terça-feira, 22 de setembro de 2015

A traição aos Portugueses em números concretos (82)


Mais de 100 mil portugueses deixaram o país entre 2012 e 2013 (fonte)

«Mais de 100 mil emigrantes de longa duração deixaram Portugal entre 2012 e 2013, de acordo com o relatório "Perspectivas das Migrações Internacionais - 2015", divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

"A emigração de cidadãos portugueses aumentou com a recessão, nomeadamente depois de 2010. O número de emigrantes a longo prazo foi estimado em 52.000 em 2012 e 53.800 em 2013, contra 23.700 em 2010", referiu o estudo publicado hoje em Paris.

O documento referiu ainda que "o número total de emigrantes (de curta e longa duração) situou-se em 128.100 em 2013, dos quais 96% portugueses e somente quatro por cento de estrangeiros, proporções idênticas ao ano anterior".»

 «Este parte, aquele parte... e todos, todos se vão?»

«Ou seja, 122.980 portugueses deixaram o país e 5.120 estrangeiros saíram de Portugal naquele ano. Os países da Europa ocidental, indicou o relatório, continuam com o primeiro destino (mais de 60% de saídas em 2013) dos emigrantes portugueses, mas certos países não europeus, como o Brasil e sobretudo Angola, tornaram-se destinos importantes.

"Embora a sua quota esteja a crescer, as mulheres representam apenas um terço de todos os emigrantes", segundo o documento, indicando ainda que "os emigrantes qualificados são cada vez mais numerosos, especialmente aqueles que emigram para o Reino Unido ou para a Noruega".

No total, um saldo migratório negativo de 36.200 pessoas foi registado em Portugal, no ano de 2013, segundo a OCDE.

O Governo português confirmou que, desde 2010, a emigração tem aumentado "muito rapidamente", adiantando que em 2012 deverão ter saído de Portugal "mais de 95 mil" pessoas, segundo o Relatório da Emigração 2014, divulgado pelo Observatório da Emigração.

De acordo com este documento, a tendência de emigração está a ter maior impacto nas zonas urbanas, especialmente na Grande Lisboa e, além dos "destinos tradicionais", os portugueses estão agora a optar por novos lugares, situados "nos mais variados pontos do mundo".

O Governo refere "três conjuntos de países de emigração". Brasil, Canadá, Estados Unidos e Venezuela acolhem emigrantes em "grande volume", mas trata-se de populações "envelhecidas e em declínio", pois actualmente registam uma "redução substancial" na chegada de novos portugueses, segundo o relatório do Observatório da Emigração.

Países como Alemanha, França e Luxemburgo, "com grandes populações portuguesas emigradas envelhecidas, mas em crescimento", têm registado "uma retoma" desta emigração.

Por último, surge "um conjunto de novos países de emigração", que atrai populações jovens, como é o caso do Reino Unido, "hoje o principal destino" dos portugueses (50 por cento) e também "o mais importante polo de atracção" dos mais qualificados.

De acordo com o Relatório da Emigração 2014, haverá mais de 2,3 milhões de emigrantes portugueses, número que mais do que duplica se se acrescentar os seus descendentes.»

Comentário do blogueiro: não se preocupem, nacionalistas! O governo português já está a importar "refugiados" sírios  para compensar a saída destes portugueses! São exactamente a mesma coisa, vocês nem vão notar a diferença! Aliás, há até quem diga que são melhores do que os portugueses, por serem muito mais coloridos, diversos e vibrantes! E vão enriquecer-nos muito mais do que os portugueses que partiram seriam capazes!...

5 comentários:

pvnam disse...

Não acontece só nos clubes de futebol, acontece também em muitos ramos das sociedades (e das regiões): os melhores duma região/sociedade tendem a deslocar-se para regiões/sociedades mais ricas -> é uma situação natural, dificultosa... todavia, no entanto... confere a muitas regiões/sociedades uma legítima AUTONOMIA LEGISLATIVA!
De facto, todos nós sabemos que as regiões/sociedades mais pobres... tendem a ficar mais pobres... em relação às regiões/sociedades mais ricas -> pois, estas vão buscar os melhores das regiões/sociedades mais pobres.
Ora, tudo ok... agora, todavia, no entanto, como é óbvio... as regiões/sociedades mais ricas NÃO PODEM TER O DESPLANTE DE PRETENDER IMPOR LEGISLAÇÃO às regiões mais pobres!
Dito de outra maneira: as regiões/sociedades mais pobres devem possuir Autonomia Legislativa em relação às regiões/sociedades mais ricas (isto é, ou seja, em relação àquelas que vão buscar os seus melhores)!

Afonso de Portugal disse...

«os melhores duma região/sociedade tendem a deslocar-se para regiões/sociedades mais ricas»

Os melhores? Estás a cair na falácia do Daniel Oliveira... isso não é sequer verdade dentro de um país, quanto mais entre países!

A maioria das pessoas que emigra fá-lo por não conseguir arranjar emprego ou por prentender um emprego que pague melhor do que aquele que tinha no seu país de origem. E estes emigrantes não são necessariamente os melhores.


«as regiões/sociedades mais pobres devem possuir Autonomia Legislativa em relação às regiões/sociedades mais ricas»

Partindo do princípio que essas regiões mais pobres têm condições para ser auto-suficientes, concordo. Mas se é para quererem autonomia legislativa enquanto são financiados pelos contribuintes de outras regiões, desculpa lá, mas passo. Já nos chega a Madeira para nos chular a todos impunemente.

Aliás, é precisamente por causa de isso que eu sou contra a regionalização. A maioria das nossas regiões/províncias não tem condições para ser autónoma. O que eu defendo é uma política de criação de emprego nessas regiões com vista à fixação da sua população e, eventualmente, de novos habitantes oriundos das regiões mais populosas do país, para assim redistribuir a população existente pelo espaço geográfico disponível.

Mas mesmo que isso começasse a ser feito hoje, levaria décadas até ter algum imapcto. As disparadidades entre o interior e o litoral, por exemplo, são enormes. As melhores escolas e universidades estão todas no litoral. Os melhores hospitais (inlcuindo privados) e centros de saúde também. As grandes fábricas e centros industriais também. Os pólos de disseminação tecnológica também. Os portos marítimos e os aeroportos também. Uma região que não tenha estas coisas não conseguirá competir com as que tenham facilmente.

É por isso que os países têm de ter dimensões mínimas para serem viáveis. E também não é por acaso que os países mais poderoso do mudo são também os maiores (por norma, há excepções).

pvnam disse...

Não acontece só nos clubes de futebol: embora procurem, como é óbvio, melhorar as suas condições... as regiões/sociedades mais pobres não podem pagar ao nível das regiões/sociedades mais ricas.
.
Existem países pequenos que preservam a sua Identidade... e... sobrevivem!
Existem países grandes cuja Identidade não vai sobreviver.

Afonso de Portugal disse...

«Existem países pequenos que preservam a sua Identidade... e... sobrevivem!»

Que países são esses?

pvnam disse...

Nos cinco cantos do planeta existem pequenos países de população autóctone (aonde não existiu uma substituição populacional).