terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fogo-de-vista e fait-divers...


Diz aqui que o porta-voz do governo francês, um tal Stéphane Le Foll que também é ministro da cultura no país dos croissants, afirmou esta terça-feira este Martes que a França quer reforçar a coordenação dos serviços de inteligência europeus, depois do ataque na semana passada ao comboio que liga Amsterdão a Paris. Diz ele que "Temos de reforçar a coordenação, esse trabalho de coordenação é essencial para o êxito da luta contra o terrorismo".

 Stéphane Le Foll: vou dizer que é preciso mais coordenação entre as secretas para entreter os parvos!
E enquanto isso, mais uns milhares de refugiados vão entrando na Europa! Eheh, sou mesmo esperto!

Até nisto se vê que os líderes europeus têm pouca vontade de realmente combater o terrorismo islâmico e proteger os seus cidadãos. Se eles nos quisessem realmente proteger, tomariam a medida mais sensata e necessária neste momento: adoptar para a crise de refujiadistas no Mediterrâneo a mesma posição que a Austrália adoptou para lidar com os seus iminvasores.

2 comentários:

srhamsun disse...

Hás-de ler o texto do sr. JUncker no Observador. Uma nojice, um tratado de hipocrisia.

Afonso de Portugal disse...

É verdade, mas ele diz umas coisas engraçadas, ora repara:
«O que é necessário, e que infelizmente ainda não existe, é coragem coletiva para honrar os nossos compromissos – mesmo quando não são fáceis, mesmo quando não são populares.»

Compromissos? Mas com quem é que ele se comprometeu a acolher centenas de milhar de refugiados todos os anos? Não foi com os europeus, de certeza!!! Ou seja, estes "compromissos" de que ele fala foram assumidos com outras pessoas. Fugiu-lhe a boca para a verdade! Quando ele diz que tem que honrar compromissos que não são populares, o que ele quer dizer mesmo é "tenho de atender à vontade dos meus donos mesmo que os europeus não gostem!"


Outra pérola é esta:
«Os discursos de ódio e as declarações irrefletidas que ameaçam uma das nossas maiores realizações – o espaço Schengen sem fronteiras internas – não são a Europa”.»

Uma das maiores realizações?! Uma das maiores destruições, isso sim!!! Aliás, o Espaço Schengen é uma das razões para a desgraça actual! Já publiquei aqui vários casos em que criminosos do Leste da Europa são expulsos de um estado-membro da UE mas, ao abrigo de Schengen, acabam por ir viver para outro estado-membro onde voltam a cometer crimes, e depois para outro estado-membro e outro e mais outro...


Há no entanto um aspecto que me deixa esperançado, que é facto de o artigo só ter estes dois comentários:

1. «Discurso vago e que não tem em conta o sentimento dos europeus. O melhor caminho para o florescimento da extrema-direita na Europa é este.
Nós somos modelos de acolhimento até que limite? o Junker tem a ilusão que os países europeus devem ser o berço e o colinho do mundo todo?
Enquanto não se resolver o problema a montante, na sua génese geográfica, esqueçam porque estas pessoas estarão sempre dispostas a arriscar a viagem, com ou sem guerras.
»


2. «Diz aos teus amigos que deviam ter medido as consequências quando, para agradar ao Obama, armaram os “insurrectos” da Síria. Armas que acabaram nas mãos do ISIS. Mas não desanimem que a Turquia tem lá 1,5 milhões de refugiados para vos enviar. Devem vir em navios cruzeiro,em vez desse escândalo a que se assiste»

Ou seja, o discurso do "coitadinhos, temos a obrigação moral de os acolher" começa a não pegar...