quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O PNR denuncia o Acordo Transatlântico que ameaça a soberania dos europeus


Da página de internet do Partido Nacional Renovador (PNR):

«Continuam a ritmo acelerado os passos da União Europeia (UE) no sentido da celebração do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (APT), mais conhecido pela sua sigla em inglês TTIP (ou, por vezes, TAFTA). 

Trata-se de um tratado de livre comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos da América (EUA), que é apresentado pelos seus defensores como uma “oportunidade” que alegadamente vai criar emprego mas que, na prática, permitirá às multinacionais arrasarem mais facilmente com as pequenas e médias empresas, prevendo-se nos termos do Acordo até mesmo a sobreposição dos interesses destas aos dos estados nacionais. Como se não bastasse, há ainda os riscos para a segurança alimentar, pois muitos alimentos de segurança duvidosa actualmente proibidos na UE são livremente comercializados nos EUA, e, se o Acordo avançar, vão poder passar a sê-lo também na Europa.

No mês passado, o Parlamento Europeu aprovou mais uma etapa do processo. Tal e qual como quem conduz um cordeiro ao altar da sua imolação, só que o cordeiro somos nós, população em geral. Os deputados portugueses do PS, PSD e CDS/PP votaram a favor, verdadeira e finalmente unidos no que toca à submissão da Europa aos interesses dos EUA e do grande capital apátrida. O BE e o PCP disseram que votariam contra, mas houve entre os seus deputados quem não votasse e quem, alegadamente, se enganasse a votar… Já o MPT e “independente” Marinho e Pinto votaram a favor, mostrando uma vez mais que não são alternativa aos partidos do alterne. Como seria de esperar, o recém-formado grupo nacionalista no PE, que o PNR apoia, votou contra.
»

Comentário do blogueiro: como os meus leitores sabem bem, eu raramente comento os comunicados do PNR. Mas neste caso tenho mesmo que salientar o significado da votação de Marinho e Pinto. Há quem veja no homem um autêntico salvador da pátria, que representa uma ruptura definitiva para com os interesses instalados. A isto eu tenho contraposto muitas vezes que o Marinho fala muito, mas apresenta muito pouco em termos de soluções concretas.

E agora temos aqui a prova definitiva: esta votação mostra de que lado é que ele está verdadeiramente. E rogo a quem esteja a ler este postal: não vá em conversas, desconfie sempre de quem proclama ser um novo D. Sebastião... a salvação da Pátria só poderá vir da vontade colectiva e do trabalho árduo dos portugueses. Ela jamais chegará pela mão um auto-proclamado virtuoso, muito menos de alguém que só sabe dizer mal sem apresentar alternativas. Até porque quem muito espera pelo D. Sebastião acaba sempre por levar com outro Alcácer-Quibir qualquer!

11 comentários:

Anónimo disse...

O PNR também não é alternativa nenhuma. Uma vez lá instalados não há forma de contornar o sistema. O sistema só será combatido por um golpe patriota por parte das altas patentes militares. Mas até esses lucram com o sistema e nem para aí estão virados..
Deixo como aviso que não defendo nenhum golpe mas, vendo como as coisas estão, é a única alternativa que vislumbro para o novo renascimento de Portugal.

G, o cigano

Afonso de Portugal disse...

«O PNR também não é alternativa nenhuma.»

Pelo contrário, o PNR é a única alternativa verdadeira!


«Uma vez lá instalados não há forma de contornar o sistema.»

É evidente que ninguém vai chegar lá e, do dia para a noite, virar tudo do avesso. Só os analfabrutos e os muito ingénuos é que acreditam numa coisa dessas. Mas o PNR é o único partido português que, por um lado, não tem os vícios da extrema-esquerda e, por outro lado, não tem quaisquer ligações aos interesses instalados.

E isto sem mencionar a questão da imigração, na qual só o PNR tem uma política definida!


«O sistema só será combatido por um golpe patriota por parte das altas patentes militares.»

Pois... viu-se no 25 de Abril o bem que isso resultou! Infelizmente, a tua forma de pensar ainda está muito presente na sociedade portuguesa e isso explica porque é que não conseguimos sair da cepa torta.

Entende uma coisa, G: a maioria dos militares não teve uma formação vocacionada para a governação, mesmo os de alta patente! Percebem muito de estratégia militar e até entendem os jogos de poder dos bastidores democráticos, mas não têm a mais pálida ideia de como governar um país, não sabem o que movimenta e estimula a economia, não percebem as necessidades e a dinâmica da sociedade e muitos nem sequer têm ideia de como aproveitar e rentabilizar razoavelmente os recursos endógenos de Portugal!

Golpes militares tem havido muitos em África… e é a miséria que se vê!

Não, caro G, a solução é outra inteiramente diferente... e vemo-la quando olhamos para os países mais desenvolvidos: a única revolução viável tem de partir do próprio povo, que tem de fazer pela vida e ser mais interventivo, mais informado e mais exigente para com a sua classe política. Em Portugal temos o contrário, temos um povo que não quer saber e se demite de participar activamente na vida política, recusando-se até a votar!
No fundo, os governantes são o reflexo do nosso povo e é isso que muita gente não percebe ou não quer perceber. Enquanto o nosso povo não quiser ser civilizado, os nossos governantes só poderão ser corruptos.

mensagensnanett disse...

Os 'globalization-lovers' que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa! {http://separatismo--50--50.blogspot.com/}

Afonso de Portugal disse...

Até porque um golpe desse género teria sempre um "pequeno" inconveniente: os EUA e a UE cairiam imediatamente em cima das pessoas que se atrevessem a fazê-lo! Essa é outra consequência que aparentemente os nossos aspirantes a revolucionários não entendem. O mundo Ocidental dos nossos tempos está muito mais interdependente e, ainda por cima, nós fazemos parte da UE… por conseguinte, a superclasse mundial só nos deixará fazer aquilo que também estiver a ser feito nos restantes países da UE. Achas mesmo que os EUA, o Reino Unido e a Alemanha permitiriam que os “tuguinhas” miseráveis do Sul da Europa fizessem uma revolução que cortasse radicalmente com o poder que eles exercem sobre nós? Basta olhar para a Grécia para ver que isso é pura fantasia!

Até mesmo o Nacionalismo já só tem sentido num contexto europeu, que é outra realidade que os adeptos das revoluções não entendem. Até mesmo os grandes partidos nacionalistas da actualidade (FN, PVV, ND, UKIP, SD, Jobbik, etc.) têm poucas hipóteses de mudar o que quer que seja sozinhos. Será preciso um nacionalismo pan-europeu e a revolta genuína dos povos europeus como um todo (ou quase) para que seja possível mudar o que quer que seja.

Porque isto não é como o 25 da Abril, em que a revolução interessava às elites mundiais. A revolução de que estamos a falar é uma revolução contra as elites mundiais e, nesse sentido, só poderá ter algum sucesso se for apoiada por uma proporção muito grande de descontentes. É por isso que quem acredita que pode tomar o poder aqui sem mais nem menos, como se isto fosse uma província do Congo ou do Iraque, nem sequer percebe o mundo em que vive!

E isto não é ser derrotista, ou pessimista… é ser minimamente realista! Eu não defendo a Democracia apenas por ser justa, eu defendo-a sobretudo por ser a única que poderá ter alguma viabilidade.

mensagensnanett disse...

Essa coisa da 'revolução dos descontentes' não me diz lá grande coisa... até porque aqui o je se considera uma pessoa feliz... AGORA TODAVIA, NO ENTANTO, COMO É ÓBVIO... aqui o je não vai deixar de defender/divulgar Direitos que considera serem importantes!
{http://separatismo--50--50.blogspot.com/}

Afonso de Portugal disse...

«aqui o je não vai deixar de defender/divulgar Direitos que considera serem importantes!»

Tu bem podes defender e divulgar esses direitos, mas quem é que vai assegurar o respeito por eles?... Não basta dizer o que se quer, é preciso fazer com que aconteça!

Sem querer ofender, ò mensagensnanett, a tua posição parece-me um bocado como um gajo que acorda de manhã e diz: hoje vou comer uma gaja boa! E então ele levanta-se, cheio de vontade, toma banho, veste-se e toma o pequeno almoço. Depois, sai de casa e senta-se na esplanada de um café, dizendo a toda a gente por quem passa: "hoje vou comer uma gaja boa!" As horas vão passando, e cada vez mais pessoas vão escutando: "hoje vou comer uma gaja boa!" Chega a hora do almoço e o "herói" desta história já disse a várias pessoas que ia comer uma gaja boa, mas ainda não falou sequer com nenhuma gaja boa! O "herói" levanta-se e vai almoçar.

Depois do almoço, ele diz novamente: "bem, isto de manhã foi um bocado parado, mas agora à tarde é que vai ser, vou comer uma gaja boa!" E como tem que fazer umas compritas, dirige-se a um supermercado lá da esquina da rua dele, onde vai dizendo aos clientes com quem se cruza: "hoje vou comer uma gaja boa!" A cena repete-se em vários outros sítios, do barbeiro ao ginásio, da farmácia à mercearia, o nosso "herói" vai dizendo que vai comer uma gaja boa por onde quer que passe! Mas entretanto, chegou a hora de jantar e -ò Diabo!- ele ainda nem sequer falou com nenhuma gaja boa!!!

Mas a noite ainda é uma criança! -exclama o nosso "herói"- Aliás, é à noite que se comem mais gajas boas! E eu vou comer uma gaja boa! E lá vai ele, todo entusiasmado, primeiro a um barzito com dois ou três amigalhaços, depois para a discoteca, sempre dizendo a toda a gente: "hoje vou comer uma gaja boa!" Mas as horas vão passando e eis que surge a luz do dia e o protagonista desta história não comeu nenhuma gaja boa... "Ah! Mas amanhã é outro dia!" Pensa o nosso "herói" ainda mais animado do que quando se levantou da cama! E vai dormir.

No dia seguinte, a história repete-se. E no dia depois desse. E na semana a seguir. E no mês a seguir. E no ano a seguir. E passam 10, 20, 30 anos. O nosso "herói" nunca comeu uma gaja boa, mas continua a dizer a toda a gente que "Hoje é que é! Hoje vou comer uma gaja boa!" E nesse dia vai a descer a rua todo contente quando lhe dá um enfarte e vai desta para melhor!



Ora, o movimento nacionalista português é quase igual à vida do nosso "herói": Isto está muito mal! Os judeus mandam em tudo! A iminvasão não pára! É preciso fazer uma revolução! É preciso garantir o direito à sobrevivência dos povos! Conversa da treta não falta, um pouco para todos os gostos...

...mas depois, na hora de fazer alguma coisa em concreto, muitos nem sequer fazem o mínimo dos mínimos, que é votar no único partido que defende os seus interesses.

Entretanto, os anos passam e os nacionalistas vão ficando velhos, mas nunca comeram a tal gaja boa (a gaja aqui é obviamente travar a imigração). Já passaram os tais 30 anos da história anterior (até passaram mais!) e qualquer dia morremos todos, porque o Ocidente está a morrer, enquanto nós pouco mais fazemos do que choramingar.

KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.