sábado, 7 de julho de 2018

Mais uma sondagem deprimente (6)...


      Já há algum tempo que não olhamos para as intenções de voto nos partidos pulhíticos "tugas", um exercício quase sempre deprimente, mas absolutamente necessário para compreendermos o que é a realidade da "participação política" do povo português. Hoje trago-vos aqui duas sondagens recentes:


1. Sondagem da Aximage para o Jornal de Negócios e o Correio da Manhã (9 a 12 de Junho de 2018):

Alguns poderão congratular-se com a descida nas intenções de voto no partido xuxalista do monhé imigracionista e do seu Cabrita, mas isso é como ir dentro de um barco a afundar-se e ficar todo contente por mudar para outro barco a afundar-se! A subida do partido xuxial da direitinha do Rio Risonho é apenas mais uma repetição do triste fenómeno que tem pautado a política portuguesa nestes 44 anos de Terceira República abrilina: ciclicamente, a maioria dos eleitores "tugas" vai alternando o seu voto entre os dois maiores partidos da nossa "democracia", incapaz de perceber que, à parte de duas ou três nuances praticamente irrelevantes, o PS e o PSD são essencialmente a mesma coisa: partidos globalistas sancionados pelos Bildebergues, pelos Rothchilds, Soros e afins.

E bem podem protestar e espernear todos aqueles que, cretina e estupidamente, continuam a insistir que a curva da abstenção legitima alguma coisa, porque a abstenção representa apenas as pessoas que não querem votar, mais nada. Não, ela não representa nenhum descontentamento generalizado com o regime, muito menos a vontade de fazer revoluções armadas. Escusam de insistir nessa parvoíce, porque as pessoas que não querem votar fazem-no por vários motivos, desde a simples preguiça e comodismo até à resignação impotente. O facto é que a abstenção não representa um bloco homogéneo de pessoas que queiram todas a mesma coisa, pelo que é ridículo, repito, RIDÍCULO, ver na abstenção a legitimação de uma hipotética revolução nacionalista.

Já expliquei isto várias vezes, mas nunca é demais repetir: quem não vai votar só está a passar um atestado de estupidez a si mesmo, porque quer seja 10%, quer seja 99%, a abstenção nunca invalida a validade do sufrágio.

Agora quero chamar a atenção para outro fenómeno, o de uma tendência que devia deixar toda a gente de bem preocupada: mais abaixo no gráfico vemos, a cor verde, a evolução do Bloco de Esterco nos últimos meses. O partido da lunática Martins e das manas Mortágua continua a crescer, devagarinho, é certo, mas sustentadamente, estando neste momento à frente do CDS e do PCP. Tendo em conta que há cada vez mais imigrantes em Portugal, a probabilidade de o Bloco vir a crescer nos próximos anos é considerável, porque os imigrantes tendem votar sobretudo na esquerda.

Mas isto, caros leitores, é só a ponta do icebergue. É que os partidos de esquerda, em particular o PS, estão a perceber que não precisam da direitinha para nada, como ilustram os resultados da segunda sondagem que vos trago...



2. Sondagem: eleitores do PS, BE e PCP querem repetir 'geringonça' em 2019
«Segundo uma sondagem da Aximage, feita para o Negócios e para o Correio da Manhã, os portugueses, no seu todo, estão divididos. E a origem da divisão é política. À esquerda, deseja-se uma reedição da geringonça. À direita, a preferência vai para uma governação solitária, sem maiorias garantidas. Uma aliança com o PSD é que não convence, nem sequer os eleitores do partido de Rui Rio
O que os votantes nos partidos de esquerda não querem mesmo é alianças à direita. Sem surpresa, só 9,6% dos eleitores da CDU e 7,3% do BE defendem uma aliança entre PS e PSD. Mas também no PS esse cenário tem muito poucos adeptos: só um em cada 10 votantes no PS defende um entendimento com o PSD.»


E reparem, caros leitores, a coisa ainda não fica por aqui:
«A Aximage levantou ainda outra questão sobre a responsabilidade dos partidos que apoiam o Governo diante um cenário de queda do Executivo (sem precisar a causa da crise política). E o partido a quem os inquiridos mais apontam o dedo é o PS: quase 37% acham que Costa seria o principal responsável caso o actual Governo não chegasse ao fim da legislatura.  O PCP surge em segundo lugar, sendo apontado por 30% dos inquiridos e só depois o BE, indicado por 19%.

Uma vez mais, é importante desagregar as opiniões por preferências partidárias. São sobretudo os eleitores do PSD (44%), da CDU (57%) e os abstencionistas (47%) que mais apontam o dedo ao PS. Obviamente, só 22% dos que tencionam votar em António Costa lhe atribuem a responsabilidade por uma eventual crise política. Para os socialistas, a CDU é o principal suspeito de uma crise política (44%), um diagnóstico partilhado pelos eleitores do CDS (42%).
»

Sublinho: o BE é o partido da 'geringonça' menos criticado pelos eleitores portugueses! É preciso dizer mais alguma coisa?...

4 comentários:

Ilo Stabet disse...

deprimentes sondagens, e embora não seja da opinião de que contem a verdade toda, sempre acabam por dar uma ideia da realidade. e a realidade é mesmo que o BE é o partido do futuro - os jovens (e os "jovens") gostam do seu libertinismo (mesmo à direita, querem o PSD ou o CDS seja um BE da direita - isto é, com uma economia ligeiramente menos estatal) e os mais velhos, embrenhados numa cultura que reverencia os jovens e os "jovens", também se põem de joelhos pelas 'causas jovens' e pelas causas dos "jovens". no fundo, e como já tenho dito várias vezes, o hedonismo é a verdadeira religião do europeu comum e sendo BE o seu maior representante, é natural que seja o partido menos criticado - pois todos pretendem ser como ele (tirando o PNR e algumas partes do PCP).

uma coisa é certa, o Afonso convenceu-me a votar no PNR nas próximas eleições (e repare que não voto há dez anos ou assim, a primeira vez que o fiz) e não foi só com este post. tendo em conta que sou convictamente anti-democrata, isto é certamente um testamento do estado lastimável a que a situação chegou, ou pelo menos de uma certa resignação da minha parte. espero que pelo menos suba um pouco nas percentagens e dê algum sinal de que existem pessoas com os olhos abertos.

um abraço,
Ilo

Afonso de Portugal disse...

Ilo Stabet disse...
«a realidade é mesmo que o BE é o partido do futuro - os jovens (e os "jovens") gostam do seu libertinismo (mesmo à direita, querem o PSD ou o CDS seja um BE da direita - isto é, com uma economia ligeiramente menos estatal) e os mais velhos, embrenhados numa cultura que reverencia os jovens e os "jovens", também se põem de joelhos pelas 'causas jovens' e pelas causas dos "jovens".»


É isso, há muito poucos a remar contra a maré, mesmo na Direita. Ainda há uns dias li uma série de postas sobre o declínio da natalidade no Ocidente no blogue da direitinha Blasfémias e pensei isso mesmo, a Direita portuguesa está tão degenerada como a esquerda.


«no fundo, e como já tenho dito várias vezes, o hedonismo é a verdadeira religião do europeu comum e sendo BE o seu maior representante, é natural que seja o partido menos criticado - pois todos pretendem ser como ele (tirando o PNR e algumas partes do PCP).»

Receio que seja isso mesmo, sendo que até mesmo no PNR e no PCP há pessoas que, claramente, já foram infectadas pelo vírus. Às vezes vou à página de Facebook do PNR e, entre os comentadores, apanha-se cada "pérola" que até se fica arrepiado, desde defensores dos panascas revoltados com a "homofobia" do partido até gente que garante que [o Presidente] "Marcelo ama o seu povo".

http://totalitarismouniversalista.blogspot.com/2018/03/marcelo-rebelo-de-sousa-direitinha.html


«uma coisa é certa, o Afonso convenceu-me a votar no PNR nas próximas eleições (e repare que não voto há dez anos ou assim, a primeira vez que o fiz) e não foi só com este post. tendo em conta que sou convictamente anti-democrata, isto é certamente um testamento do estado lastimável a que a situação chegou, ou pelo menos de uma certa resignação da minha parte. espero que pelo menos suba um pouco nas percentagens e dê algum sinal de que existem pessoas com os olhos abertos.»

Fico muito contente que o caro Ilo tenha decidido dar o seu voto ao PNR, porque o objectivo é mesmo esse, fazer a mensagem chegar a mais pessoas. Eu próprio não gosto de muita coisa no PNR, desde logo a existência de uma forte corrente minho-timorista e uma tendência clara para a defesa da colectivização dos meios de produção que me deixa bastante preocupado. Mas o grande problema é que não há alternativas ao PNR e nós na internet chegamos a muito poucas pessoas. O erro dos nacionalistas e dos identitários em geral tem sido não perceberem que só nos podemos dividir depois de termos massa crítica para isso, não nos podemos dividir enquanto formos poucos, porque a mensagem fica demasiado diluída para poder fazer a diferença. Os fundadores do BE perceberam isso, souberam pôr de lado as suas diferenças para se centrarem no que tinham em comum. Os nacionalistas precisam urgentemente de fazer o mesmo. Ontem já era tarde!

Um abraço!
AdP

Ana Maria disse...

Bom dia Afonso,

Sim estas sondagens sao verdadeiramente deprimentes por aquilo que representam: uma vitoria esmagadora da doutrinacao marxista. Temos que reconhecer que a estrategia deles funciona bem. Foram e continuam a ser sistematicos, pacientes e nao se cansam. Seguiram um plano e sabem que objectivos devem alcancar.
E a direita? Exactamente o oposto, cada um por si. ..Por isso obviamente que e de votar no pnr. Mas isso nao basta.
O trabalho do Afonso e de outros seus colegas tambem e muito meritorio. Mas isso nao chega porque sao poucos os que o leem.Este tera de ser um trabalho de muita paciencia e persistencia tambem para todos os que ja acordaram para a realidade. Mas sim, falta um plano e falta unidade. E isso triste.
Cumprimentos

Ilo Stabet disse...

Olá Afonso,

Começo por falar na questão do BE, sobre a qual tenho uma opinião distinta. Não tenho provas, mas tenho suspeitas de que homens como o Soros financiaram essa agremiação. O PCP não conseguiam cooptar, então decidiram juntar os grupelhos radicais, e trocar a defesa da classe baixa pelo relativismo moral e a libertação sexual. De repente, o BE tinha campanhas com marketing de ponta, dinheiro para as pôr em prática, e uma mensagem 'cosmopolita' - quando não tinha nada disso antes. Há uns tempos vi na RTP memória um programa do Herman com o Louçã dos inícios do BE, em que falaram precisamente dessa viragem estética nas campanhas e foi muito, muito suspeito.

Sobre o PNR, bem sei que há essas correntes e não são minoritárias. antes de começar o blog, cheguei a discutir com minho-timoristas sobre o assunto no youtube e afins. E sobre os sodomitas, já previ no podcast (e espero estar enganado) que o PNR eventualmente se resigne e se transforme na AfD, e quando isso suceder, tenho muita pena mas vão mesmo perder o meu apoio. Por enquanto, no entanto, continuam a defender a família e não têm, que eu saiba, nenhum sodomita nos seus meios (pelo menos nos lugares de liderança - apoiantes sei de ciência certa que têm). Infelizmente, no entanto, já se nota um pouco esse caminho, porque falam constantemente do Islão quando o problema 'lusófono' (Angola, Moçambique, Brazil, etc) é infinitamente mais preocupante do que a meia dúzia de muçulmanos. E digo-lhe sinceramente, se a opção for ser governado por norte-africanos/árabes vs. subsarianos/brasileiros, a opção muçulmana é muito, mas mesmo muito, preferível. basta olhar para a África do Sul ou Brasil para se observar o barbarismo em que iriamos cair, um tipo de barbarismo violento que mesmo os semitas não são capazes de perpetrar(não por serem bonzinhos, mas porque é completamente contraproducente e destrutivo mesmo para eles). Mas enfim, não há mesmo alternativa. E ficar em casa, como o Afonso diz, não serve para nada, por muito que eu queira fingir que tenho muitos princípios e sou bom demais para participar no negócio sujo da democracia.

Um abraço,
Ilo