quarta-feira, 11 de julho de 2018

O Prof. Eduardo Lourenço sobre o revisionismo histórico do esquerdalho


      Do alto (porque a idade é um posto) dos seus 95 anos, o Prof. Eduardo Lourenço revela uma lucidez invejável acerca da guerra cultural movida pelo esquerdalho e pelos iminvasores alógenos à História de Portugal.  Em entrevista à agência Lusa, o Prof. Lourenço comentou a polémica relacionada com um possível "Museu das Descobertas", em Lisboa, que motivou uma carta aberta, por parte de dezenas de historiadores que se opõem ao conceito por trás da designação, e teve já várias outras - a favor e contra - desde então:
«Não sei por que é que neste momento parece haver uma necessidade de crucificar este velho país em função de uma intenção louvável, mas que ainda não redime aqueles que querem realmente a redenção, aqueles que foram objecto de uma pressão forte como o do nosso domínio enquanto colonizadores, de uma certa época", afirmou.


O filósofo confessou ainda não entender este movimento, quando, independentemente das consequências negativas, como a escravidão, as descobertas tiveram na génese uma motivação "louvável" e quando tantos outros países da Europa cometeram "crueldades" muito maiores.
"Já não podemos reparar nada, que essas coisas não têm reparação, mas podia ser [este movimento] um gesto que se justificasse por uma espécie de maldade particular e única que nos afastasse da consideração de país civilizado, de um continente civilizado chamado Europa, mas não", afirmou.»

É simples, Prof. Lourenço, o "movimento" não tem como objectivo reparar coisa nenhuma. O "movimento" sabe perfeitamente que não pode reparar o passado.  O que o "movimento" -que em rigor se chama neomarxismo, como é fácil concluir ao olhar para a lista de cretinos que assinaram a carta aberta- quer realmente é destruir a auto-estima e a identidade cultural dos portugueses, reduzir a nossa História a um equívoco, a um conjunto de crimes pelos quais os portugueses vivos devem pagar para todo o sempre.

«Na opinião de Eduardo Lourenço, as "crueldades" de Portugal não podem ser queimadas "na mesma fogueira" de outros, para salvar o país 'a posteriori' daquilo que já não se pode emendar.
"Uma parte desses senhores que subscrevem esse documento têm as suas razões, são historiadores, conhecem, mas houve tragédias na Europa que não são da nossa alçada, que fomos os mais pacíficos, dos povos do sul da Europa", disse, lembrando "outras nações, outras culturas, que fizeram passar a Europa por períodos de facto muito difíceis de aprovar nas suas intenções, caso da Alemanha, da França e de outros países".
O ensaísta, que hoje comemora 95 anos, no mesmo dia em que se dá a antestreia de um documentário inspirado na obra "O Labirinto da Saudade", acrescentou ainda nunca ter visto "um grande discurso a autojustificar aquilo que se passou no Leste durante mais de 100 anos e que também não foi nada de que [se possam gloriar] enquanto europeus, ou simplesmente enquanto seres humanos".»

Este ponto -que tem sido levantado pelos nacionalistas europeus repetidamente- é absolutamente crucial: as elites ocidentais nunca denunciaram os horrores do comunismo na Europa. Nem no resto do mundo, convém acrescentar. Hollywood fez e continua a fazer vários filmes sobre o nazismo, mas não produziu um único filme decente sobre o comunismo. O mesmo se aplica às elites académicas, à esmagadora maioria dos jornalistas, escritores, "artistas" e políticos. Mesmo na Direita, poucos são os que se atrevem a falar sobre os horrores dos Gulags, muito menos no Holodomor. Voltaire terá escrito "para saberes quem te governa, basta descobrires quem é que não podes criticar". Os europeus deviam perguntar-se seriamente porque é que, 29 anos depois da queda do muro de Berlim, as "nossas" elites continuam em silêncio sobre a História comunista, quando não a branqueá-la.

«"Mas enfim, cada um faz a penitência que julga mais adequada à visão que tem da História. Eles são historiadores, terão as suas razões, eu tenho a minha: acho extraordinário, num momento em que a Europa é quase toda ela democrática, que, de facto, um país com menos problemas graves e de difícil resolução no mundo seja objecto desta espécie de penitência pública", afirmou.
Evocando ainda colonizações mais violentas, como a dos espanhóis no México ou no Peru, disse: "nunca vi este acto quase de tribunal de inquisição ser convocado metaforicamente para pôr na pira a história do nosso pequeno país, que não o merece".»

Merecer não é para aqui chamado, Professor. E serem historiadores também não. A ideologia não se compadece com a meritocracia, muito menos com o rigor científico. Quem odeia o Ocidente, passará sempre por cima de todas as virtudes e factos, ou pior, usá-los-á para legitimar uma falsa autoridade académica.

E a sua geração, Professor, juntamente com a geração dos seus filhos (os meus pais), é em grande parte responsável por isso. Vocês nunca levaram os ideólogos de esquerda a sério, nunca os combateram feroz e implacavelmente como eles têm de ser combatidos. A factura vai sobrar para nós, os seus netos, bisnetos e todos os desgraçados que vierem a seguir...

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14 comentários:

Anónimo disse...

Sobre a questão de saber 'quem não se pode criticar' e em relação a todas as questões que levantou (e faço a ressalva que, tal como o Afonso, eu também acho contraproducente e excessivo o foco nesta questão) mas é impossível ignorar a origem de tudo isto: há uma certa tribo, ou um grupo de membros de uma certa tribo, que permeia todos esses fenómenos a nível global - comunismo, Hollywood, academia, comunicação social, etc. E lá está, eu culpo muito mais os europeus por ouvirem e repetirem e agirem Segundo a propaganda, do que os próprios propagandistas. Afinal, só compra quem quer. Mas acho que é impossível entender o mundo sem esse factor. E saliento porque muita gente critica abertamente o comunismo, seja o histórico ou o presente, e não lhes acontece nada. Já atacar a origem do comunismo, a tal tribo, todos sabemos que é suicídio social.

um abraço,
Ilo

Afonso de Portugal disse...

«há uma certa tribo, ou um grupo de membros de uma certa tribo, que permeia todos esses fenómenos a nível global - comunismo, Hollywood, academia, comunicação social, etc. »

100% verdade. E eu, ao contrário do que dizem os meus críticos, nunca neguei isso. Antes pelo contrário, lá vou colocando uns parêntesis em certos nomes, lá vou mencionando a coisa a propósito de um ou outro artigo na imprensa controlada ou no mais recente filme de Hollywood.

O que me recuso é a fazer disso o meu único cavalo de batalha ou a MENTIR descaradamente como fazem alguns nazionaliztaz. Ainda há uns dias vi uma daquelas montagens ridículas sobre a (((alta finança))), onde se incluía o Warren Buffett e o Bill Gates como judeus. Só que o Buffett não é nem nunca foi judeu e mesmo no caso do Gates, tenho sérias dúvidas. Mas os nazionaliztaz leram nalgum site manhoso que essas pessoas eram judias, ou porque deram dinheiro aos judeus através de instituições de caridade, ou porque alguém espalhou o rumor com base no "fonte 'fidedigna' diz que disse", e pronto, está feito, passaram a ser judeus. Em 2015, o Times of Israel mostrava que "só" 10 dos 50 mais ricos dos EUA eram judeus:

https://www.timesofisrael.com/10-jews-in-forbes-top-50-billionaires/

Note-se que mesmo assim estão sobre-representados, uma vez que os judeus representam apenas 2% da população total. Mas os nazionaliztaz têm esta hábito irritante de meter toda a gente de que não gostam no saco dos judeus e depois, é claro, fazem figura de parvos, ou pior, de fanáticos! O Andrew Anglin do Daily Stormer já confessou várias vezes que se tinha enganado e acusado certas personalidades de serem judias sem o serem. Mas a maioria dos nazionaliztaz não tem a sua "humildade"...

E o mesmo acontece com os políticos portugueses, segundo os nazionaliztaz, são todos ou quase todos judeus. Isto é pura e simplesmente ridículo! Por exemplo, um dos pulhíticos mais vezes acusado de ser judeu é o corrupto Armando Vara. Eu conheço pessoalmente familiares desse traste e garanto pessoalmente que o caramelo não é nem nunca foi judeu. Ele é apenas mais um trafulha "tuga", um chico-esperto que subiu à custa da cunha e do compadrio generalizados na política, primeiro a nível local, depois a nível nacional.


«lá está, eu culpo muito mais os europeus por ouvirem e repetirem e agirem Segundo a propaganda, do que os próprios propagandistas. Afinal, só compra quem quer. Mas acho que é impossível entender o mundo sem esse factor. E saliento porque muita gente critica abertamente o comunismo, seja o histórico ou o presente, e não lhes acontece nada. Já atacar a origem do comunismo, a tal tribo, todos sabemos que é suicídio social.»

Sem dúvida, porque aí juntamos dois pecados num só: (1) atacar o comunismo, (2) dar razão a algumas das teses do nacional-socialismo. A superclasse não pode perdoar uma afronta dessas, tem de fazer dessas pessoas um exemplo. Portanto, a única solução é sermos discretos, irmos deixando pistas aqui e ali, sobretudo quando estivermos no mundo real, mas também aqui no mundo virtual.

P.S. Tenho reparado que o caro Ilo não tem carregado mais podcasts... espero que não tenha desistido!

Unknown disse...

"Voltaire terá escrito "para saberes quem te governa, basta descobrires quem é que não podes criticar". Os europeus deviam perguntar-se seriamente porque é que, 29 anos depois da queda do muro de Berlim, as "nossas" elites continuam em silêncio sobre a História comunista, quando não a branqueá-la."

Lembro-me de que quando andava na escola nunca ter ouvido falar dos "gulags" ou do Holodomor, mas era obrigatorio vermos a treta da lista de shindler. Para mim isso é extremamente ofensivo para a memoria dos milhoes e milhoes de pessoas que morreram na Ucrania e na Russia, mas como alguem já disse "essas pessoas são só numeros".

Bruno Dias

Afonso de Portugal disse...

«Lembro-me de que quando andava na escola nunca ter ouvido falar dos "gulags" ou do Holodomor, mas era obrigatorio vermos a treta da lista de shindler.»

Há uns anos fiz esse mesmo comentário a um nazionalizta que por aqui andava e fui gozado. As gerações mais velhas nem imaginam o nível de doutrinação ideológica que existe hoje nas nossas escolas. Não sabem que os nossos miúdos ouvem praticamente todos os dias a mensagem de que são intrinsecamente maus, colonialistas, racistas, sexistas, etc. É um dos grandes problemas do nacionalismo contemporâneo, poucos compreendem a realidade da guerra cultural.


«Para mim isso é extremamente ofensivo para a memoria dos milhoes e milhoes de pessoas que morreram na Ucrania e na Russia, mas como alguem já disse "essas pessoas são só numeros".»

Sem dúvida. Mas o próprio Estaline disse que os milhões de mortos eram apenas estatística e os seus herdeiros aprenderam bem a lição. Para o esquerdalho, os mortos só interessam quando foram vítimas dos seus inimigos.

Anónimo disse...

"Só que o Buffett não é nem nunca foi judeu e mesmo no caso do Gates, tenho sérias dúvidas."

Que coincidência! Ontem quando comentou isso eu andava a pesquisar se o Bill Gates era judeu. O Afonso anda a espiar-me??? LOL. Tenho curiosidade sobre quem compõe mesmo a superclasse mundialista. Os grupos mais óbvios e poderosos são plutocratas judeus e plutocratas gentios. Mas também é verdade que eles não iam deixar a Internet revelar muito sobre eles. Não deve dar para descobrir muito mais.

Ass.Rui

Afonso de Portugal disse...

«O Afonso anda a espiar-me??? LOL.»

Olhe que há pessoas na blogosfera que dizem que eu sou um agente da Mossad, caro Rui, por isso, nunca se sabe, tenha muito cuidado! :P


«Os grupos mais óbvios e poderosos são plutocratas judeus e plutocratas gentios. Mas também é verdade que eles não iam deixar a Internet revelar muito sobre eles. Não deve dar para descobrir muito mais. »

Eu acho que andar a desconfiar que todo o bicho careto é judeu é entrar no campo da paranóia, sobretudo nos casos das pessoas mais famosas. Sobre o Warren Buffett, por exemplo, já foram publicadas várias biografias nas quais se descreve a sua infância, juventude e vida adulta, sendo que é praticamente impossível que um fulano com a história dele seja judeu, a menos que tudo -mas mesmo tudo!- o que sabemos sobre ele seja uma invenção. Eu não acredito em teorias da conspiração tão rebuscadas, até porque não fazem sentido. Se os judeus quisessem mesmo andar incógnitos na sociedade, não faria sentido assumirem a identidade de ‘goys’ famosos e riquíssimos, eles optariam por perfis mais discretos.

Eu aceito perfeitamente que se possa achar que um Coronel do exército, um artista musical de sucesso ou o dono de uma empresa de média dimensão possam ser judeus disfarçados. Mas os homens mais ricos do mundo?! Por favor, isso seria impossível de esconder durante tantos anos!… E com que objectivo? Toda a gente sabe que o Zuckerberg e o Ellsion são judeus e eles nunca deixaram de ser ricos por isso! A teoria não faz sentido… só se explica pela insistência dos nazionaliztaz na diabolização das elites como agentes judaicos. E é precisamente por isso que eu não quero nada com eles, essa estratégia está condenada ao fracasso, jamais venceremos senão denunciarmos TODAS as elites traidoras, independentemente de serem judias ou não.

Ilo Stabet disse...

Olá Afonso,

Eu também tenho pouca paciência para os naziis, porque em geral são pessoas com pouca capacidade intelectual com quem é difícil ter uma conversa sã. Estão obcecados e não vêem nada para além daquilo. A sua confirmation bias leva a que vejam judeu em todo o lado e ignorem a grande traição dos nossos compatriotas - quer das elites, quer do povinho. E isso é gravíssimo.

A única coisa que diria sobre o que escreveu é que não é apenas uma questão de medir a riqueza absoluta e quem são os mais ricos, mas de ver quem manda nas instituições chave do mundo. A instituição mais poderosa do mundo a meu ver é a Reserva Federal, que é aberta e totalmente liderada por judeus, há várias décadas, e é através dela que se perpetua o sistema (não estou a exagerar quando digo isto, mas é um tema que tenho de desenvolver num texto mais longo).

E claro que concordo que não são somente judeus - pelo contrário, mete-me ainda mais nojo a conivência das elites gentias (como os maçons em Portugal). Ou seja, sou a favor de mencionar todos os responsáveis, tal como o Afonso. Tendo em conta que o meu foco é na degeneração moral do cidadão comum, acima de tudo, tenho de apontar por um lado as forças que o promovem mas também a fraqueza espiritual do homem europeu. Cada povo tem os judeus que merece, e como dizia o Ezra Pound: democracia é um sistema que se define por ser controlado por judeus (podemos substituir os judeus por oligarcas, algo que já o Platão tinha identificado).

O que me causa mesmo muita confusão é, por exemplo, bloggers que defendem Israel com unhas e dentes, que falam da herança "judaico-cristã" (como se isso existisse e não fosse já uma invenção da modernidade para esconder a subversão interna) e que tentam colocar os judeus, sionistas, etc, como vítimas do Islão, por exemplo, quando as próprias elites judaicas admitem que estão em grande parte por detrás da invasão (como estiveram nas invasões mouras de antigamente, diga-se).

Como já disse e já vi ecoado por outras pessoas, prefiro viver como dhimmi num califado ultra-conservador do que estar à mercê da degeneração moral e relativista do mundo moderno - algo que é incessante e conscientemente propagado por judeus. Com esses bloggers custa-me mesmo vê-los como outra coisa que não falsa-oposição - embora possa ser ignorância ou vistas curtas. Ainda há pouco recomendei um livro sobre o assunto a um deles: https://ectoplasmasdelirantes.blogspot.com/2018/07/eurabismo-o-fim-da-heranca-judaico.html?showComment=1531231098104#c5892251047249114773. Aqui está um podcast em que o autor discute o conteúdo do livro: https://www.youtube.com/watch?v=-pf-pYBYNTM. Vamos ver se o vai mesmo ler ou se vai cair em ouvidos moucos.

Por fim, digo que do ponto de vista português, e embora eu conheça alguns, os judeus não são a classe dominante da mesma forma que o são, por exemplo, no mundo anglo-saxónico ou em frança. Por isso, sim, no panorama português é absurdo usar esse argumento.

Quanto ao podcast - não desisti, mas tenho andado ocupado com trabalho e estive ligeiramente constipado, por isso não ia conseguir gravar um episódio de jeito a falar pelo nariz haha. Por isso tenho-me dedicado mais a escrever. Espero nesta próxima semana conseguir gravar um ou dois - talvez grave dois separados porque entretanto acumulei temas, e assim faço um só a responder a questões do Afonso e da blogosfera e outro com o tema propriamente dito, senão fica um episódio com duas horas. Mas vamos ver.

Um abraço,
Ilo

Afonso de Portugal disse...

Olá Ilo,
«Eu também tenho pouca paciência para os naziis, porque em geral são pessoas com pouca capacidade intelectual com quem é difícil ter uma conversa sã. Estão obcecados e não vêem nada para além daquilo. A sua confirmation bias leva a que vejam judeu em todo o lado e ignorem a grande traição dos nossos compatriotas - quer das elites, quer do povinho. E isso é gravíssimo.

Muito bem resumido! É isso, é uma espécie de miopia cognitiva. Eles têm razão em muita coisa, mas depois não conseguem sair daquilo. É como se tivessem uma espécie de funil intelectual na cornadura, onde tudo aquilo que se atira lá para dentro acaba sempre dentro de um barril de judeus!


«(…)não é apenas uma questão de medir a riqueza absoluta e quem são os mais ricos, mas de ver quem manda nas instituições chave do mundo. A instituição mais poderosa do mundo a meu ver é a Reserva Federal, que é aberta e totalmente liderada por judeus, há várias décadas, e é através dela que se perpetua o sistema (não estou a exagerar quando digo isto, mas é um tema que tenho de desenvolver num texto mais longo).»

Eu concordo e até já fiz algumas postas acerca disso aqui no TU:
http://totalitarismouniversalista.blogspot.com/2013/09/o-sonho-americano.html

O meu problema não é para com esse diagnóstico, é em relação ao que fazer a seguir. É aí que as diferenças entre mim os nacionalista se tornam absolutamente irreconciliáveis. A estratégia deles é denunciar ad nauseam os judeus mas, em mais de 70 anos de história do nacionalismo pós Segunda Grande Guerra, isso não deu resultados que se vissem. Pelo contrário, apenas repeliu o nosso eleitorado e permitiu à superclasse diabolizar o Nacionalismo com sucesso ao longo das décadas. As pessoas no Ocidente não quiseram saber se as “suas” elites incluíam ou não muitos judeus, elas só quiseram saber da sua riqueza e bem-estar social.

As coisas só mudaram recentemente, quando os efeitos da imigração massiva começaram a aparecer em força, primeiros nos países como a França e a Holanda, depois no Reino Unido, na Alemanha e nos países nórdicos e agora também em Itália, na Áustria e na Grécia. Ou seja, as pessoas só se mexem quando lhes dói e é isto que os nazionaliztaz não conseguem perceber. Os judeus não as afectam directamente, elas não percebem a sua influência. Isto significa que a única estratégia de actuação consequente é apelar àquilo que as pessoas sentem, não àquilo que gostaríamos que elas sentissem.

Os meus críticos encaram esta posição como uma rejeição total das críticas aos judeus. Mais uma vez, isto apenas demonstra o quão MONUMENTALMENTE estúpidos eles são, porque uma coisa não implica à outra. Eu posso falar em segurança, em economia, em emprego, em valores morais e em imigração às pessoas sem estar constantemente a assustá-las com a ladainha dos judeus. O judeu não é o centro da história, o nosso povo é que é, pelo que é preciso centrar a narrativa no nosso povo. Eu não quero aliar-me a ninguém que não perceba isto, porque já sei que não vou a lado nenhum com essas pessoas.

Afonso de Portugal disse...

«O que me causa mesmo muita confusão é, por exemplo, bloggers que defendem Israel com unhas e dentes, que falam da herança "judaico-cristã" (como se isso existisse e não fosse já uma invenção da modernidade para esconder a subversão interna) e que tentam colocar os judeus, sionistas, etc, como vítimas do Islão, por exemplo, quando as próprias elites judaicas admitem que estão em grande parte por detrás da invasão (como estiveram nas invasões mouras de antigamente, diga-se).»

Bem, eu aqui só posso falar por mim. Eu defendo Israel porque tenho medo do que possa acontecer à Europa se alguém conseguir acabar com aquilo. Só vejo duas hipóteses: (1) os judeus em Israel serão todos exterminados; (2) os judeus em Israel virão todos ou em grande parte para Europa, sendo que há quem diga que Portugal chegou a ser considerado para recebê-los no Alentejo após a Segunda Grande Guerra. Estamos a falar de 6,5 milhões de pessoas, ou seja, de quase tantos judeus como em todos os estados dos EUA, que serão certamente redistribuídos pelo nosso continente! Isto, quanto a mim, é argumento mais do que suficiente para defender ou, pelo menos, não atacar Israel. E depois também não morro de amor pelos palestinianos, que considero ainda mais fanáticos e criminosos do que os israelitas. Aliás, já houve vários ataques de imigrantes palestinianos a europeus aqui na Europa, por motivos tão fúteis quanto estar a beber uma cerveja (álcool) numa esplanada!
Eu sei que estou em minoria no movimento nacionalista, mas não entendo como é que o ódio a Israel faz sentido. O lugar dos judeus é precisamente ali, no Médio Oriente, não é aqui na Europa.


«Como já disse e já vi ecoado por outras pessoas, prefiro viver como dhimmi num califado ultra-conservador do que estar à mercê da degeneração moral e relativista do mundo moderno - algo que é incessante e conscientemente propagado por judeus.»

Sim, mas eu aqui também não concordo consigo. Acho que tanto a degeneração actual como o califado que são dois extremos indesejáveis, porque os califados tendem a ser uma nulidade em termos de progresso científico e tecnológico e os liberalismos sociais tendem a ser uma nulidade em termos de coesão social, natalidade e saúde demográfica. A Europa cristã nunca precisou de chegar ao ponto dos califados no passado e, se tiver de chegar agora, é porque falhou completamente.


«Com esses bloggers custa-me mesmo vê-los como outra coisa que não falsa-oposição - embora possa ser ignorância ou vistas curtas.»

Bem, no meu caso é por não entender os benefícios. Não consigo perceber o que é que ganhamos em condenar os judeus e aceitar os muçulmanos. Para mim, isso é como escolher entre ser deixado sem roupas no meio da Antártida e ser deixado sem roupas no meio do deserto do Saara!


«Por fim, digo que do ponto de vista português, e embora eu conheça alguns, os judeus não são a classe dominante da mesma forma que o são, por exemplo, no mundo anglo-saxónico ou em frança. Por isso, sim, no panorama português é absurdo usar esse argumento.»

100% de acordo. A classe pulhítica “tuga” é constituída sobretudo por lacaios. E é preciso perceber que esses lacaios são geralmente muito bem recompensados pelos seus donos, como ilustra o caso Durão Barroso.


«Quanto ao podcast - não desisti, mas tenho andado ocupado com trabalho e estive ligeiramente constipado»

Fico contente! Apesar das nossas diferenças de opinião, o caro Ilo é daqueles nacionalistas que sabem expressar-se e argumentar com pés e cabeça. Precisávamos de muitos mais assim, mesmo sem concordarmos em tudo. Aliás, eu sou da opinião que todos os nacionalistas que escrevem em blogues deviam treinar o dom da oralidade e saber o que é gravar um vídeo para o YouTube ou para outra plataforma do género. É que escrever, qualquer um escreve, mesmo que escreva mal. Já saber responder na hora com agilidade mental e oral é outra história…

Afonso de Portugal disse...

Um abraço,
AdP

Anónimo disse...

Espero que não me estejam a incluir nesse grupo porque eu só pesquisei isso pela curiosidade de ver se havia quaisquer argumentos convincentes. Mas pronto, mea culpa, não devia escrever comentários quando o meu raciocínio está clinicamente perro e não noto esses problemas lógicos. Acho melhor o Afonso apagar estes meus dois comentários, não quero empestar o blogue e causar uma má impressão de mim.

Ass.Rui

Afonso de Portugal disse...

Claro que não, caro Rui! Pelo menos aqui no TU, o caro Rui ainda não começou a falar em judeus a toda a hora! Eu não levo a mal que se fale em judeus de vez em quando, era só o que faltava! Não é preciso apagar nada, o caro Rui não escreveu nada de mais! Eu não sou nenhum fanático que persegue as pessoas por terem ideias diferentes! Eu só fico furioso é quando as pessoas insistem e insistem e passam meses -ou até anos- a papaguear a mesma conversa de merda, o que não é de todo o caso do caro Rui!

Afonso de Portugal disse...

E que fique bem claro que o caro Rui é muito bem-vindo aqui ao TU. Não tenho nada, rigorosamente nada a apontar-lhe, antes pelo contrário, estou muito agradecido pela sua presença e contribuições neste espaço!

Ilo Stabet disse...

Olá Afonso

perdão pela resposta demorada.

a questão judaica é extremamente complexa. primeiro, porque a grande maioria dos judeus que fazem parte das elites que combatemos não são semitas - são etnicamente europeus e do caucaso (os ashkenazim).

Estes curtos videos (de um youtuber que recomendo bastante) são óptimos a explicar a questão:

https://www.youtube.com/watch?v=7xPU_PmkvaA
https://www.youtube.com/watch?v=l_GsOi2gj0I
https://www.youtube.com/watch?v=BhqppYrdL8o

depois, disputo a asserção de que a única solução não violenta é manter Israel. Pelo contrário, Israel é em si uma solução violenta. Começou com a expropriação e genocídio das pessoas que lá estavam (judeus semitas, Cristãos e muçulmanos), para estabelecer um estado ashkenazim. antes disso, estes povos viviam lá em paz. uma das razões para não se admitir este facto é que, contrário à propaganda de ambos os lados, ali o multiculturalismo funcionava, e por uma razão muito simples: porque, apesar das religiões diferentes, a raça era a mesma (povos semitas) e como tal partilhavam uma ligação, ao contrário do que hoje se quer afirmar, mesmo nos países como a Polónia, Hungria, etc - que desde que sejam Cristãos podem vir todas as raças e fica tudo bem. Sendo Cristão, esta argumentação, contrária às escrituras e à tradição, é absolutamente nojenta para mim.

por fim, não é possível compreender as guerras no médio oriente sem a intervenção ashkenazim e o seu plano de uma 'Israel maior', bem como a invasão islâmica da Europa. os islâmicos são peões nesta guerra, movidos por forças maiores. e honestamente, se eu fosse palestiniano, ou medio oriental, nutria pelo ocidente e pelos ocidentais um ódio natural: foram os nossos países que destruiram as suas cidades, mataram os seus compatriotas, e que agora propagam todo o tipo de relativismo e degeneração demoníacos.

não é que eu queira que os povos do médio oriente nos invadam - mas simplesmente entendo que, se não fosse pela influência ashkenazim, a turbulência nos países do médio oriente não existia, não existia terrorismo, e não existia invasão da Europa por eles.

deve existir uma nação judaica? creio que sim. embora favoreça a sua conversão ao Cristianismo, não sou utópico para achar que isto vai suceder rapidamente. agora, o problema é que os ashkenazim não são semitas, nem em boa parte judeus (mas sim ateus ou agnósticos ou literalmente satânicos). Por isso os ashkenazim, a meu ver, deveriam ser integrados nos países da sua origem étnica - Georgia, Arménia, Turquia do Norte - e provavelmente seria bom limitar-lhes o poder político, económico, social, etc. aliás, seja qual for o lugar onde estão, deveria limitar-lhes o poder - tal como se fazia na idade média. porque quando não se o faz... bom, sabemos os resultados.

um abraço,
Ilo