sexta-feira, 1 de junho de 2018

Douglas Murray entrevistado pelos cabrões dos sapos (3ª Parte)


     O livro "A Estranha Morte da Europa", de que vos falei um  pouco aqui e aqui, foi finalmente publicado em português abortês. Por ocasião do lançamento dessa versão "portuguesa", o Sr. Murray concedeu uma entrevista aos cabrões dos sapos que decidi reproduzir na íntegra aqui no TU, mas com os meus próprios comentários. Esta é a terceira parte da entrevista. Quem ainda não tiver lido a primeira e a segunda partes, deve começar ler Douglas Murray entrevistado pelos cabrões dos sapos (1ª Parte) e Douglas Murray entrevistado pelos cabrões dos sapos (2ª Parte).
«Sapos: Historicamente, e sem recuar muito, [a imigração] começou depois da II Guerra Mundial, não foi? Você não fala na Geração Windrush (os jamaicanos que foram convidados a ir trabalhar na Grã-Bretanha) mas foi a primeira vez que se importaram estrangeiros em grande número. E agora eles estão a ter grandes problemas com o Estado, que não lhes quer dar direitos. Agora, que estão velhos.
Douglas Murray: Ah, pois, os que vieram naquele barco (o navio Windrush). O Governo quer fazer alguma coisa, mas está a tomar a atitude errada. Eles vieram na década de 1950, agora têm mais de setenta anos. É terrível, foram convidados e agora...»

E aqui temos mais um belo exemplo da hipocrisia monumental das elites imigracionistas: como os "jovens" da Geração Windrush já não são jovens (notar as aspas em cada caso), eles já não têm utilidade para servir de mão-de-obra quási-escrava e também não são muito úteis para votar no esquerdalho, porque a sua esperança média de vida restante já só é de 10 anos ou pouco mais. Portanto, cai mais uma vez por terra o argumento de que a imigração é uma questão de humanitarismo...
«Sapos: Então, vamos dividir as imigrações em duas épocas. Na mais recente, é a questão dos refugiados. Antigamente, os estrangeiros vinham para a Europa porque a Europa precisava deles e convidou-os.

Douglas Murray: Sim, trabalhadores convidados.
»

Não, isso é uma meia-verdade. Alguns dos alógenos foram efectivamente convidados, mas grande parte -talvez até a maioria- não foi. A Europa sempre teve muitos imigrantes ilegais, antes e depois da famigerada "crise dos refugiados".
«Sapos: Pois. Na realidade trabalhadores indiferenciados, porque os europeus já não queriam fazer esses trabalhos não especializados.

Douglas Murray: Eram precisos para a reconstrução, depois da guerra

Duas afirmações altamente discutíveis, tanto da parte dos cabrões dos sapos como da parte do Sr. Murray. Os cabrões dos sapos insistem na velha falácia dos "trabalhos que os europeus já não queriam fazer", um mito já várias vezes desconstruído pelos críticos da imigração em massa: o que se passa é que os europeus se recusam cada vez mais a serem mal pagos por patrões que enriqueceram desmesuradamente à custa do seu trabalho, e não que os europeus já não queiram fazer determinados trabalhos.

E o Sr. Murray também falha ao declarar que os imigrantes "eram precisos", sem especificar em concreto os motivos pelos quais eles "eram precisos" (não, a reconstrução, por si só, não é um motivo; a falta de mão-de-obra nativa é que poderia ter sido um motivo, mas não foi, não havia falta de mão-de-obra, o que havia era falta de mão-de-obra a preço de chuva, o que é totalmente diferente). O Sr. Murray também não refere que a tal "reconstrução" se limitou apenas a alguns países europeus, pelo que não havia a necessidade de toda a Europa importar tantos imigrantes, tal como não há no presente.
«Sapos: Até nós aqui, em Portugal, temos asiáticos a trabalhar na agricultura. Porque os portugueses não querem esses empregos. Na Grã-Bretanha é o mesmo. Os empregadores pagam mal mas eles estão muito satisfeitos por estar aqui. Portanto, o facto é que a Europa pede para ter esses estrangeiros. É para trabalharem, não para se integrarem. Depois, temos a situação dos refugiados, que é outra questão. 
Douglas Murray: Pois é. Entretanto, entre essas duas situações... Os ingleses fizeram um império, sem pensar muito no assunto.»

Os cabrões dos sapos não desarmam, insistem que "os portugueses não querem esses empregos", como se o problema residisse nos empregos em si e não no facto de serem mal remunerados! Mas ao menos reconhecem que os invasores vêm "para trabalharem, não para se integrarem"! Agora falta o próximo passo lógico, ó seus sapos: se eles vêm "para trabalharem e não para se integrarem", o que é que vocês acham que vai acontecer com os seus filhos e netos, que já não hão-de querer trabalhar nos mesmos empregos mal pagos e também não vão estar integrados? Percebem agora a inevitabilidade do carácter suicida da imigração? Percebem???
«Sapos: Sem pensar? Fizeram-no para ganhar dinheiro, pelos lucros.

Douglas Murray: Mas não era onde eles queriam chegar quando começaram. Acho que criámos a situação dos imigrantes sem pensar. Começámos por lhes dizer para vir fazer as nossas colheitas e guiar os nossos autocarros, sem esperar que viesse a acontecer o que aconteceu. E depois percebemos, em vários países, que não havia trabalho para que essas pessoas viessem e trouxessem as suas famílias, que ia haver um problema com a Segurança Social e muitas outras questões... E reconhecemos que temos esta diversidade multicultural, que somos realmente uma sociedade multicultural, e então dissemos-lhes que gostamos muito de os ter cá e que a cultura deles é muito interessante, que a deviam manter. E a seguir, já neste século, dizemos que realmente não é bem assim, que gostávamos que eles se tornassem iguais a nós. Finalmente, em 2015, a Europa levantou os braços e disse que se estava nas tintas, que o mundo podia entrar à vontade.»

Aqui o Sr. Murray está a ser extremamente ingénuo e, pior do que isso, a mostrar que não está a par da realidade do Marxismo Cultural. É evidente que nem toda a gente anteviu as consequências nefastas da imigração em massa, mas houve muita gente que não só as anteviu como apostou nessas consequências para consolidar o seu poder! É o caso da Esquerda política, por exemplo. A esquerda percebeu, já na primeira metade do séc. XX, que os imigrantes constituíam o prolongamento natural do seu proletariado, i.e. que os imigrantes eram essencialmente uma massa de seres humanos desenraizados, desapossados, revoltados e, por isso mesmo, com uma vontade enorme de contribuir activamente para a destruição das instituições e das hierarquias vigentes no Ocidente! A imigração em massa proporcionou à Esquerda a maior oportunidade em toda a sua História de ela levar a cabo, com sucesso, políticas de identidade.

E também não concordo com o Sr. Murray quando ele diz que "Finalmente, em 2015, a Europa levantou os braços e disse que se estava nas tintas, que o mundo podia entrar à vontade". Não foi a Europa, foram os líderes da Europa, muitos dos quais nem sequer chegaram a ser eleitos! E fizeram-no com objectivos que ultrapassam largamente o plano económico, trata-se de tentar alterar irreversivelmente a própria demografia europeia, com o objectivo de criar uma população mestiça à escala global, para que depois eles, os criadores, os miscigenadores, possam reinar sobre esses "homens novos" também à escala global!
«Sapos: Não acha que há diferença entre a Grã-Bretanha e a França, por exemplo? Porque em Inglaterra nunca se tenta integrar os imigrantes. Se são paquistaneses, deixá-los ser. Mas em França sempre houve a ideia de que os imigrantes devem tornar-se franceses – especialmente os argelinos. Não funcionou, mas era a intenção. A situação em França parece pior do que em Inglaterra.

Douglas Murray: Isso é porque os franceses acham que são como os americanos; dizem-lhes que a República é assim e que os imigrantes têm de se conformar com ela ou ir-se embora. Assim, de certo modo estão melhor preparados para fazê-lo. Enquanto que em Inglaterra o Governo não faz ideia do que está a fazer. Por isso é que não param de discutir...

Sapos: Mas na Grã-Bretanha nunca houve a intenção de integrar os imigrantes, nem quanto a religião nem quanto ao idioma. 

Douglas Murray: A princípio não havia, de facto. Ninguém estava à espera de ver aldeias inteiras das montanhas do Paquistão no meio de Inglaterra, com toda a gente a ir à igreja ao domingo e a beber cerveja morna.»

Lá está, não é verdade que "ninguém estava à espera de ver aldeias inteiras das montanhas do Paquistão no meio de Inglaterra"! O inglês médio talvez não estivesse, mas as elites britânicas claramente estavam, elas sabiam perfeitamente o que ia acontecer se importassem carradas e carradas de paquistaneses durantes anos a fio... mas a aposta delas era mesmo essa -e é absolutamente vital que compreendamos isso: criar pequenas réplicas do Paquistão, da Índia, da Jamaica, etc. em toda a Grã-Bretanha, para depois capitalizar com a ruptura social e os conflitos entre as diferentes populações! Isto foi tudo planeado, Sr. Murray, não foi nenhum acidente!... E se os verdadeiros motivos por detrás da imigração massiva -poder político e económico e controlo das populações- não forem devidamente denunciados, a imigração irá prosseguir nas próximas décadas, até que os seus efeitos demográficos e culturais sobre a Europa se tornem irreversíveis!!!

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Ver também:

«A Europa está a cometer suicídio»
«Os europeus perderam o "sentido trágico da vida
Douglas Murray sobre as diferenças idiossincráticas entre o Oeste e o Leste da Europa
Douglas Murray coloca um pirralho globalista no seu devido lugar

4 comentários:

Anónimo disse...

Desculpe, mas é só para informar:
https://www.afp.com/en/news/826/suspected-islamists-behead-10-mozambique-local-sources-doc-15f82d3
E nenhuma linha nos jornais da lusofonia, exceto moçambicana.

Afonso de Portugal disse...

Caro anónimo, não tem de me pedir desculpa, eu até agradeço o link! :)

Seja como for, eu já tinha dado essa notícia mais abaixo, embora a sua observação acerca da omissão meditática seja muito pertinente!

Anónimo disse...

Boa tarde aqui do Brasil (Boa noite ao(s) caríssimo(s) portugueses).

Há mais de um ano, tenho acompanhado o blogger de forma "silenciosa", porém com alguns modestos comentários. Divulguei o link acima. Gostaria de um contato de e-mail para um colóquio com o ilustre. Não consegui visualizá-lo no blogger.

Att,

Eduardo - Brasil

Afonso de Portugal disse...

Caro Eduardo,

Fico muito honrado pelo seu convite, mas não estou interessado em debater com ninguém ao vivo ou em directo. Não sou uma pessoa com o dom da oralidade, tendo a enredar-me nos meus pensamentos e a dizer coisas que não são exactamente aquilo que penso. Além de que a minha disponibildiade para o combate nacionalista está esgotada, já mal consigo arranjar tempo para actualizar este blogue, não posso dedicar-me a mais nada. Aliás, muito sinceramente, tenho pensado em desistir dele nos últimos tempos...

Encorajo no entanto os outros leitores do TU que estiverem a ler isto a entrar em contacto consigo. Uma das pessoas que provavelmente aceitará falar consigo é o Ilo Stabet, um dos mais brihantes e dedicados blogueiros cristãos.

Saudações Nacionalistas!