das consequências de todo o mal que fizeram ao nosso país.

Quando muito, poderemos apenas julgar os seus herdeiros. Enfim, teremos de nos contentar com isso...

Lura do Grilo disse...

A democracia é de sentido único por aqui

Afonso de Portugal disse...

É verdade... mesmo 41 anos depois de Abril!

Mas talvez tenha sido esse o problema... passámos directamente do Inverno ao Outono. Precisamos urgentemente da Primavera, mas o mais provável é vir antes outro Inverno, bem mais rigoroso que o anterior.